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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

10 MOTIVOS PARA SERMOS A FAVOR DA LICENCIATURA AMPLIADA!

O atual momento por qual passa a formação dos professores/as de Educação Física com a orientação das atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física (ver resolução n°07/2004 CNE/CES) fragmenta o conhecimento, os trabalhadores e estudantes da área, o que traz grandes prejuízos no âmbito da formação em Educação Física. Neste contexto, a Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF) elencou dez motivos para sermos a favor da Licenciatura Ampliada (proposta para a formação de professores, do Movimento Estudantil da Educação Física).
1. Formação ampla para atuação nos demais âmbitos de nosso campo de trabalho: é o que esta proposta pauta, pois vivemos em uma sociedade onde o mercado de trabalho é instável e vive em constante mudança. Se nos especializarmos precocemente, como impõe nossa formação hoje, não conseguiremos atender nossas necessidades básicas de sobrevivência, por isso uma formação que dê condições de trabalharmos com a área em diferentes contextos nos dará uma maior garantia de atuação e de condições de trabalho;

2. Sólida base científica: hoje não temos uma base epistemológica que nos permita trabalhar os diferentes conteúdos da Educação Física em diferentes realidades. Por isso, necessitamos de uma sólida base teórica que articule conhecimentos oriundos das ciências humanas, sociais, da saúde, exatas e da terra, da arte e da filosofia balizando assim nossa prática pedagógica (seja na escola ou fora dela) e uma ação consistente em nossos locais de trabalho;

3. Cultura Corporal como objeto de estudo: para além de termos uma consistente base teórica, é necessário que tenhamos um objeto de estudo bem estruturado e fundamentado, o que não é visto hoje. Por isso, apontamos a cultura corporal como objeto de estudo, pois ela possibilita a compreensão da área de conhecimento de que trata a educação física e fundamenta-se nas diferentes manifestações da cultura corporal construída socialmente e acumulada historicamente pela humanidade a partir da relação do homem com a natureza, com o trabalho e com os outros homens, possibilitando uma compreensão ampliada do que entendemos por educação física;

4. Unidade entre teoria e prática: hoje nossos currículos não articulam a teoria com a prática. Vivenciamos na sala de aula locais de atuação imaginários que se diferem da realidade. Isso ocorre devido a não existência de um eixo articulador dos conhecimentos do curso que permita a confrontação entre os conteúdos vistos em sala de aula e a sua relação com a prática pedagógica do professor de educação física. Por isso, propõe-se a práxis social como articuladora dessa unidade teórico-prática, constituindo assim uma prática coerente, transformadora e sólida para nossa ação pedagógica enquanto professores/as de Educação Física;

5. Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão: nossos currículos oferecem uma formação em Educação Física onde o ensino, a pesquisa e a extensão estão distantes entre si e muitas vezes desarticulados, o que descaracteriza o tripé básico do ensino superior público e fragmenta a produção do conhecimento. Por isso, o ensino, a pesquisa e a extensão dentro do projeto de Licenciatura Ampliada estão interligados, de forma que a construção do conhecimento, desde o início do curso, não se fragmente entre trabalho manual e intelectual possibilitando que essa produção sirva para as reais necessidades da população no que diz respeito ao plano da cultura corporal;

6. Articulação do conhecimento: o que podemos constatar é que nossas disciplinas são dadas de forma desarticulada. Repetem-se conteúdos, incham-se os currículos e não conseguimos relacionar o que aprendemos em sala de aula com nossa prática. Por isso, o nosso projeto de formação propõe a organização do conhecimento por complexos temáticos, os quais balizarão as disciplinas e farão com que os conhecimentos se articulem a partir de um eixo que caracteriza a área, que no nosso caso é a prática pedagógica, possibilitando, portanto, uma real visão crítica da realidade e uma apropriação dos conteúdos consistente, consolidando assim uma prática pedagógica sólida no dia-a-dia.

7. Avaliação: a função da avaliação é identificar se os objetivos do projeto político pedagógico do curso estão sendo alcançados. Assim, a Licenciatura Ampliada traz uma forma de avaliação ampla e permanente, no intuito de identificar se erros estão sendo cometidos e a partir disso poder superá-los. Essa avaliação se dá em todas as instâncias do processo, com estudantes, professores, gestão, planos, projetos, instituição e etc.

8. Formação Continuada: vemos que no projeto educacional brasileiro temos a cada nível de ensino um processo de peneira, que limita dia-a-dia o acesso a produção do conhecimento. Por isso, uma formação consistente de professores para Educação Física tem que estar elencada a programas de formação continuada, como especialização, mestrado, doutorado, cursos de aprofundamento, etc. para que consigamos avançar na produção e consolidação da área enquanto necessária para o desenvolvimento da identidade cultural brasileira.

9. Prática pedagógica como caracterizadora da área: A área da Educação Física se diferencia das outras no que se refere ao trato com o conhecimento na atuação. Quem se forma em educação Física, não importa onde for atuar, media pedagogicamente os conhecimentos da área com seus alunos. É uma relação entre seres humanos e por isso a necessidade de termos em nosso currículo a prática pedagógica como articuladora dos conhecimentos da área. A proposta de Licenciatura Ampliada traz esse princípio, tendo essas disciplinas no corpo comum e obrigatório da formação causando o caráter pedagógico para a área.

10. Projeto alternativo de universidade: a proposta de Licenciatura Ampliada traz em si outra concepção de formação, de homem, de mundo e conseqüentemente de universidade. Esta visão de universidade vem pautada em horizontes tais como: democratização da instituição, auto organização dos segmentos, indissociabilidade entre ensino/pesquisa/extensão, produção do conhecimento socialmente útil, formação continuada, dentre vários.


Por isso chamamos a todo estudantes de Educação Física a se somarem a luta pela revogação das atuais diretrizes curriculares e levantarem essa bandeira em suas escolas gritando juntos

“EDUCAÇÃO FÍSICA É UMA SÓ! FORMAÇÃO UNIFICADA JÁ!”

para seguirmos avançando e conquistando vitórias para o conjunto do Movimento Estudantil!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Eleições CAEFD – Gestão 2011

Nos dias 16, 17 e 18 de Novembro, aconteceram as eleições para o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ (CAEFD-UFRJ). Esse ano apenas uma chapa concorreu ao pleito. Apesar de ser chapa única, o processo foi muito importante como parte das lutas travadas ao longo do ano.

Nós, da Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa, fizemos do processo eleitoral um momento importante de debate sobre o projeto de Universidade que defendemos. Atrelando as lutas especificas como a construção Imediata do Prédio Anexo da Dança, Reabertura da Sala de Musculação, contratação de professores e funcionários ao debate sobre a reforma universitária, conseguimos dar mais um passo na construção pela base da nossa entidade.

O enfrentamento ao REUNI, o debate de boicote ao ENADE e a necessidade de nos armarmos para os ataques que estão por vir foram a tônica da campanha da nossa chapa que conta com 55 integrantes. Além disso, levamos o debate de que, para enfrentarmos os ataques, necessitamos de um sólido movimento estudantil, independente de governos, que consiga potencializar e unificar as lutas em nível nacional. Infelizmente, sabemos que quem deveria cumprir esse papel – a UNE – hoje defende todos os projetos do governo; por isso, nossa luta também passa por enfrentar o braço do governo no movimento estudantil: precisamos construir uma Nova Entidade Estudantil!

O debate da nossa formação também teve um papel central em nossa campanha. Há algum tempo estamos junto com a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física (ExNEEF) tocando a Campanha “Educação Física é uma só! Formação Unificada Já!”, sendo assim, lutando contra a divisão do curso de Educação Física.

Resultado das Eleições:

Total de Votos: 501

Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa: 497 votos

Nulos: 3

Branco: 1

Sigamos na Luta!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A chuva é natural, a catástrofe é social!

Segue o chamado para a construção de uma campanha de solidariedade nas universidades!
Segunda-feira registrou-se a maior chuva em décadas no Rio de Janeiro. Uma chuva como esta seguramente causaria transtornos mas os contornos catastróficos que tomou não são algo natural mas algo construído pelo capitalismo. A mesma quantidade de água que criou incríveis transtornos na Lagoa não matou nem desabrigou ninguém, já nos morros e favelas desabrigou milhares e ceifou a vida de mais cem pessoas. Esta catástrofe é produzida pela ganância capitalista que fomenta a especulação imobiliária, a dificuldade de transporte e força as pessoas a viverem em locais arriscados. Com esta desculpa da natureza e dos atos arriscados do povo todos governos, Lula, Cabral e Paes, omitiram sua responsabilidade nesta tragédia anunciada.
Nunca faltaram bilhões de reais as empresas, bilhões para a polícia reprimir e assassinar moradores nos morros e menos ainda faltam para os anúncios de obras faraônicas para a Copa e Olimpíadas, para um plano de obras públicas que efetivamente garanta o direito à moradia vê-se poucos centavos. Até as poucas obras de moradia do PAC em Manguinhos, “para tirar o povo da merda” como disse Lula, foram inundadas, e aos moradores só restou a ajuda de seus vizinhos. Esta mesma situação é denunciada na mídia em diversos locais como no Morro do Estado em Niterói, em São Gonçalo e toda a região metropolitana.
Depois de lucrar milhões em cima da especulação e culpar o próprio povo pela tragédia, agora não faltam empresários, artistas e governantes chamando o povo a fazer doações. Já vimos este filme outras vezes, as doações nunca chegam, e ainda tentam omitir sua real responsabilidade de colocar os recursos oriundos dos impostos para garantir as condições de moradia para todo o povo. Por isto achamos que nós estudantes podemos dar um passo à frente e assumir esta responsabilidade, fazermos uma campanha de denúncia desta omissão dos governos, exigência de um plano de obras públicas controlado pelas entidades sindicais e organizações de moradores e começarmos uma forte campanha de solidariedade coletando alimentos, roupas, cobertores, dinheiro nas salas de aula e chamando as entidades estudantis, organizações sindicais, populares e políticas a junto de nós organizarmos a solidariedade ao povo atingido pelas enchentes e deslizamentos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Contra o Ato Médico! Em defesa de uma saúde pública de qualidade e a serviço dos trabalhadores!

