domingo, 29 de março de 2009

Boletim 15/2009

MOVIMENTO QUEM VEM COM
TUDO NÃO CANSA
Rio de Janeiro, 29 de março de 2009. Boletim 15.



Convidamos os estudantes da UFRJ para as próximas reuniões do Movimento, na Praia Vermelha, no CCS e no CT/CCMN/CLA: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/proximas-reunioes-do-movimento-quem-vem_28.html

Campanha financeira de contribuição solidária ao Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa:
http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/contribua-com-o-movimento-quem-vem-com.html

Entre na nossa comunidade do orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21276125

CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa publiciza a sua pré-tese ao CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES:
http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/pre-tese-ao-congresso-nacional-de.html
Convidamos os estudantes e entidades interessadas em debater o conteúdo e/ou manifestar o desejo em assinar o texto que entrem em contato conosco.

Convocamos os/as estudantes para que fortaleçamos o novo Movimento Estudantil, participando do CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES, de 11 a 14 de junho, no Rio de Janeiro.


O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa convoca os estudantes de pós-graduação para participarem do Congresso: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/carta-aos-estudantes-de-pos-graduacao.html

Confira o regimento do evento: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/regimento-do-congresso-nacional-de.html

Informativo nº 6 da Comissão Organizadora: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/informativo-da-comissao-organizadora-do.html

Moção de apoio à luta dos estudantes da Estácio de Nova Iguaçu: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/todo-apoio-luta-dos-estudantes-da.html

Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54172448

UFRJ

O Plano Diretor é a materialização do REUNI na UFRJ. Não podemos aceitar o processo de ressignificação do papel social da Universidade, submetido aos interesses dominantes que Lula/PT atendem no Brasil: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/rumos-do-plano-diretor-do-reuni-na-ufrj.html

Reportagens sobre a manifestação no CEG. Campanha ESTÁGIO JÁ: http://ufrjcaped.blogspot.com/2009/03/reportagem-sobre-campanha-estagio-ja.html
Veja o vídeo com a fala do CAPed durante a Sessão do CEG de 25 de março: http://www.youtube.com/watch?v=Hi3Bj2TttvU
Fotos, vídeo e reportagens sobre a campanha: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/estagio-ja-reportagens-fotos-e-video-da.html

Conselho de CAs para encaminhar o calendário eleitoral do DCE Mario Prata:
http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/conselho-de-cas-da-ufrj.html

Mais de mil estudantes participam do Furdunço de Educação Física e Dança: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/furdunco-de-educacao-fisica-e-danca.html

Relatório da 1ª reunião do ARRAIÁ UFRJ 2009: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/relatorio-da-1-reuniao-do-arraia-ufrj.html

Inauguração do Bandejão: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/dia-30-de-marco-inauguracao-do-bandejao.html

Inauguração do Cine Letras: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/cine-letras-sera-inaugurado-com.html

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Participe da comissão organizadora do Encontro Regional de Estudantes de Educação Física, que será na UFF, de 18 a 21 de abril de 2009:
http://ufrjcaefd.blogspot.com/2008/11/ereef-2009.html
Comunidade EREEF UFF 2009 no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=85159773

Convocatória do XXX Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física, na USP de 18 a 25 de julho: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/convocatoria-do-xxx-encontro-nacional.html

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE PEDAGOGIA

Está no ar o blog do Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia, que ocorrerá de 18 a 24 de julho, em Recife-PE: http://www.29enepe.blogspot.com/

CAMPANHA FINANCEIRA

Em 2009, a venda de trufas continua como campanha financeira para viabilizar os materiais e organizar as diversas atividades. Participe comprando as trufas ou ajudando-nos a vende-las: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/trufas.html

Contribua com o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA


Nesse mês, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa completou seu aniversário de quatro anos. Ao longo desse período, ocupamos a Direção da EEFD contra os cursos pagos, da ECO contra o autoritarismo, da Reitoria contra o REUNI de Lula/PT e o Plano Diretor de Aloísio Teixeira; estivemos na construção de eventos como o Simpósio de Educação Física e Dança, o Encontro Regional de Estudantes de Educação Física; publicamos textos e boletins informativos; organizamos debates, palestras e dezenas de reuniões; participamos da construção de um novo Movimento Estudantil, através de espaços como o Encontro Nacional Contra a Reforma Universitária, os Encontros Nacionais de Estudantes em Sumaré-SP e Sarzedo-MG; atuamos na Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes e atualmente construímos o Congresso Nacional de Estudantes; mobilizamos para campanhas em defesa de demandas específicas do corpo discente sem descolar das lutas gerais, que nos levaram a caravanas em Brasília ou a grandes manifestações como o 28 de março em homenagem a Edson Luís. Enfim, historicamente temos atuado em defesa dos interesses da juventude, ao lado da classe trabalhadora.

Após a retomada de lutas a partir das ocupações de Reitoria em 2007, o Movimento Estudantil encontra-se em um novo patamar e precisa se consolidar. De maneira autônoma e independente de Governos, Reitorias e Direções, é necessária uma nova concepção de luta e combatividade. Como percebemos, para que seja possível concretizar as ações diárias de luta, são necessários recursos financeiros que viabilizem a construção de cartazes, faixas, panfletos, jornais, adesivos etc. bem como passagens para a participação em eventos regionais e nacionais.

Em 2009, temos pela frente a defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, a luta contra a materialização do REUNI nas Universidades e contra o IFET nas escolas técnicas, as eleições para a próxima gestão do DCE Mario Prata, a campanha contra a restrição do direito à meia-entrada e contra a volta do monopólio das carteirinhas da UNE e a realização do Congresso Nacional de Estudantes, espaço onde defendemos a criação de uma nova entidade estudantil para organizar as lutas por todo o país.

Portanto, por meio desta carta, objetivamos dialogar com todos os atuais e antigos militantes, amigos, familiares, professores e simpatizantes do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, para que garantamos a combatividade e a independência do novo Movimento Estudantil através de contribuição financeira solidária*, que esteja ao alcance material de cada um, mas que será extremamente valorosa para a construção das lutas e das atividades que teremos nos próximos meses.

Saudações de luta,
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.

*Àqueles(as) que puderem auxiliar com recursos materiais e/ou financeiros, entrar em contato através do endereço eletrônico quemvemcomtudonaocansa@yahoo.com.br ou dos telefones (21)86779746 / (21)94502472.

Carta aos estudantes de pós-graduação

AOS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO


De 11 a 14 de junho, o Rio de Janeiro sediará o Congresso Nacional de Estudantes, espaço importante no cenário que acompanhamos, onde ataques são dirigidos aos trabalhadores e à juventude para favorecer a classe dominante em meio à crise estrutural do sistema capitalista.
Depois da ascensão do Governo Lula/PT e da continuidade da implementação de políticas neoliberais, a União Nacional dos Estudantes sofreu uma mudança qualitativa na sua atuação, passando a funcionar como um Ministério da Juventude de Lula/PT, freando as mobilizações e as lutas e em muitos momentos enfrentando-se fisicamente contra os defensores da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.
A Reforma Universitária e o REUNI trazem drásticas conseqüências e adequam o papel social do Ensino Superior às demandas da divisão internacional do trabalho, multiplicando os diplomas e metralhando a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Em relação aos graduados, acompanhamos a multiplicação de cursos lato sensu que cobram taxas de matrícula ou semestralidades e ferem o caráter público do ensino. Além disso, as regras da CAPES e dos órgãos de fomento referentes à produtividade e baseadas no ranqueamento e na competitividade entre as instituições aceleram o tempo para conclusão de cursos strictu sensu ao mesmo tempo em que os recursos oferecidos—como bolsas, bibliotecas, laboratórios etc.—encontram-se cada vez mais escassos.
Por conta desse quadro, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa levou a proposta de incluir a participação dos estudantes de pós-graduação no Congresso Nacional de Estudantes. Cada curso com até 300 alunos poderá ser representado por 5 delegados no espaço. Convidamos, portanto, os estudantes de pós-graduações lato e strictu sensu para que discutam em suas turmas a importância de realizarem os debates para construirmos o novo Movimento Estudantil, levantando bandeiras como a gratuidade dos cursos, o atendimento às necessidades materiais para a produção do conhecimento e a ampliação de bolsas.
A pré-tese “Para enfrentar a crise, organizar a juventude e consolidar o novo Movimento Estudantil” encontra-se disponível para leitura e estamos à disposição para eventuais discussões e interesses em assiná-la conosco: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/pre-tese-ao-congresso-nacional-de.html

Saudações de luta,
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.

Furdunço de Educação Física e Dança recepciona a calourada

Foi agitado o dia 26 de março na Garagem de Remo da Escola de Educação Física e Desportos. Durante mais de 6 horas de evento, cerca de mil estudantes participaram do evento que visa integrar a calourada de Educação Física e Dança às atividades na UFRJ. O Furdunço foi organizado pela gestão Quem Vem Com Tudo Não Cansa do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança e pelo projeto de extensão gratuito e de qualidade COMUNIDANÇA. O eixo temático do Furdunço esse semestre foi contra a restrição da meia-entrada e contra a volta do monopólio das carteirinhas estudantis, proposta da UNE. Além disso, a construção do Congresso Nacional de Estudantes em junho e a defesa da nova entidade estudantil apareceram no espaço!
O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa auxiliou na organização e na divulgação do Furdunço. Também montou uma barraca, onde as tradicionais trufas e a batida Porreta no Reitor foram vendidas como campanha financeira para o fortalecimento do novo Movimento Estudantil.


Faixa do CAEFD exposta durante o Furdunço.


Produtos do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.

DJ Deco mais uma vez marcando presença.


Aulões inaugurais de 2009/1 do Projeto COMUNIDANÇA.


Diversos estudantes participam das aulas de samba, forró, zouk e tango.

sábado, 28 de março de 2009

Convocatória do XXX Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA
GESTÃO 2008/2009



CONVOCATÓRIA


A Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF) convoca todos os estudantes da área da Educação Física, juntamente com seus respectivos Centros e Diretórios Acadêmicos, e os integrantes da atual nominata da ExNEEF, para que compareçam ao XXX ENEEF – Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física, que realizar-se-á entre os dias 18 e 25 de julho de 2009, na Universidade de São Paulo – USP, no campus Armando de Sales Oliveira (Butantã) .
Entendendo a importância desse espaço como meio de encaminharmos e atualizarmos nossas ações acerca do Movimento Estudantil de Educação Física, bem como garantir a organização e a própria dinâmica do movimento, é que se faz necessária a participação de cada um, garantindo assim coerência e diversidade de idéias para construção e fortalecimento do MEEF.

Então, desde já contamos com a presença de todos.

