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sexta-feira, 8 de julho de 2011

A UFRJ em tempos de Crise

A maior Universidade Federal do país não poderia ficar alheia ao processo de crise econômiva que afeta direta e diariamente a população do país. Como cartão de visitas, Dilma cortou 50 Bilhões de reais de áreas sociais, sendo 3 bilhões da educação, agravando o quadro de precarização da educação.



Em nosso cotidiano nos campi, não nos faltam exemplos da falta de investimento na educação: os tetos que caem em nossas cabeças, incêndios, desabamentos, salas de aula superlotadas, falta de professores, bibliotecas insuficientes, falta de restaurantes universitarios... Enfim, diversos fatores que contribuem para uma formação de péssima qualidade.



Diante deste quadro vemos uma imobilidade do DCE em tocar as lutas dos estudantes, denunciando o papel da reitoria em ratificar as politicas neoliberais do governo Dilma/PT; incapaz de mobilizar os estudantes pela base, para ouvir as pautas especificas e unificá-las as lutas gerais. O que vemos é o DCE construir atos esvaziados, sem apelo estudantil, e pior, se aproveitando das mobilizações construídas na base como mobilização própria.



Esse semestre os estudantes do alojamento sofreram mais do que o habitual. A precária situação estrutural chegou ao limite. Falta luz, agua, segurança e mais assistência estudantil. Assistência esta que foi usada para pagar a implosão do Hospital Universitário, deixando os estudantes a ver navios por meses. E mais uma vez o DCE foi incapaz de organizar as lutas e denunciar o grave estado em que os estudantes vivem.



Na EEFD os estudantes não esperaram pela mobilização do DCE. Construiram, por pautas específicas, uma assembléia estudantil que gerou uma ocupação da direção da unidade, o que não acontece na UFRJ desde a luta contra o REUNI. Exigiu a presença da Reitoria e garantiu inúmeras conquistas, entre elas a reforma emergencial da piscina olimpica e a criação de uma comissão paritária para unificar os cursos de licenciatura e bacharelado em Educação Física.



O DCE, ainda, não apresenta uma ruptura definitiva com a União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade estudantil que hoje está a serviço do governo federal, propagandeando suas politicas e ajudando a implementa-las nas universidades. Burocratizada, ela não representa mais os estudantes, mas o DCE ainda constrói a UNE.



Nesse sentido, defendemos um DCE combativo, denunciante; que atue na base dos estudantes construindo as mobilizações através das pautas específicas e gerais contra as politicas neoliberais do governo federal e ratificada pela reitoria de nossa universidade.



Diego Nogueira - Coordenador CAEFD





quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fórum Estudantil discute sobre o Congresso da UNE

*Roberta Ribeiro, da Folha Dirigida - 23/06/2009

No próximo mês, em Brasília, ao longo dos dias 15, 16, 17 e 18, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promoverá seu 51º Congresso, no qual universitários eleitos nas universidades, chamados de delegados, representarão os alunos das instituições na escolha da nova diretoria da entidade. O modelo de pleito vigente desde 2006, organiza o processo da seguinte maneira: a cada 1.000 estudantes com matrículas ativas, o movimento estudantil da instituição de ensino tem o direito de enviar um delegado votante que também poderá ser eleito no congresso. A FOLHA DIRIGIDA perguntou a alguns representantes de Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE) e de Centros Acadêmicos (CA) de universidades se consideram democrática as eleições da diretoria da UNE. Confira abaixo:

"A UNE cortou o vínculo com seus representados nas universidades. Também acaba sendo um instrumento do governo. Não concordamos com a atual diretriz. A diretoria da UNE não representa os estudantes. O termo democrático é muito amplo, portanto vejo como solução a eleição direta nas instituições. Eleição via delegado é complicado porque muitas instituições de ensino não conseguem financiar os estudantes. Esse modelo ja provou que gera a eleição de pessoas descompromissadas com o que os estudantes querem. Muitos nem entendem como essa eleição funciona. A situação é tão complicada, que esse modelo fechado, causa desânimo e desestímulo nos estudantes. Há um investimento forte de partidos políticos em estudantes que vão ao congresso via UJS. O modelo atual não comporta o verdadeiro voto da maioria dos universitários."
Bruno Alves
Presidente do DA de Direito - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio)

"Na verdade, o modelo atual é feito por representação de delegados. Por exemplo, a Uerj faz uma eleição de chapas e manda osrepresentantes eleitos proporcionalmente. Nesse caso, o estudantes não têm o poder de voto diretamente para escolha da diretoria da UNE. Com certeza, se a entidade é democrática deveria seguir o modelo de voto direto. Isso reflete nas atividades da entidade, que acaba fugindo um pouco da responsabilidade de defender não só assuntos relativos à educação, mas sobretudo, das grandes questões nacionais as quais antigamente a UNE se colocava, como o caso do petróleo. Houve uma queda não só ao discutir a educação, mas das questões de importância nacional."
Ítalo Aguiar
Integrante do DCE da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

"Rompemos com a UNE por não considerar um instrumento de representação dos estudantes. Por toda a estrutura da UNE e o fato de não ser democrática nas votações e nos congressos, o Centro Acadêmico (CA) de Educação Física e Dança da UFRJ, do qual faço parte, rompeu com a UNE via plebiscito. Consideramos a UNE como um instrumento facilitador do governo federal ao implantar políticas nas universidades. Os diretores da UNE são eleitos pelo setor majoritário, a União da Juventude Socialista (UJS), há 20 anos. A burocratização da UNE vem desde a década de 90. Os representantes da UNE tentam uma aproximação, mas não há argumentos para debate, pois são favoráveis às políticas governistas, enquanto a maioria dos estudantes vão contra. A UNE é favorável a toda a situação precária na qual as universidades se encontram."
Vivian Dutra
Integrante do DCE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Moção de repúdio ao DCE do Mackenzie

Há alguns meses vem ocorrendo um forte e intenso processo de mobilização no Mackenzie, universidade conhecida por ter sido o berço do CCC - Comando de caça aos comunistas, durante a Ditadura Militar.

O movimento estudantil de esquerda do Mackenzie já vem se organizando e disputando a direção das entidades estudantis da universidade, muitas vezes sendo até impedidos de ir a fundo na disputa, tendo suas chapas impugnadas em diversas eleições, o que remonta a práticas autoritárias e antidemocráticas dos tempos da Ditadura.

Em especial, em uma dessas eleições, a do DAMAC (Diretório Acadêmico do Mackenzie), que representa os estudantes dos cursos de Psicologia, Letras/Tradução, Filosofia, e Teologia, um grupo de estudantes chamado Coletivo Quincas Borba conseguiu se organizar para disputar a direção da entidade que está nas mãos de um mesmo grupo de estudantes há muitos anos e completamente ausente do cotidiano da mobilização estudantil na universidade.

A chapa do Coletivo Quincas Borba pauta em seu programa temas como a luta pela redução de mensalidades, o aumento do número de bolsas, a retomada do espaço do DAMAC como instrumento para essas lutas e a unificação do movimento estudantil no Congresso Nacional dos Estudantes. Essa chapa foi impugnada do processo, mas não se intimidou. Foi às salas de aula e conseguiu mais de 1000 assinaturas convocando uma Assembléia Geral para discutir o tema.

Nessa assembléia compareceram cerca de 100 estudantes que descontentes com a situação do DAMAC e ansiosos por retomar a entidade para o caminho das lutas votaram pela destituição da atual gestão do DAMAC, a criação de uma junta administrativa provisória e a abertura do calendário eleitoral com novas eleições marcadas para a segunda quinzena de agosto.

Após essa grande vitória, o DCE do Mackenzie, muito atrelado à direção da universidade, resolveu interferir no DAMAC, fechando a sede da entidade e deslegitimando a vitoriosa e representativa assembléia dos estudantes dos cursos representados no DAMAC.



Nesse sentido, o Coletivo Quincas Borba escreveu uma moção de repúdio à atitude do DCE Mackenzie e, por querer nacionalizar esse debate, pedem a todas as entidades do movimento estuantil brasileiro que manifestem sua solidariedade através da assinatura na moção que eles produziram. Abaixo e também em anexo, segue a reprodução da moção escrita por eles.



Fica aí o pedido para que todas as entidades discutam o tema e assinem a moção. Além disso, acho que deveríamos assinar enquanto Comissão Organizadora do Congresso Nacional dos Estudantes, para também expressar a solidariedade de todos aqueles que estão construindo o Congresso enquanto uma alternativa de moibização para o ME brasileiro.



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MOÇÃO DE REPÚDIO AO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES (DCE) DO MACKENZIE

As entidades estudantis e grupos de estudantes abaixo assinados vêm por meio desta moção repudiar a intervenção do DCE do Mackenzie na democracia e na autonomia do Diretório do Mackenzie (DAMAC) que representa os cursos de Psicologia, Letras/Tradução, Filosofia, Pedagogia, Teologia e Nutrição.

A intervenção e fechamento do espaço destinado ao DAMAC ferem a legislação brasileira e o código civil que prevê a autonomia das entidades estudantis. A intervenção do DCE prejudicou centenas de estudantes representados pelo DAMAC que não puderam usufruir do espaço do diretório.

Além disso, ultrapassou qualquer limite político razoável ao não respeitar as deliberações da assembléia extraordinária dos estudantes ocorrida no dia 29 de abril da qual destituiu a ex-gestão a partir do dia 31 de dezembro de 2008, anulou o simulacro de processo de eleitoral ocorrido e nomeou uma junta provisória que irá administrar o DAMAC até as próximas eleições, na segunda quinzena de agosto de 2009.

Ao não respeitar uma assembléia convocada por cerca de mil estudantes a qual atende as normas estatutárias vigentes do DAMAC, o DCE passa por cima da autonomia política do diretório, e pior, por cima de 1/3 dos estudantes representados que legitimaram esta assembléia. O DCE cumpriu um papel politicamente nefasto e imoral à democracia dos estudantes.

Exigimos a abertura imediata do espaço do DAMAC assim como o respeito às deliberações da assembléia geral extraordinária dos estudantes representados pelo DAMAC. Em qualquer movimento estudantil democrático a assembléia é a instância máxima e soberana de deliberação dos estudantes.

Não ao fechamento da Interferência! A Anatel é representante dos interesses da grande mídia e inimiga da comunicação livre!