Quanto vale o paciente?

Não ao ato médico!
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

Em 21 de Outubro de 2009 a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7703/06, conhecido como Ato Médico, que regulamenta a profissão da medicina subordinando aos médicos os demais setores da saúde. A lógica que orienta o Projeto, centrada na concepção de que cada profissão deve buscar sua “fatia no mercado”, é a de regulamentação pela reserva de atividades da medicina em relação às outras áreas da saúde. Buscando defender o que seria o “terreno da medicina” diante do conjunto dos profissionais do setor, o PL abandona o entendimento das práticas de saúde centradas na compreensão do paciente enquanto um sujeito, integral, e o substitui por uma compreensão fundamentalmente mercadológica.


Esse contexto formulado pelo Conselho Nacional de Medicina traz à tona a discussão do papel dos conselhos profissionais, pois ao mesmo tempo em que são órgãos privados que regulamentam a profissão – e não o setor público com os direitos trabalhistas conquistados historicamente pelos trabalhadores - realizam a divisão de mercado com garantia de reserva para segmentos específicos, nesse caso o dos médicos. Ao mesmo tempo, burocratiza- se esse setor: o médico terá ingerência sobre todos os outros tratamentos, tornando-se “mais importante” do que os demais profissionais da saúde.

Isso quer dizer que os princípios do Ato Médico tiram a autonomia dos demais atores da saúde, entrando em choque com os princípios de eqüidade, universalidade, integralidade e controle social do SUS, pelos quais todos os profissionais se complementam, e o paciente é tratado como uma pessoa e não por partes. O projeto fere, também, o princípio da descentralização, já que o médico centraliza os demais setores, inclusive o de gestão hospitalar.


Enquanto isso, as condições dos hospitais públicos e postos de saúde se encontram bastante precárias, com filas intermináveis, falta de medicamentos e materiais, falta de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e funcionários. Os princípios do SUS de acesso universal e igualitário a ações e serviços; participação comunitária; rede regionalizada e hierarquizada; descentralização e outros foram deixados de lado pela degradação exercida pela retirada de verbas característica da política neoliberal para a saúde. O projeto de Fundações Estatais de Direito Privado, forma mais avançada na saúde do projeto neoliberal iniciado por Collor, continuado por Itamar Franco, consolidado por FHC e aprofundado por Lula, além de desobrigar o estado e abrir caminho para as empresas, consolida ainda mais claramente a política de transferência dos recursos públicos para o setor privado, representando os interesses dos hospitais privados e planos de saúde e deixando a classe trabalhadora sem condições de atendimento. Essa política é facilmente constatada ao observamos que, do percentual do PIB destinado à saúde, grande parte é aplicada na chamada saúde “suplementar”, de caráter privado e que assume a prioridade dos investimentos públicos.


A aprovação do Ato Médico vai aprofundar a crise na saúde: implica diretamente num atendimento de menos qualidade para a classe trabalhadora, pautado por uma lógica que ignora a complexidade do indivíduo e se orienta pela “repartição” do paciente em diversas fatias, cada uma rentável a determinado segmento profissional. O Ato Médico, assim, alimenta a concepção de saúde neoliberal e propõe uma prática adequada ao modelo das Fundações Estatais de Direito Privado, ignorando os programas de promoção e prevenção em saúde característicos do SUS e centrando a política de saúde na doença. A concepção de saúde apenas como ausência de doença, ignorando a integralidade do indivíduo e suas relações com o meio social em que está inserido, apresenta o médico, que diagnostica e trata as doenças, como único responsável pela reabilitação e delegação de tratamentos a serem efetuados por outros profissionais de saúde, abandonando o importante princípio das práticas multiprofissionais em saúde.


A luta contra o Ato Médico perpassa pela concepção de saúde e de sociedade que necessitamos, pois vemos os hospitais e os postos de saúde em constante degradação, e qualquer epidemia trata de trazer a tona isso, os trabalhadores madrugam nas filas para conseguirem atendimento, as emergências funcionam em macas em corredores, não temos políticas preventivas eficientes, os funcionários da saúde ganham pouco para o tamanho desgaste, há falta de concursos públicos para suprir o quadro de falta de funcionários, e agora há reserva de mercado só vai burocratizar o atendimento, rebaixar os profissionais de saúde, burocratizar o médico, e intensificar a piora nos atendimentos, isso tudo para garantir os lucros dos empresários do setor da saúde.



Diante dessa realidade, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa está envolvido na construção da Campanha Quanto Vale o Paciente na UFRJ, que já organizou atividades de panfletagem na universidade, um seminário de debates e organização da luta contra o ato médico e realiza uma manifestação pública na próxima semana. Convocamos os estudantes e trabalhadores da saúde de todo o país a construírem uma luta nacional unificada contra o Ato Médico - que agora tramita no Senado -, em defesa de uma saúde pública de qualidade e a serviço dos trabalhadores!

domingo, 29 de novembro de 2009

Aprovaram o Plano Diretor, mas a luta contra o REUNI apenas começou

A campanha Revida, Minerva! surgiu em setembro justamente sob essa perspectiva. Com o Plano Diretor referendado pelo CONSUNI, é hora do Movimento Estudantil se organizar para convocar o corpo discente nas salas de aula e construir mobilizações nas Escolas, Faculdades e Institutos da UFRJ. Ao defendermos assistência estudantil, expansão com qualidade, melhorias da infra-estrutura, dentre outras bandeiras, necessariamente nos chocamos com o projeto de Plano Diretor da Reitoria e do Governo Lula/PT.

Desde a publicação do Decreto 6096/07, em abril de 2007, o Governo Lula/PT e as Reitorias têm atropelado as discussões e materializam o sucateamento do Ensino Superior público. Com apoio da polícia, de seguranças e até mesmo de setores governistas como a CUT e a UNE, impuseram a lógica do REUNI para os próximos anos. Na UFRJ, o protagonismo do Movimento Estudantil gerou duas ocupações de Reitoria e diversas manifestações, mas que demonstraram o limite da tática utilizada. Por que¿ As mobilizações aconteciam, mas apenas adiavam a decisão, sempre realizada pelos antidemocráticos órgãos colegiados.

No Conselho Universitário de 29 de outubro, cerca de 100 estudantes se mobilizaram para participar da manifestação contra a aprovação do Plano Diretor, projeto da Reitoria que visa submeter a UFRJ às metas do REUNI de Lula/PT. Nessa ocasião, a Sessão foi encerrada e a votação não aconteceu. Utilizando-se mais uma vez de suas conhecidas manobras, o Reitor convocou nova Sessão para a quinta seguinte, 5 de novembro. Dessa vez, o CONSUNI empurrou goela abaixo da comunidade acadêmica a aprovação do Plano Diretor, composto por diversas medidas supostamente de reestruturação e expansão, mas que essencialmente modificam o caráter da Universidade.

Certamente a luta contra o REUNI na UFRJ não terminou. Para o REUNI se concretizar, seu processo de implementação ocorre em cada uma das Unidades. Há alguns meses já alertávamos sobre essa realidade e apontávamos a necessidade e a importância da construção de lutas nas mesmas, somando as pautas específicas dos estudantes ao debate mais geral sobre concepção de Universidade. Portanto, vamos virar esse jogo, construindo as lutas e garantindo que a Minerva revide a partir de nosso apoio.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Avaliação das eleições do CAEFD-UFRJ

Nos dias 3, 4 e 5 de novembro ocorreram as eleições para o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança (CAEFD – UFRJ), onde três chapas concorreram ao pleito:

Chapa 1- Estudantes Unidos;
Chapa 3- Reformas Já; e
Chapa 4- Quem Vem Com Tudo Não Cansa

Nas propostas das chapas, as diferenças eram visíveis: a Chapa 3 - Reformas já - com a proposta de organizar festas e eventos para melhorar a estrutura da EEFD, abrindo margem para a privatização; a chapa 1 -Estudantes Unidos - com a proposta de melhorar os problemas estruturais da EEFD, escondendo o debate da reforma universitária e do decreto do Reuni do governo Lula/PT, ou seja, as mesmas práticas do velho movimento estudantil ligado à União Nacional dos Estudantes, que caminha ao lado do governo. Nossa Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa - que luta contra a reforma Universitária, contra o decreto do Reuni, pela democratização do ensino superior de forma pública, gratuita e de qualidade e com toda produção a serviço da classe trabalhadora e pela criação de uma nova entidade estudantil que lute por fora e contra a UNE.