Saudações estudantis,
ExNEEF
Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física

Próximas Reuniões do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

Conforme conversamos na nossa reunião do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa - UFRJ, é essencial que nos dediquemos agora à realização de reuniões específicas do Movimento nos diferentes centros da UFRJ. Essas reuniões são fundamentais para aproximarmos novos estudantes, já que muitos não conseguem comparecer nas datas de reuniões gerais do Movimento. Estamos em um momento muito importante, no qual a crise econômica capitalista nos coloca ainda mais a necessidade de organização em defesa de nossos direitos e da educação pública. Precisamos fortalecer a luta contra o Reuni e o Plano Diretor, por assistência estudantil, a campanha Estágio Já!, a mobilização em defesa da meia-entrada e contra a volta do monopólio das cateirinhas estudantis pela UNE, e garantir uma boa intervenção do nosso Movimento nas eleições do DCE e no Congresso Nacional de Estudantes. Portanto, mãos à obra!
Após o ato da campanha Estágio Já!, impulsionada pelo CAPED e incorporada por diversas entidades, como o CAEFD, elaboramos uma proposta inicial de reuniões por centro para a próxima semana:
* Quarta-feira, 1/4 - Praia Vermelha - 12h
Local: em frente ao Auditório Anisio Teixeira, ao lado da piscina
* Quinta-feira, 2/4 - CCS - 12h
Local: Teatro de Arena do CCS, ao lado da praça de alimentação
* Quinta-feira, 2/4 - CT/CCMN/CLA - 12h
Local: Bloco E, em frente à Escola de Química

Conselho de CAs da UFRJ

Conselho de CAs

Dia 30 de março – Segunda-feira

18h no IFCS



1) Eleições do DCE


Assinam essa convocatória:
CA de letras, CAECO, CAFAU, CASS e CAEFD

Regimento do Congresso Nacional de Estudantes


Regimento do Congresso Nacional de Estudantes
Aprovado na 4ª reunião nacional de construção do Congresso, entre os dias 21 e 22 de março, em Salvador/BA



Capítulo I – Dos objetivos, organização, local, data e participantes

Art.1 – O Congresso Nacional dos Estudantes tem dois objetivos principais:
a) Compartilhar e articular os processos de lutas ocorridos no movimento estudantil, discutindo a realidade da Educação e da sociedade e os principais desafios dos estudantes no próximo período.
b) Discutir e articular o conjunto de iniciativas sobre a reorganização do movimento estudantil e as necessidades organizativas dos/as estudantes diante de tais lutas

Art. 2 – O Congresso Nacional de Estudantes é organizado em reuniões nacionais abertas a todos os/as estudantes e entidades estudantis interessados e pela Comissão Organizadora aberta, eleita nas reuniões nacionais.

Art. 3 – O Congresso Nacional de Estudantes será realizado de 11 a 14 de junho de 2009, na cidade do Rio de Janeiro.

Art. 4 – São participantes do Congresso Nacional de Estudantes:
a) Delegados/as de qualquer instituição de ensino médio, técnico ou superior (graduandos/as e pós-graduandos/as), na modalidade presencial ou a distância, eleitos/as de acordo com os critérios descritos neste regimento. Estes terão direito a voz e voto no Congresso.
b) Convidados/as de entidades estudantis de outros paises, com direito a voz no Congresso.
c) Convidados/as representantes de entidades estudantis gerais (DCE`s e Executivas/Federações de Curso/ Entidades Estaduais e Secretarias). Estes terão direito a voz no Congresso.
d) Convidados/as de sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares, com direito a voz.
e) Convidados/as a participar de mesas e painéis do Congresso, com direito a voz.
f) Estudantes interessados de qualquer instituição de ensino médio, técnico ou superior, na modalidade presencial ou a distância, na categoria de participantes. Estes terão direito a voz durante o Congresso.

Capítulo II – Do temário

Art. 1 – O temário do Congresso Nacional de Estudantes é baseado em três eixos:
a) Educação
b) Sociedade
c) Movimento Estudantil

Capítulo III – Dos órgãos do Congresso Nacional de Estudantes e o processo de votação

Art. 1 – Os órgãos do Congresso Nacional de Estudantes são:
a) Mesas: servirão para acúmulo de debate, com caráter encaminhativo, não possuindo caráter deliberativo. Contarão com a participação de membros convidados/as para a exposição de contribuições relacionadas aos temas debatidos.
b) Painéis: mesas menores que aprofundam sobre determinado tema para acumular para os debates do Congresso. Possuem caráter encaminhativo e não deliberativo.
c) Grupos de discussão: debatem e encaminham propostas para votação na plenária final.
d) Oficinas: espaços para discussão de temas gerais, organizados por qualquer estudante que queria inscrever uma oficina (inscrição através do site: www.congressodosestudantes.org.br ou pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br até o dia 30 de maio de 2009.). Possuem caráter encaminhativo e não deliberativo. Os temas, datas e horários serão publicados no caderno de teses.
e) Plenárias gerais: consistem no órgão deliberativo do Congresso, nas quais as propostas encaminhadas nos grupos de discussão, mesas, painéis, oficinas e teses serão votadas. Todas as propostas terão direito a defesa durante a plenária.

Capitulo IV – Da organização dos debates

Art. 1 – Os debates do Congresso Nacional de Estudantes serão baseados nas pré-teses e teses produzidas por qualquer estudante de qualquer instituição de ensino, bem como com base nas discussões ocorridas nos órgãos do Congresso.

Art. 2 – Sobre as pré-teses ao Congresso:

a) O papel das pré-teses é garantir a realização das discussões políticas antecipadamente ao Congresso nas instituições de ensino, permitindo que os/as estudantes possam construir e serem eleitos delegados/as de acordo com as pré-teses que concordarem. Não é condição, entretanto, que para um delegado/a ser eleito, tenha que estar alinhado/a a uma pré-tese.
b) O prazo para entrega da pré-tese será o dia 15 de abril de 2009 (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br)
c) Todas as pré-teses deverão ser divulgadas no site do Congresso e utilizadas durante o processo de eleição dos delegados/as ao Congresso.
d) Não haverá limite máximo de caracteres, dado que as pré-teses não terão impressão centralizada pela Comissão organizadora do Congresso.
e) Não haverá número mínimo de assinaturas para apresentação da pré-tese, portanto, qualquer estudante de qualquer instituição de ensino superior poderá escrever e publicar uma pré-tese.
f) As pré-teses podem discorrer sobre qualquer tema, não necessariamente os assuntos relacionados ao temário do Congresso.

Art. 3 - Sobre as teses ao Congresso:

a) O papel das teses é garantir, além de um espaço para encaminhar propostas ao Congresso, também uma forma de apresentar democraticamente os debates ao Congresso.
b) As teses serão divididas em dois tipos: Teses gerais e teses temáticas. As teses gerais correspondem às propostas relacionadas ao temário do Congresso e as teses temáticas correspondem aos diversos outros temas que também poderão ser debatidos no Congresso.
c) As teses gerais deverão ser enviadas até o dia 30 de maio de 2009, e terão de respeitar o limite máximo de 18.000 caracteres (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br).
d) As teses temáticas deverão ser enviadas até o dia 30 de maio de 2009 e deverão respeitar o limite máximo de 4.000 caracteres (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br)
e) A Comissão Organizadora do Congresso deverá garantir a impressão de um caderno contendo todas as teses (gerais e temáticas) que forem apresentadas de acordo com este regimento.
f) Todas as teses terão o mesmo tempo de apresentação durante o Congresso – 15 min. para cada tese na plenária de apresentação de teses.
g) As teses que poderão se apresentar na Plenária de apresentação de teses serão as teses gerais.
h) Não haverá número mínimo de assinaturas para apresentação das teses, portanto, qualquer estudante de qualquer instituição de ensino superior poderá escrever e publicar uma tese.
i) As teses poderão ser inscritas mesmo sem possuírem uma pré-tese anterior correspondente.

Capitulo V – Da dinâmica do Congresso

Dia 10 de junho, quarta feira:
12h às 22h - Abertura do credenciamento.

Dia 11 de junho, quinta feira:
8h - Reabertura do Credenciamento
8h às 9h - Café da Manhã
9h - Mesa de Abertura do Congresso Nacional de Estudantes
Tema: Nós não pagaremos pela crise deles! – A crise econômica internacional e a resistência dos movimentos sociais
12h às 13h – Aprovação do regimento interno do Congresso Nacional de Estudantes
13h às 14h30 – Almoço
14h30 às 16h30 (?) – Plenária de apresentação das teses ao Congresso Nacional de Estudantes – cada tese terá 15 minutos para apresentação, portanto, o horário de término desta atividade ainda está por se definir.
16h30 (a depender do horário de término da plenária das teses) - Painéis simultâneos:
1) O projeto neoliberal de ataque às universidades públicas e a luta estudantil pro um novo projeto de universidades
2) Não pago, nem pagaria! Educação não é mercadoria! – A crise das universidades privadas e a luta pelo fim do ensino pago
3) Os ataques ao ensino básico e médio e a luta por uma nova escola!
19h às 20h30 – Jantar
20h30 – Mesa de debate ao Congresso Nacional de Estudantes
Tema: A crise econômica mundial e a necessidade da unificação das lutas estudantis com as da classe trabalhadora pra superação do capitalismo.
22h – Interrupção dos trabalhos de credenciamento
22h30 – Reunião da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Dia 12 de junho, sexta feira:
7h às 8h – Concentração para o Ato
8h às 9h30 – Ato Público pelas ruas do Rio de Janeiro
Tema: Nós não pagaremos pela crise deles!
8h – Reabertura do Credenciamento
9h30 – Grupos de Discussão: Conjuntura Nacional e Internacional
12h às 13h30 – Almoço
13h30 às 16h – Grupos de Discussão
GD1 – Educação Pública
GD2 – Educação Privada
GD3 – Escolas Secundaristas
16h – Mesa de debate do Congresso Nacional de Estudantes
Tema: Nas ruas, nas praças, quem me disse que sumiu?... – Resgatando as concepções e a história do movimento estudantil brasileiro para construção do novo movimento estudantil
19h às 20h30 – Tendas de debates das teses
20h30 – Jantar
21h30 – Festa do Congresso Nacional de Estudantes
22h – Fim dos trabalhos de credenciamento
22h30 – Reunião da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes e da Comissão de Sistematização do Congresso.

Dia 13 de junho, Sábado:
8h às 9h – Café da Manhã
9h – Painéis simultâneos:
1) A história do ME combativo no Brasil – da fundação da UNE aos dias atuais
2) Ocupa! Ocupa! Ocupa! – As ocupações de Reitoria e o surgimento de um novo movimento estudantil
3) Toda forma de amor vale a pena! – O debate sobre opressões no movimento estudantil
11h30 às 13h – Tendas de debates das teses
13h às 14h30 – Almoço
14h30 – Grupo de discussão: A construção de um calendário nacional unificado de mobilizações e debate sobre as alternativas do ME brasileiro.
17h30 às 18h30 – Apresentações Culturais
18h30 – Oficinas Simultâneas
20h30 às 21h30 – Jantar
22h – Reunião da Comissão de Sistematização de propostas ao Congresso Nacional de Estudantes

Dia 14 de junho, domingo:
8h: Café da manhã
9h – início da Plenária final.
12h30 – Almoço
14h – Continuação da Plenária final
18h30 – Cerimônia de encerramento do Congresso Nacional de Estudantes

Capítulo VI – Da eleição dos delegados

Art. 1 – O período de eleição de delegados/as ao Congresso Nacional de Estudantes vai de 23 de março de 2009 a 30 de maio de 2009.