Pela Liberdade da Rádio Livre Interferência FM


A diretora da ECO, Ivana Bentes, manda tirar do ar a Rádio Interferência FM, localizada em uma sala do DCE na Praia Vermelha.

O motivo? Para fazer um acórdão com a ANATEL por intermédio do prof. Gabriel Colares. Para quem não sabe, esta Rádio Livre funciona estabelecidamente desde 1985, mas o primeiro transmissor remonta a 1984, na surdina contra a ditadura. Recebeu forte apoio do Mansur (locutor e apresentador da MPB FM e professor da ECO) e por lá passaram diversos nomes notórios.

Em 1997, devido a complicações com a diretoria da ECO, a rádio vai parar na atual sala no DCE. Em 1998, após a promulgação da Lei de Rádios Comunitárias, que restringe a potência das rádios não-comerciais a 25 watts (menos de 1 Km), se torna uma referência do movimento das Rádios Livres e de Autogestão, que se organizaram em protesto a esta lei que visa confinar o potencial de comunicação dos movimentos sociais em pequenos guetos e que assina em baixo à repressão do estupro ao Código Brasileiro de Telecomunicação pelo AI-4 da Ditadura (Concessões Limitadíssimas, Controle da Informação...).

Em 2002, o agente Sabá, da PF, fecha a Rádio Interferência sem mandado com a falsa alegação de que estava atrapalhando o Aeroporto Santos Dummont (fato refutado na época pela administração de lá) e o Ministério Público abre um inquérito contra. Devido à pressão dos Movimentos Sociais, a Rádio volta a funcionar e o Reitor Aloísio diz que apóia o projeto das Rádios Livres da UFRJ com R$15mil, que nunca foram vistos.

Em 2005, o deputado Russomano entra com a tramitação do PL 5172, que restringe às Rádios Educativas à legislação das Rádios Comunitárias (menos de 1 Km) e deixa ambíguo se os Movimento Sociais podem gerir as Rádios Comunitárias.

Por fim, em 2009, quando a aprovação deste PL é dada quase como certa, a Diretoria da ECO, de maneira oportunista, resolve fazer um acórdão com a ANATEL para ter uma outorga de Rádio Educativa. Qual a moeda de troca? Retirar a Interferência do ar e fechar suas portas.

Alegam que devemos nos conformar com a legislação da Ditadura, escrever um Estatuto, fichar todos os Programadores e defender a Moral e os Bons Costumes. Afaste de mim esse cale-se; a Grande Mídia funciona a serviço da oligarquia e das grandes empresas, e cada dia temos mais retrocessos, como na TV digital, que faz a Alienação ser transmitida em Alta Definição.

Links:

Estudantes ocupam reitoria da UFMT contra vestibular unificado

Cerca de dois mil ocuparam a reitoria da Universidade Federal do Mato Grosso nesta segunda, 11, exigindo a revogação imediata do vestibular unificado

13 de maio de 2009

Cerca de dois mil estudantes, universitários e secundaristas, ocuparam, na tarde desta segunda, 11, a reitoria da Universidade Federal do Mato Grosso. Os estudantes protestam contra a adesão imediata, sem a discussão com a comunidade acadêmica, do novo vestibular unificado para as federais, e contra a privatização do restaurante universitário.

Naquele momento ocorria a reunião deliberativa do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) que, sob a pressão da manifestação e para ensaiar o exercício da democracia, permitiu que apenas um representante dos estudantes participasse da reunião. Mas, entre muitos docentes, estava claro que o estudante não conseguiria nem ao menos ter o direito a voz, e esta era uma manobra para fazer impor goela abaixo dos estudantes o novo vestibular, ainda que a comunidade acadêmica não tenha se posicionado a respeito do novo modelo de ingresso na universidade.

Segundo os estudantes a comunidade acadêmica ainda tem dúvidas sobre o que será melhor para a sociedade, e que a nova medida deve ser debatida amplamente, no entanto, o processo de aprovação do Reuni, ou seja, sem levar em consideração o que era melhor para a maioria da universidade, os estudantes, se repetirá.

Fonte e maiores informaçoes:
http://blogdodce. wordpress. com/2009/ 05/12/estudantes -ocuparam- reitoria- da-ufmt

sábado, 11 de abril de 2009

Relatoria da Plenária Estadual do Rio de Janeiro

Congresso Nacional de Estudantes
2º plenária Estadual do Rio de Janeiro


Mesa:
Leila Leal (Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa), Rafael Nunes (C.A. 6 out. UFRJ)

9 entidades presentes
26 cursos
47 estudantes


Aconteceu na UERJ Maracanã, no dia 2 de Abril, a segunda plenária de construção do CNE no Rio. Os pontos de pautas em discussão eram
1) informes das lutas estudantis,
2) Programação do CNE.


1) Informes


Foi dado o informe, das próprias representantes, da fundação do C.A. de Saúde Coletiva na UFRJ, a luta pelo bandejão da UERJ e seus desdobramentos com o DCE à frente da campanha, a palestra sobre crise econômica que ocorrerá no IFCS, UFRJ, no dia 7/04, terça-feira, às 18:30, com a participação de Valério Arcary, Hebert Carlos (Metalúrgico de São José dos campos) e Valério (Sindicato Metabase de Congonhas), a luta contra a perseguição ao grêmio do colégio Pedro II do Centro. O último informe foi a criação e participação da UFRJ no curso de licenciatura à distância em Química de São Gonçalo, através do consórcio CEDERJ, do Governo Estadual, que, apesar do DCE ter se posicionado contrário e ainda ter apresentado um parecer negativo à participação da universidade na criação do curso, ele foi aprovado por ampla maioria no Conselho Universitário.


2) Programação do CNE


Foi apresentada na reunião a programação que foi votada na última plenária nacional de Salvador e ainda tendo uma reunião marcada para Minas onde será votado, em definitivo, vários estudantes colocaram suas opiniões e contribuições para serem levadas para essa próxima plenária nacional.

As dicussões na plenária refletiram que o congresso, como está colocado no regimento, deve ser sempre construído nas principais lutas estudantis. O espaço de construção deve ser um reflexo das movimentações e mobilizações estudantis que preservam a educação pública, gratuida e de qualidade, que lutam contra a mercantilização e a privatização das escolas e universidades e contra a perseguição aos estudantes e entidades.

As principais críticas ficaram em torno de a programação estar muito extensa em todos os dias e da dificuldade de conseguir garantir todos os eventos. Foi colocada a necessidade de se modificar o número de mesas no porimeiro dia, pois, somados os horários, daria em torno de 7h e a necessidade de se diminuir esse espaço para colocar outros que garantissem uma dinâmica de maior debate. O ato foi também uma preocupação por conta de não haver tempo para acontecer e também garantir os espaços da manhã. Para isso, foi sugerido passar todas as oficinas para tarde. Faltou também na programação o café da manhã no dia do ato.

Foi colocada a necessidade de garantir mais espaços e eventos culturais durante todo o congresso para envolver a maioria dos estudantes e fazer com que o congresso seja parte da construção e defesa da cultura e da arte desalienante, não mercadológica e de resistência. Para isso, foi sugerida uma mesa de debate sobre cultura que expresse a fundo o caráter da luta pela meia entrada e a necessidade da cultura na formação dos indivíduos. Um maior tempo para as festas e eventos culturais que devem ocorrer diariamente à noite e em alguns momentos pela manhã e tarde. Foi apresentada para isso a necessidade de peças teatrais profissionais e estudantis, recitais de poesias, mística, alongamento pela manhã e shows. Para garantir uma apresentação artística e de fato cultural e de qualidade, foi sugerida, além de bandas alternativas, a apresentação de sambistas próximos das nossas entidades e das nossas lutas, a roda de funk que resgata os raps que fizeram sucesso na década de 90 com grandes MCs e tentar garantir um show com o grupo Farofa Carioca e com Belchior. Além de grupos de capoeira e dança afro.

Para as mesas, foi colocada a necessidade da presença do sindicato de metalúrgicos de São José dos Campos para refletir a luta operária e pela reestatização da EMBRAER.

Que as campanha financeiras devem ser levadas a sério como construção do congresso em todas as escolas e locais, como discussão política também, foi passada inclusive a sacolinha durante a plenária que arrecadou 20 reais. Com isso as finanças do Rio de Janeiro contam ao todo com 200,00 reais, que devem ser gastos com a confecção de camisas para angariar mais fundos.

Foi apresentado na plenária que através da construção desse congresso devemos refletir qual o tipo de educação queremos construir para a sociedade e para o país. Para que intuito e para que serventia e que o congresso deve assumir a responsabilidade de se projetar sobre o tema e acumular elaborações e propostas.

Para finalizar, foi deliberado que a próxima plenária, daqui a 15 dias, deverá já ser pautada no conteúdo do congresso através da apresentação e debate das pré-teses apresentadas.

A reunião se encerrou sem mais propostas e discussão sobre a pauta às 21:30.

sábado, 28 de março de 2009

Informativo da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Informativo nº. 6
Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes
22 de março de 2009
construindocongresso@yahoogrupos.com.br
www.congressodosestudantes.org.br



ATENÇÃO! PRÓXIMA REUNIÃO NACIONAL PARA CONSTRUÇÃO DO CONGRESSO: DIA 9 DE MAIO DE 2009, SÁBADO, EM BH/MG, UFMG.



Neste último final de semana (21 e 22/03) ocorreu a 4ª reunião nacional para construção do Congresso Nacional de Estudantes. A reunião obteve a seguinte pauta:


1) Conjuntura e calendário de Lutas
2) Regimento e programação
3) Divulgação do Congresso
4) Finanças
5) Estrutura do Congresso



Entidades Gerais presentes:
DCE’s:
USP, UFMG, UERJ, UEFS, UFAL, UFPE, UEPA.
Executivas de Curso:
Serviço Social, Educação Física, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Arquitetura.
Sindicatos:
Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Conlutas.

Além de CA’s, DA’s, Grêmios dos seguintes estados:
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pará.


1) Conjuntura e calendário de Lutas


Neste ponto foi bastante discutida a conjuntura de crise econômica em que vivemos e os desafios que são impostos ao conjunto dos movimentos sociais frente a essa situação. Foi discutida a importância de lutarmos junto aos trabalhadores contra as demissões, a retirada de direitos, etc.

