terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Avaliação das eleições para o DCE-UFRJ/2011 e as perspectivas do movimento estudantil
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Eleições CAEFD – Gestão 2011
Nos dias 16, 17 e 18 de Novembro, aconteceram as eleições para o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ (CAEFD-UFRJ). Esse ano apenas uma chapa concorreu ao pleito. Apesar de ser chapa única, o processo foi muito importante como parte das lutas travadas ao longo do ano.
Nós, da Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa, fizemos do processo eleitoral um momento importante de debate sobre o projeto de Universidade que defendemos. Atrelando as lutas especificas como a construção Imediata do Prédio Anexo da Dança, Reabertura da Sala de Musculação, contratação de professores e funcionários ao debate sobre a reforma universitária, conseguimos dar mais um passo na construção pela base da nossa entidade.
O enfrentamento ao REUNI, o debate de boicote ao ENADE e a necessidade de nos armarmos para os ataques que estão por vir foram a tônica da campanha da nossa chapa que conta com 55 integrantes. Além disso, levamos o debate de que, para enfrentarmos os ataques, necessitamos de um sólido movimento estudantil, independente de governos, que consiga potencializar e unificar as lutas em nível nacional. Infelizmente, sabemos que quem deveria cumprir esse papel – a UNE – hoje defende todos os projetos do governo; por isso, nossa luta também passa por enfrentar o braço do governo no movimento estudantil: precisamos construir uma Nova Entidade Estudantil!
O debate da nossa formação também teve um papel central em nossa campanha. Há algum tempo estamos junto com a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física (ExNEEF) tocando a Campanha “Educação Física é uma só! Formação Unificada Já!”, sendo assim, lutando contra a divisão do curso de Educação Física.
Resultado das Eleições:
Total de Votos: 501
Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa: 497 votos
Nulos: 3
Branco: 1
Sigamos na Luta!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Carta aos estudantes da UFRGS sobre o processo eleitoral do DCE
O DCE da UFRGS, uma das entidades estudantis mais importantes do país, encontra-se atualmente com uma gestão totalmente vinculada aos interesses dos grandes empresários, banqueiros e governos. A atual gestão defende e apóia o governo de Yeda Crusius (PSBD), o qual avança em passos largos no sucateamento da saúde e educação (vide o exemplo da enturmação e “escolas de lata”). Além destes ataques, Yeda (que faz um governo pró-agronegócio) tem se preocupado em criminalizar os movimentos sociais. Repressões aos movimentos são constantes no atual governo: no último período até ação judicial pedindo o fim do MST foi realizada. Ou seja, o nosso DCE hoje está aliado com o que há de mais reacionário no país.
Durante o processo de aprovação do mérito do Parque Tecnológico, mais uma política do Governo Lula/PT de privatização dos espaços da Universidade e retirada de direito dos estudantes, o DCE, ao invés de fazer o enfrentamento juntamente às entidades e grupos políticos organizados e pedir debates e real participação dos discentes nessa decisão, colocou-se a favor desse ataque - inclusive rindo dos estudantes que estavam apanhando da segurança universitária, em uma das cenas mais lamentáveis dos últimos anos na UFRGS.
A atual gestão mostrou a que veio: apoiar a extrema direita reacionária e os ataques do governo Lula/PT às Universidades Federais, deixando o DCE – entidade que deveria representar os estudantes e seus posicionamentos – à mercê das políticas de destruição da Universidade. Isto sem mencionar as denúncias de corrupção sofridas pela atual gestão durante seu mandato.
Qual deve ser a resposta dos lutadores? Luta!
Para enfrentar todos esses ataques, é importante ter um DCE que consiga potencializar a mobilização dos estudantes. Para que o DCE seja uma ferramenta importante, é necessário que consigamos construir um programa adequado para dar respostas coerentes. Acreditamos que um programa coerente reivindica uma Universidade pública, gratuita e de qualidade! Justamente por conta dessa reivindicação, consequentemente há a necessidade da luta contra o REUNI, o Parque Técnológico e a reforma universitária de conjunto de Lula/PT.
Apesar do REUNI ter sido aprovado em 2007, os reflexos na Universidade começam a se tornar evidentes. A estrutura da universidade cada vez condiz menos com o número de estudantes: ocorre a falta de salas de aula, professores, uma política séria de assistência estudantil etc. Tudo isso é reflexo da falta de verbas para educação, somada ao projeto de destruição da Universidade implementado pelo Governo.
Esse, então, é um momento crucial para se debater a organização do movimento estudantil em torno das lutas do dia a dia, vinculado à organização nacional dos estudantes, pois apenas com uma organização nacional – que vincule as lutas diárias às lutas estudantis nacionais, que faça o enfrentamento claro e concreto aos empresários, banqueiros, governos – poderemos dar conseqüências às nossas pautas e cada vez mais impedir a entrada desses setores nas entidades estudantis.
Consideramos que para o real avanço do movimento estudantil em suas lutas e organização, é necessário fazer o enfrentamento aos agentes implementadores dos ataques, posicionando-se contra esses agentes, e contra as entidades que são utilizadas como aparatos dos mesmos.
Desde a década de 1990, a UNE encontra-se burocratizada e afastada das lutas. A partir da ascensão de Lula/PT ao governo, a UNE definitivamente passou para o lado dos empresários, aliando-se ao Governo, posicionando-se contrária aos interesses dos estudantes, como no caso da Reforma Universitária e especificamente com o decreto do REUNI.
Por conta disso, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa considera que o debate de reorganização do movimento estudantil é um debate essencial, que não pode ser relegado a segundo plano e que deve ser construído diariamente, em cada luta específica. Cada vez que nos chocamos com a política do governo, é também necessário o enfrentamento com a entidade que garante a sustentação destas políticas no interior do movimento estudantil: a UNE. Só com a derrota política da UNE poderemos avançar para derrotar o governo Lula/PT e construir o novo movimento estudantil.
A situação da esquerda na UFRGS
Consideramos importante a retomada do DCE da UFRGS pelos lutadores. Porém, esse processo deve ocorrer com uma unidade programática que expresse claramente oposição a todos os ataques à Educação Pública, tanto de Yeda/PSDB quanto de Lula/PT e que priorize e paute a reorganização do movimento estudantil, evidenciando o papel nefasto que hoje cumpre a UNE.
Porém, o que verificamos é a esquerda priorizando uma unidade esvaziada, com um programa débil, que abre mão de colocar o enfrentamento ao REUNI no programa, que não cita os decretos do governo, que não pauta a reorganização do movimento estudantil. Em suma, conforma-se uma unidade artificial por meio de um programa diluído que provavelmente vai estar a serviço de barganhas entre as correntes, transformando a ferramenta do DCE num espaço superestrutural.
Diante do grande potencial presente nas lutas estudantis quando bem organizadas e desenvolvidas, chamamos os estudantes a discutir conosco as lutas da UFRGS.
Contatos:
Tatiana Borin - tatyborin87@gmail.com
8415-8449
terça-feira, 29 de junho de 2010
Texto da Professora Vera Salim em apoio à Chapa 4 Revida, Minerva!
Aos que virão depois de nós
Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
B. Brecht
Caros alunos:
Nos dias 29-30/06 e 01/07 ocorrerá mais uma eleição para o DCE, Diretório Central de Estudantes da UFRJ.
Como todos sabem apóio a Chapa 4, REVIDA MINERVA.
Tenho bons e consolidados motivos e argumentos para esta escolha, referendada numa prática de colaboração conjunta desde 2002.
Mas.... não escrevo para pedir votos e sim reflexão.
Citando Brecht, poeta preferido, não me furto da tarefa de falar “para os que virão depois de nós”, motivo maior do meu exercício do magistério com tanta
paixão.
Jamais serei indiferente, especialmente quando se trata de refletir e procurar rumos para a universidade pública e lutar para transformar a dura realidade que nos cerca.
Ao longo de toda minha vida como professora, na área de ciências exatas, especialmente nas aulas de Metodologia Científica tentei, sempre,
enfatizar que o futuro se constrói com reflexão crítica e ação transformadora sobre o presente.
Muro da vergonha na Linha Vermelha, HU desabando, salas superlotadas, mega eventos esportivos alienantes, assaltos, medo pairando sobre nossas cabeças nas mais simples ações cotidianas, empilhamentos diários nos nossos transportes coletivos, etc., são faces da mesma moeda: o modelo de sociedade vigente.
A eleição do DCE deveria e deve cumprir o papel de ser um importante momento de debate, reflexão, e participação estudantil na vida da UFRJ.
Momento de questionar a universidade em que estudamos e entender que aqui devemos exercitar nossa potencialidade de intervenção transformadora. Temas que tanto procurei trabalhar com vocês em sala de aula, especialmente de Metodologia Científica!
Assim, lamento que a atual gestão do DCE, Chapa 2, tenha escolhido momento tão impróprio para eleição fazendo uma eleição apressada no final do período, em momento de Provas e COPA do MUNDO.
Por quê? A quem interessa desperdiçar este momento e realizar uma eleição tão importante para este difícil momento da UFRJ, no final de período, entre provas, Copa e esvaziamento das salas de aula? Queremos inibir os debates, questionamentos e reflexão? Apostamos em campanhas de festas, cervejas e que vençam os cartazes mais bonitos, as campanhas mais ricas, as maiores chopadas? Vamos aqui reproduzir os processos eleitorais que tanto criticamos?
Merecemos muito mais do que isto na nossa universidade, a maior universidade federal do Brasil!
Como então escolher a melhor chapa, num processo eleitoral desta natureza? Prevalece o critério de avaliação da prática, que deve sempre referendar modelos em análise e seus postulados teóricos.
Prevalece o questionamento correto e a busca de respostas certas para perguntas certas. O que foi feito na atual gestão? Como foi feito? Que propõem os que querem mudar?
Porque chapas que se dizem de mudança como a chapa 3, ainda estão na UNE, hoje fábrica de carteirinhas e sustentação de políticas educacionais que precarizam a universidade?
As chapas 1 e Chapa 5, nem merecem minha análise, uma vez que claramente não se colocam no campo progressista dos que querem mudanças reais. Ambas estão a serviço do modelo de educação excludente (chapa 5) e de precarização da universidade (chapa 1).
Queremos assistência estudantil? Qual? Queremos cotas? Quais? Quem fez o debate de cotas? Porque não se tem coragem de debater esta questão tão delicada? Poderia aqui enumerar um número infinito de perguntas que precisaram ser formuladas e debatidas neste processo eleitoral.
Uma importante reflexão final:
Interessa-me mostrar que metodologia científica, pensada como um método de busca da verdade numa realidade objetiva deve ser aplicada em todas as situações. Metodologia: um conjunto de leis e procedimentos que nos permite ter um método correto de análise da realidade. O uso de um método correto nos permite chegar com segurança a um modelo de validação da verdade objetiva que sim, deve sempre ser validado e referendado experimentalmente. Processo bem mais difícil, nas ciências sociais do que nas exatas.
Mas aqui ainda cabe a máxima do materialismo dialético; as chapas não são o que elas dizem. As chapas são o que elas fazem.
Assim pensando estaremos aplicando o método materialista que busca no resultado experimental a comprovação do discurso/modelo teórico. Por isto tenho sempre apoiado a Chapa 4, REVIDA MINERVA, uma chapa com uma correta e referendada prática política.
Acreditando que a universidade pública é, ainda, o espaço de realizar uma educação transformadora fica meu pedido: pensem e debatam antes de
votar! Fazendo isto vocês estarão usando a reflexão e o potencial transformador a serviço da manutenção e preservação da universidade pública,
espaço de produção de saber e reflexão e não fábrica de diplomas e gestores empreendedores.
Pensem antes de votar e votem no melhor!
Carinhosamente,
Profa. Vera Salim
COPPE/UFRJ
domingo, 20 de junho de 2010
Intervenção no processo eleitoral do DCE da UFRJ
Nosso Movimento vem crescendo e se fortalecendo nos últimos anos, firme na luta por um novo movimento estudantil, em defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, contra o Reuni e os ataques que o governo Lula vem fazendo à universidade pública. No nosso dia-a-dia, estamos rodeados de problemas que só serão resolvidos com muita mobilização estudantil e achamos que parte disso é garantir uma boa intervenção nessas próximas eleições.
No ano passado, tivemos uma ótima intervenção, que consolidou nosso Movimento, nos garantiu um contato muito maior com estudantes da UFRJ e o segundo lugar nas eleições com mais de 1400 votos comprometidos com a construção do novo movimento estudantil. O que vimos de lá pra cá foi a gestão majoritária do DCE paralisada, sem conseguir tocar as lutas contra o Reuni e as demais pautas estudantis. Isso prova que de nada adianta ser maioria no DCE sem ter um projeto claro e comprometido com as lutas dos estudantes, que os organize contra os ataques do governo e por fora da União Nacional dos Estudantes, entidade que deveria nos representar mas só atua para defender os ataques do governo.
Agora, mais uma vez esse debate vai aparecer com força na vida da UFRJ e o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa quer convidar todos que estiveram, de uma forma ou de outra, envolvidos com essa discussão para entrar nessa luta com a gente. Infelizmente, esse processo eleitoral foi marcado para uma data péssima, no final do período e no meio da Copa. Fomos contra isso, mas foi a opção da atual gestão majoritária do DCE e da UNE. Por isso, mesmo diante da correria, estamos construindo nossa chapa e convidamos vocês a participarem, para que o projeto do novo movimento estudantil seja mais uma vez fortalecido nessas eleições. A inscrição de chapas ocorreu na última quarta-feira (16/06) e a inclusão de nomes é até segunda (21/06)! Então, pedimos que os interessados nos contatem por e-mail ou telefone. A participação de todos é fundamental em mais essa luta!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O processo eleitoral do DCE – UFRJ já começou! Você sabia?!
Este semestre está sendo atípico na UFRJ e demais Universidades devido ao atraso das aulas por causa do atraso do Novo ENEM (mais uma fatia da Reforma Universitária de Lula/PT que ataca a educação) e das chuvas no Rio de Janeiro que vitimou centenas de trabalhadores e demonstrou a incapacidade dos governos Federal, Estadual e Municipal de garantir as necessidades mais básicas dos trabalhadores. O 1º semestre ainda contará com os jogos da Copa do Mundo, com os preparativos para os encontros de área e com as corridas aulas dos professores para conseguirem fechar o plano de curso dentro do prazo estabelecido. E muitos anteciparão o encerramento das aulas para o mês de junho –reduzindo o conteúdo dado –, sem prejudicar as suas férias tradicionais de meio de ano.
Nós do movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa defendemos no último conselho de CAs que as eleições fossem realizadas no segundo semestre para que o conjunto dos estudantes pudessem participar de forma mais adequada num processo tão importante. A opção feita no conselho de realizar as eleições ainda no primeiro semestre reflete a posição da Majoritária do DCE (De que lado você samba?) e dos setores governistas (UNE) em priorizar as eleições burguesas – marcadas para o semestre seguinte –, tendo um entendimento equivocado e descolando as lutas travadas nas universidades das lutas mais gerais.
Nesse momento a UFRJ, assim como as demais Universidades Federais, vive um momento delicado com a implementação do REUNI de Lula/PT. Diferente de alguns setores do movimento estudantil, nós do movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa achamos que a luta contra o REUNI ainda é a central a ser travada pelo movimento estudantil. Acreditamos que há algum tempo as lutas a serem travadas contra o decreto do REUNI na UFRJ passam por tocarmos as lutas contra a implementação do decreto nas unidades, com isso, elevando o patamar de lutas na Universidade. Nesse sentido, criamos a campanha Revida Minerva, na qual centrávamos a atuação na criação das pautas de reivindicações das unidades, pressionando-as com mobilizações específicas e, a partir daí, tentar unificar esse processo em toda universidade. Nos locais onde temos atuação conseguimos muitas vitórias, como na Escola de Educação Física e Desportos.
A avaliação da atual gestão do DCE se faz necessária! A paralisia do movimento estudantil no período recente é ampliada também pela falta de uma política de enfrentamento ao REUNI. Essa falta de política gerou muitos problemas. Uma gestão de DCE descolada das lutas, atuação superestrutural e alianças com a Burocracia Universitária fizeram com que o movimento estudantil da UFRJ não tivesse um papel tão decisivo como em outros momentos. Nesse sentido ratificamos a necessidade de um DCE como ferramenta fundamental de construção de lutas na Universidade.
A todo esse cenário se soma a necessidade de fazer uma avaliação do movimento estudantil geral. Já identificamos que o velho não nos serve mais e que o novo precisa ser construído. A nossa velha representante, a UNE, além de abandonar a luta dos estudantes passou de mala e cuia para o lado do governo ajudando na implementação das reformas neoliberais para a educação. Do outro lado temos o novo movimento estudantil, que toca as lutas contra os ataques a educação. Por isso, precisamos criar um novo instrumento que potencialize as lutas do movimento estudantil combativo. Recentemente, foi criada a ANEL, que foi propagandeada como uma nova entidade estudantil pelo setor majoritário. Mas há um problema de conteúdo com a ANEL, ela não possui um programa de ruptura com a UNE, e que se coloca como um instrumento de barganha assim como aconteceu em outros fóruns construídos pelo movimento estudantil. Precisamos criar uma Nova Entidade Estudantil pela base e com um programa de ruptura com a UNE.
Diante do grande potencial presente nas lutas estudantis quando bem organizadas e desenvolvidas, chamamos os estudantes a discutir conosco as lutas da UFRJ e a intervenção nas eleições do DCE. Participe das reuniões do movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa:
Reunião EEFD - quinta-feira (10/06), em dois horários > 13:30 e 17:30h
Reunião Praia Vermelha - sexta-feira (11/06) e segunda-feira (14/06), em três horários > 11h, 17h e 19:40h
Reunião CCS - quarta-feira (09/06), horário > 12h
Reunião CT/CCMN -terça-feira (08/06), horário > 12h
Reunião Macaé - segunda-feira (07/06)
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa
Obs.: Para integrar a chapa, a única documentação solicitada é a CRID - Comprovante de Inscrição em Disciplinas - disponível no SIGA.
Informações: quemvemcomtudonaocansa@yahoo.com.br
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Avaliação das eleições do CAEFD-UFRJ
Chapa 1- Estudantes Unidos;
Chapa 3- Reformas Já; e
Chapa 4- Quem Vem Com Tudo Não Cansa
Nas propostas das chapas, as diferenças eram visíveis: a Chapa 3 - Reformas já - com a proposta de organizar festas e eventos para melhorar a estrutura da EEFD, abrindo margem para a privatização; a chapa 1 -Estudantes Unidos - com a proposta de melhorar os problemas estruturais da EEFD, escondendo o debate da reforma universitária e do decreto do Reuni do governo Lula/PT, ou seja, as mesmas práticas do velho movimento estudantil ligado à União Nacional dos Estudantes, que caminha ao lado do governo. Nossa Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa - que luta contra a reforma Universitária, contra o decreto do Reuni, pela democratização do ensino superior de forma pública, gratuita e de qualidade e com toda produção a serviço da classe trabalhadora e pela criação de uma nova entidade estudantil que lute por fora e contra a UNE.
A defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, a serviço dos trabalhadores, é uma bandeira pertinente e coerentemente implementada pelas sucessivas gestões do CAEFD desde 2003.
Essa expressiva vitória qualifica o trabalho da gestão do MQVCTNC na luta contra todo o processo de sucateamento do ensino e da Universidade pública, que atualmente se materializa por meio do decreto do Reuni e com a aprovação do Plano Diretor pela Reitoria da UFRJ, também de forma truculenta e autoritária.
Outro dado importante foi o número de alunos que se inseriram, formando nossa chapa com 62 estudantes da EEFD, dos três cursos: Licenciatura em Educação Física, Bacharelado em Educação Física e Bacharelado em Dança, demonstrando o quanto o trabalho já feito e a linha política do MQVCTNC é a mais correta para lutarmos por melhorias e qualidade do nosso ensino.
É importante que, a partir das contradições cada vez mais claras para os alunos da EEFD com o processo de reforma universitária, a nossa gestão dê continuidade a todas as lutas por melhorias da nossa Escola e conseqüentemente da Universidade, elevando as lutas num patamar elevado para que possa se materializar a melhoria da universidade.
Logo, vale ressaltarmos as lutas recentes, como as campanhas pela reforma do teto e mais segurança na UFRJ e outras melhorias estruturais; a realização do IV Simpósio de Educação Física e Dança de forma pública, gratuita e de qualidade com mais de 600 inscrições dos alunos da escola; e a grande participação da UFRJ no ENEEF (Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física), com a maior delegação do encontro elegendo a estudante Vivian Dutra coordenadora Nacional da ExNEEF (Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física).
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Resultado das eleições do DAEQ - UFRJ
Mistura Ideal - 397 votos
REQ - 228 votos
Brancos - 3 votos
Nulos - 1 voto
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Resultado das eleições do CAEFD-UFRJ
Chapa 1 - Estudantes Unidos: chapa governista, com cinco integrantes, orientada pelo professor do PCdoB, que defendia as questões de reformas internas, culpabilizando única e exclusivamente a Direção da Escola de Educação Física e Desportos, sem atingir o Governo Lula/PT.
Chapa 3 - Reformas já!: chapa construída por cinco estudantes que se colocavam a favor dos cursos pagos e das privatizações, utilizando a defesa de que "caso beneficie os estudantes da EEFD, está bom".
Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa: chapa composta por 62 estudantes dos cursos de Educação Física e Dança. É a chapa da situação, que tem tocado importantes lutas dentro da EEFD, assim como impulsionado processos de luta na Universidade. Contra o REUNI de Lula/PT, por uma expansão de qualidade, tem puxado a campanha "Revida Minerva", que colocou mais de quarenta estudantes na Sala da Direção para reivindicar que a EEFD tome o posicionamento de ser contra o REUNI e o Plano Diretor da UFRJ. A campanha pelas reformas na EEFD e questões curriculares também se configuram como bandeiras das lutas. Debatemos também o posicionamento contrário a UNE e a necessidade de uma nova entidade estudantil!
O resultado das eleições foi:
Chapa 1 - Estudantes Unidos - 77 votos
Chapa 3- Reforma Já! - 13 votos
Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa - 566 votos
Votos em branco - 1
Contando com a participação de 659 estudantes, uma importante vitória foi obtida, com mais de 85% dos votos, mantendo a chapa composta pelo Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa na gestão do CAEFD. Demonstram-se, mais uma vez, que os estudantes são contra o REUNI, não reconhecem a UNE, entendem a necessidade de uma nova entidade estudantil e estão descontentes com a situação da UFRJ e da EEFD!
Seguimos em luta!
domingo, 1 de novembro de 2009
Jornal da Chapa 4 para o CAEFD-UFRJ
A CHAPA 4 – QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA é composta por 62 estudantes, de Licenciatura em EF, Bacharelado em EF e Bacharelado em Dança. E nesse jornal queremos mostrar o que já conquistamos e nossas propostas que realizaremos juntos a vocês, porque cada um dos estudantes dessa escola integra o CAEFD.
A EEFD passa por uma situação muito difícil: é o teto caindo, sala de musculação fechada, falta de biblioteca e sala de estudos, as salas de dança com os tacos saindo por causa das goteiras, pista de atletismo, campo de futebol e quadras externas em péssimas condições.
Os estudantes sabem que quando chove a situação se agrava ainda mais! É inadmissível pensar que uma unidade da maior Universidade Federal do país esteja nesse estado. Todos esses problemas afetam diretamente nossa formação, quando não podemos utilizar a sala de musculação porque não existe verba para fazer a manutenção dos aparelhos, quando os estudantes não podem usar a pista de atletismo e as áreas externas porque não existe verba para fazer reformas, os estudantes de dança que “vira e mexe” utilizam as salas sem material adequado e acabam se ferindo. Todos esses exemplos servem para ilustrar a precarização da universidade pública.
Para mudar esse cenário entendemos que é necessária a mobilização dos estudantes para pressionar a Direção da EEFD, a Reitoria e o Governo! Não achamos que a saída para esses impasses sejam a privatização e/ou o voluntarismo. Não podemos cair no erro do discurso de que “já que não tem verba, fazemos uma vaquinha e compramos”, porque assim reforçamos a idéia daqueles que hoje comandam a educação, a idéia do corte de verba pra educação publica.
- Reforma do Teto Já!
- Reabertura da sala de musculação, pública e gratuita
- Reforma da pista de atletismo e quadras externas
- Ampliação do horário do LIG
- Reforma das salas de dança e construção do prédio anexo!
- Mais segurança na UFRJ: concursos públicos já!
- Biblioteca e sala de estudos na EEFD
- Por uma expansão de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT
- etc, etc, etc.
Só conquistaremos essas reivindicações através da mobilização dos estudantes! Quanto maior a participação dos estudantes da EEFD mais forte vai ser o CAEFD, o nosso instrumento de luta para alcançarmos vitórias. Você é o CAEFD!
Nas ultimas gestões você viu o CAEFD fazer:
* Realização dos III e IV Simpósios de Educação Física e Dança de forma publica e gratuita, com a discussão de diversos temas como Saúde, Mídia, Corpo, movimento, Universidade, proporcionando aos estudantes espaços de formação acadêmica, cultural e política.
* Organizar e participar intensamente das manifestações contra o Plano Diretor do REUNI! Os estudantes da EEFD incorporaram-se às lutas da UFRJ e nacionais em defesa da universidade pública: queremos expansão de qualidade, contra o REUNI de Lula/PT!
* Quando foi criado o Bacharelado em EF no turno da tarde, a proposta era retirar vinte vagas da Licenciatura. Foi a atuação do Movimento QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA no CEG (Conselho de Ensino e Graduação) que fez com que se abrisse o Bacharelado da tarde e se mantivessem as vinte vagas da Licenciatura!
* Participar dos Encontros Nacionais e Regionais dos Estudantes de Educação Física (ENEEFs e EREEFs) e Encontros Nacionais de Estudantes de Arte (ENEARTEs). No ENEEF deste ano, na USP, a UFRJ esteve presente com a maior delegação do encontro e conseguiu fazer uma coordenadora Nacional, a estudante Vivian Machado Dutra.
* Organizar a Campanha “Armários e Bebedouros na EEFD Já”, que numa manifestação na Congregação garantiu a compra de bebedouros novos para a escola.
* Em 2005, ocupar a Congregação da EEFD (órgão máximo de deliberação da escola), barrar um curso pago de dança e garantir o COMUNIDANÇA, que funciona de forma publica e gratuita com a participação expressiva de estudantes da UFRJ.
* Na próxima gestão, tudo isso e mais: organização do interperíodos, criação de grupos de estudos temáticos, ampliação do CineCAEFD, manutenção da sede do CAEFD, realização dos Furdunços e atividades culturais!
Os problemas vistos na EEFD são reflexos dos sistemáticos cortes de verbas, complementados pela entrada cada da iniciativa privada na universidade pública. O setor privado, que aparece como a “solução de todos os problemas”, traz na realidade muitos danos: a universidade perde a sua função social, afasta-se da sociedade e passa a ser pautada pelos interesses do mercado, pois produz para aqueles que a financiam, perdendo a sua autonomia e seu papel para a produção de conhecimento crítico. É importante entender que nossa por melhorias na EEFD passa necessariamente pela luta contra as políticas e os agentes que causam esses problemas, contra os cortes de verbas e por financiamento público para a educação pública. - 10% do PIB para a educação!; - Verba pública só para a educação pública!; - Por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e a serviço dos trabalhadores!
Reforma Universitária: um projeto de mercado para a educação pública
Depois de longos anos de cortes sistemáticos de verbas e entrada paulatina do setor privado na universidade, o governo Lula inicia a institucionalização dessa política através do projeto de Reforma Universitária. A Reforma Universitária começou a ser implementada “em fatias” desde 2003. Desde então, foram aprovadas a Lei de Inovação Tecnológica, que permite às empresas privadas utilizarem recursos públicos para a produção de conhecimento privado; o ProUni, que transfere verbas públicas para as universidades privadas; o Sinaes, novo modelo de avaliação institucional pautado por regras de mercado e punição aos cursos; e muitos outros. Nos currículos, a Reforma Universitária se manifesta com a sua orientação para o mercado. Foi o que aconteceu com o nosso curso, dividido autoritariamente entre Licenciatura e Bacharelado com a única finalidade de atender as demandas por lucro. Queremos uma licenciatura ampliada, que nos forme integralmente, como professores para atuação em qualquer área e para a produção de conhecimento!
Reuni, a nova face da Reforma Universitária: precarização maquiada de expansão
A mais nova faceta da Reforma Universitária do governo Lula é o Reuni, implementado via decreto em 2007. Trata-se de um dos maiores ataques contra as universidades públicas, que as transforma em verdadeiros “escolões”. Com a desculpa da expansão de vagas – uma necessidade real e urgente -, o governo utiliza um mecanismo de chantagem e obriga as universidades a dobrarem o número de alunos por sala de aula e oferece, para isso, um complemento de no máximo 20% das verbas de que já dispõem. A “sugestão” é que, para isso, as universidades passem a oferecer cursos rápidos, voltados para o mercado, sem produção de conhecimento. Nós da UFRJ lutamos desde 2007 contra esse projeto, aprovado de maneira autoritária e cujos reflexos se fazem presentes no nosso dia-a-dia. Hoje, esse projeto se materializa na forma do Plano Diretor da UFRJ, voltado para atender as metas do Reuni, contra o qual estamos nos mobilizando diariamente. Queremos expansão, sim, mas de qualidade! Contra o Reuni de Lula/PT!
Para reagir, precisamos de um novo movimento estudantil!
As intensas lutas contra esses projetos de desmonte da universidade pública nos demonstraram algo ainda mais profundo: a nossa geração de estudantes, a que se defronta com esses ataques e tem a tarefa de impedi-los, é a mesma geração que se vê, na luta, sem um instrumento capaz de levá-las às suas últimas conseqüências. Isso porque a UNE, entidade que deveria nos representar, passou definitivamente pro lado do governo Lula e apóia todos os seus projetos. Quando, em 2007, dezenas de reitorias estavam ocupadas contra o Reuni, não tínhamos um instrumento para unificar essas mobilizações. A UNE, por sua vez, ia para a mídia criminalizar nosso movimento. Por isso, estamos empenhados na construção de um novo movimento estudantil, que lute por fora e contra a UNE, inimiga dos estudantes, e construa uma nova entidade capaz de impulsionar nossas lutas!
domingo, 25 de outubro de 2009
Manifesto de Apoio à chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para o CAEFD
Entendemos a importância da participação da juventude brasileira de maneira crítica, coerente e combativa. Tais características, em seu conjunto, têm acompanhado o trabalho desenvolvido pelas gestões do CAEFD, cuja repercussão das lutas ultrapassa os muros da EEFD, chegando às demais localidades da UFRJ, instituições do Rio de Janeiro e diversos outros espaços Brasil afora.
As lutas contra a Reforma Universitária e o REUNI de Lula/PT, contra a regulamentação da profissão e o sistema CONFEF/CREFs, contra a fragmentação curricular dos cursos de Educação Física são essenciais para a construção do contraponto, baseado na universalização do acesso e na construção do conhecimento a serviço da humanidade, na regulamentação do Trabalho e numa formação humana – técnica, profissional, cultural, social – comprometida com a transformação efetiva da realidade.
De alguma forma, acompanhamos o trabalho do CAEFD ao longo desses anos. Manifestamos, portanto, nossa solidariedade e apoio aos componentes e ao programa da chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA, opção necessária para alavancar as lutas estudantis e manter vivo um olhar crítico e superador da realidade na EEFD e na sociedade como um todo.
Gabriel Rodrigues Daumas Marques, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal de Saquarema, ex-diretor do CAEFD (2004, 2005, 2006, 2007)
Cínthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretora do CAEFD (2003, 2004, 2005, 2006)
Ian Anderson Andrade Nascimento, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004, 2005, 2006)
Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004)
Bruno Adriano Rodrigues da Silva, professor de Educação Física, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004, 2005), ex-coordenador nacional da ExNEEF (2003-2004)
Bruno Lima Patrício dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CAEFD (2004, 2005, 2006)
Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CAEFD (2005, 2006)
Claudio Almeida Lopes, professor de Educação Física, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004)
Daniel Moreira Leal Raposo, professor de Educação Física, ex-diretor do CAEFD (2006, 2007)
Marcelo Paula de Melo, professor de Educação Física da FAETEC, ex-presidente do CAEFD (2000-2001)
Aline de Oliveira Sousa, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretora do CAEFD (2008)
Juliana Falcão de Oliveira Cruz, professora de Educação Física, ex-aluna da EEFD (2002-2007)
Marcelo Dominguez Rodrigues Moreira, professor de Educação Física das redes municipais de Angra dos Reis e Nova Iguaçu, ex-aluno da EEFD (1999-2005)
Kátia Laguna de Oliveira, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-aluna da EEFD (2003-2007)
Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-aluno da EEFD (1975-1979)
Renato Sarti dos Santos, professor de Educação Física da rede municipal de São Gonçalo, ex-aluno da EEFD (2002-2006)
Adriana Machado Penna, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, do Colégio Universitário Geraldo Reis (UFF) e da Universidade Estácio de Sa, militante do Fórum Marx e Engels da Educação Física, ex-aluna da EEFD (1985-1989)
Roberto Alves Simões, Coordenador Geral do Sepe/Regional III, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro, militante do Fórum Marx e Engels da Educação Física, ex-aluno da EEFD (1976-1978)
Leandro Martins Costa, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-aluno da EEFD
Daniel Nascimento Teles, professor de Educação Física, ex-aluno da EEFD (2002 – 2008)
Jonas Henrique Almeida da Silva, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e do Colégio Pedro II, ex-diretor do CA de Licenciatura em Educação Física da UFRRJ (2003-2004)
Paulo Tiago “Guma”, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CA de Licenciatura em Educação Física da UFRRJ (2007-2008)
Themis de Farias Nascimento. Professora de Educação Física da rede FAETEC, da rede Municipal do Rio de Janeiro e substituta da UERJ
Luiz Sergio Barboza Cezar, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor regional 3 do Sepe (Gestão 2006-2009)
Leonardo Conceição Gonçalves, estudante de Licenciatura em Educação Física da UERJ, coordenador geral da Regional II da ExNEEF e ex-diretor do CA de Licenciatura em Educação Física da UERJ
Ricardo Kubrusly, professor doutor do Instituto de Matemática da UFRJ e ex-diretor da AdUFRJ-SSind (2005-2007)
José Antônio Martins Simões, professor doutor do Instituto de Física da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ-SSind (2005-2007)
Danielle Galante, estudante de Pedagogia da UFRJ, coordenadora do DCE Mario Prata e representante discente no Conselho de Ensino de Graduação
Maria Cristina Mitsuko Peres, estudante de Enfermagem e Obstetrícia da UFRJ
Adolpho Tundis Ferreira, professor de História da rede municipal do Rio de Janeiro, ex-militante do CA de História da UFF
Ludmila Gama, professora de História da rede estadual do RJ, ex-militante do CA de História da UFF
Marcio Teixeira Lopes “Blanca”, professor de Educação Física da rede estadual de SP, ex-diretor do CA de Educação Física da UNESP - Presidente Prudente, ex-coordenador nacional da ExNEEF (2004-2005)
sábado, 24 de outubro de 2009
Programa da chapa para o CAEFD-UFRJ gestão 2010
Programa de chapa para gestão 2010
Nome da chapa: Quem Vem Com Tudo Não Cansa!
Comunicação
- Confeccionar e distribuir o jornal “O DARDO” bimestralmente;
- Atualização do Blog do CAEFD, com textos informativos sobre a situação da EEFD, da UFRJ e das Universidades do Brasil;
- Atualizar o perfil do orkut com fotos dos Furdunços, festas Juninas, atos e espaços nacionais que o CAEFD participar;
- Manutenção atualizada da lista de discussão;
- Atualização dos murais de frente ao CAEFD e ao lado da xerox.
Infra-estrutura
- Manutenção física da sede do CAEFD;
- Controlar e armazenar memorandos, finanças e viagens;
- Discutir e construir estatuto do CAEFD;
- Participar das reuniões de Congregação e Departamentais como representação do corpo discente.
Ensino, pesquisa e extensão
- Construção da recepção de calouros com mesas de debates sobre universidade e questões pertinentes à educação física e à Dança;
- Retomar o CINE CAEFD, com rodas de discussão após o término dos filmes;
- Reivindicar mais bolsas acadêmicas, tanto de pesquisa e extensão quanto de auxílio;
- Apoiar o Comunidança e estimular e apoiar a criação de novos projetos públicos, gratuitos e de qualidade;
- Defesa pela segurança no campus com abertura de concurso para os cargos da DISEG.
UFRJ
Articular junto ao DCE, APG e setores de luta:
1. Pela inauguração do Bandejão Central;
2. Pela não implementação do REUNI, reivindicando na Reitoria, nos Centros e nas Unidades;
3. Contra o REUNI, a Reforma Universitária e qualquer Reforma que sucateie e/ou privatize a educação;
4. Contra o plano diretor do REUNI;
5. Por uma expansão universitária que garanta qualidade de ensino e verbas públicas para o sustento da mesma;
6. Pela contratação de professores e funcionários efetivos, através de concursos;
7. Por mais bolsas acadêmicas e Assistência estudantil e pelo reajuste de seus valores;
8. Pela segurança no campus da UFRJ, abertura de concurso para os cargos da DISEG;
9. Pelo aumento de recursos públicos para a educação pública;
10. Pela abertura efetiva dos banheiros da dança, assim como distribuição e manutenção de bebedouros;
11. Reivindicar reformas estruturais, como a construção e manutenção de uma sala de estudos, reformas em todos os vestiários, funcionamento da academia, reforma no teto, reforma nas quadras externas e pista de atletismo, funcionamento integral das secretarias, direção e LIG.
12. Reivindicar que os professores dêem suas aulas;
Movimento Estudantil
- Participação na comissão organizadora do X Encontro Regional de Estudantes de Educação Física, que ocorrerá na UFRRJ;
- Garantir ônibus para a participação dos Estudantes no Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física, que ocorrerá na UFC;
- Participar dos eventos de deliberação da ExNEEF e da FENEARTE, dos Conselhos de CAs da UFRJ e convocar Assembléias na EEFD;
- Manter posicionamento de autonomia perante a ANEL, avaliando caso a caso a participação em seus fóruns;
- Participar dos fóruns que organizem os setores de luta, por fora da UNE, representando o CAEFD;
- Posicionamento nas lutas em defesa dos estudantes e contra a UNE;
- Pelo acesso às atividades culturais, contra a nova lei da meia entrada e a volta do monopólio das carteirinhas da UNE.
Cultura
- Realizar o Furdunço da EEFD nos dois semestres de 2009;
- Organizar e realizar junto à Cia folclórica, ao Comunidança e ao Departamento de Arte Corporal, a festa Junina típica da EEFD, com bandas de forró, apresentação de quadrilhas e comidas típicas;
- Participar da organização da Festa Junina da UFRJ;
- Organizar mesas, convidando debatedores externos e internos, com importantes temas para formação;
- Promover atividades de integração com manifestações culturais, junto ao Folclore e ao Comunidança, por exemplo;
- Organizar e apoiar atividades de integração dos estudantes.
Mundo do trabalho
- Defender a regulamentação do TRABALHO e manter a luta contra o sistema CONFEF/CREFs;
- Posicionar-se contra qualquer reforma que venha de encontro a regulamentação do trabalho;
- Apoiar as lutas reais por aumento salarial e direito dos trabalhadores.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Moção de apoio à chapa Mistura Ideal
Debate entre as chapas concorrentes ao DAEQ-UFRJ
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Reunião do MQVCTNC na EEFD-UFRJ
terça-feira, 7 de julho de 2009
Assembléia dos Estudantes do IEFD-UERJ
A entrega se realizou após as 12h30, inviabilizando sua realização neste horário. Porém, cabia ao mesmo (CA), “proceder imediatamente” à solicitação, convocando o mais rápido possível a Assembléia.
A resposta do mesmo foi que eles esperariam uma reunião do CA para discutir um horário e datas cabíveis, passando por cima do próprio estatuto!
Assim, a comissão eleitoral se adiantou e marcou a Assembléia para DIA 8 DE JULHO (QUARTA) ÀS 12H, numa sala antes do blindex do IEFD....
ASSIM, CONVIDAMOS TODOS E TODAS MAIS UMA VEZ PARA PARTICIPAR DESTA ASSEMBLÉIA... VOCÊ, SUA OPINIÃO E PARTICIPAÇÃO NESTE PROCESSO SÃO ESSENCIAIS!
domingo, 5 de julho de 2009
Reunião e Arraiá QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA
Depois da reunião, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa realizou o seu ARRAIÁ, que contou com a animação da galera e muita comida típica. Com o forró tomando conta da trilha sonora da festa, foram arrecadados fundos para organizar as atividades no próximo semestre. Foram realizadas cinco rodadas de bingo, com diversos prêmios e a arrecadação foi dividida entre o Movimento e o Abrigo de Animais gerenciado pela Professora Marilene Dutra. Aproveitamos a oportunidade para realizar o sorteio das rifas que foram vendidas ao longo do primeiro semestre. Os prêmios foram repassados para os vencedores: uma Agenda Poética 2009 e um livro "Por uma Política de Classe".
domingo, 28 de junho de 2009
Chapa 4 - QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para o CAEFALF-UERJ
ALBERTO LATORRE DE FARIA
- CAEFALF / UERJ –
Quem Vem Com Tudo Não Cansa - CHAPA 4
A seguir está a Carta Pré-Programa de nossa chapa para a Gestão 2009 do CAEFALF / UERJ. Construímos esse material após alguns meses de discussão entre alguns/umas estudantes do curso de Educação Física da UERJ juntamente com a participação de outros estudantes de vários cursos da própria Universidade e demais Instituições.
NOSSA UNIVERSIDADE DENTRO DE UMA SOCIEDADE
Além de manter 54 cursos de graduação e 32 de pós-graduação, a UERJ desenvolve importantes projetos de pesquisa e extensão, cumprindo assim um papel importante, mas não único na sociedade. Neste sentido, é fundamental a compreensão do momento por que passa esta Universidade e conseqüentemente o Instituto de Educação Física e Desportos, ambos localizados dentro de uma realidade muito mais ampla.
Os números, segundo o IBGE, revelam mais de 1 milhão de demissões e o fechamento de mais de 700 mil postos de trabalho. Portanto, não podemos deixar de reconhecer que passamos por um momento de crise mundial onde todas as esferas e setores do sistema mundial sofrem de uma forma ou de outra. Com a Universidade não poderia ser diferente!
Especificamente no campo da Educação, incide um corte R$2 bilhões para o orçamento de 2009, agravando o já recorrente problema da falta de verbas. Seguramente, este corte se reflete no agravamento dos problemas estruturais nas escolas e universidades, vide o último susto ocorrido na manhã de sexta-feira, dia 26 de junho. Por volta das 9h30 um aparelho de ar condicionado pegou fogo, causando um princípio de incêndio na Universidade. Esta é mais uma prova de que a UERJ está a cada dia se desmanchando.
A falta de um bandejão, de ônibus inter campi, de um local apropriado para eventos culturais estudantis, assim como a diminuição da quantidade de bolsas, na maioria das vezes, inviabiliza uma formação humana digna de uma Universidade ainda Pública.
Em contrapartida, já há verbas públicas, do BNDES, destinadas a socorrer da crise os empresários da educação, os tubarões do ensino privado – setor no qual as mensalidades não param de subir, onerando ainda mais os estudantes. Neste momento também nos perguntamos sobre a União Nacional dos Estudantes (UNE). Esta entidade que deveria nos representar encontra-se totalmente ausente do dia-a-dia das lutas e se transformou efetivamente na “Juventude do Mensalão”, auxiliando o Governo nos ataques à Universidade e à Educação.
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS: reflexo da Universidade
Entender as partes como resultado do todo: condição básica que estrutura a Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa. O que queremos dizer com isso?
Apesar de ser pouco veiculado, nós temos hoje em dia uma realidade desordenada na UERJ: dissociação entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Isso significa condições de estudo e trabalho cada vez piores. Professores fantasmas, currículos limitados e direcionados, cobranças por serviços inerentes à Instituição (pós-graduações pagas ao invés de gratuitas), bolsistas trabalhando em regimes surreais... Enfim. Dizer que esse cenário não se reflete no IEFD seria demagogia de nossa parte. Inclusive podemos perceber dentro da própria comunidade acadêmica da UERJ como também do IEFD os que se calam diante disso.
Porém, não cabe a nós estudantes o papel de denúncias mecânicas, sem apontar em nossas inquietações o conteúdo político que circunda todo o processo.
Para tanto, entendemos ser precedente um Centro Acadêmico que leve o conjunto dos estudantes a entender qual o REAL papel da Universidade Pública.
Uma Instituição nos marcos da UERJ assim como o seu Instituto de Educação Física e Desportos não podem se render à lógica mercadológica onde a Educação é tratada como mera mercadoria, onde a pesquisa é negociada como se fosse um produto qualquer que gerará lucros exorbitantes a determinado Laboratório ou Professor/a.
Precisamos responder ao nível o desafio que por hora nos é colocado: reorganizar as lutas do Movimento Estudantil dentro do IEFD / UERJ, como conseqüência é claro de toda uma reorganização do conjunto do Movimento Estudantil a nível Nacional.
Propomos, portanto, a Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa como alternativa necessária capaz de unificar as necessidades diárias dos estudantes dessa Instituição, potencializando assim a retomada do Centro Acadêmico de Educação Física Alberto Latorre de Faria ao cenário de lutas nacional.
É nosso papel, nossa tarefa, nosso desafio: Vamos Com Tudo Sem Cansar!
Nesse sentido, nós componentes da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa, solicitamos moções de apoio das Entidades (ExNEEF, C.As / D.As ), Estudantes e Professores/ as de forma a legitimar ainda mais nossa atuação combativa dentro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Fórum Estudantil discute sobre o Congresso da UNE
No próximo mês, em Brasília, ao longo dos dias 15, 16, 17 e 18, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promoverá seu 51º Congresso, no qual universitários eleitos nas universidades, chamados de delegados, representarão os alunos das instituições na escolha da nova diretoria da entidade. O modelo de pleito vigente desde 2006, organiza o processo da seguinte maneira: a cada 1.000 estudantes com matrículas ativas, o movimento estudantil da instituição de ensino tem o direito de enviar um delegado votante que também poderá ser eleito no congresso. A FOLHA DIRIGIDA perguntou a alguns representantes de Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE) e de Centros Acadêmicos (CA) de universidades se consideram democrática as eleições da diretoria da UNE. Confira abaixo:
"A UNE cortou o vínculo com seus representados nas universidades. Também acaba sendo um instrumento do governo. Não concordamos com a atual diretriz. A diretoria da UNE não representa os estudantes. O termo democrático é muito amplo, portanto vejo como solução a eleição direta nas instituições. Eleição via delegado é complicado porque muitas instituições de ensino não conseguem financiar os estudantes. Esse modelo ja provou que gera a eleição de pessoas descompromissadas com o que os estudantes querem. Muitos nem entendem como essa eleição funciona. A situação é tão complicada, que esse modelo fechado, causa desânimo e desestímulo nos estudantes. Há um investimento forte de partidos políticos em estudantes que vão ao congresso via UJS. O modelo atual não comporta o verdadeiro voto da maioria dos universitários."
"Na verdade, o modelo atual é feito por representação de delegados. Por exemplo, a Uerj faz uma eleição de chapas e manda osrepresentantes eleitos proporcionalmente. Nesse caso, o estudantes não têm o poder de voto diretamente para escolha da diretoria da UNE. Com certeza, se a entidade é democrática deveria seguir o modelo de voto direto. Isso reflete nas atividades da entidade, que acaba fugindo um pouco da responsabilidade de defender não só assuntos relativos à educação, mas sobretudo, das grandes questões nacionais as quais antigamente a UNE se colocava, como o caso do petróleo. Houve uma queda não só ao discutir a educação, mas das questões de importância nacional."
"Rompemos com a UNE por não considerar um instrumento de representação dos estudantes. Por toda a estrutura da UNE e o fato de não ser democrática nas votações e nos congressos, o Centro Acadêmico (CA) de Educação Física e Dança da UFRJ, do qual faço parte, rompeu com a UNE via plebiscito. Consideramos a UNE como um instrumento facilitador do governo federal ao implantar políticas nas universidades. Os diretores da UNE são eleitos pelo setor majoritário, a União da Juventude Socialista (UJS), há 20 anos. A burocratização da UNE vem desde a década de 90. Os representantes da UNE tentam uma aproximação, mas não há argumentos para debate, pois são favoráveis às políticas governistas, enquanto a maioria dos estudantes vão contra. A UNE é favorável a toda a situação precária na qual as universidades se encontram."