Art. 2 – Os/as estudantes universitários elegerão delegados/as na seguinte proporção: Os cursos com até 300 estudantes na base, elegerão 5 delegados/as, os cursos com mais de 300 estudantes elegerão 5 delegados/as mais 1 delegado/a a cada 100 estudantes na base. Ou seja, um curso de 400 estudantes elege 6, um curso com 500, elege 7 e assim por diante. Haverá fração de 50.

Art. 3 – Os/as estudantes secundaristas elegerão delegados/as na seguinte proporção: as escolas secundaristas elegem 2 delegados/as por escola mais 1 delegado/a a cada 300 estudantes na base.

Art. 4 – Estudantes de Ensino à Distância elegerão delegados/as na seguinte proporção: 1 delegado/a por pólo de ensino presencial, mediante eleição realizada por comissão de 5 alunos do pólo ou entidade representativa do pólo.

Art. 5 – As eleições podem ser organizadas pelos CA`s/DA’s ou Grêmios ou por um grupo de no mínimo 5 estudantes, devidamente matriculados/as nas instituições de ensino.

Art. 6: As entidades que representam mais de um curso deverão eleger delegados/as de acordo com sua dinâmica de organização, evitando, porém a dupla representatividade de algum curso. Se ainda houver dúvidas nesse critério, entrar em contato com a Comissão Organizadora do Congresso (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br).

Art. 7 – As eleições poderão ser feitas em assembléia de base ou urna, de acordo com a tradição do curso ou escola. Nas escolas secundaristas, os Conselhos de representantes de turma também poderão ser fóruns de eleição de eleição de delegados/as.

Art. 8 – As eleições deverão respeitar o quorum mínimo de 5% do número de estudantes na base de cada curso, no caso de ser realizada em assembléia; e de 10% no caso de ser realizada em urna. No caso do Conselho de representantes de turma das escolas secundaristas, o quorum mínimo é 50% + 1.

Art. 9 – Nas eleições de delegados/as em que forem inscritas chapas, a eleição deverá ser proporcional, ou seja, se uma chapa tiver 70% dos votos, ela elege 70% dos delegados/as que o curso tem direito.

Art. 10 – As assembléias ou eleições em urna que não obtiverem o quorum deverão entrar em contato com a Comissão Organizadora do Congresso (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br).

Art. 11 – O edital da eleição de delegados/as deve ser publicado com no mínimo 1 semana de antecedência em relação à data da assembléia, eleição em urna, ou conselho de representantes de turma.

Art. 12 – Os/as delegados/as ao Congresso garantirão sua inscrição mediante ata da eleição e lista de assinatura, no caso de urna, ou de presença, no caso de assembléia ou Conselho de representantes de turma. A inscrição também só será garantida mediante pagamento da taxa de R$ 70,00 (setenta reais).

Art 13 – Os/as participantes também poderão participar mediante pagamento da taxa de R$ 70,00 (setenta reais).

Capítulo VII – Dos casos omissos

Art. 1 – Os casos omissos deverão ser discutidos e apurados pela Comissão Organizadora do Congresso.

Informativo da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Informativo nº. 6
Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes
22 de março de 2009
construindocongresso@yahoogrupos.com.br
www.congressodosestudantes.org.br



ATENÇÃO! PRÓXIMA REUNIÃO NACIONAL PARA CONSTRUÇÃO DO CONGRESSO: DIA 9 DE MAIO DE 2009, SÁBADO, EM BH/MG, UFMG.



Neste último final de semana (21 e 22/03) ocorreu a 4ª reunião nacional para construção do Congresso Nacional de Estudantes. A reunião obteve a seguinte pauta:


1) Conjuntura e calendário de Lutas
2) Regimento e programação
3) Divulgação do Congresso
4) Finanças
5) Estrutura do Congresso



Entidades Gerais presentes:
DCE’s:
USP, UFMG, UERJ, UEFS, UFAL, UFPE, UEPA.
Executivas de Curso:
Serviço Social, Educação Física, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Arquitetura.
Sindicatos:
Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Conlutas.

Além de CA’s, DA’s, Grêmios dos seguintes estados:
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pará.


1) Conjuntura e calendário de Lutas


Neste ponto foi bastante discutida a conjuntura de crise econômica em que vivemos e os desafios que são impostos ao conjunto dos movimentos sociais frente a essa situação. Foi discutida a importância de lutarmos junto aos trabalhadores contra as demissões, a retirada de direitos, etc.

A luta contra as demissões na EMBRAER e pela reestatização da empresa foi bastante pautada, também pela presença do vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos de São José na reunião.

Foram pautados também os reflexos da crise sobre a Educação, os cortes de verbas nas públicas, o aumento das mensalidades nas pagas, além das primeiras experiências com o projeto do REUNI, que se já não garantia as verbas necessárias para a ampliação de vagas, agora com a conjuntura de crise tende a agravar a crise nas Universidades federais.

Foram dados informes sobre as lutas e iniciativas nas escolas e universidades neste início de ano. Muitas Calouradas foram realizadas com o eixo de luta contra as conseqüências da crise sobre a juventude e os trabalhadores.

Foram dados informes também sobre as iniciativas de luta contra a restrição da meia-entrada e foram dados informes dos atos que estão sendo preparados para o dia 28 de março, dia de homenagem a Edson Luís, estudante morto pela ditadura militar, em 1968.


Encaminhamentos:

a) Calendário de Lutas
· 28 de março – Dia do NÃO PAGO! Mobilizações nas capitais contra a restrição do direito à meia entrada.
· 30 de março – construção e participação nos atos unificados de luta contra as demissões.
· 1º de maio classista.


b) Trabalho com o abaixo assinado em defesa da meia entrada e contra o monopólio das carteirinhas pela UNE e UBES.


c) Construir junto aos trabalhadores a luta contra as demissões da EMBRAER e pela reestatização da empresa.


d) Participação da CO e entidades do Congresso no Encontro Nacional de Casas de Estudantes que vai acontecer de 19 a 24 de abril em Belém/PA


2) Regimento e programação



Os encaminhamentos em relação a este tema estão refletidos no regimento do Congresso votado na reunião. O regimento discorre sobre todos os aspectos da organização do Congresso, inclusive a programação (segue abaixo, ao final deste informativo).

Os nomes das mesas serão discutidos por uma comissão aberta, formada na reunião. Esta comissão discutirá propostas e isso será definido na próxima reunião nacional do Congresso. Também poderão ser enviadas propostas para a lista de e-mail do Congresso (construindocongresso@yahoogrupos.com.br).


3) Divulgação



Encaminhamentos:

· O Congresso é construído pela base, dentro das salas de aula, por isso, as passagens em sala como parte da divulgação do Congresso são fundamentais.
· Proposta de site apresentada na lista do Congresso
· Organizar a distribuição dos jornais do Congresso aos estados que ainda não receberam, tentar fazer antes do ato nacional do dia 30 de março.
· Utilizar o regimento também como propaganda e divulgação da discussão política em torno do Congresso.
· Confecção de camisetas. Entidades do Rio elaboram a arte e apresentam como proposta na lista de e-mail do Congresso. A confecção fica a cargo das organizações estaduais e regionais do Congresso, com acompanhamento da Comissão Organizadora nacional.
· Fortalecer as iniciativas regionais e estaduais de divulgação do Congresso.



4) Finanças



A partir de um amplo debate político sobre a concepção de finanças e sobre a necessidade de mantermos a independência política, através também da independência financeira, foram discutidos alguns encaminhamentos importantes para concretização do Congresso.

A compreensão global é de que a construção do novo movimento estudantil passa necessariamente por nos engajarmos politicamente na arrecadação de recursos ao Congresso. O autofinanciamento do movimento estudantil é condição para que o Congresso já comece vitorioso.

Encaminhamentos:

· Realizar para inscrição de delegados/as e participantes no Congresso uma cobrança de taxa de R$ 70,00 (setenta reais) para financiar parte do Congresso. Os gastos do Congresso podem ultrapassar a quantia de R$ por delegado/a, mas essa taxa foi definida para ser viável que os delegados/as a paguem. A idéia é que os delegados/as e participantes financiem essa taxa a partir de campanhas financeiras. Ainda assim, segue firme a batalha para reduzir ao máximo o orçamento do Congresso.

· Campanha DOE 1 REAL PRO CONGRESSO NACIONAL! Importante campanha para ir pra base das estruturas em que vamos intervir no processo de construção do Congresso. Através desta, não só levantamos dinheiro, como também ampliamos o debate sobre concepção de finanças e sobre a necessidade de autofinanciamento do movimento estudantil. Algumas entidades que estavam presentes na reunião deram informes sobre como está essa campanha e todos disseram que a receptividade é muito boa.

· A confecção de camisetas, além de um instrumento de divulgação, é um instrumento de arrecadação financeira importante, por isso reafirmamos neste ponto esta iniciativa.

· Foi discutida a importância de os estados se organizarem também através de comissões de finanças para começar as campanhas financeiras e a busca por recursos em outras categorias.

· As entidades do movimento sindical são importantes para fazermos a discussão de financiamento a partir do debate político. Muitas assembléias das categorias estão ocorrendo, seja por conta de greves ocorrendo, como a dos petroleiros, seja por conta de suas campanhas salariais. A idéia é que os representantes das comissões organizadoras nos estados participem dessas assembléias, fazendo o debate político em torno do Congresso e solicitando o apoio financeiro.

· A iniciativa acima para nada anula as iniciativas nas universidades. Muitas entidades que não recebem repasse garantem suas atividades através de festas, livro ouro, rifas. É importante que isso também ocorra para levantar dinheiro ao Congresso.

· É necessário que as entidades do movimento estudantil que possuem algum tipo de repasse na sua escola ou universidade discutam a importância de parte de seu orçamento estar voltado à construção do Congresso Nacional de Estudantes.

· É importante que desde já se iniciem os pedidos de ônibus nas universidades, através da verba que o movimento estudantil tem direito, algumas são relacionadas à assistência estudantil, algumas relacionadas às iniciativas estudantis nas universidades. Aonde não for possível garantir, é necessário que já comece a se levantar o orçamento dos ônibus para realizarem a viagem até o Rio de Janeiro.

· Realização de uma Semana nacional de Pedágios, para conjuntamente, em todo o país divulgar o Congresso e levantar finanças para tal. Orientamos que essa semana ocorra entre os dias 10 e 16 de maio de 2009.