A luta contra as demissões na EMBRAER e pela reestatização da empresa foi bastante pautada, também pela presença do vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos de São José na reunião.

Foram pautados também os reflexos da crise sobre a Educação, os cortes de verbas nas públicas, o aumento das mensalidades nas pagas, além das primeiras experiências com o projeto do REUNI, que se já não garantia as verbas necessárias para a ampliação de vagas, agora com a conjuntura de crise tende a agravar a crise nas Universidades federais.

Foram dados informes sobre as lutas e iniciativas nas escolas e universidades neste início de ano. Muitas Calouradas foram realizadas com o eixo de luta contra as conseqüências da crise sobre a juventude e os trabalhadores.

Foram dados informes também sobre as iniciativas de luta contra a restrição da meia-entrada e foram dados informes dos atos que estão sendo preparados para o dia 28 de março, dia de homenagem a Edson Luís, estudante morto pela ditadura militar, em 1968.


Encaminhamentos:

a) Calendário de Lutas
· 28 de março – Dia do NÃO PAGO! Mobilizações nas capitais contra a restrição do direito à meia entrada.
· 30 de março – construção e participação nos atos unificados de luta contra as demissões.
· 1º de maio classista.


b) Trabalho com o abaixo assinado em defesa da meia entrada e contra o monopólio das carteirinhas pela UNE e UBES.


c) Construir junto aos trabalhadores a luta contra as demissões da EMBRAER e pela reestatização da empresa.


d) Participação da CO e entidades do Congresso no Encontro Nacional de Casas de Estudantes que vai acontecer de 19 a 24 de abril em Belém/PA


2) Regimento e programação



Os encaminhamentos em relação a este tema estão refletidos no regimento do Congresso votado na reunião. O regimento discorre sobre todos os aspectos da organização do Congresso, inclusive a programação (segue abaixo, ao final deste informativo).

Os nomes das mesas serão discutidos por uma comissão aberta, formada na reunião. Esta comissão discutirá propostas e isso será definido na próxima reunião nacional do Congresso. Também poderão ser enviadas propostas para a lista de e-mail do Congresso (construindocongresso@yahoogrupos.com.br).


3) Divulgação



Encaminhamentos:

· O Congresso é construído pela base, dentro das salas de aula, por isso, as passagens em sala como parte da divulgação do Congresso são fundamentais.
· Proposta de site apresentada na lista do Congresso
· Organizar a distribuição dos jornais do Congresso aos estados que ainda não receberam, tentar fazer antes do ato nacional do dia 30 de março.
· Utilizar o regimento também como propaganda e divulgação da discussão política em torno do Congresso.
· Confecção de camisetas. Entidades do Rio elaboram a arte e apresentam como proposta na lista de e-mail do Congresso. A confecção fica a cargo das organizações estaduais e regionais do Congresso, com acompanhamento da Comissão Organizadora nacional.
· Fortalecer as iniciativas regionais e estaduais de divulgação do Congresso.



4) Finanças



A partir de um amplo debate político sobre a concepção de finanças e sobre a necessidade de mantermos a independência política, através também da independência financeira, foram discutidos alguns encaminhamentos importantes para concretização do Congresso.

A compreensão global é de que a construção do novo movimento estudantil passa necessariamente por nos engajarmos politicamente na arrecadação de recursos ao Congresso. O autofinanciamento do movimento estudantil é condição para que o Congresso já comece vitorioso.

Encaminhamentos:

· Realizar para inscrição de delegados/as e participantes no Congresso uma cobrança de taxa de R$ 70,00 (setenta reais) para financiar parte do Congresso. Os gastos do Congresso podem ultrapassar a quantia de R$ por delegado/a, mas essa taxa foi definida para ser viável que os delegados/as a paguem. A idéia é que os delegados/as e participantes financiem essa taxa a partir de campanhas financeiras. Ainda assim, segue firme a batalha para reduzir ao máximo o orçamento do Congresso.

· Campanha DOE 1 REAL PRO CONGRESSO NACIONAL! Importante campanha para ir pra base das estruturas em que vamos intervir no processo de construção do Congresso. Através desta, não só levantamos dinheiro, como também ampliamos o debate sobre concepção de finanças e sobre a necessidade de autofinanciamento do movimento estudantil. Algumas entidades que estavam presentes na reunião deram informes sobre como está essa campanha e todos disseram que a receptividade é muito boa.

· A confecção de camisetas, além de um instrumento de divulgação, é um instrumento de arrecadação financeira importante, por isso reafirmamos neste ponto esta iniciativa.

· Foi discutida a importância de os estados se organizarem também através de comissões de finanças para começar as campanhas financeiras e a busca por recursos em outras categorias.

· As entidades do movimento sindical são importantes para fazermos a discussão de financiamento a partir do debate político. Muitas assembléias das categorias estão ocorrendo, seja por conta de greves ocorrendo, como a dos petroleiros, seja por conta de suas campanhas salariais. A idéia é que os representantes das comissões organizadoras nos estados participem dessas assembléias, fazendo o debate político em torno do Congresso e solicitando o apoio financeiro.

· A iniciativa acima para nada anula as iniciativas nas universidades. Muitas entidades que não recebem repasse garantem suas atividades através de festas, livro ouro, rifas. É importante que isso também ocorra para levantar dinheiro ao Congresso.

· É necessário que as entidades do movimento estudantil que possuem algum tipo de repasse na sua escola ou universidade discutam a importância de parte de seu orçamento estar voltado à construção do Congresso Nacional de Estudantes.

· É importante que desde já se iniciem os pedidos de ônibus nas universidades, através da verba que o movimento estudantil tem direito, algumas são relacionadas à assistência estudantil, algumas relacionadas às iniciativas estudantis nas universidades. Aonde não for possível garantir, é necessário que já comece a se levantar o orçamento dos ônibus para realizarem a viagem até o Rio de Janeiro.

· Realização de uma Semana nacional de Pedágios, para conjuntamente, em todo o país divulgar o Congresso e levantar finanças para tal. Orientamos que essa semana ocorra entre os dias 10 e 16 de maio de 2009.

· Aproveitar os atos que vão ocorrer nos dias 28/03, 30/03, 1º/05 para vender bebidas (preferencialmente água e refrigerante, pois serão atos políticos) e levantar finanças para o Congresso.

· Foi definida a confecção de um modelo de ofício do Congresso para solicitar dinheiro nas entidades.



5) Estrutura do Congresso



Informe do DCE da UERJ sobre as reuniões com a Reitoria da Universidade para realização do Congresso nesta Universidade. Também foram debatidas alternativas de local para plenária final e alojamento. A todo momento o debate estava preocupado com a viabilização política do Congresso e com a necessidade de reduzirmos ao máximo o orçamento, sem comprometer o sucesso político e estrutural de nossa importante iniciativa.

As entidades do Rio de Janeiro já estão se movimentando para fazerem parte do processo de organização mais estrutural do Congresso e ficaram responsáveis de manter informado o conjunto de entidades e ativistas que constroem o Congresso.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sobre o trote: primeira página da Folha Dirigida*

*Roberta Ribeiro (Folha Dirigida) - 05/03/2009

Na abertura de cada período letivo das instituições de ensino superior, especialmente das universidades públicas, ainda é possível observar uma cena que, ao longo dos anos, foi comum: estudantes com os corpos pintados desfilando pelas ruas, em alguns casos pedindo dinheiro em sinais ou a pedestres. O trote universitário que surgiu como uma forma de integração promovida por estudantes veteranos para recepcionar os calouros ainda está no imaginário de milhares de pessoas como uma brincadeira, que marca a passagem do estudante do ensino médio para o superior.

No início deste ano, no entanto, cenas vexatórias e de violência registradas em algumas instituições de ensino trouxeram à tona a velha discussão: hoje em dia, o trote como rito de passagem, ainda cumpre sua função? Para muitos que ingressam no universo acadêmico, no entanto, os exageros cometidos pelos veteranos em alguns casos têm manchado a imagem do trote que surgiu como uma brincadeira para descontrair e integrar os alunos.

No Rio de Janeiro, as próprias instituições de ensino estão assumindo um papel antes desempenho pelos estudantes mais antigos e propondo atividades para recepcionar os calouros. Na última segunda-feira, muitas universidades do estado do Rio de Janeiro receberam os calouros das mais variadas formas.

Na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) os novatos foram recepcionados com o evento EnTenda, em que várias tendas foram montadas com o objetivo de fornecerem informações sobre a universidade. Na Universidade Federal Fluminense (UFF) foi realizado o Trote Cultural que, segundo a responsável pela coordenação, Nelma Cezário, o projeto que foi implantado em 2001, é uma alternativa ao trote tradicional e contrasta com iniciativas mais violentas.

Nesse mesmo dia, no Rio de Janeiro para uma aula inaugural onde falou sobre "Desafios dos jovens universitários no Brasil de hoje, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 77 anos, se manifestou contrário ao trote nas universidades do País. Para ele, é um resquício autoritário, uma forma de violência que se perpetua nas instituições de ensino superior públicas e privadas brasileiras. Ele acredita que o trote é uma atitude abjeta e reprovável.

"Não vejo necessidade desse ritual que gera um grande constrangimento para os calouros. Verificamos diversos casos de violência, alguns com vítimas fatais. A quem interessa essa ação? O fim do trote é uma medida correta e que evitará o aborrecimento de muitos estudantes. Não sou favorável a nenhum trote, nem mesmo o chamado social. É possível realizar ações que beneficiem os mais carentes sem precisar obrigar ninguém a participar".

No entanto, os recentes casos registrados em São Paulo, como o da estudante com três meses de gravidez de Santa Fé do Sul, atingida por uma mistura química durante a recepção feita pelos alunos antigos, reacenderam o debate sobre a necessidade da realização de trotes.

Na opinião da integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carolina Barreto, casos de atividades violentas ou vexatórias são isolados, ela ainda alerta para a forma como tem sido tratado o trote universitário.

"Algumas vezes se cria um alarmismo de que em toda recepção feita para os calouros morre alguém ou jogam ácido. Temos atividades para apresentar a universidade aos calouros, a arrecadação de dinheiro para chopada, pintamos com tinta, se a pessoa for alérgica não é pintada, enfim, respeitamos o calouro. Claro que não ofendendo a ninguém. Há também os trotes solidários. No meu curso, Comunicação Social, vamos recolher brinquedos para serem doados às instituições", argumentou Carolina.