Mais do que a vitória do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, com uma expressiva representação de 566 votos, contra 77 da chapa 1 e 13 da chapa 3, foi a incorporação dos estudantes da EEFD, apoiando a chapa que luta contra a Reforma Universitária e o Reuni de Lula/PT, contra a regulamentação da profissão e o sistema CONFEF/CREFs, contra a fragmentação curricular dos cursos de Educação Física.

A defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, a serviço dos trabalhadores, é uma bandeira pertinente e coerentemente implementada pelas sucessivas gestões do CAEFD desde 2003.

Essa expressiva vitória qualifica o trabalho da gestão do MQVCTNC na luta contra todo o processo de sucateamento do ensino e da Universidade pública, que atualmente se materializa por meio do decreto do Reuni e com a aprovação do Plano Diretor pela Reitoria da UFRJ, também de forma truculenta e autoritária.

Outro dado importante foi o número de alunos que se inseriram, formando nossa chapa com 62 estudantes da EEFD, dos três cursos: Licenciatura em Educação Física, Bacharelado em Educação Física e Bacharelado em Dança, demonstrando o quanto o trabalho já feito e a linha política do MQVCTNC é a mais correta para lutarmos por melhorias e qualidade do nosso ensino.

É importante que, a partir das contradições cada vez mais claras para os alunos da EEFD com o processo de reforma universitária, a nossa gestão dê continuidade a todas as lutas por melhorias da nossa Escola e conseqüentemente da Universidade, elevando as lutas num patamar elevado para que possa se materializar a melhoria da universidade.

Logo, vale ressaltarmos as lutas recentes, como as campanhas pela reforma do teto e mais segurança na UFRJ e outras melhorias estruturais; a realização do IV Simpósio de Educação Física e Dança de forma pública, gratuita e de qualidade com mais de 600 inscrições dos alunos da escola; e a grande participação da UFRJ no ENEEF (Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física), com a maior delegação do encontro elegendo a estudante Vivian Dutra coordenadora Nacional da ExNEEF (Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física).

domingo, 1 de novembro de 2009

Jornal da Chapa 4 para o CAEFD-UFRJ

Olá, estudantes da EEFD! Iniciou-se o processo de eleições para o CAEFD, a entidade representativa dos estudantes da Escola. Nós do Movimento QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA estamos participando desse processo por entender a importância e a necessidade da existência de uma representação ativa e combativa, que lute pelas reivindicações especificas e paute os debates mais gerais - entendendo que não existe uma separação entre esses.
A CHAPA 4 – QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA é composta por 62 estudantes, de Licenciatura em EF, Bacharelado em EF e Bacharelado em Dança. E nesse jornal queremos mostrar o que já conquistamos e nossas propostas que realizaremos juntos a vocês, porque cada um dos estudantes dessa escola integra o CAEFD.
A EEFD que temos... e a EEFD que queremos!

A EEFD passa por uma situação muito difícil: é o teto caindo, sala de musculação fechada, falta de biblioteca e sala de estudos, as salas de dança com os tacos saindo por causa das goteiras, pista de atletismo, campo de futebol e quadras externas em péssimas condições.
Os estudantes sabem que quando chove a situação se agrava ainda mais! É inadmissível pensar que uma unidade da maior Universidade Federal do país esteja nesse estado. Todos esses problemas afetam diretamente nossa formação, quando não podemos utilizar a sala de musculação porque não existe verba para fazer a manutenção dos aparelhos, quando os estudantes não podem usar a pista de atletismo e as áreas externas porque não existe verba para fazer reformas, os estudantes de dança que “vira e mexe” utilizam as salas sem material adequado e acabam se ferindo. Todos esses exemplos servem para ilustrar a precarização da universidade pública.
Para mudar esse cenário entendemos que é necessária a mobilização dos estudantes para pressionar a Direção da EEFD, a Reitoria e o Governo! Não achamos que a saída para esses impasses sejam a privatização e/ou o voluntarismo. Não podemos cair no erro do discurso de que “já que não tem verba, fazemos uma vaquinha e compramos”, porque assim reforçamos a idéia daqueles que hoje comandam a educação, a idéia do corte de verba pra educação publica.
Por isso lançamos nesse ano a campanha da REFORMA DO TETO JÁ! que também inclui reivindicações para todos esses pontos citados anteriormente:
- Reforma do Teto Já!
- Reabertura da sala de musculação, pública e gratuita
- Reforma da pista de atletismo e quadras externas
- Ampliação do horário do LIG
- Reforma das salas de dança e construção do prédio anexo!
- Mais segurança na UFRJ: concursos públicos já!
- Biblioteca e sala de estudos na EEFD
- Por uma expansão de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT
- etc, etc, etc.
Só conquistaremos essas reivindicações através da mobilização dos estudantes! Quanto maior a participação dos estudantes da EEFD mais forte vai ser o CAEFD, o nosso instrumento de luta para alcançarmos vitórias. Você é o CAEFD!
É na luta que se conquista!
Nas ultimas gestões você viu o CAEFD fazer:
* Atos pela Reforma do teto, reabertura da sala de musculação de forma publica e gratuita, reforma na pista de atletismo e nas áreas externas, ampliação do horário do LIG, reforma nas salas de dança, construção do prédio anexo da dança, e toda a nossa pauta de reivindicações

* Realização dos III e IV Simpósios de Educação Física e Dança de forma publica e gratuita, com a discussão de diversos temas como Saúde, Mídia, Corpo, movimento, Universidade, proporcionando aos estudantes espaços de formação acadêmica, cultural e política.

* Organizar e participar intensamente das manifestações contra o Plano Diretor do REUNI! Os estudantes da EEFD incorporaram-se às lutas da UFRJ e nacionais em defesa da universidade pública: queremos expansão de qualidade, contra o REUNI de Lula/PT!

* Quando foi criado o Bacharelado em EF no turno da tarde, a proposta era retirar vinte vagas da Licenciatura. Foi a atuação do Movimento QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA no CEG (Conselho de Ensino e Graduação) que fez com que se abrisse o Bacharelado da tarde e se mantivessem as vinte vagas da Licenciatura!

* Participar dos Encontros Nacionais e Regionais dos Estudantes de Educação Física (ENEEFs e EREEFs) e Encontros Nacionais de Estudantes de Arte (ENEARTEs). No ENEEF deste ano, na USP, a UFRJ esteve presente com a maior delegação do encontro e conseguiu fazer uma coordenadora Nacional, a estudante Vivian Machado Dutra.

* Organizar a Campanha “Armários e Bebedouros na EEFD Já”, que numa manifestação na Congregação garantiu a compra de bebedouros novos para a escola.

* Em 2005, ocupar a Congregação da EEFD (órgão máximo de deliberação da escola), barrar um curso pago de dança e garantir o COMUNIDANÇA, que funciona de forma publica e gratuita com a participação expressiva de estudantes da UFRJ.

* Na próxima gestão, tudo isso e mais: organização do interperíodos, criação de grupos de estudos temáticos, ampliação do CineCAEFD, manutenção da sede do CAEFD, realização dos Furdunços e atividades culturais!
A EEFD FAZ PARTE DA UNIVERSIDADE E DA SOCIEDADE!
QUE UNIVERSIDADE QUEREMOS?
Sucateamento e privatização: ataques à universidade

Os problemas vistos na EEFD são reflexos dos sistemáticos cortes de verbas, complementados pela entrada cada da iniciativa privada na universidade pública. O setor privado, que aparece como a “solução de todos os problemas”, traz na realidade muitos danos: a universidade perde a sua função social, afasta-se da sociedade e passa a ser pautada pelos interesses do mercado, pois produz para aqueles que a financiam, perdendo a sua autonomia e seu papel para a produção de conhecimento crítico. É importante entender que nossa por melhorias na EEFD passa necessariamente pela luta contra as políticas e os agentes que causam esses problemas, contra os cortes de verbas e por financiamento público para a educação pública. - 10% do PIB para a educação!; - Verba pública só para a educação pública!; - Por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e a serviço dos trabalhadores!

Reforma Universitária: um projeto de mercado para a educação pública

Depois de longos anos de cortes sistemáticos de verbas e entrada paulatina do setor privado na universidade, o governo Lula inicia a institucionalização dessa política através do projeto de Reforma Universitária. A Reforma Universitária começou a ser implementada “em fatias” desde 2003. Desde então, foram aprovadas a Lei de Inovação Tecnológica, que permite às empresas privadas utilizarem recursos públicos para a produção de conhecimento privado; o ProUni, que transfere verbas públicas para as universidades privadas; o Sinaes, novo modelo de avaliação institucional pautado por regras de mercado e punição aos cursos; e muitos outros. Nos currículos, a Reforma Universitária se manifesta com a sua orientação para o mercado. Foi o que aconteceu com o nosso curso, dividido autoritariamente entre Licenciatura e Bacharelado com a única finalidade de atender as demandas por lucro. Queremos uma licenciatura ampliada, que nos forme integralmente, como professores para atuação em qualquer área e para a produção de conhecimento!