· Aproveitar os atos que vão ocorrer nos dias 28/03, 30/03, 1º/05 para vender bebidas (preferencialmente água e refrigerante, pois serão atos políticos) e levantar finanças para o Congresso.

· Foi definida a confecção de um modelo de ofício do Congresso para solicitar dinheiro nas entidades.



5) Estrutura do Congresso



Informe do DCE da UERJ sobre as reuniões com a Reitoria da Universidade para realização do Congresso nesta Universidade. Também foram debatidas alternativas de local para plenária final e alojamento. A todo momento o debate estava preocupado com a viabilização política do Congresso e com a necessidade de reduzirmos ao máximo o orçamento, sem comprometer o sucesso político e estrutural de nossa importante iniciativa.

As entidades do Rio de Janeiro já estão se movimentando para fazerem parte do processo de organização mais estrutural do Congresso e ficaram responsáveis de manter informado o conjunto de entidades e ativistas que constroem o Congresso.

ESTÁGIO JÁ Reportagens, Fotos e vídeo da manifestação no CEG

Antes da manifestação, Reitor Aloisio Teixeira foi até os estudantes, que apresentam a demanda dos estágios nas escolas municipais.





Cerca de 30 estudantes foram até o CEG. O abaixo-assinado já conta com a adesão de 980 assinaturas!



Estudantes de Pedagogia e das Licenciaturas somarão forças para ampliar a campanha.

Após a manifestação, avaliação do ato e encaminhamentos.

Durante a Sessão, Gabriel Marques entrega cópia do abaixo-assinado para a pró-reitora de Graduação e presidente do CEG, professora Belkis.


Matéria publicada na Folha Dirigida, em 26/03/2009.





Matéria publicada no Jornal da AdUFRJ, da semana de 30/03/2009.








Rodrigo Quaresma e Gabriel Marques falam pelo CA de Pedagogia durante a Sessão do Conselho de Ensino de Graduação de 25/03/2009. A campanha ESTÁGIO JÁ é publicizada.

Todo apoio à luta dos estudantes da Estácio de Nova Iguaçu!

Hoje, as universidades privadas estão passando por um processo de profundo sucateamento, pois os empresários da educação, a fim de manterem seus lucros, retiram a cada dia a qualidade do ensino em suas instituições. Além das altíssimas mensalidades, demissões de professores e rebaixamento de salários, impõem uma série de medidas que não permitem uma educação de qualidade. Os donos destas universidades possuem isenção de impostos que, se arrecadados e investidos na educação pública, poderiam gerar milhares de vagas.

As aulas teletransmitidas são um exemplo claro do sucateamento do ensino. Essas aulas são transmitidas por um professor online para vários alunos, de vários campi, ao mesmo tempo, o que evidencia a carência de professores que deveriam contratar para atender aos estudantes.

Esta situação só tende a se agravar numa conjuntura de grave crise econômica, onde os efeitos já são e serão ainda mais sentidos pela juventude e pelos trabalhadores. Hoje, grande parte dos estudantes estão nas universidades privadas e muitos não conseguem concluir sua formação devido à escassez de bolsas. Agora, a situação tende a se agravar ainda mais com a nova medida do governo, o CINEB, uma lista nacional de inadimplentes, criando o “SPC da educação” impedindo estudantes inadimplentes de se matricularem em outra instituição de ensino superior privado.

Entendendo que os estudantes da Estácio de Nova Iguaçu vêm demonstrando o caminho da resistência contra os ataques colocados pela crise e apontando o caminho da luta, a comissão organizadora do Congresso Nacional de Estudantes acredita que é possível derrotar mais esta medida e exigir uma educação de qualidade em todas as Universidades do país. Para isso, é fundamental que estudantes de Universidades privadas e públicas estejam juntos neste Congresso, que forneça um rumo na organização e nas lutas do movimento estudantil brasileiro.


Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

sexta-feira, 27 de março de 2009

Dia 30 de março inauguração do Bandejão da UFRJ

Depois de 17 anos, a UFRJ possui um Restaurante Universitário. Por conta dos sucessivos cortes de verbas para a Educação Pública desde o início da década de 1990, os Bandejões foram extintos. Depois de diversas manifestações no Conselho de Ensino de Graduação, no Conselho Universitário, nos Almoções na Faculdade de Letras, na Praia Vermelha, no CT, na Escola de Educação Física e Desportos etc., temos dois Bandejões em funcionamento hoje.
É perceptível que a demanda é enorme, pois filas imensas têm sido formadas e diversos estudantes têm ficado sem acesso ao almoço no Restaurante Universitário!
Precisamos prosseguir a luta para ampliar os Bandejões e a quantidade de refeições, garantir o funcionamento noturno, almejando inclusive a gratuidade da alimentação! Concursos públicos para funcionários! Os Bandejões não podem ficar sob a terceirização!
"Na Urca, no Centro, no CAp e no Fundão, o estudante quer a construção do Bandejão", já cantávamos em 2006. É preciso fortalecer essa luta, pois a existência dos Bandejões atualmente é fruto das mobilizações estudantis!
Bandejões não serão moeda de troca para aceitarmos o Plano Diretor, que é uma caricatura para atender ao REUNI de Lula/PT, que precariza a Educação Pública!
26/03/2009, na FOLHA DIRIGIDA

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugura o restaurante universitário oficialmente nesta segunda, dia 30. O bandejão será batizado de Restaurante Universitário Central Edson Luís, em homenagem ao estudante secundarista morto em pela polícia durante uma manifestação contra o fechamento do restaurante popular Calabouço, em 28 de março de 1968.


O bandejão, no entanto, já está em funcionamento desde o semestre passado e as obras para a construção da cozinha industrial continuam. Por enquanto, 2.000 refeições são servidas diariamente por uma empresa terceirizada. Após as obras, a previsão é de que a capacidade do restaurante seja ampliada para 3.200 refeições diárias.


O bandejão fica ao lado da Escola de Educação Física e Desportos, na Cidade Universitária. As refeições custam R$2 reais para os alunos e R$6 para os funcionários. A universidade informou que o custo de cada refeição é de R$8.


O comitê técnico do Plano Diretor 2020 da UFRJ prevê que ainda no segundo semestre seja inaugurado o restaurante satélite do Centro de Tecnologia (CT). Além disso, outros restaurantes devem ser criados ao longo do plano que visa a reestruturação e expansão da UFRJ, estimando que, em 2020, a instituição tenha uma população entre 100 e 200 mil alunos, técnicos-administrativos e docentes.

Cine Letras será inaugurado, com a presença de Hugo Carvana

HUGO CARVANA INAUGURA CINE LETRAS

Terça-feira (31/3), a Faculdade de Letras (FL/UFRJ) exibe, às 10h, o filme Apolônio Brasil – O campeão da Alegria, ganhador do Prêmio Especial do Júri do 31º Festival de Gramado, ocorrido em 2003. A programação inaugura o “Cine Letras”, uma iniciativa da direção da faculdade.

O evento conta com a presença do diretor e roteirista do longa, o ator carioca Hugo Carvana. Conhecido por participações em novelas e seriados da Rede Globo, ele dirigiu, entre outros, "A Casa da Mãe Joana", que esteve em cartaz ano passado.

Embora não estejam previstas outras edições, o “Cine Letras” pode apresentar novos filmes ao longo do ano.
O endereço da FL é Avenida Horácio Macedo, 2.151, Cidade Universitária.

Relatório da 1ª reunião do Arraiá UFRJ 2009

Realizada no dia 19/03

15 CAs representados (EBA, Fonoaudiologia, Matemática, Ciências Contábeis, Física, ECO, ADM, Biologia, Psicologia, Pedagogia, Ed. Física e Dança, Nutrição, Serviço Social, Engenharia)


Pauta

Organização estrutural e administrativa do evento
Definição da data da festa: 5 e 6 de junho
Será mantido o nome da festa como “Prof. Carlos Tannus”.


Propostas e sugestões que foram apresentadas durante a reunião, a serem pensadas

Sobre barracas:

- Ter um representante por barraca. Trazer na próxima reunião.
- Existir alguma punição por infração de cada C.A.

Sobre organização do Evento e Estrutura:

- Criar comissões executivas, de organização e de avaliação e fiscalização.
- Pensar em formas de controle da entrada do público, com o objetivo também de contabilizar os participantes do evento.
(Catraca? Bilheteria? Fixar um preço para a comunidade da UFRJ, utilizar as carteirinhas e crachás para funcionários e estudantes terem entrada gratuita? valor a ser cobrado?) Definir na próxima reunião com base nos orçamentos
- Entradas separadas para o público geral e para a comunidade
- Orçar a catraca, segurança, primeiros socorros
- Melhorar segurança, fazer reunião antecipada com essa equipe
- Ter ambulância e bombeiros
- Ver sonorização
- Ter guarda-volumes
- Controlar as vagas de estacionamento para barraqueiros
- Ver questão de como guardar as mercadorias, regras e horário limite
- Pensar em parcerias (Sindicatos, CCJE, Gabinete do reitor, Cope, Copitec, etc.)
- Abrir mais o espaço onde ocorrerá a festa. Iluminar mais a parte onde ficava a fogueira
- Realocar a área recreativa (touro, pula-pula... ). Poderá ser transferida para o local próximo de onde ficava a fogueira.
- Reorganizar os produtos e quantidades de produtos de cada barraca.
(Não deverá faltar mercadoria a ser vendida)
- Organização para o término da festa (comunicação com as barracas, comissão, etc.), iluminação e segurança no quartinho para a guarda dos materiais)
- Ver possibilidade de reformar os banheiros
- Melhor divulgação das reuniões entre os centros.
- Sugestão: que as pessoas visitem o espaço e também pesquisem os custos.

BARRACAS/CAs não presentes, mas que manifestaram interesse em participar: Enfermagem, Geografia, Direção Teatral, Nedeart, Seu Paulo, possibilidade da Maternidade Escola, Neurologia, Biblioteconomia, etc.

Próxima Reunião

-> 1º de Abril, 18 h
-> Salão Dourado.
*Ver quem serão os representantes das barracas, definir a questão da organização do espaço, da entrada e controle do público, etc.