A universitária afirma que o fato de realizar um trote com um enfoque cidadão não é propriamente para amenizar opiniões contrárias ao trote. "Não nos preocupamos em melhorar a imagem do trote, mas sim em ajudar as pessoas. Por isso aproveitamos essa semana inicial para a arrecadação. A maioria dos trotes que acompanho são tranquilos, não vejo nada problemático", afirmou.

Entretanto, a mudança na concepção da recepção aos calouros tem sido uma constante nos corredores acadêmicos. A reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Malvina Tuttman, contou que no curso de Medicina houve uma recepção em que os novatos visitam as dependências e aprendem sobre o funcionamento da instituição. Além disso, ela ressaltou que essa é também uma oportunidade de entrar em contato com vários alunos ao mesmo tempo.

"Na verdade, deve haver uma recepção aos alunos que vêm do ensino médio sem uma perspectiva acadêmica. Eles precisam conhecer essa estrutura e se integrar à dinâmica da universidade, mas não através da violência e atitudes que não dignificam o ser humano. Deve existir atividades integradoras e não desarticuladoras. A universidade deve se manter baseada em princípios da dignidade e da humanidade. Outras formas que não contemplam esses preceitos devem ser coibidas", enfatizou.

Segundo Malvina, essa é uma pratica que vem sendo firmada na UniRio há tempos. Tanto que no início de abril haverá uma recepção unificada para todos os calouros. A festividade recebe o nome de "Qual é Calouro?", e o objetivo é familiarizar os alunos novos com os cursos e integrá-los nas dinâmicas da universidade.

O trote é necessário?

Mais um período de aulas se inicia nas universidades e a chegada de inúmeros calouros sempre retoma uma questão polêmica: o trote. Considerado um ritual de passagem ou de iniciação por muitos, o trote tem como característica marcante a dominação de um grupo (calouros) por um grupo mais antigo na instituição (veteranos). Criticado por extrapolar os limites do bom-senso, chegando a atos de vandalismo e violência, o trote é proibido em muitas instituições. Mas será que essa é a única forma de integrar os novos aos velhos estudantes?


"A compreensão que temos é de que esse movimento do ingresso é uma etapa importante de apresentação do calouro na universidade. Ele deve ser marcado por uma integração promovida pelas entidades estudantis. Porém repudiamos que o trote tenha um caráter repressor, opressor e de manutenção das diferenças sociais, no qual o veterano exerceria um papel de poder. Esse modelo deve ser superado. Temos que criar ferramentas para discutir as novas formas. Acredito que temos que aproveitar a oportunidade integrar o calouro às lutas e à vida acadêmica."
GABRIEL MARQUES
DCE DA UFRJ

"Aqui na Uerj teremos a 2ª edição do "Calouro Humano". Esse evento é organizado pela universidade com a participação de diversos setores, incluindo o DCE, e é um contraponto ao modelo convencional de trote que costuma ser uma prática vexatória. Congregamos lazer, integração e um evento acadêmico para recepcionar os calouros. Estamos com ótimas expectativas para esse ano. O evento é encerrado com um show na concha acústica é sela um momento de grande confraternização entre calouros e veteranos. É também uma chance para envolvê-los nas questões do movimento."
ÍTALO AGUIAR
DCE UERJ


"Na Rural está sendo feita uma campanha contra o trote através de cartazes e alguns panfletos que serão distribuídos na primeira semana de aula, com intuito de conscientizar não só os veteranos, mas também os calouros. Alguns cursos adotaram o trote solidário que arrecada donativos para a posterior distribuição em entidades carentes. Esse momento é especial na vida dos calouros e nós do movimento estudantil estamos engajados nessa luta contra o trote e, mais do que isso, na preservação dos direitos humanos, uma vez que esses "trotes" ferem esse direitos."
RODRIGO FERREREZ
DCE RURAL

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ExNEEF não reconhece a UNE e constrói o Congresso Nacional de Estudantes

A EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA
não reconhece a UNE e constrói o CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES


Aos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos de Educação Física do Brasil

Em 1937 foi fundada a União Nacional de Estudantes (UNE), com o objetivo de organizar o movimento estudantil brasileiro, e dar aos estudantes maior poder de mobilização.

Desde sua criação, a história da UNE e dos estudantes organizados está associada à história política do país. Diversas lutas importantes foram travadas, como a campanha “O Petróleo é nosso!” e no período da ditadura militar, no qual a UNE se colocou como uma das principais resistências.

Após o AI-5, a UNE caiu na ilegalidade e mesmo assim não perdeu seu papel fundamental na organização da resistência contra a ditadura e na luta contra os planos imperialistas para a educação, aplicados pelo governo através dos acordos MEC/USAID.

Ficando 15 anos na ilegalidade, a entidade volta em 1983 com o fim da ditadura. Em 1992, a UNE novamente mostra seu papel de protagonista na política nacional e puxa, junto aos DCEs, o movimento dos caras pintadas que exigiam o impeachment do então presidente Collor.

Apesar de cumprir um papel central nesse processo, já nesse momento, a UNE mostrava seus limites para atuar enquanto instrumento do movimento estudantil combativo. Isso se comprovou no apoio à ascensão de Itamar Franco para presidência, em contraposição a lutar por novas eleições.

Também nesse período, cresce a utilização do monopólio do direito à meia entrada, transformando a UNE numa verdadeira fábrica de carteirinhas. Não podemos negar a história da UNE na política Brasileira, entretanto, nas últimas duas décadas, ela não tem cumprido com seu papel.

A crescente burocratização desta entidade serviu não só para manter a hegemonia de um mesmo grupo político na direção da entidade, que desde 1991 é o mesmo, se utilizando de mudanças na forma de eleição dos delegados, de fraudes, a falta de espaço para manifestação das diferenças e a conseqüente ausência de uma construção coletiva dos espaços.

Além de tudo isso, a UNE tornou-se um braço do governo no interior do movimento estudantil brasileiro. Com a chegada do governo Lula, esse processo se aprofunda, fortalecendo a UNE como um real obstáculo para as lutas estudantis.

Dessa forma, ao não fazer um enfrentamento às políticas neoliberais do governo e, inclusive, apoiando políticas que desqualificam, sucateiam e desmontam a educação, como o PROUNI, o REUNI, a Lei de Inovação Tecnológica, o Decreto Lei de Fundações, enfim, a Reforma Universitária de Lula em seu conjunto. Demonstrando que a UNE não serve mais como instrumento de luta para os estudantes.

A Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF) vem discutindo a situação da UNE desde a década de 90, acumulando o debate em Encontros Nacionais, Encontros Regionais, além de outros espaços de militância da ExNEEF.

O ponto culminante foi o último Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física (ENEEF), realizado em 2008 na cidade de Porto Alegre, que teve como sede a UFRGS. Em especial uma mesa que aprofundou o debate sobre a situação da UNE e quais os caminhos que a ExNEEF deveria tomar perante esta situação.

Assim, na plenária final desse encontro, os estudantes em ampla maioria deliberaram que a ExNEEF não legitimaria mais a União Nacional de Estudantes (UNE), rompendo com a entidade, reconhecendo que o momento histórico que estamos é o de voltar para os estudantes e rearticular sua organização, não avaliando este momento como propício para a criação de uma nova entidade que dirija esse movimento.

Resoluções do XXIX Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física:

“Que a ExNEEF rompa com a UNE e priorize a formação e reestruturação de sua base, além de manter sua atuação no FENEX e construir outras lutas do ME.”

“A ExNEEF entende a importância de uma nova entidade para o Movimento Estudantil Geral porém não avalia a conjuntura como favorável para construção de uma nova entidade”.

“A ExNEEF se propõe a participar e construir espaços por fora da UNE de reorganização do ME combativo e de luta, inclusive um congresso nacional dos estudantes, levando em consideração as resoluções aprovadas neste ENEEF e as bandeiras históricas do MEEF.”

(Resoluções 19, 20 e 21 da Plenária Final do XXIX ENEEF, realizado em Julho de 2008, na UFRGS, Porto Alegre - RS)

Dessa forma a ExNEEF entende e orienta a todas e a todos estudantes de Educação Física, assim como Diretórios e Centros Acadêmicos, a não legitimarem os espaços promovidos pela UNE, não tirando delegados e não participando dos mesmos.

A partir da falência da UNE, entendemos a necessidade de participação dos espaços nacionais fora da UNE para articular e unificar as lutas (Fenex, Congresso dos Estudantes...). Assim, queremos de forma democrática, levar os estudantes de Educação Física do Brasil, a debater com o conjunto dos estudantes as amplas opiniões, sobre a reorganização do Movimento Estudantil brasileiro. E nesse sentido, retomar a tradição de luta dos estudantes ao lado da classe trabalhadora.

Por tudo isso, a ExNEEF orienta os estudantes a acompanhar e discutir as atividades do Congresso Nacional de Estudantes, que está sendo organizado por entidades do movimento estudantil e será realizado de 11 a 14 de Junho de 2009 na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Informativo da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Informativo nº 5
Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes
30 de janeiro de 2009


No dia 30 de janeiro, ocorreu em Belém a 3ª reunião nacional para construção do Congresso Nacional de Estudantes. A reunião teve a seguinte pauta:

1) Calendário e plano de Lutas
2) Regimento do Congresso Nacional de Estudantes
3) Finanças do Congresso
4) Data, local e pauta da próxima reunião

Entidades Gerais presentes:
DCE’s:
USP, UERJ, UFMG, UnB, UNESP, UFJF, UFRA, UEPA, UEMA, UFAL
Executivas de Curso:
Educação Física, Letras, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Engenharia Florestal.

Além de CA’s/DA’s e Grêmios dos seguintes estados:
Pará, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Piauí, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

1) Calendário e Plano de Lutas

A partir de alguns informes que foram dados acerca das mobilizações nas escolas e universidades – se enfrentando com o REUNI, com o aumento das mensalidades nas universidades particulares e com o duro ataque sobre o direito à meia entrada - e acerca das lutas contra as conseqüências da crise econômica internacional, como as demissões de diversos trabalhadores em vários estados do país, a Comissão Organizadora do Congresso definiu a construção de um plano de Lutas que garantisse o desenvolvimento das mobilizações dentro e fora das escolas e universidades do país, para manter o princípio de ter um Congresso construído nas lutas e mobilizações da juventude e da classe trabalhadora.

