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sábado, 18 de dezembro de 2010

Moção de Repúdio ao despejo dos moradores da Ocupação Guerreiros Urbanos

Segue a moção de repúdio enviada pela Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física.


A Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física repudia o despejo realizado no último dia 13 de dezembro pela Polícia Militar do Rio de Janeiro a mando do governo fascista de Sérgio Cabral e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A ocupação Guerreiros Urbanos foi duramente reprimida pela polícia militar, que usou spray de pimenta, espancou e prendeu alguns militantes. Na ocupação se encontravam mulheres, crianças e até uma gestante. Já está se tornando rotina na cidade do Rio de Janeiro a repressão aos movimentos sociais e a criminalização da pobreza (vide o episódio recente no Complexo do Alemão). Essa onda de repressão se agrava com a realização dos megaeventos esportivos, que exige a remoção de milhares de famílias, principalmente de áreas prioritárias para o setor imobiliário, e instaura um clima de terror com sua política de “segurança”.

Defendemos a luta dos trabalhadores Sem-Teto! As políticas elaboradas pelos governos não atendem a demanda dos trabalhadores, mas sim os interesses das grandes empresas da construção civil e a especulação imobiliária. O programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida” é um exemplo disso: Lula entrega milhões de reais para os grandes empresários enquanto a população continua sem ter seus interesses atendidos.

Ratificamos nosso repúdio à truculência da PM-RJ e do Governo Sérgio Cabral que demonstram sua política de repressão aos movimentos sociais e criminalização da pobreza. Repudiamos também as políticas realizadas na área da habitação que atendem o interesse dos grandes empresários.

Contra a Repressão aos movimentos sociais e a criminalização da pobreza!

Contra o Governo Sérgio Cabral!

Por uma política de habitação que atenda os interesses dos trabalhadores!

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA - GESTÃO 2010/2011

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Declaração da ExNEEF sobre o estado de violência instalado no Rio de Janeiro

Na última semana acompanhamos apreensivos e indignados o desenrolar da mega operação realizada pela Policia Militar do Rio de Janeiro e sua “tropa de Elite” em conjunto com as forças nacionais de segurança para ocupar o complexo do Alemão.


Esta situação é conseqüência da política de segurança do governo de Sergio Cabral que visa “pacificar” as favelas. Para isso, estão sendo instaladas as Unidades de Policia Pacificadora (UPPs) com a desculpa de acabar com o trafico de drogas nestas regiões (o que é uma grande falácia). Essa política de segurança corrobora com a vinda dos megaeventos para o país, em especifico a esta cidade. Tal política também consiste em passar à população, além de uma idéia de vigilância, a idéia de segurança. Além das UPPs, varias medidas vem sendo tomadas, tais como a remoção de algumas comunidades e isolamento de outras através de tapumes e etc.

Como suposta resposta à política das UPPs, o crime organizado planejou inúmeros ataques a veículos em diversos locais da cidade, diante disso, o papel que o governo do estado cumpriu foi lamentável, instaurou uma guerra na cidade onde os maiores perdedores foram os trabalhadores. Cabral, com ajuda de Lula e do prefeito Eduardo Paes promoveu a barbárie na cidade, a mídia auxiliou em todo esse processo gerando o consenso de que aquela operação era necessária, e que, tínhamos que nos preparar para as noticias de possíveis mortes de pessoas inocentes.

Diante de tudo isso, a população assistiu passiva a todo esquema do governo para tomar o complexo do alemão. As bandeiras do Brasil e do Rio foram colocadas no alto do morro simbolizando que o Estado através da polícia chegou ao complexo. Infelizmente, a polícia é único destacamento do Estado que por lá chegou até agora, pois educação, saúde e cultura o Estado nunca se preocupou em prover.



Nesse sentido, a ExNEEF lamenta toda essa situação e repudia

o Governo de Sergio Cabral e a atuação da policia!



A ExNEEF acredita que ninguém nasce bandido, todavia pode se tornar

devido às condições e injustiças sociais em que são inseridas no sistema capitalista.



Por mais verbas para saúde, educação e cultura!

Contra os Megaeventos a serviço do Grande Capital!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Buscando melhores dias para a Cidade Maravilhosa*

Durante o segundo mandato de Lula/PT, o Brasil foi “premiado” com o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014, assim como “contemplado” pela vitória da cidade do Rio de Janeiro como sede de mais um grande evento: os Jogos Olímpicos de 2016. Percebemos a vinda desses eventos como recompensa ao governo tupiniquim, que tem garantido sua fidelidade aos organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Tal constatação fica ainda mais perceptível ao acompanharmos as diversas ações e reformas de cunho neoliberal realizadas ao longo dos oito anos de Lula à frente da Presidência da República, além de ações imperialistas como o envio de tropas do Exército brasileiro para reprimir a classe trabalhadora haitiana em nome de ‘missões humanitárias’ da Organização das Nações Unidas.

Lembro como se fosse hoje das notícias estampadas nos jornais de grande circulação: “Bandidagem derruba helicóptero da PM, após confronto nos Macacos”. Lembro também que esse confronto foi alguns dias depois da ‘Cidade Maravilhosa’ ganhar o direito de sediar em seu solo os Jogos Olímpicos daqui a seis anos. Depois desse triste acontecimento, o governador Sérgio Cabral/PMDB – fundamental aliado de Lula/PT – inicia nas comunidades populares, favelas e periferias a sua política de segurança, liderada pelas famigeradas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). As UPPs surgem sob o discurso de “pacificação” das favelas do Rio de Janeiro. Causa-me indagações e estranhezas o fato de que tais iniciativas são realizadas em áreas próximas aos estádios ou demais localidades onde ocorrerão os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, já que não acompanhamos o mesmo processo ocorrer em cidades como São Gonçalo, Niterói, Caxias... Outro questionamento importante refere-se a buscarmos o porquê do Estado, em vez de UPPs, não investir na implementação de mais escolas, saneamento básico, cultura etc., nessas localidades historicamente marginalizadas.

Todavia, entendemos que o Estado brasileiro NÃO vai fazer isso, pois as bases da sua política econômica não possibilitam investimentos reais nas áreas sociais. Por isso, para conter MILHARES de trabalhadores que ganham R$500, deixando-os quietos, são necessárias as violências policial e também dos traficantes – que só existem com incentivo do próprio Estado (que não realiza o efetivo combate ao tráfico de armas, drogas...) – já que é interessante a existência de várias facções criminosas para impossibilitar a união de todas as favelas.

Não podemos ser ingênuos ao ponto de não prever os acontecimentos que estão ocorrendo no Rio. Estava na cara que as UPPs trariam para a população ainda mais violência, insegurança e medo em vez de paz, tranqüilidade e liberdade. Essa caracterização é conseqüência da política dos Governos, que não são direcionadas para exterminar a pobreza, mas sim aterrorizar a população sofredora que precisa sobreviver em condições desumanas.

A pobreza, na minha concepção, só será exterminada quando trocarmos de modelo de sociedade. É preciso defender um modelo que garanta o investimento nas áreas sociais (Educação, Saúde, Cultura...), e isso só ocorrerá em uma sociedade socialista. Para lutarmos e conquistarmos melhorias, precisamos enquanto trabalhadores nos organizarmos em sindicatos, enquanto estudantes em Centros Acadêmicos, enquanto moradores em associações etc. E, juntos, independentes e contrários aos governantes e aos capitalistas, podemos combater o fascismo de Lula, Cabral e Paes, vislumbrando que o morro desça ao asfalto para trazer a liberdade e a felicidade para a população brasileira e insegurança apenas para os poderosos capitalistas.


*Thiago Coqueiro Mendonça "Lenny"

Militante do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa - UFRJ

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A chuva é natural, a catástrofe é social!

Segue o chamado para a construção de uma campanha de solidariedade nas universidades!
Segunda-feira registrou-se a maior chuva em décadas no Rio de Janeiro. Uma chuva como esta seguramente causaria transtornos mas os contornos catastróficos que tomou não são algo natural mas algo construído pelo capitalismo. A mesma quantidade de água que criou incríveis transtornos na Lagoa não matou nem desabrigou ninguém, já nos morros e favelas desabrigou milhares e ceifou a vida de mais cem pessoas. Esta catástrofe é produzida pela ganância capitalista que fomenta a especulação imobiliária, a dificuldade de transporte e força as pessoas a viverem em locais arriscados. Com esta desculpa da natureza e dos atos arriscados do povo todos governos, Lula, Cabral e Paes, omitiram sua responsabilidade nesta tragédia anunciada.
Nunca faltaram bilhões de reais as empresas, bilhões para a polícia reprimir e assassinar moradores nos morros e menos ainda faltam para os anúncios de obras faraônicas para a Copa e Olimpíadas, para um plano de obras públicas que efetivamente garanta o direito à moradia vê-se poucos centavos. Até as poucas obras de moradia do PAC em Manguinhos, “para tirar o povo da merda” como disse Lula, foram inundadas, e aos moradores só restou a ajuda de seus vizinhos. Esta mesma situação é denunciada na mídia em diversos locais como no Morro do Estado em Niterói, em São Gonçalo e toda a região metropolitana.
Depois de lucrar milhões em cima da especulação e culpar o próprio povo pela tragédia, agora não faltam empresários, artistas e governantes chamando o povo a fazer doações. Já vimos este filme outras vezes, as doações nunca chegam, e ainda tentam omitir sua real responsabilidade de colocar os recursos oriundos dos impostos para garantir as condições de moradia para todo o povo. Por isto achamos que nós estudantes podemos dar um passo à frente e assumir esta responsabilidade, fazermos uma campanha de denúncia desta omissão dos governos, exigência de um plano de obras públicas controlado pelas entidades sindicais e organizações de moradores e começarmos uma forte campanha de solidariedade coletando alimentos, roupas, cobertores, dinheiro nas salas de aula e chamando as entidades estudantis, organizações sindicais, populares e políticas a junto de nós organizarmos a solidariedade ao povo atingido pelas enchentes e deslizamentos.

sábado, 12 de setembro de 2009

ExNEEF apóia a greve dos profissionais da Educação do Rio de Janeiro

Moção de apoio à greve dos profissionais
da Educação do Estado do Rio de Janeiro




Com o argumento de não ter orçamento para a educação estadual do Rio de Janeiro, apesar do acordo com o Governo Lula que diz que o pior da crise já passou, diversos ataques vêm sendo implantados pelo Governo Sérgio Cabral – PMDB, no Estado do Rio de Janeiro, com apoio do Governo Lula/PT, como o projeto da Nova Escola, que ataca o plano de carreira conseguido pelo SEPE, professores e funcionários através de lutas e greve.

Nesta Terça Feira, dia 8, com mais ou menos três mil professores, funcionários, estudantes e pessoas solidárias às lutas, o governador enviou a tropa da polícia militar, fortemente armada e com spray de pimenta e bomba de gás lacrimogêneo a fim de reprimir a manifestação que ocorria em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ferindo diversos trabalhadores presentes.

Nesse sentido, verifica-se o embrutecimento da crise econômica, em forma de decreto, sobre os trabalhadores e a repressão cada vez maior aos movimentos sociais que estão em luta junto à classe trabalhadora.

Em conseqüência disso, a Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física apóia a greve e manifestações de professores, funcionários e estudantes da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro e repudia a ação repressiva e de degradação da educação, dos Governos do PT e PMDB e da Polícia militar.


Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física
Gestão 2009 – 2010


Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física – ExNEEF
Rua Felizardo 750, Jardim Botânico-Porto Alegre/RS, CEP: 90690-200
Contatos: 71-91630460, 71- 91633802 / ExNEEF@gmail. com

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Moção de apoio à luta dos profissionais da Educação do Rio de Janeiro

A Educação Pública em nosso país tem sofrido um processo de sucateamento por conta das ações dos governos neoliberais, que atendem aos interesses de empresários, latifundiários e banqueiros. No contexto de crise econômica internacional, recursos são desviados para garantir os lucros da classe dominante e explorar ainda mais os trabalhadores e a juventude, retirando direitos, achatando salários e elaborando reformas de acordo com a orientação dos organismos internacionais.

Temos lutado diariamente nas Universidades Federais contra o REUNI de Lula/PT, componente do Plano de Desenvolvimento da Educação, que também apresenta um parco piso de R$950 para os professores e o paulatino processo de privatização da Educação Básica. Os governantes são os agentes políticos da classe dominante e possuem atualmente o apoio de instrumentos que não servem mais aos estudantes e aos trabalhadores: a UNE e a CUT.

A rede estadual de Educação do Rio de Janeiro é vítima do Governo Sérgio Cabral/PMDB, que apresenta um Projeto de Lei sem nenhum avanço para os profissionais. Ainda pior é que, diante da mobilização crescente dos educadores, Cabral é o responsável pela truculenta ação da Polícia Militar e da Tropa de Choque, que reprimiram, oprimiram e humilharam os trabalhadores na manifestação de 8 de setembro em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

O MOVIMENTO QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA, defensor da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade e que está ao lado das lutas dos trabalhadores, apresenta seu total e irrestrito apoio à greve dos profissionais da Educação do Rio de Janeiro bem como repudia veementemente a ação opressora de Sérgio Cabral e da Polícia Militar.