Vagas para estagiários de Educação Física

Segue o link com mais informações sobre 5 vagas para estagiários de Educação Física na URECE Esporte e Cultura, associação que atende cegos e deficientes visuais: http://www.urece.org.br/novosite/content/urece-abre-cinco-vagas-para-estagi-rios-de-educa-o-f-sica

quinta-feira, 26 de março de 2009

Rumos do Plano Diretor do REUNI na UFRJ

A Reitoria da UFRJ segue disposta a passar o rodo em relação à implementação do REUNI na Universidade. O Plano Diretor é a materialização de uma transformação do papel social do Ensino Superior, visando adequá-lo aos interesses da divisão do trabalho internacional, principalmente em tempos de crise econômica.
O Governo Lula/PT impôs o REUNI e usou chantagens para aplicar esse projeto. O mesmo acontece na relação entre a Reitoria de Aloisio Teixeira e as diversas Unidades da UFRJ, que têm recebido ofertas para aceitar sua transferência para a "nova" Cidade Universitária, na Ilha do Fundão.
Os estudantes, funcionários e professores que defendem a Educação Pública precisam discutir o que significa esse Plano Diretor faraônico apresentado pelo Comitê Técnico nas salas de aula, reuniões de Departamento e Congregações, NEGANDO as propostas e a pressa através da qual a Reitoria pretende sucatear a UFRJ.
Conforme segue na matéria abaixo, a Faculdade de Educação pretende com pouquíssima discussão entre a comunidade acadêmica deliberar sobre a sua transferência para o Fundão na próxima terça-feira, 31 de março, às 9h, durante a Congregação. Precisamos dizer NÃO à transferência pro Fundão, não por conta exclusivamente de um reordenamento espacial, mas devido ao caráter político-pedagógico que está submetido ao REUNI de Lula/PT.



PLANO DIRETOR SERÁ APRESENTADO EM ABRIL AO CONSUNI

Reunidos, na última segunda à tarde (23/3), o Comitê Técnico do Plano Diretor UFRJ 2020 (CTPD) decidiu remarcar para nove de abril a apresentação do PD ao Conselho Universitário (Consuni).
O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento (PR1), Carlos Levi, explicou que a pauta do Conselho desta quinta (26/3) encontra-se carregada de inúmeros temas, o que prejudicaria os debates acerca do PD.
Com a nova data, os grupos de trabalho terão mais tempo para incorporar e detalhar as propostas sobre o desenvolvimento da Cidade Universitária e os Planos de Ocupação e Uso das Unidades Isoladas (POUUI) e da Praia Vermelha (POUPV).
Além disto, a busca pelo consenso e por um pacto institucional disposto a mudar o futuro da UFRJ segue em curso. Nesta terça, às 14 horas, o reitor Aloísio Teixeira encontra-se com a Congregação do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS/UFRJ), no Largo de São Francisco, Centro do Rio.
Na quarta-feira, às 9h, o CTPD fará uma apresentação, na reitoria, aos membros da Faculdade de Educação. No plano externo à academia, o reitor Aloísio pontuou que haverá um novo encontro com a Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 7 de abril.
Encontros com o governador Sergio Cabral e o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, também estão previstos. “Queremos conversar com estas autoridades sobre o Plano Diretor da UFRJ e em relação à integração dos aeroportos na busca por melhores condições de acesso à Cidade Universitária”, justifica o reitor, lembrando que os conselheiros deverão apreciar uma proposta do PD global e coerente dia nove de abril. “Há recursos que precisão ser aplicados na universidade ainda este ano, portanto os pontos de consenso, aprovados pelo Conselho, deverão ter investimentos imediatos”.
FACULDADE DE EDUCAÇÃO DECIDE O FUTURO

A Congregação da Faculdade de Educação da UFRJ vai definir, no próximo dia 31, às 9h, se a unidade vai transferir suas instalações para a Cidade Universitária. A diretora Ana Maria Monteiro da Costa e alguns professores da Faculdade estiveram no último dia 25 reunidos com o reitor Aloisio Teixeira e alguns integrantes do Comitê Técnico do Plano Diretor UFRJ 2020 (CTPD) para conhecer as propostas preliminares para discussão do Plano de Desenvolvimento da Cidade Universitária e alguns pontos do relatório final do Plano de Ocupação e Uso da Praia Vermelha.
Não houve, entre os docentes nenhuma voz veemente levantada contra a idéia da transferência. No entanto, a diretora colocou algumas ponderações. “Nós não discutimos a ida para a Cidade Universitária, pois nós já estamos lá. Mas temos dois temores: o de que o espaço destinado a nossas instalações seja aquém das nossas necessidades e o que será feito com o espaço desocupado na Praia Vermelha, local por que temos grande carinho”, disse.
Segundo Ana Maria, a transferência será benéfica para a Faculdade, já que muitos professores já atuam em diversas outras unidades instaladas na Cidade Universitária. “Está mais do que na hora de a UFRJ dar a devida atenção à formação dos professores. Do jeito que está hoje, na há coesão na formação deles”, avaliou.
O reitor Aloisio Teixeira concordou. “É animadora esta conversa, não pelo Plano Diretor, mas pelo que ela representa para o futuro da Faculdade de Educação. Durante anos, ela não teve um projeto. Para mim, o papel da unidade é central nesta universidade e cabe a vocês (professores da unidade) decidir como isto vai ser feito”, afirmou.
A única voz dissonante foi a do movimento estudantil, que se manifestou contra a transferência e o que considerou a “ameaça da entrada da iniciativa privada na Praia Vermelha”, em referência à proposta de construção de um centro de convenções onde hoje está localizado o campo de futebol da unidade e uma possível gestão por parte de instituições parcerias.
O reitor rebateu o ataque. “O Brasil não tem hoje um centro de convenções. A criação de um espaço como este da universidade, entre outras coisas, traria receita para a universidade. Mas, dificilmente, teríamos condições de realizar e gerenciar isto sozinhos. O fato de termos parceiros privados para viabilizar esta iniciativa não significa de forma alguma a privatização do espaço público, pelo contrário”, defendeu.
O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Carlos Antônio Levi, propôs a criação de um grupo de trabalho integrado por alguns dos presentes no sentido de debater soluções para a área da Educação dentro do Plano Diretor.
Entre as propostas, estariam a criação de um Centro de Ensino a Distância, bibliotecas e demais expansões acadêmicas da Faculdade de Letras. O novo GT, integrado ao Comitê Técnico do Plano Diretor, iniciará as atividades após a realização da Congregação.
IFCS DECIDE CONTINUAR NO CENTRO DO RIO

Por dezesseis votos a oito, a Congregação do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS/UFRJ) decidiu que permanecerá no Largo de São Francisco, Centro do Rio. A votação aconteceu, no final da tarde desta terça-feira (24/3), após duas horas de debates entre os departamentos e as representações discentes e dos servidores técnico-administrativos. Antes do pleito, o reitor Aloísio Teixeira esteve na unidade e, após explicar os conceitos do Plano Diretor (PD) UFRJ 2020, retirou-se para deixar os membros da congregação à vontade para deliberarem internamente.
“Ninguém será forçado a estar em um lugar que não deseja”, frisou o reitor, esclarecendo que o PD não se trata de um plano de obras ou de um empreendimento imobiliário. “Estamos discutindo a universidade dentro de um horizonte de dez anos. Atualmente, temos uma precária estrutura administrativa e uma instituição incapaz de responder aos desafios contemporâneos”, criticou o reitor, pontuando a necessidade de se integrar as áreas de conhecimento e atender a demanda social pelo acesso ao Ensino Superior no Brasil. “Ainda é pouco os 35 mil alunos de Graduação e os oito mil de Pós da UFRJ. Precisamos fazer muito mais para mudar uma realidade em que apenas 13% dos jovens, entre 18 e 24 anos, encontram-se dentro de uma universidade, enquanto há países na América do Sul que registram índices de 32%”.
O reitor Aloísio ainda enfatizou que o PD não abrirá mão de conquistas históricas da UFRJ como o seu caráter público e democrático. “Somos a casa da liberdade de expressão e esta Congregação é soberana para decidir. Uma possível transferência à Ilha da Cidade Universitária pode ocorrer do jeito que vocês quiserem. Não se trata apenas de sim ou não, o importante é que vocês apontem a necessidade deste instituto dentro de um processo de expansão”, ponderou o reitor, pedindo que se evitasse a “ideologização” do debate acerca de propostas como a reordenação espacial dos órgãos administrativos e acadêmicos. “Precisamos avançar dentro de um ambiente de paciência e tolerância. O futuro é incerto, ainda mais diante de um cenário de crise, mas somente há uma maneira deste plano dar certo é brigarmos juntos”.
Após discursar por uma hora, o reitor Aloísio deixou a Congregação. Na pauta do colegiado, a mudança do IFCS para a Ilha da Cidade Universitária que acabou rechaçada pelos departamentos de Antropologia, Sociologia, Filosofia e ainda pelas representações discentes e dos servidores. Favoráveis à transferência, a História, maior departamento do IFCS, e os estudantes da Pós-graduação de Lógica e Metafísica. Já o Departamento de Ciência Política absteve-se na votação.
“O processo não se esgota aqui, a nossa próxima reunião debaterá sobre a reocupação deste espaço”, explicou a diretora do IFCS, Jessie Jane, lembrando que será redigido um documento a ser entregue a Reitoria justificando a posição majoritária da Congregação.
Apesar da maioria da Congregação reconhecer o mérito e a ousadia do PD, os argumentos contrários a uma eventual transferência a Ilha da Cidade Universitária amontoaram-se ao longo do pleito. O Centro Acadêmico de História chegou a acusar o PD de ser a “operacionalização do Reuni do governo Federal”. Já a Sociologia alegou que o IFCS detém relações externas ao seu entorno que ficariam prejudicadas com uma eventual mudança e que as melhores condições de acesso ao Centro propiciam que muitos alunos optem pelo programa de Pós-graduação do curso, em vez, por exemplo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro.

terça-feira, 24 de março de 2009

Boletim 14/2009

MOVIMENTO QUEM VEM COM
TUDO NÃO CANSA
Rio de Janeiro, 24 de março de 2009. Boletim 14.




A crise estrutural do sistema capitalista apresenta diariamente drásticas conseqüências para os trabalhadores e a juventude. No Brasil, enfrentar os empresários, latifundiários e banqueiros passa necessariamente pela denúncia e confronto político com o Governo Lula/PT e seus representantes como a UNE e a CUT. É preciso que os estudantes e a classe trabalhadora se organizem autônoma e independentemente dos setores governistas e dos representantes da classe dominante. Alternativas de luta contra as demissões, retiradas de direitos etc. devem construir o NOVO e superar o velho.

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa publiciza a sua pré-tese ao CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES:
http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/pre-tese-ao-congresso-nacional-de.html
Convidamos os estudantes e entidades interessadas em debater o conteúdo e/ou manifestar o desejo em assinar o texto que entrem em contato conosco.

Convocamos os/as estudantes para que fortaleçamos o novo Movimento Estudantil, participando do CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES, de 11 a 14 de junho, no Rio de Janeiro.