Dessa forma, foi definida a partir de um chamado do DCE da USP, a construção de uma Calourada Unificada em todo o país, que tenha como centro a discussão da Educação em tempos de crise econômica internacional.

A idéia é que as Calouradas desenvolvam a discussão sobre as consequências da crise na Educação brasileira e desenvolva a importância de o movimento estudantil se incorporar às mobilizações que já ocorrem pelo país que se enfrentam com as mais de 600 mil demissões que ocorreram.

Também foi discutido o ataque sobre o direito à meia entrada que restringe a 40% o total de bilhetes para todos as iniciativas culturais. Este ataque define uma grande exclusão cultural de uma boa parte da juventude brasileira. Por isso, a CO do Congresso resolveu lançar um abaixo assinado e chamou a construção de um dia de mobilização contra este ataque, o dia do NÃO PAGO que pode ser realizado durante a Jornada de Lutas de 28 de março, dia de homenagem ao estudante Edson Luis, morto pela ditadura militar em 1968.

Além disso, foi encaminhada a construção conjunta, com setores combativos do movimento sindical, do 8 de março, para engajar o movimento estudantil junto à luta feminista e classista. Também foi definida a construção de todas as iniciativas que se enfrentem com as consequências da crise econômica sobre a juventude e a classe trabalhadora, como o 1º de Abril (Dia nacional de Lutas em defesa do emprego, contra as demissões) e o 1º de maio classista (dia tradicional de mobilização do movimento sindical e popular).

Acreditamos que através da construção dessas iniciativas o espaço para potencializar o Congresso Nacional de Estudantes é maior ainda e a capacidade de construir o movimento estudantil de forma independente e combativa também se confirma.

Sistematizando:
Calouradas – a crise da Educação e a Educação em tempos de crise
8 de março – Dia Internacional de luta das mulheres
28 de março – Jornada de Lutas e mobilizações em defesa da meia entrada
1º de abril – Dia de Luta em defesa do Emprego, contra as demissões.
1º de maio classista


E todas as outras iniciativas em defesa da Educação Pública e contra as consequências da crise econômica internacional.

O abaixo assinado será elaborado pelas entidades e apresentado em próximo informativo.
Agora é iniciar as aulas com todo o gás.

2) Regimento do Congresso Nacional de Estudantes

A partir da apresentação de uma proposta inicial de regimento elaborada pelo DCE da USP, a reunião debateu bastante o regimento, com a preocupação de que o formato e funcionamento do Congresso expressem o movimento estudantil democrático que queremos construir. Com alguns adendos, a reunião chegou a uma proposta mais bem acabada, porém a idéia é que esta proposta de regimento seja bastante discutida nas entidades do movimento estudantil brasileiro, para ser definida na próxima reunião nacional do Congresso.

Foi votado apenas um item do regimento, relacionado à data limite da pré-tese para o Congresso. Esta data é o dia 21 de março, data da próxima reunião nacional – a preocupação expressa para definir esta data está relacionada à importância de já se começar a elaborar sobre os temas e debates do Congresso.

Ainda assim, a proposta que segue está bastante inacabada, para que as entidades de fato interfiram na definição do caráter do Congresso.

3) Finanças do Congresso

Neste ponto, foi expressa a preocupação de o Congresso ter capacidade de se autofinanciar, através de iniciativas financeiras das entidades e ativistas que constroem o Congresso. Dessa forma será possível desenvolver mais ainda a independência política da importante iniciativa que estamos construindo. Por isso, além das diversas propostas de financiamento que surgiram, como rifas, festas, etc, foi votada uma campanha nacional – “Doe 1 real pro Congresso Nacional” – para ser realizada nas Calouradas, em festas, debates, enfim, nas diversas atividades de Calouradas que vão ocorrer pelo país.

4) Data, local e pauta da próxima reunião

Ficou definida a realização da próxima reunião nacional no dia 21 de março de 2009, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Salvador – para garantir a democracia geográfica da construção do Congresso e realizar uma reunião no Nordeste. A pauta central é o regimento do Congresso que engloba temário, programação, calendário, etc. É fundamental a participação do maior número de entidades possível.

O Congresso está tomando cada vez mais corpo e nos mostrando que a construção de iniciativas unitárias, combativas e independentes é tarefa de todos os que lutaram e dos que vão lutar muito neste 1º semestre, se enfrentando com a crise econômica e os ataque sobre a Educação.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Militantes do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa recepcionam a calourada da UFRJ

Durante os dias 3, 4 e 5 de fevereiro, milhares de estudantes se matricularam na Universidade Federal do Rio de Janeiro após passarem pelo exame de vestibular.


A maioria dos recém-ingressos para ambos os semestres letivos do ano precisou comparecer ao prédio da Faculdade de Letras, onde os militantes do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa prepararam uma exposição de fotos de diversas atividades estudantis, como as manifestações, encontros e reuniões.




- "É um momento oportuno para dialogar com os novos estudantes da UFRJ, que ingressam numa Universidade pública recheada de problemas por conta do descaso do Governo Lula/PT e da conivência da Reitoria, que adere ao REUNI de maneira arbitrária e com pouca discussão. Os calouros precisam conhecer e principalmente se juntar às lutas organizadas pelos Centros Acadêmicos e pelo DCE", afirma Thiago Coqueiro "Lenny", da coordenação do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança.


No ano passado, a UFRJ inaugurou dois novos Bandejões, depois de mais de 15 anos sem a existência de Restaurantes Universitários. É necessário prosseguir a luta para que os estudantes da Praia Vermelha, da Lagoa e do Centro também possam ter acesso. Além disso, o funcionamento noturno, o aumento da quantidade de refeições e a gratuidade das mesmas são bandeiras a ser apresentadas pelo corpo discente.


Outras questões importantes no diálogo foram o andamento do Plano Diretor, projeto para adequar a UFRJ às exigências da Reforma Universitária e do REUNI de Lula e também a importância da organização das lutas a nível nacional, conforme Gabriel Marques, do Centro Acadêmico de Pedagogia defende:


- "A Reitoria e os setores conservadores e governistas da UFRJ têm elaborado o Plano Diretor, publicando matérias em jornais de grande circulação como se o REUNI fosse a salvação, vendendo um peixe estragado para a sociedade. Para lutar em defesa da Educação Pública, os estudantes precisam se organizar nacionalmente. Em junho, ocorrerá o Congresso Nacional de Estudantes, no Rio de Janeiro; é importante que tenhamos uma nova entidade estudantil para apresentar ao conjunto dos estudantes das Universidades e colégios do país, públicos e particulares, que o novo Movimento Estudantil, de luta e combativo, está presente e organizado, superando os vícios e o burocratismo da União Nacional dos Estudantes, que hoje é um braço de Lula/PT contra os próprios estudantes."

Portanto, nesses três dias houve o primeiro contato da calourada com o Movimento Estudantil organizado. No primeiro semestre, muitas discussões e novas informações surgirão, visto que ocorrerá o processo eleitoral para a próxima gestão do DCE Mario Prata.

Para finalizar, criticamos as atitudes e práticas lastimáveis de veteranos de alguns cursos, que publicamente humilhavam e oprimiam calouros e calouras. Além disso, a presença inoportuna da Juventude tucana do PSDB, distribuindo panfletos reacionários ao tentar se apresentar como uma alternativa para o Movimento Estudantil da UFRJ.


-"Defendemos a socialização entre calouros(as) e veteranos(as), através de brincadeiras, dinâmicas, troca de informações e materiais etc. O trote através de opressão deve ser abolido da realidade cotidiana. Indago que trabalhadores estão sendo formados em cursos da área de saúde que apelam para a lógica dos dominantes (veteranos) oprimindo e explorando os dominados (calouros)! Com relação ao PSDB, os estudantes perceberão as práticas neoliberais e o discurso vazio dos tucanos, que não têm um projeto de lutas estudantis para apresentar. Hoje o PT e sua base aliada e o PSDB/DEM são siglas dos mesmos, daqueles que governam para a elite brasileira. A esquerda combativa apresentará alternativas que defendam os trabalhadores e a juventude", opinou Vivian Dutra, da Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física.
O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa deseja as boas-vindas para a calourada e convida para se aglutinar nas lutas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sobre o novo Movimento Estudantil: saiu no JB

Na última semana, o Jornal do Brasil publicou matéria sobre o novo Movimento Estudantil. Segue abaixo a carta enviada pela Professora Vera Salim, publicada na edição seguinte, assim como a carta na íntegra escrita pela ex-vice-presidente da AdUFRJ-SSind:

Um Novo Movimento Estudantil

Parabéns ao JB pela reportagem sobre o novo movimento estudantil (edição 11/01/2009).

Devo, no entanto, registrar a minha total discordância com as afirmações de Vladimir Palmeira (PT/RJ), contidas nesta reportagem.

Entre tantas destaco: “O problema não é contestar ou não o governo” e “...eles formulam demandas inadequadas que pouco têm a ver com o cotidiano do estudante”.

Todos nós, que vivemos diariamente nas Universidades Públicas, lutando pela manutenção da sua excelência, sabemos que as lutas travadas por estes estudantes não estão isoladas ou descoladas do cotidiano da vida universitária.

Nossos estudantes se posicionaram criticamente e combateram o Reuni e Prouni, programas que, como bem mostrou o JB nesta mesma edição, influenciam sim a vida de todos os nossos estudantes, pois alteram a concepção e a qualidade da sua formação superior.

Nossos combativos estudantes, pertencentes a este novo movimento estudantil, também realizaram duras batalhas reivindicando bebedouros, bandejão, alojamentos, bolsas estudantis etc. e denunciaram gastos irregulares de seus dirigentes, só para citar alguns dos tantos exemplos de lutas. Isto tudo, certamente ao contrário do que afirma Vladimir Palmeira (PT/RJ), tem a ver com o cotidiano de nossos estudantes, em todo o território nacional.

Da mesma forma, denunciar que a UNE se tornou um braço de sustentação do Governo Lula é obrigação política deste novo e real Movimento Estudantil.

Como mostra esta mesma reportagem ao receber repasses de 4,4 milhões dos cofres públicos, a UNE mostra uma total dependência do governo federal, ferindo os princípios básicos de autonomia e não atrelamento de todo movimento social.