Reuni, a nova face da Reforma Universitária: precarização maquiada de expansão

A mais nova faceta da Reforma Universitária do governo Lula é o Reuni, implementado via decreto em 2007. Trata-se de um dos maiores ataques contra as universidades públicas, que as transforma em verdadeiros “escolões”. Com a desculpa da expansão de vagas – uma necessidade real e urgente -, o governo utiliza um mecanismo de chantagem e obriga as universidades a dobrarem o número de alunos por sala de aula e oferece, para isso, um complemento de no máximo 20% das verbas de que já dispõem. A “sugestão” é que, para isso, as universidades passem a oferecer cursos rápidos, voltados para o mercado, sem produção de conhecimento. Nós da UFRJ lutamos desde 2007 contra esse projeto, aprovado de maneira autoritária e cujos reflexos se fazem presentes no nosso dia-a-dia. Hoje, esse projeto se materializa na forma do Plano Diretor da UFRJ, voltado para atender as metas do Reuni, contra o qual estamos nos mobilizando diariamente. Queremos expansão, sim, mas de qualidade! Contra o Reuni de Lula/PT!

Para reagir, precisamos de um novo movimento estudantil!
Contra a UNE e por uma nova entidade!

As intensas lutas contra esses projetos de desmonte da universidade pública nos demonstraram algo ainda mais profundo: a nossa geração de estudantes, a que se defronta com esses ataques e tem a tarefa de impedi-los, é a mesma geração que se vê, na luta, sem um instrumento capaz de levá-las às suas últimas conseqüências. Isso porque a UNE, entidade que deveria nos representar, passou definitivamente pro lado do governo Lula e apóia todos os seus projetos. Quando, em 2007, dezenas de reitorias estavam ocupadas contra o Reuni, não tínhamos um instrumento para unificar essas mobilizações. A UNE, por sua vez, ia para a mídia criminalizar nosso movimento. Por isso, estamos empenhados na construção de um novo movimento estudantil, que lute por fora e contra a UNE, inimiga dos estudantes, e construa uma nova entidade capaz de impulsionar nossas lutas!

sábado, 24 de outubro de 2009

Campanha REVIDA, MINERVA se fortalece na EEFD

Centenas de estudantes usaram os adesivos ao longo da semana.
No dia 22 de outubro, sob a liderança do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança, a campanha Revida, Minerva tomou conta da Escola de Educação Física e Desportos. Impulsionados pela defesa da Reforma do Teto e por melhorias na EEFD, mais de trinta estudantes caminharam pelos corredores com apitos, adesivos e palavras de ordem, defendendo a Educação Pública contra o REUNI de Lula/PT, pela manhã e pela noite. Uma Assembléia Estudantil foi realizada dentro da Sala da Direção, que não se encontrava no momento da manifestação. Durante a Assembléia, foi ratificada a pauta de reivindicações estudantis.



No turno da manhã, manifestação reuniu mais de 30 estudantes.

Estudantes se preparam para ingressar na Sala da Direção da EEFD.

A Direção não se encontra no local. É realizada uma Assembléia Estudantil.


Vivian Dutra, coordenadora nacional da ExNEEF, fala na Assembléia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Campanha REVIDA, MINERVA!


*Por uma expansão de qualidade!
* Mais professores e salas de aula!
* Melhorias estruturais já!
* Ampliação do bandejão central e bandejões em todos os campi!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Ampliação e reforma do alojamento! Alojamento público e gratuito na UFRJ!
* Contra a transferência para o Fundão!



A UFRJ passa por um momento decisivo. Basta um simples olhar à realidade da Universidade para percebemos que sua situação se agrava a cada dia: salas de aulas lotadas e mal conservadas, falta de laboratórios, bolsas insuficientes e de valor reduzido, o único bandejão passa longe de atender a demanda da comunidade universitária, a falta de concursos públicos para a segurança coloca todos em risco e muitos outros problemas nos atingem diariamente. A “expansão” implementada pelo Reuni se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade, o que se agrava diante do anúncio de que as já insuficientes verbas para o Programa se esgotaram. Diante de tudo isso, a gestão majoritária do DCE Mário Prata se encontra paralisada. E agora? É hora de revidar! A UFRJ não pode ser destruída. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva!

Reuni: todo mundo já sabia! As verbas acabaram
e a UFRJ se precariza a cada dia...
O movimento estudantil combativo travou lutas em todo o país quando o governo Lula/PT impôs o Reuni por decreto goela abaixo das universidades federais. O projeto, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.

Criar lutas em cada unidade contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes
para conquistar melhorias na educação!
Não é essa a UFRJ que queremos! Precisamos de mais professores, mais laboratórios, do nosso bandejão, ampliação do transporte e alojamento universitário, garantia do caráter público da universidade e de cursos que nos formem para intervir na realidade. É hora de revidar e lutar em defesa da Educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria – que aprova seu Plano Diretor para atender as metas do Reuni – e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Não bastam atos esvaziados na Reitoria, precisamos montar pautas de reivindicação em cada unidade, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!





*Por uma expansão de qualidade!
* Entrega das salas de aula e laboratórios já!
* Mais professores!
*Construção do bandejão em Macaé!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Alojamento público e gratuito já!
* Ampliação do transporte inter-campi!

A UFRJ passa por um momento decisivo. A situação da Universidade se agrava a cada dia. No campus Macaé, o cenário é ainda mais grave. Os estudantes dos novos cursos se deparam com uma realidade absurda e muito diferente da prometida: não há estrutura para atender necessidades básicas, como salas de aula e laboratórios, acontece uma “fusão” forçada de diferentes áreas, atacando a qualidade do ensino, e muitos alunos não têm sequer suas aulas regularmente. A “expansão” implementada pela reitoria, nos moldes do Reuni, se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade. E agora? É hora de revidar! O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva! Macaé precisa de melhorias urgentes, vamos à luta para conquistá-las!


Expansão, sim! Mas com qualidade! Combater o Reuni e lutar por melhorias já!


A situação absurda com que se deparam os estudantes do campus Macaé da UFRJ é um dos maiores reflexos da política irresponsável implementada pela reitoria para atender o decreto do Reuni de Lula. Queremos expansão as UFRJ, sim, mas com qualidade para alunos e professores. Precisamos de estrutura, laboratórios, salas de aula, alojamentos, bandejão, transporte e muitos outros. Infelizmente, o Reuni, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia, especialmente aqui em Macaé. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.


Criar lutas contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes para conquistar melhorias na educação!


Não é essa a UFRJ que queremos! É hora de revidar e lutar em defesa da educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Precisamos montar pautas de reivindicação dos estudantes de Macaé, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Campanha por segurança na UFRJ e na sociedade

No último Conselho de CAs, foi aprovada a campanha por segurança. Um abaixo-assinado passará entre a comunidade da Universidade e a pressão por concurso público para vigilantes será feita.



Há muito tempo sofremos com assaltos constantes nos pontos de ônibus, na passarela etc. Entretanto, os recentes acontecimentos com o brutal assassinato de um trocador no 485 dentro do fundão e o assalto na sala de aula de nutrição no CCS coloca como nunca a urgência da melhoria da segurança dentro da UFRJ. Por isso, os estudantes da UFRJ, através do Diretório Central dos Estudantes, DCE Mário Prata, vêm com esse abaixo assinado exigir da Reitoria e do Governo Federal a imediata realização de concurso público para vigilantes universitários da Divisão de Segurança da universidade e a imediata melhoria das condições de trabalho desses agentes com mais viaturas e materiais de segurança. O DCE entende que o aumento do policiamento no fundão só vai trazer mais violência. Nossa universidade é cercada por favelas que vivem constantemente sitiadas numa guerra sem fim entre polícia e tráfico. Não podemos tornar essa guerra parte do ambiente da universidade trazendo a polícia para cá. Ainda por cima, a presença da polícia é a abertura de um espaço maior para a repressão ao movimento estudantil e aos estudantes. Casos como a revista freqüente de estudantes negros e mais pobres é comum na sociedade e não queremos que seja parte na nossa formação, pois também é uma forma de agressão. A segurança aqui na universidade deve ser garantida por profissionais concursados que são especializados no ambiente acadêmico, que têm vínculo com a universidade e com o ensino, a pesquisa e a extensão, e muitas vezes são ex-alunos como a maioria do quadro da DISEG hoje. Entretanto, esse efetivo conta com um pouco mais de 80 pessoas e apenas 6 viaturas sendo a necessidade mínima de 1200 funcionários.
É necessário também garantir que a universidade não se feche a comunidade trabalhadora a sua volta. A grande maioria dos moradores das comunidades não são bandidos e freqüentam a nossa universidade, que é um espaço de lazer com campos de futebol, além de vários projetos realizados na favela da Maré. Essa relação traz o respeito da comunidade à UFRJ e nos garante mais segurança e ainda proporciona uma integração dos estudantes com a realidade daqueles que vivem sob a égide da injustiça, do desemprego e do abandono de políticas públicas de educação, saúde e emprego. A política pública que conhecem é o caveirão e o choque de ordem que transferem ao povo pobre a responsabilidade do tráfico, igualando-os, o que é uma grande injustiça. Por tudo isso, também exigimos a melhoria do ensino porque violência não se combate com mais violência, e hoje é necessário mais do que nunca a defesa intransigente de uma expansão da universidade com qualidade sem REUNI que busca transformar o nosso ensino em distribuidor de diplomas tal como já fizeram com as escolas públicas.




Fonte: FOLHA DIRIGIDA

25/05/2009
Renato Deccache


O Diretório Central de Estudantes da UFRJ preparou e vai distribuir por todas as unidades da instituição um abaixo-assinado por melhores condições de segurança na cidade universitária da Ilha do Fundão. A decisão foi tomada na semana passada. Nesta segunda-feira, dia 25, os alunos divulgaram a íntegra do manifesto, que pretende pressionar o Ministério do Planejamento pela realização do concurso. No início do mês, um trocador de ônibus foi assassinado dentro do campus após um assalto ao coletivo.
Em reunião na última quinta-feira, dia 20, integrantes do DCE e de 16 Centros Acadêmicos da universidade discutiram o texto de um manifesto, no qual cobram do Governo Federal e da reitoria, realização imediata de concurso para vigilantes universitários e melhoria das condições de trabalho dos agentes que atuam no setor hoje.
Os representantes dos alunos ressaltam que a comunidade sofre há muito tempo com assaltos freqüentes nos pontos de ônibus, nas passarelas e outros locais da Ilha do Fundão. Eles defendem o concurso público e são contrários à colocação de policiais militares na cidade universitária. "O aumento do policiamento no Fundão só vai trazer mais violência. Nossa universidade é cercada por favelas que vivem constantemente sitiadas numa guerra sem fim entre polícia e tráfico. Não podemos tornar essa guerra parte do ambiente da universidade", informa o manifesto.
Outro receio dos alunos, diante de uma eventual presença da polícia, é que a corporação atue de forma desproporcional na repressão ao movimento estudantil. Por isto, defendem o concurso como forma de garantir a segurança por profissionais especializados que tenham vínculo com a universidade e, por isso, conheçam das nuances de um ambiente acadêmico. Os estudantes pedem também que a universidade não se feche para as comunidades do entorno. "A grande maioria dos favelados não são bandidos e freqüentam a nossa universidade, que é um espaço de lazer com campos de futebol, além de vários projetos realizados na favela da Maré", informa outro texto da carta.

domingo, 29 de março de 2009

Contribua com o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA


Nesse mês, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa completou seu aniversário de quatro anos. Ao longo desse período, ocupamos a Direção da EEFD contra os cursos pagos, da ECO contra o autoritarismo, da Reitoria contra o REUNI de Lula/PT e o Plano Diretor de Aloísio Teixeira; estivemos na construção de eventos como o Simpósio de Educação Física e Dança, o Encontro Regional de Estudantes de Educação Física; publicamos textos e boletins informativos; organizamos debates, palestras e dezenas de reuniões; participamos da construção de um novo Movimento Estudantil, através de espaços como o Encontro Nacional Contra a Reforma Universitária, os Encontros Nacionais de Estudantes em Sumaré-SP e Sarzedo-MG; atuamos na Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes e atualmente construímos o Congresso Nacional de Estudantes; mobilizamos para campanhas em defesa de demandas específicas do corpo discente sem descolar das lutas gerais, que nos levaram a caravanas em Brasília ou a grandes manifestações como o 28 de março em homenagem a Edson Luís. Enfim, historicamente temos atuado em defesa dos interesses da juventude, ao lado da classe trabalhadora.

Após a retomada de lutas a partir das ocupações de Reitoria em 2007, o Movimento Estudantil encontra-se em um novo patamar e precisa se consolidar. De maneira autônoma e independente de Governos, Reitorias e Direções, é necessária uma nova concepção de luta e combatividade. Como percebemos, para que seja possível concretizar as ações diárias de luta, são necessários recursos financeiros que viabilizem a construção de cartazes, faixas, panfletos, jornais, adesivos etc. bem como passagens para a participação em eventos regionais e nacionais.

Em 2009, temos pela frente a defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, a luta contra a materialização do REUNI nas Universidades e contra o IFET nas escolas técnicas, as eleições para a próxima gestão do DCE Mario Prata, a campanha contra a restrição do direito à meia-entrada e contra a volta do monopólio das carteirinhas da UNE e a realização do Congresso Nacional de Estudantes, espaço onde defendemos a criação de uma nova entidade estudantil para organizar as lutas por todo o país.

Portanto, por meio desta carta, objetivamos dialogar com todos os atuais e antigos militantes, amigos, familiares, professores e simpatizantes do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, para que garantamos a combatividade e a independência do novo Movimento Estudantil através de contribuição financeira solidária*, que esteja ao alcance material de cada um, mas que será extremamente valorosa para a construção das lutas e das atividades que teremos nos próximos meses.

Saudações de luta,
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.

*Àqueles(as) que puderem auxiliar com recursos materiais e/ou financeiros, entrar em contato através do endereço eletrônico quemvemcomtudonaocansa@yahoo.com.br ou dos telefones (21)86779746 / (21)94502472.

sábado, 28 de março de 2009

ESTÁGIO JÁ Reportagens, Fotos e vídeo da manifestação no CEG

Antes da manifestação, Reitor Aloisio Teixeira foi até os estudantes, que apresentam a demanda dos estágios nas escolas municipais.





Cerca de 30 estudantes foram até o CEG. O abaixo-assinado já conta com a adesão de 980 assinaturas!



Estudantes de Pedagogia e das Licenciaturas somarão forças para ampliar a campanha.

Após a manifestação, avaliação do ato e encaminhamentos.

Durante a Sessão, Gabriel Marques entrega cópia do abaixo-assinado para a pró-reitora de Graduação e presidente do CEG, professora Belkis.


Matéria publicada na Folha Dirigida, em 26/03/2009.





Matéria publicada no Jornal da AdUFRJ, da semana de 30/03/2009.








Rodrigo Quaresma e Gabriel Marques falam pelo CA de Pedagogia durante a Sessão do Conselho de Ensino de Graduação de 25/03/2009. A campanha ESTÁGIO JÁ é publicizada.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Doe 1 real pro Congresso Nacional

De 11 a 14 de junho, ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro o Congresso Nacional de Estudantes, espaço que reunirá o corpo discente de Universidades e colégios públicos e particulares de todo o país, para discutir acerca da Sociedade, Educação e Movimento Estudantil.
Diferente da situação na qual se encontra a União Nacional dos Estudantes, um braço do Governo Lula/PT para implementação de sua política neoliberal e nefasta para os estudantes e trabalhadores de nosso país, pretendemos discutir e apresentar alternativas de luta para a consolidação da reorganização do Movimento Estudantil Brasileiro, que ocupou Reitorias, lutou contra Decretos como o REUNI e a própria Reforma Universitária e não se vendeu para garantir migalhas.
Por isso, a concepção de construção financeira do espaço deve ser relacionada ao financiamento advindo dos próprios estudantes. Está lançada a campanha "Doe 1 real pro Congresso Nacional" (aqueles que puderem podem contribuir com maiores quantias), que visa auxiliar na construção dos materiais e garantir a realização de um grande espaço de discussão, que pode significar um marco para a história estudantil no Brasil.
Procure os militantes do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa para saber como participar da campanha e também da construção do Congresso Nacional de Estudantes.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Passos da luta contra a perseguição política no CAp-UFRJ

Segunda-feira, 1 de dezembro, 17h. Reitor da UFRJ, Professor Aloisio Teixeira, recebe em seu Gabinete os Professores Gabriel Marques, Vera Salim, Ricardo Kubrusly e José Simões. Ouve atentamente o relato dos fatos e informa ter recebido documento da Direção do CAp-UFRJ onde há uma avaliação pedagógica sobre o trabalho do Professor Gabriel. Informa não ter elementos para caracterizar uma perseguição política, mas aponta dois encaminhamentos: averiguar a reunião do setor de Educação Física ocorrida em 3 de setembro e tomar as medidas cabíveis; e encaminhar uma interlocução entre a Direção do CAp e o Professor Gabriel para discussão sobre os motivos da não renovação, intermediada pela Decania do CFCH.
Terça-feira, 2 de dezembro, 12h. Diretoria da AdUFRJ-SSind se reúne com docentes do CAp-UFRJ para avaliar os últimos acontecimentos e a denúncia de perseguição política. Em sua fala, a Diretora do CAp Professora Celina acusa o Professor Gabriel de fascismo, que o que está por trás de toda essa situação é um grupo político Coletivo Marxista que encheu a caixa de mensagens eletrônicas dela, que é contra tudo e contra todos e só está lá para destruir o Colégio, que o professor coloca os interesses políticos acima dos interesses pedagógicos. Menos de 20 professores participam do espaço e o grupo corporativo prossegue atacando a AdUFRJ para não enfrentar as denúncias que foram apresentadas.
Quinta-feira, 4 de dezembro, 17h. Conselho de Representantes da AdUFRJ-SSind se reúne no campus da Praia Vermelha. O caso do Professor Gabriel é debatido. Como encaminhamento por parte do sindicato, fica a exigência pela publicização dos critérios que levaram à não renovação do contrato. Caso a Direção do CAp se negue a apresentar, a caracterização de perseguição política fica confirmada; caso sejam apresentados, que avaliemos minuciosamente os motivos para tomar novas posições.
Sexta-feira, 5 de dezembro, 10h. O Decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Professor Marcelo Correa, recebe os professores Gabriel Marques e Vera Salim em seu gabinete. Relata a importância da retomada do diálogo para apontarmos alguma saída para esse conturbado caso. A Direção do CAp-UFRJ, ouvida anteriormente pelo Professor Marcelo, autorizou-o a realizar a leitura de documento onde consta uma avaliação do trabalho do professor Gabriel, mas não autorizou que o mesmo recebesse uma cópia do documento, informando que só terá caso entre na Justiça para obtê-la. O documento apresenta três parágrafos gerais sobre o CAp e dois parágrafos sobre o trabalho do Professor Gabriel, onde em nenhum momento são explicitados quaisquer motivos pedagógicos para que o contrato não seja renovado! O Professor Marcelo conversará com a Reitoria para discutir como encaminhar possíveis soluções.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Moção de repúdio à perseguição política no CAp-UFRJ

Companheiros/ as,

Publicamos a moção de repúdio à perseguição política sofrida pelo professor Gabriel Marques no Colégio de Aplicação da UFRJ. Pedimos às entidades e indivíduos que queiram assiná-la para enviar o nome da entidade e, no caso de indivíduos, nome completo, profissão e local de estudo ou trabalho para o e-mail http://br.mc356.mail.yahoo.com/mc/compose?to=grdmarques@yahoo.com.br. O ato de lançamento da campanha contra a perseguição política será no dia 12/11, próxima quarta-feira, às 11:30, em frente ao CAp-UFRJ. Em anexo, enviamos o panfleto da campanha.

Saudações de luta!


Moção de Repúdio à perseguição política no CAp-UFRJ

Pela liberdade de exercício político! Contra a perseguição ao professor Gabriel!


A premissa primeira da educação transformadora é a prática da liberdade!

Todos aqueles que historicamente lutaram e lutam pela construção de outra sociedade sabem que é impossível separar uma concepção de estrutura social de práticas educativas. Por isso, nos é tão cara a luta pela defesa do ensino publico e de qualidade, trabalhando sempre como um pólo de resistência contra as amarras do capital. Ironicamente, quando comemoramos 40 anos de Maio de 68, vivenciamos um dos maiores ataques à educação, que parte da premissa de transformar educação em serviço e mercadoria.

A educação pública de nosso país passa por delicado momento, em que constantes ataques são realizados pelos governantes obedecendo à cartilha neoliberal. Cortes de verbas públicas, precarização do trabalho dos educadores e facilidades para os setores privatistas compõem nossa realidade cotidiana. No Ensino Superior, o governo Lula/PT impõe de maneira fatiada a Reforma Universitária ao longo de seu primeiro mandato; no segundo, lança através de Decretos o Plano de Desenvolvimento da Educação e o Reuni.

Felizmente, como contraposição ao caótico quadro apresentado, acompanhamos a reorganização das lutas dos trabalhadores e dos estudantes que não se renderam à lógica privatizante. Na UFRJ, onde uma Reitoria afinada com o governo Lula/PT, formata nossa instituição através de um Plano Diretor a serviço do Reuni, diversas manifestações ocorreram para defender um projeto diferente de Universidade. Por isto lutamos: pela produção do conhecimento direcionada à transformação da sociedade e não para a reprodução do capital

O professor Gabriel Marques é um exemplo desta luta. Lutou e luta em todos os níveis da sua existência individual exercendo uma prática política aberta, corajosa e coerente com esta concepção. Presente nas lutas de defesa do ensino público sempre defendeu - como estudante, professor e militante -com firmeza os seus posicionamentos, e sempre lutou pela defesa da Educação Pública. Por conta dessa atuação política e, absurdamente, por assinar uma mensagem eletrônica contra o REUNI e conta o Plano Diretor da UFRJ, foi questionado e constrangido em reunião do setor de Educação Física do Colégio de Aplicação da UFRJ. Fortalecidas pela onda de criminalização dos movimentos sociais e de ataque à organização autônoma dos trabalhadores e estudantes, as perseguições políticas e práticas autoritárias se alastram pelo país.

A posição política, autoritária e inicialmente coercitiva e velada, foi agora ratificada com a informação de que o contrato do professor Gabriel Marques não será renovado para o ano de 2009. Registre-se que até mesmo esta informação foi obtida após muitos questionamentos e sem que fossem explicitados os critérios e os motivos para tomada de tal decisão, configurando falta de transparência e autoritarismo. É muito importante ainda ressaltar que o trabalho do professor tem sido elogiado pelo conjunto de pais presentes nas diferentes reuniões do Colégio de Aplicação, ratificando assim seu desempenho profissional, sua coerência e compromisso com o ensino público.

Portanto, nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso repúdio à prática de perseguição política ao professor Gabriel e registramos total apoio à campanha pela liberdade do exercício político no Colégio de Aplicação da UFRJ, à renovação do contrato do professor e às lutas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.


Adolpho Tundis Ferreira, Professor de História, Prefeitura do Rio de Janeiro
Adriana Machado Penna - Professora de educação física da rede púbica estadual, do Colégio Universitário Geraldo Reis (UFF) e da Universidade Estácio de Sá
Adriana Paula de Almeida, fisioterapeuta e mestranda em Saúde Coletiva - UFF
Alexandre Costa Borba - Coordenador Projeto Esporte, Cultura e Cidadania - FioCruz
Alice Fucs - Estudante de economia - UFRJ
Aloízio Soares Ferreira, Professor Titular do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa
Amanda Regina Kuroski, estudante da EEFD UFRJ - V período
Ana Alice Dias Sant´anna - Comunicadora social/ Produtora
Ana Helena Ribeiro Tavares, estudante de Jornalismo da FACHA
Ana Maria da Silva Martins, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA
Ana Maria da Silva Martins, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA
Ana Paula de Almeida Cardoso - Psicopedagoga - Coordenadora do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura Municipal de Itapema - SC
André C. Martins Silva, estudante da EEFD UFRJ
André Malina, docente da Faculdade de Educação da UERJ e FAETEC/ISERJ
Andrea Lombardi, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Angela Rocha - Decana do CCMN
Antônico Cláudio Moreira Costa, o CANDIRU
Antonio Rogerio Garcia Silveira, jornalista
Bernardo Ferreira Freitas- Professor de Educação Física da Escola Municipal Professor Affonso Várzea - 3ª CRE; Pós-Graduando - Educação Física Escolar – UFRJ
Bruno Adriano Rodrigues da Silva, docente da Faculdade São Lourenço e professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Bruno Arraes Carneiro da Silva, jornalista pela PUC-RIO, especializado em Gerência de Hotelaria pela Universidade Central da Flórida
Bruno da Rocha Ribeiro, técnico em Edificações
Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo
Bruno Lima Patricio dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual e mestrando em Política Social - UFF
Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Caliandra Dias de Alcantara - Graduanda do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFRJ
Camila Gomes Ramos, Arte-Educadora, estudante de Pedagogia da UFRJ
Carlo Giovani de Jesus Bruno - Estudante de Educação Física da UFF e coordenador da Regional II da ExNEEF
Carlos Alberto Salim Leal, jornalista
Carlos Augusto Peres, professor de Educação Física - Clube MESC - São Bernardo do Campo/SP
Carlos Henrique Amaro Calcia - Estagiário do colégio Pedro II (Humaitá II)
Carolina Monteiro Soares - Professora do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) - Colégio Pedro II - Unidade Tijuca I
Celia Regina Otranto, professora adjunta da UFRRJ - Educação
Cila Borges, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Cinda Gonda, docente adjunto da Faculdade de Letras da UFRJ
Cinthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Cláudia Alves Durans, professora da UFMA
Cláudio Luiz da Silva - Livreiro
Cleusa Santos, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ
Cynthia Rezende Soares Rodrigues - DCE - UFJF -Executiva Regional de Estudantes de Educação Física
Daniel Moreira Leal Raposo, Licenciado em educação física pela UFRJ, professor de judô do Clube Naval
Daniella de Jesus Silva Sciolla, estudante de Direito da UFF
Danielle de Almeida Galante Ferreira, estudante de Pedagogia da UFRJ
Danilo de Moura Dias Carneiro, professor de Artes Marciais
Dianne Fontanelli Cunha – professora de Educação Física da Escola de Educação Infantil da UFRJ
Dulce Rodrigues Daumas, pensionista
Edna Felix, diretora do SEPE
Eduardo Coutinho, professor da Escola de Comunicação da UFRJ
Elaine Campos Bonzoumet. Professora da rede Municipal do Rio de Janeiro
Elielsom Oliveira dos Santos, Bacharelando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Emerson Araújo, professor da UFPE e oposição à AdUFPE
Erickson Fernandes Borges, estudante de Licenciatura em Educação Física da UFRJ
Estevão Lopes Garcia, professor de Educação Física e coordenador de projeto na FIOCRUZ; mestrando em Educação - UFRJ
Fabiane Simão - Coordenadora geral DCE UERJ
Felipe Rodrigo Nicknig - Estudante de Educação Física - Faculdade de Educação Física/Universidade Federal de Goiás
Flavio Helder - Advogado
Frederico Falcão
Glória de Melo Tonácio, doutoranda em Educação-UFRJ; professora do Colégio Pedro II e do Ensino Superior/FAETEC; membro do LEME
Gualberto Tinoco "Pitéu", diretor do SEPE
Gustavo Oliveira dos Santos, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Hajime Takeuchi Nozaki - Prof. Adjunto Dep. Educação UFMS -CPTL
Helena Gryner, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Janete Luzia Leite, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ
Joana Lerner de Berredo - atriz - independente
João Paulo Araújo da Silva, Bacharelando em História - UFRJ
João Vitor Barreto Lima, estudante da EEFD UFRJ
Jonas Henrique Almeida da Silva - Professor de Educação Física da rede pública estadual e substituto do Colégio Pedro II - Unidade Tijuca I e II e militante da oposição sindical no SEPE
José Antonio Martins Simões, Professor do Instituto de Física da UFRJ, ex-presidente da AdUFRJ-Ssind
José Henrique Sanglard, professor da Escola Politécnica da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ
Joyce Andrade das Flores, DA de Farmácia da UFF
Juliana Falcão de Oliveira Cruz, professora de Educação Física
Julio Aldinger Dalloz, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Kamilla Ventura, estudante de Educação Física da UFRRJ e coordenadora do CALEF e da regional II da ExNEEF
Katia Laguna de Oliveira, professora de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Kátia Maria Diniz Araújo - Professora de Música do Colégio de Aplicação da UFRJ
Laila Thaíse Batista de Oliveira, membro do Centro Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Tiradentes - SE
Laura Souza Fonseca, professora DEE/FACED/UFRGS
Leandro Guimarães de Souza Dias - IUPERJ
Leandro Nogueira, coordenador do curso de Graduação em Educação Física da UFRJ; professor da EEFD
Leila Salim Leal, estudante da Escola de Comunicação da UFRJ
Leonardo Conceição Gonçalves, estudante de Educação Física da UERJ e coordenador geral da regional II da Ex
Letícia Cristina Campos Maciel - estudante de Economia - UFF
Ligia Conceição Gonçalves, dona de casa
Lionel dos Santos Feitosa Rodrigues, professor de Educação Física da rede municipal de Três Rios e da rede estadual do Rio de Janeiro
Livraria Antiquaria Quarup LTDA - Juiz de Fora - MG
Lucas de Moura Lopes, interno de medicina 6º ano, FCM-UERJ
Lucia Silva Kubrusly, professora do Instituto de Economia da UFRJ
Luís Mauro Magalhães, professor da UFRRJ
Luis Sergio Barbosa, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro e diretor do SEPE - Regional III
Luiz Carlos Baptista Machado Junior, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Luiz Carlos Baptista Machado, comprador de um restaurante no Flamengo/RJ
Maíra Leão da Silveira, licencianda em Geografia - UFRJ
Manuella Barbosa Feitosa - Professora substituta - UFJF
Marcello B. X., estudante da EEFD UFRJ
Marcelo Oliveira dos Santos, economista e funcionário da COMLURB
Marcos Anacleto da Silva -Técnico em Química- UFRJ
Marcos Anacleto da Silva -Técnico em Química- UFRJ
Maria Isabel Duarte Rodrigues, professora da Escola de Aplicação da UFPA
Marilene Machado Dutra, professora de História da rede municipal do Rio de Janeiro
Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Mayalu Matos Silva - Analista de Gestão - ENSP/ FioCruz
Mônica Jardim Lopes - Professora de Educação Física da Rede Municipal de Três Rios-RJ
Morgana Athaize da Silva, estudante de Educação Física da UFRJ
Paloma Sá de Castro Cornelio – Mestranda em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão
Paulo César dos Reis Marques, SINDSPREV
Paulo Tiago Neves dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Pedro Macedo Mendonça - Estudante de licenciatura da Escola de Música da UFRJ
Pedro Souto - Aluno do CAp-UFRJ
Pedro Souto - Aluno do CAp-UFRJ
Priscilla Rodrigues Daumas Marques, estudante
Rafael Araújo da Silva, Grupo de Estudos e Pesquisas Pedagógicas em Educação Física (GEPPEF UFMA)
Raoni Aragão, estudante de Educação Física da UFC e coordenador de divulgação e imprensa da ExNEEF
Raphael Rodrigues dos Santos Pequeno, estudante de Educação Física da UNESA e coordenador da regional II da ExNEEF
Regina H Simões Barbosa, professora do IESC-UFRJ
Renata Batista Canalle, Licencianda em educação física pela UFRJ
Renato Gonçalves, datilógrafo INSS-SINDSPREV
Ricardo Kubrusly, Professor do Instituto de Matemática-UFRJ, ex-diretor da AdUFRJ-Ssind
Roberta M. Nunes, estudante da EEFD UFRJ
Roberto Alves Simões, professor de Educação Física das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro
Robinson Pereira da Costa Filho, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Rodrigo Castelo Branco Santos, professor, doutorando da Escola de Serviço Social/UFRJ
Rodrigo de Souza Dantas Mendonça Pinto, professor da UnB
Ronaldo Lima Lins, diretor da Faculdade de Letras da UFRJ
Roz Irene Carneiro Leão da Silveira, psicóloga
Sandra Moreira, professora da UFPA e diretora da AdUFPA
Shuellen Sablyne Peixoto da Silva, estudante de Comunicação Social e coordenadora geral do DCE da UFAL
Simone Sousa Pimentel, professora da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro
Taisa Ferreira, Licenciada em Pedagogia - UEFS
Talita Rodrigues Daumas Marques – digitadora
Tatiana Borin, estudante de Educação Física da UFRGS
Tatiana Gomes da Costa, estudante de Ciências Sociais - UERJ
Tauan Nunes Maia - Estudante de Educação Física da UFF
Themis de Farias Nascimento, professora de Educação Física, FAETEC, Prefeitura do Rio
Thiago Coqueiro Mendonça, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Thiago Russo Lourenço, estudante da EEFD UFRJ - III período
Tibério Costa Machado, estudante da EEFD UFRJ
Vera Maria Martins Salim, Professora da COPPE/UFRJ, ex-vice presidente da AdUFRJ-Ssind
Vicente Saraiva - Aluno e integrante do Grêmio CAp/UFRJ
Víctor Lemos, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Victor Pontes, discente da Faculdade de Educação Física da UFJF, integrante do DCE UFJF e ex-candidato a prefeito de Juiz de Fora
Vinícios Costa Pereira, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro e mestrando em Educação - UFF
Vinicius Oliveira de Barros; Licenciado em Educação Física; Mestrando em Saúde da Criança e do Adolescente (FM/UFRJ)
Vivian Machado Dutra, Licencianda em Educação Física - UFRJ, coordenadora do CAEFD e da regional II da ExNEEF
Vivian Schmidt Pereira de Azevedo, Professora de Música, UFRJ
Viviane Silva Santos. Bacharel em direito. DPGE
Wilma Lúcia Rodrigues Pessôa, professora do Departamento de Sociologia da UFF
Zenilde Moreira B. de Morais, Professora UFRPE
Zuleide Fernandes de Queiroz, professora da URCA

Associação dos Servidores da FUNARTE
Centro Acadêmico 6 de outubro - Letras UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes da UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Comunicação da UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Música da UFRJ
Centro Acadêmico de Direito da UFRJ
Centro Acadêmico de Educação Física da UFG
Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ
Centro Acadêmico de História da UFRJ
Centro Acadêmico de Licenciatura em Educação Física da UFRRJ
Centro Acadêmico de Pedagogia da UFRJ
Centro Acadêmico de Psicologia da UFRJ
Centro Acadêmico de Serviço Social da UFRJ
Coletivo Marxista
Comuna do Outeiro da Glória
Cooordenação Nacional de Luta dos Estudantes
Coordenação Nacional de Lutas
Diretório Acadêmico Abel de Oliveira - Farmácia UFF
Diretório Central dos Estudantes da UERJ
Diretório Central dos Estudantes da UFF
Diretório Central dos Estudantes da UFG
Diretório Central dos Estudantes da UFJF
Diretório Central dos Estudantes da UFMG
Diretório Central dos Estudantes da UFRJ
Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
Grupo Além do Mito - UFAL
Juventude do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Movimento Nacional Contra a Regulamentação do Profissional de Educação Física - Núcleo Juiz de Fora (MNCR-JF)
Movimento Não Vou me Adaptar
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa
Movimento Universidade Crítica

PELA LIBERDADE DO EXERCÍCIO POLÍTICO NO CAP-UFRJ CONTRA A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA AO PROFESSOR GABRIEL