Entre na nossa comunidade do orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21276125

CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES

Relatoria da reunião online da Comissão Organizadora, de 14 de março:http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/relatoria-da-reuniao-online-da-comissao.html

Comissão Organizadora publica texto sobre 8 de março: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/8-de-marco-mulheres-jovens-na-luta.html

Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54172448

UFRJ

CA de Pedagogia realiza campanha ESTÁGIO JÁ! Manifestação Quarta-feira a partir das 9h no CEG: http://ufrjcaped.blogspot.com/2009/03/estagio-ja.html

DCE Mario Prata realiza calourada unificada, com o tema “Universidade em tempos de crise”: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/dce-ufrj-realizada-calourada-unificada.html



Centro Acadêmico de Educação Física e Dança realiza FURDUNÇO dia 26 de março:
http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/furdunco-de-educacao-fisica-e-danca-26.html

Sexta-feira 27 de março, de 10h às 16h INSCRIÇÕES para as modalidades do Projeto COMUNIDANÇA de 2009/1: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/comunidanca-20091.html

Sexta-feira 27 de março a partir das 14h Festa Cultural contra a restrição da meia entrada e inauguração da sede do DCE Mario Prata: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/inauguracao-da-sede-do-dce-mario-prata.html

UFF

Diretório Acadêmico Abel de Oliveira recepciona a calourada de Farmácia da UFF: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/recepcao-de-calouros-daao-importancia.html

ESTÁCIO DE SÁ

Em Nova Iguaçu, estudantes se mobilizam contra a precarização do ensino: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/estudantes-da-universidade-estacio-de.html

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Moção de apoio aos estudantes da UNEB: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/mocao-de-apoio-aos-estudantes-da-uneb.html

ExNEEF publica texto sobre o Dia Internacional da Mulher: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/dia-internacional-da-mulher-comemorar.html

Participe da comissão organizadora do Encontro Regional de Estudantes de Educação Física, que será na UFF, de 18 a 21 de abril de 2009:
http://ufrjcaefd.blogspot.com/2008/11/ereef-2009.html
Comunidade EREEF UFF 2009 no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=85159773

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE PEDAGOGIA

Está no ar o blog do Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia, que ocorrerá de 18 a 24 de julho, em Recife-PE: http://www.29enepe.blogspot.com/

MÍDIA

FOLHA DIRIGIDA publica matéria sobre o trote. O estudante Gabriel Marques apresenta posicionamento: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/sobre-o-trote-primeira-pagina-da-folha.html

Vitória da Educação Pública na UFRGS: cursos pagos são suspensos: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/cursos-pagos-na-ufrgs-sao-suspensos.html

ACONTECEU

Nesse mês de março, comemoramos QUATRO anos de existência do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa e no dia 9 o blog completou UM ano: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/comeracoes-do-movimento-quem-vem-com.html

Professor Ronaldo Lima Lins lançou livro “A construção e a destruição do conhecimento”: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/lancamento-do-livro-construcao-e.html

CAMPANHA FINANCEIRA

Em 2009, a venda de trufas continua como campanha financeira para viabilizar os materiais e organizar as diversas atividades. Participe comprando as trufas ou ajudando-nos a vende-las: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/trufas.html

OPORTUNIDADES

Até 30 de maio concurso de monografia com o tema “Vencer a mortalidade infantil”: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/monografias-do-rotary.html

Concurso Público para Prefeitura de Porto Real: http://movimentoquemvemcomtudonaocansa.blogspot.com/2009/03/concurso-publico-para-prefeitura-de.html

TEXTOS

“Luta Mulher”, de autoria de Vivian Machado Dutra, estudante de Educação Física da UFRJ e coordenadora da regional II da ExNEEF:
http://coletivomarxista.blogspot.com/2009/03/luta-mulher.html

Reunião do Movimento QVCTNC - UFRJ (Centro)

Convidamos os e as estudantes da Escola de Música, Faculdade Nacional de Direito e Instituto de Filosofia e Ciências Sociais para a próxima reunião do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa da UFRJ (unidades do Centro).

Terça-feira, 24 de março
a partir das 13h
no IFCS
Pauta:
Apresentação do movimento
REUNI na UFRJ e Plano Diretor
Pré-tese ao Congresso Nacional de Estudantes
Meia-entrada

Moção de apoio aos estudantes da UNEB - ExNEEF

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física
Gestão 2008/2009




Moção de Apoio


A Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF) vem manifestar total apoio aos estudantes que estão ocupando os campi da Universidade Estadual da Bahia (UNEB) de Guanambi, Caetité, Bom Jesus da Lapa e Valença.

Compreendemos como necessária e urgente a luta pela assistência estudantil, ampliação do quadro de professores e técnico-administrativos, ampliação e melhoria na infra-estrutura, enfim na defesa da Universidade pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada.

Ações como esta devem servir como exemplo na atual conjuntura em que a mercantilização, a precarização e o sucateamento da educação pública tornaram-se práticas corriqueiras tanto no Governo Federal, quanto nos Estaduais e Municipais.

Nesse sentido, apoiamos todas as manifestações de luta dos e das estudantes organizados e organizadas que ocupam hoje os campi da UNEB.

Força na luta!

Porto Alegre, 19 de março de 2009.

Concurso Público para Prefeitura de Porto Real

No link abaixo, pode ser visualizado o edital para concurso público em Porto Real (RJ):

http://www.pciconcursos.com.br/concurso/106052

domingo, 22 de março de 2009

Pré-tese ao Congresso Nacional de Estudantes

Para enfrentar a crise, organizar a juventude e consolidar o novo movimento estudantil!


“Sejamos realistas: exijamos o impossível!”


O Congresso Nacional de Estudantes, conseqüência de todo um processo de reorganização no movimento estudantil brasileiro, pode ser um momento ímpar para determinar o avanço de nossas lutas e a consolidação do novo movimento que desponta em todo o país. Após a retomada do movimento estudantil em 2007, que o recolocou no cenário político nacional através de lutas travadas em patamar muito superior às dos anos anteriores, o desafio colocado à nossa geração se apresenta de forma ainda mais contundente. As lutas travadas em todo o país contra a precarização e privatização da educação, em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e a serviço do proletariado, com todo o seu já verificado potencial, ainda esbarram em um conjunto de debilidades. Tais debilidades evidenciam a necessidade da consolidação de um movimento unificado nacionalmente e pautado pela independência e combatividade há muito abandonadas pela União Nacional dos Estudantes. O cenário de agravamento da crise capitalista mundial, com o conseqüente recrudescimento dos ataques aos direitos da classe trabalhadora e da juventude, coloca de maneira ainda mais urgente a necessidade de construção de respostas políticas à altura dos desafios que se avizinham. Para responder às tarefas que cabem à nossa geração do movimento estudantil, portanto, precisamos aceitar o desafio de construir o novo. É neste sentido que precisamos compreender o Congresso Nacional de Estudantes como o espaço para avançarmos na unificação de nossas lutas em torno de um programa e de um instrumento político que representem o novo movimento estudantil, capazes de fazer com que essas lutas atinjam todo o seu potencial. Neste sentido, com o objetivo de analisar a situação do movimento estudantil e apontar as perspectivas para seu avanço e consolidação, apresentamos nossas contribuições ao Congresso Nacional de Estudantes. À luta!

Conjuntura: a crise do capitalismo e as tarefas da esquerda


Para iniciarmos o debate sobre a situação do movimento estudantil, seus rumos e perspectivas, é fundamental que façamos uma reflexão sobre a conjuntura que nos envolve, o solo sobre o qual pisamos e desenvolvemos nossas ações. Precisamos entender o movimento como um reflexo desta conjuntura e, ao mesmo tempo, um instrumento para modificá-la.

Neste sentido, é fundamental a compreensão do momento por que passa o capitalismo no Brasil e a nível mundial. A crise econômica internacional, que teve seu início no centro da economia mundial - o império estadunidense - já atinge, em maior ou menor grau, o conjunto dos países do globo, inclusive o Brasil. Os primeiros reflexos da desestabilização da economia estadunidense, verificados no setor imobiliário, dentro de pouco tempo foram percebidos no conjunto da economia do país. Dados gerais mostram quedas no Produto Interno Bruto e o alarmante crescimento da taxa de desemprego e da inflação.

Sabemos que o capitalismo é um sistema que enfrenta crises cíclicas, inerentes à sua própria estrutura. Sabemos, igualmente, que encontra formas de superá-las, reestruturando-se e assumindo novas facetas que adiam sua falência definitiva, mesmo que sejam incapazes de superar suas contradições fundamentais. Os números da crise atual demonstram que ela atinge todas as esferas e setores da atividade produtiva e reprodutiva do sistema mundial, e que os ajustes estratégicos utilizados para deslocar as contradições causadoras das crises anteriores já não apresentam a mesma eficiência. Trata-se, portanto, de uma crise estrutural. Como já apontam muitas análises, mesmo dos economistas burgueses, estamos diante da maior crise capitalista desde 1929.

Neste cenário, a tentativa da burguesia, certamente, será de fazer com que os reflexos da crise recaiam, mais uma vez, sobre as costas dos trabalhadores e da juventude. Para evitar a queda ainda maior de suas taxas de lucro, empresários iniciam uma série de demissões e uma importante ofensiva sobre direitos historicamente conquistados pelas lutas dos trabalhadores. Os governos comprometidos com a burguesia, por sua parte, destinam cifras que já atingem a ordem dos trilhões de dólares para socorrer empresários e banqueiros, os responsáveis pela crise, e relegam a massa trabalhadora e explorada a níveis ainda mais altos de miséria e sofrimento.

No Brasil, os reflexos da crise já são inquestionáveis. Bem pouco tempo atrás, o que se ouvia do governo Lula/PT e da mídia burguesa era que a crise não atingiria o país, embalado que estava por uma onda de crescimento e desenvolvimento. Como sabemos, tal “crescimento” (para os ricos, às custas da exploração dos trabalhadores) se deu através da inserção do Brasil na economia capitalista mundial e da fiel aplicação do receituário neoliberal. O nível de comprometimento e dependência da economia brasileira em relação ao mercado capitalista internacional é, portanto, altíssimo. Agora, os dados desqualificam definitivamente o discurso do governo e da mídia burguesa e comprovam aquilo que uma análise comprometida com a realidade já apontava desde o início dos abalos na economia estadunidense: a crise atinge o Brasil e os mais afetados são os trabalhadores e a juventude.

Dados recentes divulgados pelo IBGE revelam que o PIB brasileiro caiu 3,6% no último trimestre de 2008, a pior queda já registrada pelo Instituto. A projeção de crescimento para o país, em caso de estabilidade da economia, era de 7% no ano. O Brasil está, agora, entre os países mais afetados pela crise. Além da alarmante queda do PIB, os dados divulgados em março pelo IBGE revelam uma queda de 7,4% na produção industrial e de 2% no consumo das famílias. O investimento em maquinaria e equipamentos, que crescia a 8,4%, diminuiu 9,8%.
Como dissemos anteriormente, a resposta da burguesia é aprofundar os ataques aos trabalhadores e juventude, para fazer com que os efeitos da crise recaiam sobre suas costas - e isso se observa claramente no Brasil. Também nesta situação, os dados são irrefutáveis. Desde o ano passado, os números revelam mais de 1 milhão de demissões e o fechamento de mais de 700 mil postos de trabalho. O governo Lula, como os demais governos burgueses em todo o mundo, anuncia pacotes e medidas de socorro aos empresários e banqueiros: já são R$300 bilhões para empresas, R$160 bilhões para bancos e R$8 bilhões para montadoras de automóveis. Complementarmente, o BNDES já anunciou R$130 bilhões para grandes empresas.