Prof.ª Vera Salim
COPPE /UFRJ
Ex Vice Diretora da ADUFRJ-SSind ANDES
Militante do Coletivo Marxista

Abaixo segue a matéria publicada no Jornal do Brasil:

Um novo movimento estudantil
Jornal do Brasil



BRASÍLIA - “Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil”. O grito de guerra, entoado efusivamente em praticamente qualquer manifestação estudantil realizada nos últimos meses, ilustra a tentativa de estudantes engajados de esboçar uma resposta para a paralisia política atribuída ao movimento estudantil desde que os chamados caras-pintadas coloriram as avenidas do país.


Mais de 16 anos depois da saída forçada do ex-presidente Fernando Collor de Mello e muitas ocupações de reitoria depois, os estudantes, aos poucos, voltam a mostrar suas caras e, para muitos daqueles que participam ativamente desse ressurgimento, a nova fase de mobilizações encontra forças numa fonte inusitada: a quebra do monopólio da União Nacional dos Estudantes sobre a direção do movimento.


Uma das evidências indicando que a UNE hoje enfrenta concorrência para se manter na liderança dos estudantes são as eleições de Diretórios Centrais de Estudantes. Em algumas das principais universidades públicas brasileiras (confira quadro), grupos políticos de oposição à UNE, formados por estudantes vinculados a partidos menores e sem expressão parlamentar, como o PSTU, faturaram eleições recentes e fizeram as chapas encabeçadas pela União da Juventude Socialista, braço estudantil do PCdoB que há décadas comanda a UNE, amargarem derrotas dolorosas.


O caso mais recente foi também um dos mais significativos. Nas eleições para o DCE da Universidade de São Paulo, no final do ano passado, estudantes independentes e ligados ao PSTU ganharam as eleições para o diretório com mais de seis vezes o número de votos recebidos pela chapa formada por militantes do PCdoB e do PT.


– Nossa vitória expressa o fortalecimento de uma alternativa no movimento estudantil – comemora Gabriel Casoni, novo diretor do DCE da USP. – Os DCEs são importantes porque estão mais próximos dos estudantes, têm mais capacidade de diálogo com eles. Historicamente, foram os DCEs que articularam o movimento em momentos decisivos.


Outras universidades
Antes da USP, estudantes de outras instituições tradicionais, como da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de Brasília (UnB) já haviam escolhido o mesmo caminho e rechaçado um DCE ligado à UNE. Não só isso, em outros estabelecimentos, como na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chapas formadas por estudantes que integram a UNE, mas se colocam na oposição interna à sua direção, hoje comandam os DCEs.


– Na campanha, quando passávamos nas salas de aula e explicávamos para os estudantes que a chapa adversária era formada pelas figuras que não queriam a ocupação, sentíamos a reação do pessoal à UNE na hora – lembra Casoni, se referindo ao período em que estudantes da universidade tomaram a reitoria por 51 dias em maio e junho de 2007 reivindicando, entre outros pontos, a retirada de decretos do governo estadual.


As ocupações de reitoria foram o grande divisor de águas que colocou um fim ao predomínio absoluto da UNE sobre o movimento estudantil. A grande maioria delas foi motivada como forma de manifestação contrária ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni, iniciativa do governo federal de ampliação do Ensino Público Superior brasileiro apoiada pela UNE.


Na última mobilização estudantil de impacto, em que estudantes ocuparam a reitoria da UNB para exigir a demissão do então reitor da UnB, Timothy Mulholland, após denúncias de gastos irregulares com os recursos fundação de fomento à pesquisa ligada à universidade, a UNE reviu suas diretrizes anteriores e participou ativamente das atividades de ocupação.


– Mas não tenho dúvidas de que eles resolveram participar da ocupação para ver se recuperavam um pouco do filme queimado deles – ressalta Lucas Sallas, estudante de História que participou das manifestações. – O tempo inteiro eles atuavam nas assembléias para impedir que a pauta se ampliasse do reitor para o Reuni, para impedir a politização e manter o governo e seu programa intacto.


Entidade recebeu R$ 4,4 milhões dos cofres públicos


A proximidade entre a UNE e o governo federal é um dos aspectos mais criticados por grupos insatisfeitos com os rumos da entidade. Além da defesa de muitas das políticas governamentais, a questão do repasse de verbas federais para a entidade é apontada por muitos como um fator a minar a postura contestatória que historicamente foi a marca da UNE.


Em 2008, de acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), foram R$ 4,4 milhões diretamente para os cofres da entidade. Quase R$ 3 milhões sob a rubrica “Gestão da Política de Saúde”, do Ministério da Saúde, e o restante em outras como “Cultura, Identidade e Cidadania” e “Engenho das Artes”, do Ministério da Cultura. Oficialmente, são recursos que auxiliam a entidade a realizar iniciativas de interesse público como a “Caravana da Saúde da UNE” e eventos culturais.


– O problema não é contestar ou não o governo – avalia Vladimir Palmeira (PT-RJ), um dos principais líderes do movimento estudantil nos anos áureos da UNE, na década de 1960. – Não é uma questão específica da UNE. O conjunto das vanguardas políticas estudantis há muito não consegue dar soluções para o movimento. Elas reproduzem experiências do passado e formulam demandas inadequadas que pouco tem a ver com o cotidiano do estudante.


Segundo Palmeira, outro problema é que alguns líderes do movimento se afastam dos estudantes porque estão mais interessados em utilizar a entidade como uma espécie de trampolim para uma carreira política.


– Às vezes, o líder estudantil só está interessado em fazer uma pré-carreira política e ser eleito vereador ou algo parecido logo – critica. – É preciso discutir como a universidade vai interagir com a sociedade e como vai servir ao desenvolvimento do país. Mas essa reflexão hoje é abaixo da crítica. (R.B.)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Fórum Estudantil na Folha Dirigida - 19/11/2008

Bacharelado interdisciplinar

O Ministério da Educação (MEC), através do Programa de Restruturação das Universidades (Reuni) estimula as reformas curriculares. Por isso, algumas universidades Federais estão iniciando mudanças neste sentido. Instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) irão oferecer cursos de bacharelado interdisciplinar, ciclos básicos para diversas áreas, concedendo já o diploma antes da profissionalização. As mudanças são polêmicas. Algumas universidades ousam mais enquanto outras são mais cautelosas com relação às medidas. O modelo de reforma curricular apresentado é satisfatório?


"A princípio, acho que para fazer essa reforma o curso mais genérico tem que ser muito bem fundamentado, com excelente estrutura e de qualidade. Assim, será válido, principalmente, para o vestibulando que não tem certeza da carreira que quer. Por isso é importante que a abrangência seja consistente para que ele possa se identificar. Eu mesmo quando fiz o bacharelado de Biologia não me interessava por várias matérias de biologia, mas sim por aquelas mais ligadas à Química. Agora, essa reforma não pode vir com o objetivo de acelerar o processo e lançar mais profissionais despreparados no mercado."

Rafael Couto
Aluno de Licenciatura em Biologia pela UniRio


"Esse novo modelo serve para dar conta das exigências de organizações internacionais, como a Unesco, com relação ao quantitativo dos diplomados. Acredita-se que são poucos os beneficiados pelo Ensino Superior e muitos recursos gastos. Mas a reforma é uma continuidade do processo de sucateamento da educação. Vão manter os recursos, aumentar o número de alunos por turma e formar mais rápido. O aluno fará um curso muito genérico e depois tem que passar por um outro vestibular dentro do curso para seguir com a especialização, mas muitos vão parar com o diploma de 3° grau. É uma ‘democratização’ do ensino superior que só funciona como seqüência do Ensino Médio."

Gabriel Marques
Aluno de pedagogia e membro do DCE da UFRJ


"A UniRio tem uma proposta próxima ao bacharelado interdisciplinar. Esse novo modelo é muito genérico. Acredito que seja uma proposta para fazer estatística apenas. Torna o ensino muito superficial e apenas com a função de distribuir diplomas. Nesse modelo, há uma outra seleção para fazer a especialização. Quem não quiser ou não puder fazer sai com um diploma de nada. Esses profissionais terão dificuldade para entrar no mercado. Inflar o mercado para reduzir a remuneração é aplicar uma lógica muito mercantilista à educação. O Ensino Superior não está aí para isso."

Luiz Renato Padilha
Representante do DCE da UniRio

Fonte:

http://www.folhadirigida.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrLink=7,119,95,192671

sábado, 15 de novembro de 2008

Convocatória para a reunião de construção do Congresso Nacional de Estudantes

A todas as entidades do movimento estudantil brasileiro

Entendendo a importância de avançar na construção do Congresso Nacional de Estudantes, convocamos todas as entidades a estarem presentes na reunião nacional de construção do Congresso a acontecer no dia 29 de novembro, às 17h, no prédio da Medicina da USP (ao lado metrô Clínicas – Linha Verde).
Na primeira reunião que realizamos, no dia 13 de setembro, na UERJ, encaminhamos a discussão da Jornada de Lutas nas entidades, a construção do boicote ao ENADE e discussão nas entidades sobre o Congresso.
Nesta segunda reunião, queremos avançar no projeto do Congresso em si. Para isso, achamos importante a presença do maior número possível de entidades, para que seja permitido refletir de conjunto a dinâmica das lutas e da reorganização do Movimento estudantil brasileiro.
Queremos também aproveitar a oportunidade do Encontro, para fazermos uma avaliação das primeiras atividades que encaminhamos no dia 13/09.
Saudações de luta
Comissão organizadora do Congresso Nacional de Estudantes:
DENEFONO
DCE UFRJ
DCE UFJF
DCE UFAL
CALEF – UFRRJ
CALH – UFSC
CEFISMA - USP
CACS – PUC/SP
CA Vladimir Herzog – Cásper Líbero
CASS UFRJ
CAEFD UFRJ
CAPED - UFRJ
CA 6 de Outubro Letras/UFRJ
CACH UNICAMP
CA Serviço Social UFAL
CA de Geografia UECE
CA TO UEPA
DA Paragominas UFPA
Grêmio CEFET BH
Grêmio Brasílio Machado/SP
Grêmio ETE República/RJ

Informativo da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Informativo nº2
Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes
14 de novembro de 2008



Introdução


Como informado via listas nacionais de e-mail do movimento estudantil, foi realizada uma segunda reunião da Comissão Organizadora (CO) do Congresso Nacional de Estudantes (CNE) em Brasília, aproveitando a ocasião do ato em defesa do ANDES-SN.
Muitas entidades que compõem a CO não puderam estar presentes em função de eleições que estavam ocorrendo em suas Universidades e escolas. De qualquer forma, a reunião foi bastante ampla e contou com a presença de quase 200 estudantes.