Em janeiro de 2008, o professor Gabriel Marques participou do processo seletivo para contratação temporária no Colégio de Aplicação da UFRJ, classificando-se em terceiro lugar. Após a desistência da segunda colocada, foi convocado para assumir a vaga, que prontamente foi aceita.
Ao longo do ano, o professor Gabriel cumpriu fielmente seu trabalho pedagógico: assiduidade e pontualidade; participação nas reuniões de setor; presença nos conselhos de classe, reuniões de pais, reuniões de série, plenárias pedagógicas; trouxe novidades para as aulas como a oficina de cama elástica e filmes para debate; envolvimento significativo nas Olimpíadas CApianas e na Semana de Arte, Ciência e Cultura; produziu trabalhos científicos e proferiu palestras; construiu uma saudável relação com a comunidade da Unidade etc.
Além de professor substituto, Gabriel possui papéis concomitantes na UFRJ, como estudante de Pedagogia e da pós-graduação em Educação Física Escolar. Desde o final do ano passado, Gabriel encontra-se como representante discente no Conselho Universitário (CONSUNI) da UFRJ e politicamente atua pelo Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.
Em suas mensagens eletrônicas veiculadas pela rede mundial de computadores, a assinatura de seu endereço eletrônico explicita seus papéis e seus agrupamentos políticos, a saber: professor de Ed. Física do CAp-UFRJ; CA de Pedagogia da UFRJ; Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa e Coletivo Marxista.
A Educação Pública brasileira tem sido alvo de constantes ataques que visam sucateá-la e favorecer os interesses privatistas. O neoliberalismo se apresenta em diversos projetos implantados nos últimos anos. O Governo Lula/PT, de maneira fatiada, implementa a Reforma Universitária. Sua última ação foi o Plano de Desenvolvimento da Educação e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), que, através de Decretos, são impostos ao conjunto da sociedade.
A Reitoria da UFRJ, afinada com Governo Lula/PT, tem realizado sucessivos golpes sobre a comunidade universitária, aprovando sua adesão de maneira atropelada e antidemocrática. Em 28 de agosto, o CONSUNI foi palco de grande manifestação discente contra as diretrizes do Plano Diretor (documento da Reitoria para adequar a UFRJ ao REUNI). Após esse ato público, Gabriel produziu um texto contendo fotos e posicionamentos políticos sobre a manifestação e os rumos da UFRJ. O texto foi enviado por mensagem eletrônica às listas do movimento estudantil e sindical, e a mensagem continha sua assinatura eletrônica de sempre.
Porém, no dia 1 de setembro, uma reunião do setor de Educação Física do CAp é convocada para a quarta seguinte, sem apresentar a pauta de discussão. No dia 3, estranhamente a reunião não conta com a presença dos dois demais professores substitutos e acolhe a participação de 2 professores do setor que não costumavam estar presentes. Nessa reunião, ocorrem cobranças e questionamentos ao professor Gabriel, sendo utilizada como material a mensagem eletrônica impressa, com as fotos e o texto acerca da manifestação contra o Plano Diretor, juntamente com sua assinatura, que continha “Professor Ed. Física do CAp-UFRJ”.
Em virtude de não haver nenhum tipo de encaminhamento e da reunião ser finalizada com o recado subliminar de que “você é inteligente o suficiente para saber o que tem que fazer”, trata-se claramente de uma maneira de constranger e pressionar politicamente as posições publicizadas pelo professor. Após esse acontecimento, foram encaminhadas diversas tentativas para realizar uma reunião com a Direção do CAp, a fim de solicitar esclarecimentos acerca de supostas cobranças políticas e/ou causa de fragilidade do setor de Educação Física por conta da atuação política do professor Gabriel. Os pedidos ora foram ignorados ora postergados. O professor procurou também a ADUFRJ-SSind ANDES, solicitando orientação jurídica e política e ainda espera um posicionamento do sindicato.
No dia 30 de setembro, o Conselho Pedagógico do CAp delibera seus pedidos de substitutos para o ano letivo de 2009. Ciente de que a decisão já havia sido tomada, Gabriel procurou a coordenação do setor por pelo menos três vezes para obter conhecimento da mesma. Apenas no dia 4 de novembro o coordenador do setor informa que, de maneira unânime, a opção do setor é não renovar seu contrato para 2009, sem explicitar os critérios pedagógicos, administrativos e/ou políticos, ratificando claramente uma prática antidemocrática, autoritária e de retaliação. Prática essa que se insere no cenário de criminalização e ataque à autonomia dos movimentos sociais, que atinge organizações de classe em todo o país durante o governo Lula/PT.
No ano em que a Unidade comemora 60 anos de existência, sendo referência para a Educação Pública do país, atitudes como essa apenas mancham a imagem do Colégio de Aplicação.
Cientes de que precisamos manter acesa a luta em defesa da Educação Pública, é preciso unirmos as forças para que o CAp não precise solicitar recursos financeiros aos pais para a compra dos materiais no cotidiano mas que os recursos públicos sejam enviados para tal finalidade; para que a quadra seja coberta para proteger os alunos do calor e da chuva; para que tenhamos concursos públicos para professores e não regime precário de contratação temporária etc.
Neste momento, portanto, manifestamos nosso repúdio à situação de perseguição política configurada e reivindicamos:

LIBERDADE DO EXERCÍCIO POLÍTICO NO CAP!
RENOVAÇÃO DO CONTRATO DO PROFESSOR GABRIEL!
MAIS VERBAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Participe da

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA
QUARTA-FEIRA, 12/11 ÀS 11:30
Em frente ao Colégio de Aplicação

Assinam esta carta:
CA de Educação Física e Dança da UFRJ;
CA de Pedagogia da UFRJ;
DCE Mario Prata;
Comuna do Outeiro da Glória;
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa;
Movimento Universidade Crítica;
Coletivo Marxista

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Resoluções do Encontro Nacional dos Estudantes

Resoluções aprovadas na plenária final do Encontro Nacional dos Estudantes
02/07/2008 - Sarzedo - Minas Gerais


1. Reorganização do Movimento Estudantil

O ENE reconhece a necessidade da construção de um instrumento de luta alternativo à UNE;

O ENE reconhece as diferenças de ritmo e estratégia em relação à construção desse instrumento de luta;

O ENE indica para todo o movimento estudantil, seus fóruns e suas entidades, a discussão sobre a construção de um Congresso Nacional de Estudantes;

2. Campanhas

Campanha nacional hierarquizada pela luta contra a Reforma Universitária e o REUNI de Lula e do Banco Mundial, que incorpore também a luta contra as fundações estatais de direito privado, contra a repressão, por democracia e autonomia;

3. Calendário e plano de lutas

O ENE indica a todo o movimento estudantil, seus fóruns, suas entidades e à Frente de Luta Contra a Reforma Universitária a construção conjunta desse calendário de lutas.

Agosto

Calourada Nacional Unificada contra o REUNI, as fundações estatais de direito privado e as fundações privadas, a repressão e por democracia e autonomia. E que as calouradas debatam a reorganização do ME e o Congresso Nacional dos Estudantes;
De 18 a 22 de agosto: Jornada de lutas com a pauta da calourada – contra o REUNI, as fundações estatais de direito privado e as fundações privadas, a repressão e por democracia e autonomia.

Setembro e Outubro

· 7 de setembro: Participar do Grito dos Excluídos, incorporando o eixo contra o REUNI;
· Organizar plenárias ou encontros estaduais;
· 28 de setembro: Organizar e participar das iniciativas do Dia Latino-Americano de luta pela descriminalização do aborto;
· 15 de outubro: Ato nacional pela educação pública, gratuita e de qualidade, a serviço dos trabalhadores;

Novembro

· Realizar um grande Boicote nacional ao ENADE, articulado em conjunto com as Executivas de curso;
· 20 de novembro: Organizar e participar das iniciativas do Dia Nacional da Consciência Negra;
· 25 de novembro: Organizar e participar das iniciativas do Dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher;

Plano de Lutas

Associar o REUNI a planos de reestruturação no ensino superior, médio e técnico brasileiro público e privado;
Lutar contra as fundações de apoio e fundações estatais de direito privado;
Lutar pela paridade nos órgãos de deliberação das universidades;
Lutar pelo Passe-Livre;
Organizar cursos livres de marxismo;
Lutar pela redução das mensalidades rumo à estatização das universidades privadas! Pelo aumento de bolsas! Pela abertura dos livros de contas!
Lutar pelo fim do vestibular;
Lutar contra o ensino a distância;
Lutar contra as taxas nas universidades públicas e privadas;
Construir um projeto de universidade em conjunto com o ANDES e os movimentos sociais;
Incorporar a discussão sobre universidades pagas da FENEX e criar GT's estaduais e municipais para avançar no debate das universidades pagas;
Lutar contra o PROUNI. Pela transferência dos bolsistas do PROUNI para as universidades públicas!
Incorporar às plenárias e encontros estaduais, em setembro, um espaço para um grupo de trabalho de universidades pagas, a fim de construir, posteriormente, encontros regionais de pagas, apoiados nas elaborações do FENEX.
Lutar contra a corrupção nas universidades. Pela queda dos reitores corruptos!
Lutar contra a presença da polícia militar nos campi universitários.
Pela defesa das cotas. Por uma mudança no modelo instituído pelo Governo. Cotas Já!
Associar a luta pela Assistência Estudantil às lutas e campanhas contra REUNI, as fundações, a repressão e por democracia e autonomia.
Criar um site ou uma lista de grupo de e-mails para continuar as discussões do ENE.

4. Secundaristas

· Impulsionar a elaboração de uma cartilha explicativa ao conjunto do movimento estudantil secundarista sobre o tema dos IFETs. Os grêmios do CEFETQ-RJ, EE Brasílio Machado-SP e ETESP ficam responsáveis de fazer um chamado às outras entidades estudantis secundaristas a se incorporarem na elaboração.
· Dia Nacional de Luta dos Estudantes Secundaristas, com data a ser proposta pelos Grêmios acima, que incorpore os eixos específicos de cada escola, juntamente à luta contra o corte de verbas do governo Lula na educação pública


5. Moções

Moção contra a criminalização dos movimentos e lutadores sociais. Especialmente contra a atual ameaça do ministério público e do governo gaúcho contra a existência do MST.