A necessária resposta política para a crise


Está clara a necessidade de organização dos trabalhadores e da juventude para enfrentar à altura a crise do capitalismo. Os ataques já são aprofundados e as projeções para o próximo período só apontam para o agravamento da situação. Portanto, é essencial que façamos aqui uma profunda reflexão sobre a necessária construção da resposta política da juventude e da classe trabalhadora brasileiras à crise. Para tanto, precisamos identificar contra quem lutamos, de quem partirão os ataques, e quem são os aliados para a urgente construção de um programa classista para enfrentar a crise.

Já identificamos aqui que a crise atual não é uma exceção, um acaso, e sim, pelo contrário, uma conseqüência do modo de produção capitalista, que alterna ciclos de expansão e auge com períodos de crise e depressão, interligados por um mesmo processo. Portanto, são os empresários e banqueiros, com a busca pela acumulação de capital e o aumento de suas taxas de lucro nos períodos de crescimento do capitalismo, que beneficia apenas a eles próprios, os responsáveis pela crise que vivemos atualmente. Já identificamos, também, que o papel cumprido por esses empresários e banqueiros é o de aprofundar a exploração e os ataques sobre os trabalhadores, para fazerem pagá-los por sua crise e tentar contornar a queda em suas taxas de lucro. Nossa resposta política deve, então, se voltar contra a burguesia e seus ataques, fazendo com que eles próprios paguem a conta de sua crise.

Complementarmente, precisamos aqui nos deter à identificação do papel que cumprem os representantes políticos da burguesia e seus interesses de classe. Como dissemos, o papel que cumprem os governos burgueses é o de reforçar a lógica que faz com que os trabalhadores paguem pela crise. Neste sentido, atacam direitos e garantias sociais dos trabalhadores, destinando o dinheiro público para socorrer e garantir lucros da burguesia. Exatamente o que Lula vem fazendo no Brasil. Não basta, portanto, identificarmos como inimigos e lutarmos contra apenas uma parcela daqueles que nos atacam - empresários e banqueiros – e ignorarmos seu braço político, tão ou mais responsável pelas mazelas que nos afetam.

Precisamos, portanto, para elaborar uma resposta política conseqüente à crise, nos dedicar aqui a uma análise cuidadosa do governo Lula/PT, que leve em conta as suas especificidades, as razões que determinaram sua ascensão e o lugar que ocupa hoje para a reprodução do capitalismo no Brasil. Já ao final da década de 1990, o neoliberalismo começa a apresentar sinais de esgotamento, com significativas quedas na taxa de lucro da burguesia. O capitalismo, no entanto, não encontra nenhuma outra faceta para substituir o neoliberalismo e a saída para fazer frente às quedas da taxa de lucro é justamente aprofundá-lo. Para aplicação desta política genocida, figuras emblemáticas das lutas contra as ditaduras e referências para a esquerda ascendem ao poder.

É neste cenário que Luis Inácio Lula da Silva é eleito presidente do Brasil. Como sabemos, a implantação inicial deste projeto no Brasil coube especialmente aos governos Collor e FHC. No momento em que o próprio neoliberalismo começa a apresentar sinais de desgaste, como já apontamos anteriormente, cabe a um líder operário o aprofundamento e institucionalização do projeto neoliberal brasileiro. Assim, o sujo papel de algoz da classe trabalhadora cabe a um líder sindical carismático que, por isto mesmo consegue, de forma mais eficiente do que qualquer representante clássico da burguesia, implantar as reformas necessárias à sobrevida do capital com menor pressão, enganando parte da classe trabalhadora e desmobilizando temporariamente o país.

Lula, portanto, é um representante dos interesses do grande capital no Brasil, o que se confirma pela composição de seu governo e pelos profundos ataques e reformas neoliberais implementados ao longo de seus dois mandatos. Verifica-se, assim, uma indissociabilidade entre empresários, banqueiros e governo Lula, como a tríade responsável por garantir os interesses de classe da burguesia e aumentar a miséria dos setores historicamente explorados e oprimidos.

Como vimos, o governo Lula/PT é mais eficaz para a implementação do neoliberalismo que os governos tradicionais da burguesia, justamente por estar identificado do ponto de vista ideológico com a classe trabalhadora brasileira e conseguir evitar que as contradições que se acirram no campo econômico, com o aumento da exploração, se reflitam no cenário político. A grande especificidade do governo Lula, seu grande diferencial, é, portanto, sua identificação ideológica com o proletariado e, complementarmente, a sustentação que possui nos movimentos sociais. O governo atual, diferente dos clássicos representantes da burguesia, conta com bases de apoio incrustadas entre a classe trabalhadora e juventude, que legitimam e implementam suas políticas neoliberais, impedindo que as mobilizações se choquem com o governo. É o caso que se manifesta em diversos sindicatos, associações e entidades estudantis, e de forma mais escancarada em entidades nacionais como a Central Única dos Trabalhadores e a União Nacional dos Estudantes.

E a que assistimos, lamentavelmente, na formulação da resposta política da esquerda para a crise? Mais uma vez, a incorreta opção pelo estabelecimento de unidades rebaixadas, que em nada contribuem para o avanço da consciência e da luta dos trabalhadores e da juventude. Mais uma vez, observamos PSTU e PSOL optando por construir atos de propaganda em unidade com PT, PCdoB, CUT e UNE, poupando o governo e atacando em abstrato “os ricos”. E quem é o grande representante político dos interesses dos ricos, senão o governo Lula? Identificado o grande diferencial do governo Lula, estamos certos de que o nível de avanço da consciência e a possibilidade de arrancar vitórias concretas para a classe trabalhadora e a juventude passa, necessariamente, por lutar contra os ataques de Lula e seus braços no movimento social, construindo uma pauta política que onere e derrote os empresários, os banqueiros e o governo e avance na construção de alternativas independentes e de luta para o movimento social.

Na educação, ataques cada vez maiores


Especificamente no campo da educação, já o primeiro mandato de Lula/PT é recheado de ataques. O início da implementação da Reforma Universitária de maneira fatiada, através de medidas provisórias e decretos, já apontava para uma clara ofensiva no sentido de institucionalizar o trabalho de FHC: desmontar o ensino superior público, através dos sucessivos cortes de verbas, e abrir espaço cada vez maior para a iniciativa privada, inclusive com transferência de verbas públicas.

No segundo mandato de Lula, a intensificação dos ataques ao sistema educacional em benefício aos interesses do mercado e dos grandes tubarões de ensino privado se manifestou através do decreto do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Instituições de Ensino Superior (REUNI) de Lula/PT nas universidades federais. A mesma lógica de ataques se fez também presente nos decretos do governo Serra, para as estaduais paulistas, e dos aumentos de mensalidades, demissões de professores e precarização das condições de ensino nas universidades particulares.

Agora, diante da crise do capitalismo, a perspectiva é que tais ataques se aprofundem ainda mais. Seguindo a lógica que expusemos acima, de onerar trabalhadores e juventude em benefício do grande capital, o governo Lula/PT já cortou R$2 bilhões do orçamento para a educação em 2009, agravando o já crônico problema da falta de verbas. Certamente, este corte irá se refletir no agravamento dos problemas estruturais nas escolas e universidades (como conservação dos espaços físicos, falta de laboratórios, bibliotecas) e na redução da já extremamente débil política de assistência estudantil (corte no valor e número de bolsas, menos verba para bandejões, moradias estudantis, transporte, etc.), o que praticamente inviabiliza a permanência dos estudantes na universidade. Em contrapartida, já há verbas públicas, do BNDES, destinadas a socorrer da crise os grandes empresários da educação, os tubarões do ensino privado – setor no qual as mensalidades não param de subir, onerando ainda mais os estudantes.

Talvez um dos mais recentes e contundentes reflexos da crise para os estudantes seja a tentativa de restrição do direito à meia-entrada, um claro mecanismo para garantir os lucros dos empresários do setor cultural. O projeto de lei que já foi aprovado no Senado e agora tramita em caráter de urgência na Câmara impõe uma redução da meia-entrada a 40% dos ingressos para qualquer evento cultural, atingindo diretamente um direito histórico dos estudantes. Como já era de se esperar, o ataque dos empresários, apoiado pelo governo Lula, é complementado por um ataque da União Nacional dos Estudantes. Justamente pelo seu comprometimento com o governo representante da burguesia e, conseqüentemente, pelo seu comprometimento com a própria burguesia, a UNE tenta conciliar com os empresários e “negociar” a restrição da meia-entrada, propondo que o direito seja regulado através da emissão de carteirinhas apenas pela própria entidade, ou seja, a volta do monopólio das carteirinhas pela UNE.

A UNE oferece a volta do monopólio como uma saída para não onerar os empresários, que têm lucros altíssimos com a venda de ingressos a preços abusivos e reclamam se uma suposta “farra” da meia-entrada, que seria contida pela entidade. Ao mesmo tempo, a UNE garante, com a volta do monopólio, sua fábrica de dinheiro. Assim, quem paga o pato, bem na lógica do capital, são os estudantes, que conquistaram o direito de apresentar qualquer documento para garantir sua meia-entrada e seriam obrigados a voltar a pagar o alto preço das carteirinhas da UNE para ter seu direito garantido. A luta em defesa da meia-entrada é um excelente exemplo de que hoje, necessariamente, as mobilizações contra os reflexos da crise atingindo trabalhadores e estudantes se choca com as entidades tradicionais do movimento, que estão comprometidas com os interesses daqueles que nos atacam. É justamente para construir uma resposta que leve nossas lutas às suas últimas conseqüências que precisamos construir o novo movimento estudantil. A luta em defesa da educação e dos nossos direitos se dá não apenas por fora, mas contra a UNE, e precisa estar colada com a construção de uma alternativa independente!

E o movimento estudantil?


É por isso que o Congresso Nacional de Estudantes, como iniciativa política de construção e consolidação no novo movimento estudantil, precisa se construir junto às lutas, como a que ocorre em defesa da meia-entrada e tantas outras. Apenas o novo movimento, não comprometido com os interesses do capital e do governo, pode dar conseqüência às nossas lutas. Para pensarmos na construção deste novo movimento, sua relação com o CNE e nossas expectativas, precisamos compreender o processo de reorganização pelo qual passamos.