Um Congresso construído nas lutas

Assim que terminado o Ato do ANDES-SN em frente ao Ministério do Trabalho, boa parte da juventude que lá estava presente se deslocou em passeata em direção ao MEC para manifestar as lutas do movimento estudantil. A coluna que encabeçou o ato da juventude foi a delegação da Universidade Federal de São João Del Rei, do campus de Divinópolis/MG.
Essa delegação era composta pelos grevistas, que hoje se encontram em uma forte luta, afinal o campus Dona Lindu (nome da mãe do Lula, parte do projeto de expansão que o Lula promoveu em seu primeiro mandato) é mais um exemplo da expansão irresponsável que este governo está promovendo, pois foram abertas 400 novas vagas sem que fossem garantidos os recursos necessários, acarretando problemas como falta de professores, falta de assistência estudantil, falta de infra estrutura, etc.
Durante o ato foi entregue um dossiê produzido pelos estudantes de Divinópolis e decorreu uma reunião dos grevistas com um representante do MEC. Esta reunião ocorreu às 17h. Entre o ato e esta reunião, realizou-se a reunião da CO do CNE, na porta do MEC.

Em função da grande quantidade de pessoas presentes que não havia discutido ainda o Congresso em suas entidades, a reunião cumpriu mais o papel de apresentar o Congresso a essas pessoas, porém garantiu alguns encaminhamentos importantes, levantando propostas para serem definidas no dia 29, data da reunião nacional de construção do Congresso.

Encaminhamentos:


1) Início da elaboração da arte de apresentação do Congresso

Foi discutida a necessidade de o Congresso começar a ter cara na base das Universidades e escolas, portanto, o Centro Acadêmico de Educação Física da UFG se dispôs a elaborar uma arte para ser apresentada e definida na reunião do dia 29. A idéia é que essa arte esteja impressa em todos os materiais de divulgação do Congresso que serão definidos na reunião do dia 29/11 (Manifesto e Carta de apresentação do Congresso, instrumentos definidos na 1ª reunião da CO).

2) Convocação da reunião do dia 29/11
Foi apresentada a proposta de convocatória para a reunião do dia 29/11 e esta foi aprovada e também foi enfatizada a necessidade de presença do maior número de estudantes e entidades, para que a reunião possa refletir bem o processo de luta e reorganização do movimento estudantil brasileiro.

3) Adesões à Comissão Organizadora

As seguintes entidades manifestaram na reunião da CO a adesão a esta Comissão:
-Centro Acadêmico de Serviço Social UFAL
-DCE UFAL

As seguintes entidades manifestaram via lista de e-mail a adesão à CO:
-CA de Geografia UECE
-DA Paragominas UFPA
-CA Terapia Ocupacional UEPA

Atenção!
Há muitas entidades que estão escrevendo e manifestando o apoio à construção do Congresso.. A idéia é que todas as entidades apoiadoras e construtoras do Congresso assinem o Manifesto que vamos fechar na reunião do dia 29 de novembro.

Dessa forma, agora compõem a CO do CNE:
DENEFONO, DCE UFRJ, DCE UFJF, DCE UFAL, CALEF/UFRRJ, CALH/UFSC, CEFISMA/USP, CACS – PUC/SP, CA Vladimir Herzog – Cásper Líbero, CASS/UFRJ, CAEFD/UFRJ, CAPED/UFRJ, CA 6 de Outubro Letras/UFRJ, CACH UNICAMP, CA Serviço Social UFAL, CA de Geografia UECE, CA TO UEPA, DA Paragominas UFPA, Grêmio CEFET BH, Grêmio Brasílio Machado/SP, Grêmio ETE República/RJ.

domingo, 2 de novembro de 2008

Informativo da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Informativo nº 1
Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes
24 de outubro de 2008


No dia 13 de setembro, como muitos puderam ver pela relatoria divulgada nas listas de e-mails nacionais do movimento estudantil, foi realizada uma reunião no Rio de Janeiro com diversas entidades do país para avançar na construção do Congresso Nacional de Estudantes (CNE). Essa reunião encaminhou vários pontos, entre eles a formação de uma comissão organizadora aberta, composta por algumas entidades, entre CA’s/DA’s, Grêmios, DCE’s e Executivas de Curso.

No último dia 23 de outubro, a Comissão Organizadora (CO) do Congresso Nacional de Estudantes se reuniu virtualmente e apontou alguns encaminhamentos, os quais gostaríamos de compartilhar com o conjunto do movimento estudantil.

Antes de apresentar os encaminhamentos da reunião on line, gostaríamos de lembrar que segue válida a orientação definida na reunião do dia 13/09 de discutir a construção do Congresso Nacional de Estudantes em todas as entidades do movimento estudantil, entre CA’s, DA’s, Grêmios, DCE’s e Executivas de Curso.

Construção da Cartilha sobre o ENADE/SINAES
Também no dia 13, discutimos a importância de o Congresso ser construído nas lutas, porque foi principalmente através delas que vimos a ausência de um fórum nacional do movimento estudantil que pudesse articular e potencializar as mobilizações em defesa da Educação Pública, contra o REUNI, a Reforma Universitária e os diversos outros ataques sobre a Educação. Portanto, definimos por nos engajar na construção do boicote ao ENADE, em conjunto com o ANDES e o Fórum de Executivas de Curso. Para fortalecer nossa luta, definimos na CO do Congresso a elaboração de uma cartilha sobre o ENADE e o SINAES, para ajudar o movimento a se instrumentalizar nesse debate e bancar a luta com as Reitorias e diretorias de Universidades que perseguem politicamente os estudantes e/ou entidades que constroem o boicote.


Carta da CO para as entidades que ainda não estão construindo o CNE e Manifesto de assinaturas pela construção do Congresso
Instrumento para divulgação, apresentação e convocação de mais entidades para construção do Congresso.

Convocar a 2ª reunião nacional de construção do Congresso para o dia 29 de novembro, em São Paulo/SP.
A CO está responsável por operar os encaminhamentos que as reuniões nacionais de construção do Congresso orientam. Por isso, achamos necessário convocar uma outra reunião nacional, com a presença de muitas entidades de todos o país para avançarmos no planejamento do Congresso.

Encontros/Plenárias Estaduais
O Encontro Nacional de Estudantes, que ocorreu em Julho, encaminhou a realização de iniciativas estaduais, como encontros, plenárias de entidades, etc, para articular as lutas e debater a reorganização do movimento estudantil.
Na reunião do dia 13 de setembro, reafirmamos esse encaminhamento e a reunião da CO contou com informes como a construção do Encontro Bahiano de Estudantes, a construção da Plenária estadual no Rio de Janeiro e a realização de uma plenária do Movimento Nada Será Como Antes em São Paulo, que definiu pela construção do Congresso.
É importante que essas iniciativas sigam ocorrendo, porque significa enraizar mais ainda na base do movimento estudantil a discussão sobre o CNE.

Moção de solidariedade ao ANDES
Elaborar uma moção de solidariedade da CO do CNE em defesa do ANDES, que por conta de sua postura combativa nas mobilizações em defesa da Educação Pública, contra os ataques do governo Lula, perdeu seu registro sindical.


Compõem a CO do CNE:
DENEFONO; DCE UFRJ; DCE UFMG (vai rediscutir, acabaram de sair das eleições); DCE UFJF; CALEF – UFRRJ (em eleição também); CALH – UFSC; CACS PUC/SP; CA Vladimir Herzog Cásper Líbero; CASS UFRJ; CAEFD UFRJ; CACH UNICAMP; CA 6 de Outubro Letras/UFRJ; Grêmio CEFET BH; Grêmio Brasílio Machado SP; Grêmio ETE República RJ. O CAPED da UFRJ se integrou na CO na reunião de 23/10.

sábado, 27 de setembro de 2008

Relato da reunião de construção do Congresso Nacional de Estudantes

Realizada na UERJ durante o processo de ocupação da reitoria da instituição pelos estudantes que lutam em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, a reunião de construção do Congresso Nacional de Estudantes contou com 119 presentes e diversas entidades do país. Seria importante que a reunião apontasse já a data e o local do evento, para que a construção do mesmo comece a se materializar e possamos aglutinar diversos estudantes das faculdades e colégios públicos e privadas de nosso país para discutir a articulação das lutas e consolidar o novo Movimento Estudantil.

Estiveram presentes:

DCE’s
DCE UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
DCE UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
DCE UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais
DCE UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora
DCE UFSJ – Universidade Federal de São João Del Rei
DCE UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina
DCE UFG – Universidade Federal de Goiás

Executivas/Federações de Curso
EXNEEF – Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
FEMEH – Federação do Movimento Estudantil de História
DENEFONO – Diretoria Executiva Nacional dos Estudantes de Fonoaudiologia
FENEA – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura
EXNEL – Executiva Nacional dos Estudantes de Letras

CA’s/DA’s:
Rio de Janeiro
CAEFD – UFRJ
CASS – UFRJ
CA 6 de Outubro – Letras/ UFRJ
CACO – UFRJ
CAEFA – UFRJ
CAMMA – UFRJ
CAECO – UFRJ
CA Pedagogia – UFRJ
CALET – UERJ/FFP
DA Economia – UFRRJ
CALEF – UFRRJ
DECIM – UFRRJ
CAL – UFF
CAHIS – UFF
DEPURO – UFF
UCAM (Pedagogia) – Nova Friburgo
CA de História – Universidade Gama Filho
Santa Catarina
CALH – UFSC
CALE – UFSC
CAAD – UFSC
CUC – UFSC
CALISS – UFSC
CALL - UFSC
São Paulo
CAMS – EACH/USP
CAFONO – USP
CEFISMA – USP
CACH – UNICAMP
Conselho de entidades de base UNESP Bauru
CACS – PUC/SP
DA FAFIL – FSA
CA Vladimir Herzog – Cásper Líbero
Minas Gerais
DA IGC – UFMG
CA História – UFSJ
DA Serviço Social – UFJF
Bahia
CAHIS – UFBA
Sergipe
CRIAR – UFS


Grêmios:
São Paulo
Grêmio Brasílio Machado
Grêmio KK
Grêmio ETE Laura Gomes
Rio de Janeiro
Grêmio CAP – UFRJ
Grêmio ETE República
Grêmio ETE Ferreira Vianna
Grêmio Pedro II São Cristóvão
Grêmio CEFET – RJ
Grêmio CEFET Química – RJ
Santa Catarina
Grêmio CEFET – SC
Minas Gerais
Grêmio CEFET – MG



Coletivos/Organizações Nacionais
Movimento Nada Será Como Antes – USP
Movimento Não vou me adaptar – UFRJ
Movimento Quem vem com tudo não cansa – UFRJ
Coletivo Nacional Outras Palavras – Letras em Luta!
Coordenação Nacional de Lutas dos Estudantes – CONLUTE

A reunião ainda contou com uma carta do Conselho de entidades de base da Universidade Federal da Paraíba, que em seu último Congresso interno definiu pela participação e construção do Congresso Nacional de Estudantes. Como os companheiros não puderam estar presentes, em função de limitações financeiras, enviaram uma carta à reunião, saudando a iniciativa e propondo a realização de reuniões também no Nordeste, para envolvimento de mais entidades dessa região na construção do Congresso.