O movimento estudantil brasileiro, assim como o conjunto da esquerda do país, entra em uma nova fase após a ascensão de Lula/PT ao governo federal. Diferente dos anos anteriores, quando estava minimamente unificada na resistência ao neoliberalismo, a partir de 2003 a esquerda entra em um período de perda de referências e de necessidade de reorganização, diante da falência do projeto hegemônico petista ancorado na perspectiva da eleição de Lula. Com a passagem definitiva de Lula, PT e seus aliados para a direita, se tornando responsáveis pela implementação dos ataques da política neoliberal, a esquerda se vê diante de um momento em que o velho não serve mais e o novo ainda não existe. Coloca-se, aí, sua tarefa: derrotar o velho movimento e construir o novo a partir de uma perspectiva independente e classista.

O início da implementação da Reforma Universitária pega o movimento ainda desarticulado. De um lado, a União Nacional dos Estudantes como fiel defensora de toda a política neoliberal do governo, atuando para legitimar a destruição da universidade pública junto aos estudantes. De outro, a então “esquerda do PT”, com sua linha de “disputa do governo”, permanecia imobilizada e atuando como linha auxiliar do governo, esperando uma “outra Reforma Universitária” e assistindo de camarote o desmonte da educação superior, já que não tinha a independência necessária para combatê-lo.

Como expressão da necessidade de construção do novo, surge a Conlute em 2004. Naquele momento, é dado o pontapé inicial na luta contra a Reforma Universitária e a nova ferramenta serve para aglutinar os setores combativos do movimento estudantil, dispostos a derrotar o governo e suas políticas neoliberais. A Conlute consegue avançar, consolidando-se no dia-a-dia das lutas, realizando uma série de atividades e efetivamente organizando o movimento para o embate com o governo e a UNE, compreendendo a necessidade de derrotá-la por ser o principal elemento de conferência de legitimidade à política neoliberal de Lula/PT. O entendimento de que a luta não devia ser apenas por fora, mas também contra a UNE ganhava espaço, dada a identificação da entidade como grande diferencial do governo Lula e elemento central de garantia da aplicação de suas políticas neoliberais.

Porém, a atuação ainda incipiente da Conlute - porque nova e fruto de um processo de reorganização ainda em desenvolvimento - aos poucos se direciona ao marco superestrutural, apenas propagandístico, e diminui a força outrora crescente no cenário nacional. A política do setor majoritário na Coordenação, o PSTU, é de esvaziá-la enquanto alternativa concreta em favor da construção de fóruns conjuntos com a “esquerda do PT” e o nascente PSOL, com o falido “Movimento Vamos Barrar Essa Reforma” - que, diante da total falta de acordo na política entre os setores que o compunham, nada fez de concreto para organizar a luta em defesa da educação.

No final de 2006, surge a Frente Nacional de Luta Contra a Reforma Universitária, amplamente festejada pelos seus setores majoritários, PSTU e PSOL, como a “reconstrução da unidade no movimento estudantil”. Obviamente, a unidade contra as políticas neoliberais de Lula/PT, entre todos aqueles que queiram combatê-las, é fundamental para avançarmos nas lutas. Nesse sentido, a Frente de Luta cumpriu um importante papel. No entanto, devemos fazer uma reflexão que dê conta de avaliar o conjunto das tarefas colocadas para o movimento estudantil brasileiro.

Ao identificarmos a necessidade de construção de uma alternativa de luta capaz de derrotar a UNE e reunificar o movimento estudantil combativo por um viés classista, as limitações da Frente são facilmente constatadas. Se o instrumento é importante por conseguir organizar as lutas em seu nível imediato, precisamos, em contrapartida, ter a clareza de que é incapaz de levá-la às suas últimas conseqüências e, assim, responder às tarefas colocadas para o movimento estudantil.

Isso porque a questão da reorganização não é apenas superestrutural, não é um adendo, não é uma questão externa e diferente das lutas que travamos no dia-a-dia. Pelo contrário: dada a especificidade do governo Lula/PT (sua penetração no movimento estudantil, que o permite atacar a juventude com a legitimação e sustentação de parte da categoria), este debate interfere diretamente na nossa capacidade ou não de alcançar vitórias nas nossas lutas imediatas. Aí está a questão: a criação de uma alternativa para o movimento estudantil está diretamente relacionada às nossas lutas diárias e, por isso, deve determinar o CONTEÚDO de tais lutas, e não ser tratada como uma questão à parte, que pode ser abandonada quando for conveniente ou deixada “para depois”. Da nossa conseqüência com este debate, insistimos, depende o nosso sucesso nas lutas concretas e diárias contra o governo e suas políticas.

Neste cenário, a Frente de Luta representava a óbvia explicitação da impossibilidade de se tocar qualquer luta por dentro da UNE e da necessidade de construção de novos instrumentos para organizar nacionalmente a luta do movimento estudantil. Por outro, um reflexo recuado, do ponto de vista político, de toda potencialidade desse processo. Justamente por basear-se em unidade artificial, que não corresponde a um entendimento comum das tarefas e necessidades do movimento estudantil, a Frente se sustentou por um período extremamente limitado e atualmente está completamente dissolvida


A retomada do ME e nossos desafios


O ano de 2007 foi, sem dúvida, um marco para o movimento estudantil brasileiro. A retomada das lutas em patamar significativamente superior aos últimos anos, que recolocou o ME na cena política nacional, exige da esquerda um profundo e responsável balanço. Para além do super dimensionamento e da agitação esvaziada, que exalta vitórias a qualquer custo, devemos refletir sobre os avanços e limites do processo de lutas pelo qual passamos, para que tenhamos condições concretas de identificar nossas debilidades e avançar em sua superação.

O Movimento Estudantil, mais avançado em seu processo de reorganização e menos imobilizado do que nos primeiros anos do governo Lula/PT, conseguiu construir uma aguerrida resposta aos ataques dos governos Lula, Serra e da iniciativa privada, que o recolocaram no cenário político nacional e alavancaram as lutas a um patamar superior às travadas nos últimos anos. Exemplos disso foram as passeatas, greves e, principalmente, as ocupações de Reitoria que se espalharam por todo o país.

No entanto, tais manifestações, que tiveram o mérito de fortalecer enormemente o movimento estudantil, ainda foram, em grande parte, insuficientes para garantir vitórias concretas e barrar os ataques à educação. O Reuni, grande expoente de todo o processo, foi aprovado em grande parte das universidades federais. É claro que não fomos definitivamente derrotados, que a luta contra o Reuni e as políticas do governo continuará e, inclusive, será muito fortalecida pelas mobilizações de 2007. Mas a compreensão de que o movimento ainda foi débil para garantir vitórias concretas é fundamental para que possamos fortalecê-lo.

A principal dificuldade enfrentada pelo movimento estudantil neste processo de lutas, que o impediu de atingir todas as suas potencialidades e alcançar vitórias concretas, foi, sem dúvida, a incapacidade de se conferir um caráter nacional às lutas. Por mais que tivéssemos, no auge do processo, diversas reitorias de universidades ocupadas simultaneamente, a luta ainda permanecia restrita às universidades, e não se unificou como uma única e mesma luta contra o governo. É daí que se depreende, claramente, a importância da construção de uma nova entidade para avançarmos concretamente em nossas lutas.


Nova entidade: as tarefas da juventude diante da crise


Mas como se dará a construção de uma nova entidade? Diversos setores do movimento têm argumentado, corretamente, que este não pode ser um processo artificial, superestrutural, que apenas crie uma nova direção para o movimento. Uma entidade surgida nesses marcos, sem dúvida, não seria capaz de reorganizar pela base o movimento estudantil.

Mas é justamente aí que o movimento estudantil entra no “círculo vicioso” que o mantém preso às suas próprias debilidades. Se nós temos clareza de que uma nova entidade não pode ser construída artificialmente e, igualmente, percebemos a grande necessidade de construí-la para obtermos vitórias em nossas lutas concretas, é nossa tarefa ir para o dia-a-dia das lutas, discutir com cada DCE, cada executiva de curso, ir a cada centro acadêmico, cada sala de aula, travar este debate com os estudantes, relacionando a necessidade da nova entidade com a concreticidade das mobilizações que construímos, como é o exemplo da atual luta em defesa da meia-entrada.

No entanto, observamos por muito tempo este debate sendo relegado a um segundo plano pela corrente majoritária da Conlute, abandonado, tratado como algo externo à realidade das lutas e prejudicial à “unidade” da Frente de Luta. Esse equívoco, sem dúvida, significou um atraso muito grande para o necessário processo de construção a longo prazo de uma nova entidade, colado com as lutas. Afinal, se o processo não se unifica às nossas lutas concretas, ele nunca deixa de ser artificial. E, como ainda é artificial, o movimento não pode decidir por dedicar-se à construção de uma nova entidade, porque não queremos que ela seja superestrutural. Está fechado o círculo, e o movimento fica preso às suas limitações.

Para que o círculo seja rompido e o movimento estudantil possa avançar, é necessário compreendermos a construção de uma nova entidade e as lutas de base como um único e mesmo processo. É justamente por isso que não podemos abandonar o debate da reorganização para construir “unidades” artificiais, em marcos rebaixados, que ignoram uma necessidade real do movimento estudantil e deixam a importante tarefa política da reconstrução de um movimento unificado nacionalmente “para depois”, um futuro abstrato e distante e, assim, impedem que as próprias lutas que estariam supostamente sendo “garantidas” e “privilegiadas” alcancem seus objetivos.

Defendemos, portanto, a construção de uma nova entidade pela base. Para isso, precisamos assumir essa tarefa e, mais do que isso, a responsabilidade de imprimir ao dia-a-dia de nossa militância o conteúdo político da construção desta nova entidade. Apenas assim ela surgirá do calor das lutas e não será artificial. O Congresso Nacional de Estudantes, como expressão de todo o processo de reorganização do movimento estudantil, precisa refletir as lutas que travamos, unificar um programa para enfrentar a crise, defender a educação e, ao mesmo tempo, criar um instrumento capaz de unificar organizativa e politicamente este programa.

Por isso, esse momento que antecede o Congresso, a própria tirada de delegados em todo o país, precisa refletir esta política. Precisamos de um Congresso com amplo processo de construção pela base, para reunir e representar uma grande parcela do corpo discente de nosso país e criar as condições para que este seja o marco conjuntural e o espaço de criação de uma nova entidade nacional, que esteja efetivamente presente no dia-a-dia das lutas e reunificando o movimento por um viés classista.

É nossa tarefa, portanto, sermos conseqüentes com o debate da reorganização e da construção de uma nova alternativa para o ME desde já, assumindo o compromisso político de construir esse debate pela base. É importante que nos entendamos enquanto vanguarda de um processo em curso e se não temos os estudantes convencidos de que é preciso construir um novo Movimento Estudantil, através da construção de uma nova entidade, é nosso papel, nossa tarefa, nosso desafio elaborar e criar sólidos argumentos para convencer nossos colegas. Não solidificar esse processo é rumar para o caudismo, estar na retaguarda da reorganização dos estudantes, não na vanguarda. É possível sonhar, ousar, lutar e vencer, mas precisamos criar e recriar os instrumentos para atingirmos nossos fins.