Alguns companheiros do movimento estudantil da Universidade Federal de Alagoas também justificaram sua ausência em função da realização das eleições para o DCE dessa Universidade.

Dessa forma, a reunião contou com dois pontos de pauta:
1) Lutas das escolas e universidades
Informe das lutas de cada escola e universidade
2) Início da organização do Congresso
Início da elaboração sobre o processo de construção do Congresso

Encaminhamentos:
1) Lutas das escolas e universidades
a) Organizar o boicote ao ENADE nas universidades, em conjunto com a campanha tocada pelo Fórum de Executivas de Curso e pelo ANDES, além de outras entidades estudantis do país.
b) Indicar às entidades de base – CA’s, Grêmios e DCE’s - a discussão sobre A construção da Jornada de Lutas de Outubro, organizada pela Conlutas, Intersindical, Via campesina, além de organizações dos movimentos sociais de outros países da América Latina.

2) Organização do Congresso
a) Montada uma comissão organizadora composta pelas seguintes entidades (na medida em que outras entidades forem discutindo a construção do Congresso, podem se incorporar a esta comissão, que é aberta):
DENEFONO
DCE UFRJ
DCE UFMG
DCE UFJF
CALEF – UFRRJ
CALISS – UFSC
CACS – PUC/SP
CA Vladimir Herzog – Cásper Líbero
CASS UFRJ
CACH UNICAMP
CA 6 de Outubro Letras/UFRJ
Grêmio CEFET BH
Grêmio Brasílio Machado – SP
Grêmio ETE República – RJ
CAEFD UFRJ

b) Indicou a realização de Plenárias estaduais neste segundo semestre para discutirem a organização das lutas, a construção do Congresso e a reorganização do Movimento estudantil brasileiro. Essas Plenárias/Encontros podem ser organizadas por reuniões como esta que acabou de acontecer no Rio de Janeiro, reproduzindo em níveis locais essa 1ª iniciativa nacional.

3) Outros encaminhamentos:
Carta de apoio à Ocupação da UERJ e convite para a Ocupação aprofundar o debate sobre a construção do Congresso Nacional de Estudantes.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Almoção pelo Bandejão - 10/09/2008

No dia 10 de setembro, o DCE Mario Prata organizou um Almoção como manifestação pela construção do Bandejão Central no Fundão e bandejões em outros campi da UFRJ. Cerca de 150 estudantes participaram da atividade, enquanto em diversos locais do país reitorias eram ocupadas, demonstrando a presença do novo Movimento Estudantil.
Gabriel Marques, representante discente no CONSUNI e do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, esteve presente na Praia Vermelha para saudar a presença dos estudantes no Almoção: "Segunda-feira os estudantes da UNIR entraram em greve; ontem (terça) a Reitoria da UFSJ foi ocupada e a UERJ protagoniza um grande momento de luta ocupando a Reitoria também. Na UFRJ, é preciso avançarmos a luta contra o REUNI. Infelizmente, a gestão do DCE Mario Prata, que diz ter sido eleita para barrar o REUNI, tem deixado a desejar. Precisamos construir grandes mobilizações para não permitir a implantação do Plano Diretor de Aloisio Teixeira e incluir a pauta do Bandejão nessa luta!", falou Gabriel.
Depois da participação de 70 estudantes da EEFD no último ato no Conselho Universitário, contra as diretrizes do Plano Diretor, a gestão Quem Vem Com Tudo Não Cansa do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança propôs realizar o ALMOÇÃO também no Varandão da Unidade. Cerca de 100 estudantes comeram a macarronada e demonstraram disposição para novas lutas em defesa da Educação Pública, gratuita e de qualidade, construindo o novo Movimento Estudantil para garantirmos grandes vitórias.



FOTOS DO ALMOÇÃO NA EEFD



Centro Acadêmico de Educação Física e Dança realiza os preparativos para a atividade.

Instrumentos de percussão e palavras de ordem tomaram conta do Varandão.


Novos estudantes participam da manifestação.



Os estudantes de Educação Física e Dança, mesmo com fila, continuam empolgados.



"Na Urca, no Centro, no CAp e no Fundão, o estudante quer a construção do Bandejão"

"Ô Aloisio, assim não dá, eu sem comer, e você no caviar"

Luiz Carlos "Monstro", do CAEFD e do DCE pelo Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, conclama todos para a luta contra o Plano Diretor de Aloisio Teixeira e o REUNI de Lula.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

É preciso avançar na luta contra o Reuni na UFRJ!

Enquanto as Reitorias da UERJ, UESPI, UFSJ encontram-se ocupadas e ocorrem vitórias na UNCISAL e lutas intensas na UNIR e na UFF, na UFRJ a direção majoritária do DCE Mário Prata (De Que Lado Você Samba? - PSTU, PSOL e independentes) afirma que o movimento estudantil está em refluxo e se priva de fazer ato e radicalizar o processo pela revogação das diretrizes do Plano Diretor votadas e aprovadas através de sucessivos golpes da Reitoria, que implementa o REUNI na Universidade.

O método de implementação do REUNI na UFRJ não está dissociado de seu conteúdo: arbitrário, golpista e nefasto para a qualidade da Educação Pública. Por conta disso, a Reitoria da UFRJ lança mão de seus instrumentos burocráticos para impor à comunidade acadêmica a adequação aos projetos governamentais. Através do Plano Diretor 2020, cujas diretrizes foram aprovadas numa Sessão durante as férias em que não estava na pauta esse ponto e cujas emendas foram aprovadas numa Sessão Extraordinária convocada de sexta-feira para segunda-feira seguinte pela manhã, Aloisio Teixeira e o Conselho Universitário preparam o terreno para a degradação da Educação na UFRJ.

Em diversos momentos, o Movimento Estudantil encaminhou sólidas respostas, adiando as votações ao manifestar-se e fazer com que o Reitor suspendesse as Sessões do CONSUNI, em 10 de abril, 12 de junho e recentemente em 28 de agosto. Nesta última, reivindicando a revogação das diretrizes do Plano Diretor, ampliação dos debates e nova metodologia para participação da comunidade acadêmica no processo decisório, mais de 200 estudantes também reivindicaram o Bandejão. Após esse ato, ocorreu uma assembléia, onde foram deliberadas a construção de um Almoção em defesa do Bandejão na Praia Vermelha dia 10/09, uma Assembléia Geral dos Estudantes dia 18/09 e uma grande manifestação pela revogação das diretrizes do Plano Diretor dia 11/09.

Infelizmente, no dia 9 de Setembro à noite, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, após passar em salas de aula e publicizar a convocação do ato por diversos meios, teve o conhecimento de que o DCE Mario Prata não mobilizava para o ato do dia 11/09, alegando ter outras atividades como prioridade no momento, visto que a luta na UFRJ estaria refluindo.

Nesse momento de lutas concretas, quando os estudantes nos procuram para saber se terá ato e como podemos fazer pra barrar as medidas que avançam na degradação da Universidade pública, o setor majoritário do DCE Mario Prata, cuja chapa vencedora se autoproclamava como responsável pela luta contra o REUNI, assiste passivamente a implementação do mesmo na UFRJ.

Essa mesma gestão majoritária se omitiu formalmente do debate sobre a criação dos novos cursos do REUNI na UFRJ. Na prática, parte dela chegou ao absurdo de apoiar alguns desses cursos. Trata-se dos setores ligados ao PSOL, que deixaram de mobilizar para atos há bastante tempo e vêm capitulando ao REUNI desde o início do ano de 2008, alegando a possibilidade de disputar o Plano Diretor. O PSTU, por sua vez, convenientemente deixou de fazer o debate sobre os novos cursos (precarizados e nos marcos do REUNI), omitindo-se desse importante debate para a luta na UFRJ.

Não há como esquecer que a passividade da gestão majoritária do DCE Mário Prata acontece durante as eleições burguesas. PSOL e PSTU, privilegiando a campanha eleitoral, deixam a luta concreta em segundo plano, como se eleger parlamentares significasse alcançar vitórias para a classe trabalhadora e a juventude. Após sucessivas posturas vacilantes do setor majoritário do DCE Mario Prata (PSTU, PSOL), deixamos um contundente questionamento: de que lado vocês sambam?

A mobilização e a luta concreta sempre foram e serão os únicos meios capazes de alcançar vitórias, e não estamos dispostos a abandoná-las quando nos for mais conveniente. Conclamamos o conjunto do Movimento Estudantil da UFRJ para discussão séria acerca dos rumos das lutas, iniciando um grande processo de mobilizações nas Unidades, que agora terão de debater alguns aspectos para adequação da imposição já deflagrada pela Reitoria. Além disso, é preciso que avancemos na radicalização, construindo forças para novas ocupações, bem como para travarmos a luta contra o Ministério da Educação e o Governo Lula/PT.

Todos/as à assembléia geral dos estudantes da UFRJ: 18/9, quinta-feira, às 12h30, no Teatro de Arena da Praia Vermelha

Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa