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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Eleições CAEFD – Gestão 2011

Nos dias 16, 17 e 18 de Novembro, aconteceram as eleições para o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ (CAEFD-UFRJ). Esse ano apenas uma chapa concorreu ao pleito. Apesar de ser chapa única, o processo foi muito importante como parte das lutas travadas ao longo do ano.

Nós, da Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa, fizemos do processo eleitoral um momento importante de debate sobre o projeto de Universidade que defendemos. Atrelando as lutas especificas como a construção Imediata do Prédio Anexo da Dança, Reabertura da Sala de Musculação, contratação de professores e funcionários ao debate sobre a reforma universitária, conseguimos dar mais um passo na construção pela base da nossa entidade.

O enfrentamento ao REUNI, o debate de boicote ao ENADE e a necessidade de nos armarmos para os ataques que estão por vir foram a tônica da campanha da nossa chapa que conta com 55 integrantes. Além disso, levamos o debate de que, para enfrentarmos os ataques, necessitamos de um sólido movimento estudantil, independente de governos, que consiga potencializar e unificar as lutas em nível nacional. Infelizmente, sabemos que quem deveria cumprir esse papel – a UNE – hoje defende todos os projetos do governo; por isso, nossa luta também passa por enfrentar o braço do governo no movimento estudantil: precisamos construir uma Nova Entidade Estudantil!

O debate da nossa formação também teve um papel central em nossa campanha. Há algum tempo estamos junto com a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física (ExNEEF) tocando a Campanha “Educação Física é uma só! Formação Unificada Já!”, sendo assim, lutando contra a divisão do curso de Educação Física.

Resultado das Eleições:

Total de Votos: 501

Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa: 497 votos

Nulos: 3

Branco: 1

Sigamos na Luta!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Texto da Professora Vera Salim em apoio à Chapa 4 Revida, Minerva!

Sobre as eleições 2010 para o DCE Mário Prata - UFRJ


Aos que virão depois de nós
Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.

B. Brecht


Caros alunos:

Nos dias 29-30/06 e 01/07 ocorrerá mais uma eleição para o DCE, Diretório Central de Estudantes da UFRJ.
Como todos sabem apóio a Chapa 4, REVIDA MINERVA.
Tenho bons e consolidados motivos e argumentos para esta escolha, referendada numa prática de colaboração conjunta desde 2002.
Mas.... não escrevo para pedir votos e sim reflexão.
Citando Brecht, poeta preferido, não me furto da tarefa de falar “para os que virão depois de nós”, motivo maior do meu exercício do magistério com tanta
paixão.
Jamais serei indiferente, especialmente quando se trata de refletir e procurar rumos para a universidade pública e lutar para transformar a dura realidade que nos cerca.
Ao longo de toda minha vida como professora, na área de ciências exatas, especialmente nas aulas de Metodologia Científica tentei, sempre,
enfatizar que o futuro se constrói com reflexão crítica e ação transformadora sobre o presente.
Muro da vergonha na Linha Vermelha, HU desabando, salas superlotadas, mega eventos esportivos alienantes, assaltos, medo pairando sobre nossas cabeças nas mais simples ações cotidianas, empilhamentos diários nos nossos transportes coletivos, etc., são faces da mesma moeda: o modelo de sociedade vigente.
A eleição do DCE deveria e deve cumprir o papel de ser um importante momento de debate, reflexão, e participação estudantil na vida da UFRJ.
Momento de questionar a universidade em que estudamos e entender que aqui devemos exercitar nossa potencialidade de intervenção transformadora. Temas que tanto procurei trabalhar com vocês em sala de aula, especialmente de Metodologia Científica!
Assim, lamento que a atual gestão do DCE, Chapa 2, tenha escolhido momento tão impróprio para eleição fazendo uma eleição apressada no final do período, em momento de Provas e COPA do MUNDO.
Por quê? A quem interessa desperdiçar este momento e realizar uma eleição tão importante para este difícil momento da UFRJ, no final de período, entre provas, Copa e esvaziamento das salas de aula? Queremos inibir os debates, questionamentos e reflexão? Apostamos em campanhas de festas, cervejas e que vençam os cartazes mais bonitos, as campanhas mais ricas, as maiores chopadas? Vamos aqui reproduzir os processos eleitorais que tanto criticamos?
Merecemos muito mais do que isto na nossa universidade, a maior universidade federal do Brasil!
Como então escolher a melhor chapa, num processo eleitoral desta natureza? Prevalece o critério de avaliação da prática, que deve sempre referendar modelos em análise e seus postulados teóricos.
Prevalece o questionamento correto e a busca de respostas certas para perguntas certas. O que foi feito na atual gestão? Como foi feito? Que propõem os que querem mudar?
Porque chapas que se dizem de mudança como a chapa 3, ainda estão na UNE, hoje fábrica de carteirinhas e sustentação de políticas educacionais que precarizam a universidade?
As chapas 1 e Chapa 5, nem merecem minha análise, uma vez que claramente não se colocam no campo progressista dos que querem mudanças reais. Ambas estão a serviço do modelo de educação excludente (chapa 5) e de precarização da universidade (chapa 1).
Queremos assistência estudantil? Qual? Queremos cotas? Quais? Quem fez o debate de cotas? Porque não se tem coragem de debater esta questão tão delicada? Poderia aqui enumerar um número infinito de perguntas que precisaram ser formuladas e debatidas neste processo eleitoral.
Uma importante reflexão final:
Interessa-me mostrar que metodologia científica, pensada como um método de busca da verdade numa realidade objetiva deve ser aplicada em todas as situações. Metodologia: um conjunto de leis e procedimentos que nos permite ter um método correto de análise da realidade. O uso de um método correto nos permite chegar com segurança a um modelo de validação da verdade objetiva que sim, deve sempre ser validado e referendado experimentalmente. Processo bem mais difícil, nas ciências sociais do que nas exatas.
Mas aqui ainda cabe a máxima do materialismo dialético; as chapas não são o que elas dizem. As chapas são o que elas fazem.
Assim pensando estaremos aplicando o método materialista que busca no resultado experimental a comprovação do discurso/modelo teórico. Por isto tenho sempre apoiado a Chapa 4, REVIDA MINERVA, uma chapa com uma correta e referendada prática política.
Acreditando que a universidade pública é, ainda, o espaço de realizar uma educação transformadora fica meu pedido: pensem e debatam antes de
votar!
Fazendo isto vocês estarão usando a reflexão e o potencial transformador a serviço da manutenção e preservação da universidade pública,
espaço de produção de saber e reflexão e não fábrica de diplomas e gestores empreendedores.
Pensem antes de votar e votem no melhor!

Carinhosamente,

Profa. Vera Salim
COPPE/UFRJ

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Avaliação das eleições do CAEFD-UFRJ

Nos dias 3, 4 e 5 de novembro ocorreram as eleições para o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança (CAEFD – UFRJ), onde três chapas concorreram ao pleito:

Chapa 1- Estudantes Unidos;
Chapa 3- Reformas Já; e
Chapa 4- Quem Vem Com Tudo Não Cansa

Nas propostas das chapas, as diferenças eram visíveis: a Chapa 3 - Reformas já - com a proposta de organizar festas e eventos para melhorar a estrutura da EEFD, abrindo margem para a privatização; a chapa 1 -Estudantes Unidos - com a proposta de melhorar os problemas estruturais da EEFD, escondendo o debate da reforma universitária e do decreto do Reuni do governo Lula/PT, ou seja, as mesmas práticas do velho movimento estudantil ligado à União Nacional dos Estudantes, que caminha ao lado do governo. Nossa Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa - que luta contra a reforma Universitária, contra o decreto do Reuni, pela democratização do ensino superior de forma pública, gratuita e de qualidade e com toda produção a serviço da classe trabalhadora e pela criação de uma nova entidade estudantil que lute por fora e contra a UNE.

Mais do que a vitória do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, com uma expressiva representação de 566 votos, contra 77 da chapa 1 e 13 da chapa 3, foi a incorporação dos estudantes da EEFD, apoiando a chapa que luta contra a Reforma Universitária e o Reuni de Lula/PT, contra a regulamentação da profissão e o sistema CONFEF/CREFs, contra a fragmentação curricular dos cursos de Educação Física.

A defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, a serviço dos trabalhadores, é uma bandeira pertinente e coerentemente implementada pelas sucessivas gestões do CAEFD desde 2003.

Essa expressiva vitória qualifica o trabalho da gestão do MQVCTNC na luta contra todo o processo de sucateamento do ensino e da Universidade pública, que atualmente se materializa por meio do decreto do Reuni e com a aprovação do Plano Diretor pela Reitoria da UFRJ, também de forma truculenta e autoritária.

Outro dado importante foi o número de alunos que se inseriram, formando nossa chapa com 62 estudantes da EEFD, dos três cursos: Licenciatura em Educação Física, Bacharelado em Educação Física e Bacharelado em Dança, demonstrando o quanto o trabalho já feito e a linha política do MQVCTNC é a mais correta para lutarmos por melhorias e qualidade do nosso ensino.

É importante que, a partir das contradições cada vez mais claras para os alunos da EEFD com o processo de reforma universitária, a nossa gestão dê continuidade a todas as lutas por melhorias da nossa Escola e conseqüentemente da Universidade, elevando as lutas num patamar elevado para que possa se materializar a melhoria da universidade.

Logo, vale ressaltarmos as lutas recentes, como as campanhas pela reforma do teto e mais segurança na UFRJ e outras melhorias estruturais; a realização do IV Simpósio de Educação Física e Dança de forma pública, gratuita e de qualidade com mais de 600 inscrições dos alunos da escola; e a grande participação da UFRJ no ENEEF (Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física), com a maior delegação do encontro elegendo a estudante Vivian Dutra coordenadora Nacional da ExNEEF (Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Resultado das eleições do DAEQ - UFRJ

Segue abaixo o resultado das eleições do Diretório Acadêmico da Escola de Química da UFRJ. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa havia declarado seu apoio à chapa Mistura Ideal, que sagrou-se vencedora. Esperamos atuar conjuntamente nas lutas em defesa da Educação Pública e estamos à disposição para auxiliar o trabalho dos companheiros e companheiras do DAEQ para que fortaleçamos o novo Movimento Estudantil na UFRJ.

Mistura Ideal - 397 votos


REQ - 228 votos

Brancos - 3 votos

Nulos - 1 voto

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Resultado das eleições do CAEFD-UFRJ

O Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ, que representa mais de 1700 estudantes, abrangendo três cursos – Bacharelado em Educação Física, Bacharelado em Dança e Licenciatura em Educação Física – passou por seu processo eleitoral nos dias 3, 4 e 5 de Novembro de 2009, contando com três chapas inscritas:


Chapa 1 - Estudantes Unidos: chapa governista, com cinco integrantes, orientada pelo professor do PCdoB, que defendia as questões de reformas internas, culpabilizando única e exclusivamente a Direção da Escola de Educação Física e Desportos, sem atingir o Governo Lula/PT.

Chapa 3 - Reformas já!: chapa construída por cinco estudantes que se colocavam a favor dos cursos pagos e das privatizações, utilizando a defesa de que "caso beneficie os estudantes da EEFD, está bom".

Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa: chapa composta por 62 estudantes dos cursos de Educação Física e Dança. É a chapa da situação, que tem tocado importantes lutas dentro da EEFD, assim como impulsionado processos de luta na Universidade. Contra o REUNI de Lula/PT, por uma expansão de qualidade, tem puxado a campanha "Revida Minerva", que colocou mais de quarenta estudantes na Sala da Direção para reivindicar que a EEFD tome o posicionamento de ser contra o REUNI e o Plano Diretor da UFRJ. A campanha pelas reformas na EEFD e questões curriculares também se configuram como bandeiras das lutas. Debatemos também o posicionamento contrário a UNE e a necessidade de uma nova entidade estudantil!

O resultado das eleições foi:

Chapa 1 - Estudantes Unidos - 77 votos
Chapa 3- Reforma Já! - 13 votos
Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa - 566 votos
Votos nulos - 2
Votos em branco - 1

Contando com a participação de 659 estudantes, uma importante vitória foi obtida, com mais de 85% dos votos, mantendo a chapa composta pelo Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa na gestão do CAEFD. Demonstram-se, mais uma vez, que os estudantes são contra o REUNI, não reconhecem a UNE, entendem a necessidade de uma nova entidade estudantil e estão descontentes com a situação da UFRJ e da EEFD!

Seguimos em luta!

domingo, 1 de novembro de 2009

Jornal da Chapa 4 para o CAEFD-UFRJ

Olá, estudantes da EEFD! Iniciou-se o processo de eleições para o CAEFD, a entidade representativa dos estudantes da Escola. Nós do Movimento QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA estamos participando desse processo por entender a importância e a necessidade da existência de uma representação ativa e combativa, que lute pelas reivindicações especificas e paute os debates mais gerais - entendendo que não existe uma separação entre esses.
A CHAPA 4 – QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA é composta por 62 estudantes, de Licenciatura em EF, Bacharelado em EF e Bacharelado em Dança. E nesse jornal queremos mostrar o que já conquistamos e nossas propostas que realizaremos juntos a vocês, porque cada um dos estudantes dessa escola integra o CAEFD.
A EEFD que temos... e a EEFD que queremos!

A EEFD passa por uma situação muito difícil: é o teto caindo, sala de musculação fechada, falta de biblioteca e sala de estudos, as salas de dança com os tacos saindo por causa das goteiras, pista de atletismo, campo de futebol e quadras externas em péssimas condições.
Os estudantes sabem que quando chove a situação se agrava ainda mais! É inadmissível pensar que uma unidade da maior Universidade Federal do país esteja nesse estado. Todos esses problemas afetam diretamente nossa formação, quando não podemos utilizar a sala de musculação porque não existe verba para fazer a manutenção dos aparelhos, quando os estudantes não podem usar a pista de atletismo e as áreas externas porque não existe verba para fazer reformas, os estudantes de dança que “vira e mexe” utilizam as salas sem material adequado e acabam se ferindo. Todos esses exemplos servem para ilustrar a precarização da universidade pública.
Para mudar esse cenário entendemos que é necessária a mobilização dos estudantes para pressionar a Direção da EEFD, a Reitoria e o Governo! Não achamos que a saída para esses impasses sejam a privatização e/ou o voluntarismo. Não podemos cair no erro do discurso de que “já que não tem verba, fazemos uma vaquinha e compramos”, porque assim reforçamos a idéia daqueles que hoje comandam a educação, a idéia do corte de verba pra educação publica.
Por isso lançamos nesse ano a campanha da REFORMA DO TETO JÁ! que também inclui reivindicações para todos esses pontos citados anteriormente:
- Reforma do Teto Já!
- Reabertura da sala de musculação, pública e gratuita
- Reforma da pista de atletismo e quadras externas
- Ampliação do horário do LIG
- Reforma das salas de dança e construção do prédio anexo!
- Mais segurança na UFRJ: concursos públicos já!
- Biblioteca e sala de estudos na EEFD
- Por uma expansão de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT
- etc, etc, etc.
Só conquistaremos essas reivindicações através da mobilização dos estudantes! Quanto maior a participação dos estudantes da EEFD mais forte vai ser o CAEFD, o nosso instrumento de luta para alcançarmos vitórias. Você é o CAEFD!
É na luta que se conquista!
Nas ultimas gestões você viu o CAEFD fazer:
* Atos pela Reforma do teto, reabertura da sala de musculação de forma publica e gratuita, reforma na pista de atletismo e nas áreas externas, ampliação do horário do LIG, reforma nas salas de dança, construção do prédio anexo da dança, e toda a nossa pauta de reivindicações

* Realização dos III e IV Simpósios de Educação Física e Dança de forma publica e gratuita, com a discussão de diversos temas como Saúde, Mídia, Corpo, movimento, Universidade, proporcionando aos estudantes espaços de formação acadêmica, cultural e política.

* Organizar e participar intensamente das manifestações contra o Plano Diretor do REUNI! Os estudantes da EEFD incorporaram-se às lutas da UFRJ e nacionais em defesa da universidade pública: queremos expansão de qualidade, contra o REUNI de Lula/PT!

* Quando foi criado o Bacharelado em EF no turno da tarde, a proposta era retirar vinte vagas da Licenciatura. Foi a atuação do Movimento QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA no CEG (Conselho de Ensino e Graduação) que fez com que se abrisse o Bacharelado da tarde e se mantivessem as vinte vagas da Licenciatura!

* Participar dos Encontros Nacionais e Regionais dos Estudantes de Educação Física (ENEEFs e EREEFs) e Encontros Nacionais de Estudantes de Arte (ENEARTEs). No ENEEF deste ano, na USP, a UFRJ esteve presente com a maior delegação do encontro e conseguiu fazer uma coordenadora Nacional, a estudante Vivian Machado Dutra.

* Organizar a Campanha “Armários e Bebedouros na EEFD Já”, que numa manifestação na Congregação garantiu a compra de bebedouros novos para a escola.

* Em 2005, ocupar a Congregação da EEFD (órgão máximo de deliberação da escola), barrar um curso pago de dança e garantir o COMUNIDANÇA, que funciona de forma publica e gratuita com a participação expressiva de estudantes da UFRJ.

* Na próxima gestão, tudo isso e mais: organização do interperíodos, criação de grupos de estudos temáticos, ampliação do CineCAEFD, manutenção da sede do CAEFD, realização dos Furdunços e atividades culturais!
A EEFD FAZ PARTE DA UNIVERSIDADE E DA SOCIEDADE!
QUE UNIVERSIDADE QUEREMOS?
Sucateamento e privatização: ataques à universidade

Os problemas vistos na EEFD são reflexos dos sistemáticos cortes de verbas, complementados pela entrada cada da iniciativa privada na universidade pública. O setor privado, que aparece como a “solução de todos os problemas”, traz na realidade muitos danos: a universidade perde a sua função social, afasta-se da sociedade e passa a ser pautada pelos interesses do mercado, pois produz para aqueles que a financiam, perdendo a sua autonomia e seu papel para a produção de conhecimento crítico. É importante entender que nossa por melhorias na EEFD passa necessariamente pela luta contra as políticas e os agentes que causam esses problemas, contra os cortes de verbas e por financiamento público para a educação pública. - 10% do PIB para a educação!; - Verba pública só para a educação pública!; - Por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e a serviço dos trabalhadores!

Reforma Universitária: um projeto de mercado para a educação pública

Depois de longos anos de cortes sistemáticos de verbas e entrada paulatina do setor privado na universidade, o governo Lula inicia a institucionalização dessa política através do projeto de Reforma Universitária. A Reforma Universitária começou a ser implementada “em fatias” desde 2003. Desde então, foram aprovadas a Lei de Inovação Tecnológica, que permite às empresas privadas utilizarem recursos públicos para a produção de conhecimento privado; o ProUni, que transfere verbas públicas para as universidades privadas; o Sinaes, novo modelo de avaliação institucional pautado por regras de mercado e punição aos cursos; e muitos outros. Nos currículos, a Reforma Universitária se manifesta com a sua orientação para o mercado. Foi o que aconteceu com o nosso curso, dividido autoritariamente entre Licenciatura e Bacharelado com a única finalidade de atender as demandas por lucro. Queremos uma licenciatura ampliada, que nos forme integralmente, como professores para atuação em qualquer área e para a produção de conhecimento!

Reuni, a nova face da Reforma Universitária: precarização maquiada de expansão

A mais nova faceta da Reforma Universitária do governo Lula é o Reuni, implementado via decreto em 2007. Trata-se de um dos maiores ataques contra as universidades públicas, que as transforma em verdadeiros “escolões”. Com a desculpa da expansão de vagas – uma necessidade real e urgente -, o governo utiliza um mecanismo de chantagem e obriga as universidades a dobrarem o número de alunos por sala de aula e oferece, para isso, um complemento de no máximo 20% das verbas de que já dispõem. A “sugestão” é que, para isso, as universidades passem a oferecer cursos rápidos, voltados para o mercado, sem produção de conhecimento. Nós da UFRJ lutamos desde 2007 contra esse projeto, aprovado de maneira autoritária e cujos reflexos se fazem presentes no nosso dia-a-dia. Hoje, esse projeto se materializa na forma do Plano Diretor da UFRJ, voltado para atender as metas do Reuni, contra o qual estamos nos mobilizando diariamente. Queremos expansão, sim, mas de qualidade! Contra o Reuni de Lula/PT!

Para reagir, precisamos de um novo movimento estudantil!
Contra a UNE e por uma nova entidade!

As intensas lutas contra esses projetos de desmonte da universidade pública nos demonstraram algo ainda mais profundo: a nossa geração de estudantes, a que se defronta com esses ataques e tem a tarefa de impedi-los, é a mesma geração que se vê, na luta, sem um instrumento capaz de levá-las às suas últimas conseqüências. Isso porque a UNE, entidade que deveria nos representar, passou definitivamente pro lado do governo Lula e apóia todos os seus projetos. Quando, em 2007, dezenas de reitorias estavam ocupadas contra o Reuni, não tínhamos um instrumento para unificar essas mobilizações. A UNE, por sua vez, ia para a mídia criminalizar nosso movimento. Por isso, estamos empenhados na construção de um novo movimento estudantil, que lute por fora e contra a UNE, inimiga dos estudantes, e construa uma nova entidade capaz de impulsionar nossas lutas!

sábado, 24 de outubro de 2009

Programa da chapa para o CAEFD-UFRJ gestão 2010

Entre os dias 3 e 5 de novembro, os estudantes da EEFD-UFRJ escolherão a gestão do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança para o ano de 2010. Três chapas concorrem ao pleito. Segue abaixo o programa da chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA!

Programa de chapa para gestão 2010


Nome da chapa: Quem Vem Com Tudo Não Cansa!


Comunicação

- Confeccionar e distribuir o jornal “O DARDO” bimestralmente;
- Atualização do Blog do CAEFD, com textos informativos sobre a situação da EEFD, da UFRJ e das Universidades do Brasil;
- Atualizar o perfil do orkut com fotos dos Furdunços, festas Juninas, atos e espaços nacionais que o CAEFD participar;
- Manutenção atualizada da lista de discussão;
- Atualização dos murais de frente ao CAEFD e ao lado da xerox.

Infra-estrutura

- Manutenção física da sede do CAEFD;
- Controlar e armazenar memorandos, finanças e viagens;
- Discutir e construir estatuto do CAEFD;
- Participar das reuniões de Congregação e Departamentais como representação do corpo discente.

Ensino, pesquisa e extensão

- Construção da recepção de calouros com mesas de debates sobre universidade e questões pertinentes à educação física e à Dança;
- Retomar o CINE CAEFD, com rodas de discussão após o término dos filmes;
- Reivindicar mais bolsas acadêmicas, tanto de pesquisa e extensão quanto de auxílio;
- Apoiar o Comunidança e estimular e apoiar a criação de novos projetos públicos, gratuitos e de qualidade;
- Defesa pela segurança no campus com abertura de concurso para os cargos da DISEG.

UFRJ

Articular junto ao DCE, APG e setores de luta:

1. Pela inauguração do Bandejão Central;
2. Pela não implementação do REUNI, reivindicando na Reitoria, nos Centros e nas Unidades;
3. Contra o REUNI, a Reforma Universitária e qualquer Reforma que sucateie e/ou privatize a educação;
4. Contra o plano diretor do REUNI;
5. Por uma expansão universitária que garanta qualidade de ensino e verbas públicas para o sustento da mesma;
6. Pela contratação de professores e funcionários efetivos, através de concursos;
7. Por mais bolsas acadêmicas e Assistência estudantil e pelo reajuste de seus valores;
8. Pela segurança no campus da UFRJ, abertura de concurso para os cargos da DISEG;
9. Pelo aumento de recursos públicos para a educação pública;
10. Pela abertura efetiva dos banheiros da dança, assim como distribuição e manutenção de bebedouros;
11. Reivindicar reformas estruturais, como a construção e manutenção de uma sala de estudos, reformas em todos os vestiários, funcionamento da academia, reforma no teto, reforma nas quadras externas e pista de atletismo, funcionamento integral das secretarias, direção e LIG.
12. Reivindicar que os professores dêem suas aulas;

Movimento Estudantil

- Participação na comissão organizadora do X Encontro Regional de Estudantes de Educação Física, que ocorrerá na UFRRJ;
- Garantir ônibus para a participação dos Estudantes no Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física, que ocorrerá na UFC;
- Participar dos eventos de deliberação da ExNEEF e da FENEARTE, dos Conselhos de CAs da UFRJ e convocar Assembléias na EEFD;
- Manter posicionamento de autonomia perante a ANEL, avaliando caso a caso a participação em seus fóruns;
- Participar dos fóruns que organizem os setores de luta, por fora da UNE, representando o CAEFD;
- Posicionamento nas lutas em defesa dos estudantes e contra a UNE;
- Pelo acesso às atividades culturais, contra a nova lei da meia entrada e a volta do monopólio das carteirinhas da UNE.

Cultura

- Realizar o Furdunço da EEFD nos dois semestres de 2009;
- Organizar e realizar junto à Cia folclórica, ao Comunidança e ao Departamento de Arte Corporal, a festa Junina típica da EEFD, com bandas de forró, apresentação de quadrilhas e comidas típicas;
- Participar da organização da Festa Junina da UFRJ;
- Organizar mesas, convidando debatedores externos e internos, com importantes temas para formação;
- Promover atividades de integração com manifestações culturais, junto ao Folclore e ao Comunidança, por exemplo;
- Organizar e apoiar atividades de integração dos estudantes.

Mundo do trabalho

- Defender a regulamentação do TRABALHO e manter a luta contra o sistema CONFEF/CREFs;
- Posicionar-se contra qualquer reforma que venha de encontro a regulamentação do trabalho;
- Apoiar as lutas reais por aumento salarial e direito dos trabalhadores.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Moção de apoio à chapa Mistura Ideal

REVIDA DAEQ



O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa presta apoio à Chapa Mistura Ideal por acreditar no trabalho que irão desenvolver no Diretório Acadêmico da Escola de Química para torná-lo uma grande referência do valor dos estudantes para a sociedade e a universidade pública. Por princípio, tocam a verdadeira construção ampla e participativa da mobilização no âmbito do dia-a-dia ao pautar o carinho pela Escola de Química e a luta por sua melhoria. Acreditamos que a Chapa Mistura Ideal é a alternativa para a construção de um DAEQ identificado com a realidade dos estudantes, capaz de impulsionar as necessárias lutas por melhoria das condições de ensino, em defesa da assistência estudantil e da universidade pública de qualidade.

domingo, 28 de junho de 2009

Chapa 4 - QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para o CAEFALF-UERJ

ELEIÇÕES PARA O CENTRO ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
ALBERTO LATORRE DE FARIA
- CAEFALF / UERJ –


Quem Vem Com Tudo Não Cansa - CHAPA 4



A seguir está a Carta Pré-Programa de nossa chapa para a Gestão 2009 do CAEFALF / UERJ. Construímos esse material após alguns meses de discussão entre alguns/umas estudantes do curso de Educação Física da UERJ juntamente com a participação de outros estudantes de vários cursos da própria Universidade e demais Instituições.


NOSSA UNIVERSIDADE DENTRO DE UMA SOCIEDADE

Além de manter 54 cursos de graduação e 32 de pós-graduação, a UERJ desenvolve importantes projetos de pesquisa e extensão, cumprindo assim um papel importante, mas não único na sociedade. Neste sentido, é fundamental a compreensão do momento por que passa esta Universidade e conseqüentemente o Instituto de Educação Física e Desportos, ambos localizados dentro de uma realidade muito mais ampla.

Os números, segundo o IBGE, revelam mais de 1 milhão de demissões e o fechamento de mais de 700 mil postos de trabalho. Portanto, não podemos deixar de reconhecer que passamos por um momento de crise mundial onde todas as esferas e setores do sistema mundial sofrem de uma forma ou de outra. Com a Universidade não poderia ser diferente!

Especificamente no campo da Educação, incide um corte R$2 bilhões para o orçamento de 2009, agravando o já recorrente problema da falta de verbas. Seguramente, este corte se reflete no agravamento dos problemas estruturais nas escolas e universidades, vide o último susto ocorrido na manhã de sexta-feira, dia 26 de junho. Por volta das 9h30 um aparelho de ar condicionado pegou fogo, causando um princípio de incêndio na Universidade. Esta é mais uma prova de que a UERJ está a cada dia se desmanchando.

A falta de um bandejão, de ônibus inter campi, de um local apropriado para eventos culturais estudantis, assim como a diminuição da quantidade de bolsas, na maioria das vezes, inviabiliza uma formação humana digna de uma Universidade ainda Pública.

Em contrapartida, já há verbas públicas, do BNDES, destinadas a socorrer da crise os empresários da educação, os tubarões do ensino privado – setor no qual as mensalidades não param de subir, onerando ainda mais os estudantes. Neste momento também nos perguntamos sobre a União Nacional dos Estudantes (UNE). Esta entidade que deveria nos representar encontra-se totalmente ausente do dia-a-dia das lutas e se transformou efetivamente na “Juventude do Mensalão”, auxiliando o Governo nos ataques à Universidade e à Educação.



INSTITUTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS: reflexo da Universidade

Entender as partes como resultado do todo: condição básica que estrutura a Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa. O que queremos dizer com isso?

Apesar de ser pouco veiculado, nós temos hoje em dia uma realidade desordenada na UERJ: dissociação entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Isso significa condições de estudo e trabalho cada vez piores. Professores fantasmas, currículos limitados e direcionados, cobranças por serviços inerentes à Instituição (pós-graduações pagas ao invés de gratuitas), bolsistas trabalhando em regimes surreais... Enfim. Dizer que esse cenário não se reflete no IEFD seria demagogia de nossa parte. Inclusive podemos perceber dentro da própria comunidade acadêmica da UERJ como também do IEFD os que se calam diante disso.

Porém, não cabe a nós estudantes o papel de denúncias mecânicas, sem apontar em nossas inquietações o conteúdo político que circunda todo o processo.

Para tanto, entendemos ser precedente um Centro Acadêmico que leve o conjunto dos estudantes a entender qual o REAL papel da Universidade Pública.

Uma Instituição nos marcos da UERJ assim como o seu Instituto de Educação Física e Desportos não podem se render à lógica mercadológica onde a Educação é tratada como mera mercadoria, onde a pesquisa é negociada como se fosse um produto qualquer que gerará lucros exorbitantes a determinado Laboratório ou Professor/a.

Precisamos responder ao nível o desafio que por hora nos é colocado: reorganizar as lutas do Movimento Estudantil dentro do IEFD / UERJ, como conseqüência é claro de toda uma reorganização do conjunto do Movimento Estudantil a nível Nacional.

Propomos, portanto, a Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa como alternativa necessária capaz de unificar as necessidades diárias dos estudantes dessa Instituição, potencializando assim a retomada do Centro Acadêmico de Educação Física Alberto Latorre de Faria ao cenário de lutas nacional.

É nosso papel, nossa tarefa, nosso desafio: Vamos Com Tudo Sem Cansar!


Nesse sentido, nós componentes da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa, solicitamos moções de apoio das Entidades (ExNEEF, C.As / D.As ), Estudantes e Professores/ as de forma a legitimar ainda mais nossa atuação combativa dentro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nota de repúdio ao Movimento Correnteza

Ao longo do processo eleitoral para a escolha da próxima gestão do DCE Mario Prata, acompanhamos, com pesar, algumas práticas atrasadas para o Movimento Estudantil combativo e de luta. Os/as estudantes que compuseram a chapa 3, Correnteza, que estiveram ao lado do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa em diversos momentos da luta contra o REUNI e contra a paralisia da gestão De Que Lado Você Samba durante a aprovação do Plano Diretor, lançaram mão de práticas autoritárias e oportunistas, forçando-nos a apresentar uma ligeira avaliação:

a) inicialmente, diversos documentos de estudantes foram entregues para inscrição da chapa sem que os mesmos soubessem de tal finalidade;
b) em nome da luta em defesa do Bandejão do CT/CCMN, ludibriaram funcionários da copiadora da Escola de Química ao rodar gratuitamente diversas cópias para a campanha da chapa na UFRJ e para a campanha da chapa para o CoNUNE na UFF;
c) a chapa Correnteza se auto-intitulou como a única que lutou em defesa do Bandejão do CT/CCMN (reproduziram a postura que questionaram em 2007 quando a chapa De Que Lado Você Samba se auto-intitulava como a chapa de luta contra o REUNI e da ocupação da Reitoria);
d) apresentaram a defesa de disputa do Plano Diretor como se a conquista do Moscão fosse devido ao fim dos "puxadinhos" e outras balelas da Reitoria, quando na verdade ocorreu por conta das palavras de ordem dos estudantes, em defesa da assistência estudantil, permanência e alimentação;
e) renegaram seus cargos no DCE e apresentaram o discurso oportunista de que somos da situação da útlima gestão (enquanto isso, mantêm seus cargos na União Nacional dos Estudantes e não se reivindicam enquanto situação da mesma);
f) um dos integrantes da chapa 3, o estudante Esteban (Física) agrediu fisica e verbalmente um membro de nossa chapa no dia 5 de maio.

Fazemos a auto-crítica devido à provocação realizada pelo estudante Daniel Hoefle (Engenharia Química) ao Esteban, mas em NADA justifica a utilização de força física diante da situação. Repudiamos, portanto, as práticas emanadas pelo Movimento Correnteza, práticas estas que condizem com o Movimento Estudantil retrógrado.

Seguiremos na luta pelo fortalecimento do novo Movimento Estudantil e conclamamos os colegas do Movimento Correnteza para que avaliem, revejam e modifiquem as práticas equivocadas relatadas acima.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Reunião da chapa 4 para eleições do CAPED-UFRJ

Nesta sexta-feira (15/05) às 17h na Faculdade de Educação, faremos uma reunião do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa - chapa 4 - para as eleições do Centro Acadêmico de Pedagogia (ponto de encontro: em frente à sala do CAPED).

Discutiremos sobre a participação no Congresso Nacional de Estudantes, a nossa atuação nas eleições, a confecção de materiais para a campanha eleitoral e demais questões que envolvem a Pedagogia e a UFRJ.

É importante que todos estejam presentes para contribuir e intervir nesse processo de exposição da nossa concepção de Educação e de organização de uma entidade representativa dos estudantes.

As eleições ocorrerão nos dias 26, 27 e 28 de Maio.

Quem não estiver como integrante de chapa e quiser participar como apoio, pode enviar o nome completo para incluirmos.

sábado, 9 de maio de 2009

Quando só o radical caminha*

*Texto de apoio à chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA
durante as eleições para o DCE Mario Prata
Professor Ricardo Kubrusly
Entre os vários tempos que a vida nos revela, todos são sempre de lutas, o que muda, o que os diferencia, é a esperança de mudanças que essas nossas lutas permanentes vislumbram. A velocidade com que caminhamos em direção a um mundo justo e coletivo, que às vezes pode até ser negativa, essa sim varia, dependendo dos tempos e da força de verdade que trazemos conosco.

Dois tempos, no entanto, se destacam em meio ao emaranhado das várias possibilidades de luta. O primeiro é quando tudo, dominado pela simulação, suas farsas e imitações de realidades, já nos parece estabelecido, feito de um futuro inexorável, imutável, inerte. O segundo é ditado pelo calor das lutas e das idéias em chamas que nos sufoca e delibera. Entre esses dois extremos o do imobilismo e o da revolta, entre a calma e o movimento, milhões de cenários intermediários sugerem, e as vezes permitem, diferentes estratégias que, umas mais outras menos, contribuem na busca, no desvelamento e na construção desse mundo possível e melhor.

O que acabamos por perceber, por meio das várias histórias que escrevemos, é que a maioria dos tempos vividos, quase sempre, são combinações dos dois tempos extremos, o da calma e o do movimento, que se alternam mas não se misturam, nos deixando mais entre as batalhas e as desilusões, estas causadas pelos momentos de inércia, do que em um emaranhado de possibilidades e nuanças sociais no qual várias estratégias se apresentariam como possíveis.

As histórias que escrevemos, quando lidas, também nos ensinam o que existe de semelhante entre esses dois tempos de extremos; é que tanto no conflito deflagrado quanto na depressão alienada, só o radical caminha. É da força gerada por convicções e sonhos que se constrói uma caminhada radical. Há que querer mudar mais do que apenas dizer querer mudar. É quando se percebe que conciliações e conchavos com o poder estabelecido, (como os que são hoje compactuados em todas as esferas decisórias deste planeta envergonhado, pelos dirigentes de nossas instituições e pseudo-movimentos), não gera mudanças, mas sim, perpetua, agiganta e cristaliza esse mesmo poder; é quando se percebe que o novo ainda é o mesmo velho de sempre, que nossas convicções e sonhos se estabelecem e se fortalecem.

Hoje na UFRJ, e fora dela, vivemos épocas de descrenças nas instituições, no poder revolucionário das políticas e mesmo na nossa capacidade de levar a cabo mudanças sociais verdadeiras. Parece que o mundo já esta dado e que as terríveis injustiças dentro e fora dos nossos campi são imutáveis, que resta pouco, ao jovem, ao estudante, além de estudar somente, estudar calado, invisível, se conformando quieto, imóvel perante esse mundo que nos cerca injusto e previamente concebido. Sorte, dizemos sem pensar, dos que nos dominam e azar o nosso e do nosso mundo desacreditado.

Mais do que simplesmente participar das eleições estudantis que se aproximam, é hora e é preciso caminhar para uma escolha e uma participação radical. A Chapa 4 “Quem Vem Com Tudo Não Cansa”, entre as que ora se apresentam para o pleito é a única que traz nos seus estudos históricos e ações permanentes o espírito radical que necessitamos nesse momento apático. É nossa opção por mudanças verdadeiras e não podemos nos perder de nossa hora.

domingo, 26 de abril de 2009

JORNAL DA CHAPA 4

A partir de amanhã, 27/04, a chapa 4 passará nas salas de aula de toda a UFRJ para apresentar seu jornal de campanha. Segue abaixo o conteúdo. Mande você também o nome para a lista de apoio! De 5 a 7 de maio na UFRJ é CHAPA 4 e PROPORCIONALIDADE!
















Enfrentar a crise com
o novo movimento
estudantil


Nós da Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa! nos unimos por acreditar que a UFRJ passa por um momento decisivo, que exige dos estudantes a construção de uma sólida resposta em defesa da educação e de nossos direitos. Todo estudante da UFRJ sabe muito bem o que é deparar-se diariamente com os reflexos dos cortes de verbas para a educação: falta de professores, salas de aula superlotadas e em péssimo estado de conservação, falta de laboratórios e bibliotecas, reduzido número de bolsas e atrasos no seu pagamento, insuficiência da assistência
estudantil e vários outros problemas fazem parte do nosso cotidiano.

A situação se agrava com o aprofundamento da crise econômica internacional, que já atinge em cheio o Brasil. Ao mesmo tempo em que milhões do dinheiro público são utilizados para salvar empresários e banqueiros da falência, o Ministério da Educação sofre um corte de 10% em seu orçamento, o que nos atinge diretamente. Na UFRJ, os efeitos da crise se somam à implementação desastrosa do Reuni. Desde 2007, já alertávamos: expansão de qualidade se faz com mais verbas, mais professores e estrutura, e não através de chantagem. Agora, observamos novos alunos e cursos sofrendo diretamente as conseqüências da adesão da UFRJ ao projeto de Lula.


Para se contrapor a tudo isso, é fundamental que todos nós nos mobilizemos em defesa de uma UFRJ de qualidade. Para tal, a entidade que representa todos os estudantes da Universidade precisa estar organizada em torno de reivindicações e propostas consistentes, capazes de unificar e ampliar as lutas dos estudantes. De nosso ponto de vista, a última gestão do DCE deixou muito a desejar nesse sentido. Construída a partir de uma “unidade” artificial, esteve paralisada no segundo semestre do ano passado, quando a Reitoria empurrou o Plano Diretor do Reuni goela abaixo dos estudantes. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa impulsionou reuniões e conselhos de Centros Acadêmicos, o que infelizmente precisou ser feito por fora do DCE. A entidade chegou ao cúmulo de “desconvocar” a manifestação mais importante do ano, pela revogação do Plano Diretor, alegando “outras prioridades”. É hora de revertermos esta situação: vamos fortalecer o DCE como instrumento de luta e construir um novo movimento estudantil!

O que a UFRJ tem a ver com a crise?


Como dissemos, os efeitos da crise econômica mundial já atingem diretamente o Brasil, desmentindo diariamente o discurso da “marolinha” difundido pelo governo Lula/PT. As demissões, redução de postos de trabalho e salários, retirada de direitos dos trabalhadores e o corte nos orçamentos das áreas sociais, entre tantos outros exemplos, não deixam dúvidas: governo, empresários e banqueiros querem jogar o peso da crise nas costas da população, atacando ainda mais os trabalhadores e a juventude para salvar seus lucros.

E como isso nos afeta? Como fica a UFRJ diante da crise? Como sabemos, muitos dos problemas que enfrentamos atualmente são reflexos dos sistemáticos cortes de verbas para a educação pública, aprofundados desde a década de 90. A UFRJ, maior universidade federal do país, é claramente atingida por este processo: o comprometimento da qualidade do ensino e da própria estrutura física da universidade torna-se gritante Essa situação se agrava agora. Ao mesmo tempo em que injeta dinheiro público para salvar bancos, empresas e universidades particulares, o governo impõe mais um corte ao já deficitário orçamento da educação, no significativo valor de 10% do orçamento previsto anteriormente. Sem dúvidas, esse corte de verbas atinge em cheio a nossa universidade, que já sofre com a insuficiência de recursos e tem, ano a ano, registrado orçamentos deficitários.
Reuni na UFRJ: conseqüências graves para a educação.
É preciso defender
uma expansão de qualidade e barrar o Plano Diretor!


No contexto do crônico problema da falta de verbas para a universidade, agravado pela crise econômica internacional, observamos as primeiras conseqüências da aplicação do Reuni na UFRJ. Como sabemos, esse decreto do governo Lula/PT, defendido com unhas e dentes pela sua fiel aliada, a União Nacional dos Estudantes (UNE, entidade que deveria nos representar), utiliza um mecanismo de chantagem para condicionar o repasse de verbas às universidades à aceitação, pelas instituições de ensino, de seus planos de precarização. O decreto obriga as universidades a dobrarem o número de alunos e, para tanto, oferece um acréscimo de no máximo 20% em seu orçamento, “condicionado à capacidade orçamentária do MEC”. Não é preciso dizer que, em tempos de crise, quando o MEC sofre mais um drástico corte em seu orçamento, o repasse dos já
insuficientes 20% de acréscimo na receita das universidades é gravemente comprometido.

Sem a garantia de verbas e contratação significativa de professores para atender ao crescente número de alunos, a formação dos estudantes e o caráter do conhecimento produzido na universidade são gravemente afetados. É o que estamos observando claramente na UFRJ. As primeiras conseqüências concretas da aplicação do Reuni na nossa universidade comprovam aquilo que o movimento estudantil combativo denunciava desde 2007: o projeto do governo nada tem a ver com a tão reivindicada e necessária expansão da universidade. Trata-se, isso sim, de mais um plano de precarização, que abre mais espaço para a privatização e o sucateamento da educação pública.


Exemplos não faltam: a EBA, que já expandiu suas vagas, não recebeu as verbas prometidas para atender os novos alunos e enfrenta graves problemas estruturais. Em Macaé, os prédios prometidos para a alocação dos novos alunos que chegarão no segundo semestre não foram construídos por falta de verbas. Os alunos do novo curso de licenciatura em Ciências Sociais enfrentam problemas estruturais, como a falta de salas de aula, e acadêmicos, deparando-se com a falta de um currículo estruturado, capaz de garantir a qualidade na sua formação. Já os estudantes do curso de Biologia do Fundão, que neste semestre recebeu o dobro de alunos, sofrem com a falta de salas de aula capazes de comportá-los e a dificuldade de acesso aos laboratórios, dado o inchaço das turmas. Um dos casos mais graves é o do novo curso de Relações Internacionais, literalmente abandonado pela Reitoria da universidade. Planejado para funcionar no IFCS, o curso está alocado no subsolo do CCS, sem qualquer estrutura de bibliotecas e laboratórios compatíveis com suas necessidades. Já a criação do Bacharelado em Ciências da Matemática e da Terra, sob o discurso da ampliação de vagas, significou sua restrição: para viabilizar o novo curso sem o aumento de verbas, foi preciso cortar vagas dos outros cursos do CCMN.


Esses e muitos outros exemplos evidenciam a necessidade de organização dos estudantes para a garantia de uma expansão de qualidade na UFRJ. Nesse momento é preciso compreender que a luta em defesa da educação e contra o Reuni na UFRJ passa, necessariamente, pelo enfrentamento ao Plano Diretor da Reitoria. Aprovado de maneira extremamente autoritária, o Plano Diretor avança na privatização dos espaços públicos e busca implementar as metas do Reuni na universidade. Entre outros absurdos, prevê a construção de uma “moradia universitária” paga, a utilização de espaços da universidade para a construção de shoppings e a ocupação cada vez maior do Hospital Universitário pelos laboratórios privados. Em contrapartida, não prevê um centavo de investimento nos campi do Centro e Praia Vermelha, como chantagem para que se transfiram para o Fundão e, assim, viabilizem a criação dos cursos genéricos de curta duração (os bacharelados interdisciplinares, uma das metas do Reuni). Para garanti-los, é necessário que todos os cursos estejam no mesmo local. O que está em questão, portanto, não é uma suposta e abstrata “integração” dos cursos no Fundão ou as migalhas oferecidas pela Reitoria para as unidades que se transfiram para lá. A transferência está subordinada a implementação de um projeto que compromete a qualidade e o caráter do conhecimento produzido na UFRJ.


É preciso dizer um taxativo NÃO ao Reuni e ao Plano Diretor para defender a UFRJ. Precisamos avançar em nossas lutas e protagonizar novos momentos como a ocupação de Reitoria em 2007 e os grandes atos do primeiro semestre de 2008. Para tanto, o nosso DCE precisa estar comprometido com essa luta, superando a paralisia da última gestão que, mesmo tendo como principal bandeira o enfrentamento ao Reuni, se absteve de organizar as lutas contra o Plano Diretor em momentos cruciais ao longo do segundo semestre do último ano.

Vote Chapa 4, contra o
Reuni e por uma
expansão de qualidade!


Para barrar o Reuni e conquistar vitórias,
consolidar o novo movimento estudantil:
Romper com a UNE e construir uma nova entidade nacional!


Por conta de tudo isso acreditamos na possibilidade - e na necessidade - de uma reorganização do movimento estudantil. As lutas que despontaram em todo o país nos últimos anos, expressas de maneira mais significativa nas importantes ocupações de Reitoria contra o Reuni que se alastraram por todo o país, demonstram claramente essa necessidade. Todas as mobilizações tiveram como pontos em comum a exigência de uma universidade de qualidade, comprometida com os problemas da sociedade, e a contrariedade ao projeto de ataque à universidade publica levado a frente pelo governo Lula/PT, quem tem no Reuni sua maior expressão.


No entanto, a grande dificuldade do movimento estudantil foi, justamente, unificar essas mobilizações que aconteciam em todo o país, com as mesmas reivindicações, e lhes conferir um caráter nacional. Mesmo tendo pautas muito semelhantes e orientadas para barrar um mesmo projeto, o Reuni, as dezenas de ocupações de Reitoria que aconteceram em 2007 e 2008 acabaram ficando dispersas. Isso não aconteceu por acaso. A União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que deveria representar os estudantes perante o conjunto da sociedade, se recusa a levar à frente qualquer tipo de mobilização, e opta por se posicionar ao lado do governo em todos os ataques que ele realiza contra as universidades.


Transformada em uma verdadeira fábrica de carteirinhas que ganha dinheiro às nossas custas, a entidade que deveria nos representar está hoje mais interessada em defender o governo e seu projeto de privatização das universidades públicas. Hoje, chega ao absurdo de defender parte do projeto de Lei que restringe a meia-entrada dos estudantes, no que se refere à volta de seu monopólio das carteirinhas. Ou seja, de acordo com a lei defendida pela UNE, teríamos que pagar um valor absurdo para termos a carteira da UNE e pagar a meia-entrada, o que hoje pode ser feito com a apresentação de documentos da universidade.


A própria estrutura da UNE já está totalmente corrompida e atrelada às instâncias governamentais. Nos seus congressos não existe nenhum espaço para o debate político. A direção da entidade (PT e PCdoB, representada nestas eleições pela Chapa 1) promove todo tipo de fraude para legitimar sua perpetuação no poder e, inclusive, utiliza a violência física contra aqueles que questionam suas fraudes - o que inviabiliza qualquer tipo de disputa dos seus rumos. Se não bastasse isso, quando os estudantes organizam uma mobilização, a UNE tenta destruí-la - quer seja se aproveitando de sua estrutura e visibilidade nos jornais e na TV para dizer que as mobilizações não têm legitimidade, quer seja tentando minálas para impedir que alcancem seus objetivos.


Para que todas estas mobilizações que hoje ocorrem de maneira isolada pelo país se unifiquem, achamos de importância fundamental a construção de uma nova entidade capaz de representar os estudantes a nível nacional. Essa entidade deve ser o instrumento de relação entre as reivindicações mais especificas dos estudantes de cada curso com uma plataforma geral, capaz de transformar a universidade num espaço de transformação social.

É preciso posicionar-se diante da reorganização
do movimento: de que lado estamos?
A Chapa 4 defende o Congresso Nacional de Estudantes
e o novo movimento estudantil!


A UNE, portanto, é hoje um entrave aos estudantes que organizam suas lutas em defesa da educação. É preciso tirar uma lição dos processos de lutas pelos quais passamos nos últimos anos: só alcançaremos vitórias concretas na luta contra o Reuni e por mais verbas para a educação quando formos capazes de potencializar nossas lutas e unificá-las nacionalmente, o que passa, necessariamente, pela construção de uma nova entidade estudantil. Posicionar-se, portanto, diante do processo de reorganização do movimento estudantil é uma necessidade para sermos conseqüentes com as nossas lutas e as levarmos às últimas conseqüências, garantindo vitórias concretas para os estudantes.


Esse processo de reorganização já acontece em todo o país. Estudantes em luta já estão dando importantes demonstrações de que estão decididos a reverter o jogo e construir o novo movimento estudantil. Esse processo se reflete especialmente na construção de uma grande alternativa para a organização das nossas lutas, o Congresso Nacional de Estudantes, que acontecerá aqui no RJ, em junho, e unificará o movimento estudantil combativo e independente do governo e das Reitorias.


É diante da necessidade de rompermos com a velha estrutura da UNE para respondermos aos desafios impostos ao movimento estudantil que observamos, lamentavelmente, neste processo de eleições para o DCE, a Chapa 2 - atual direção da entidade - optando pela falta de conseqüência em seu discurso e em sua prática. Mesmo reconhecendo que a UNE já esta irremediavelmente falida como representação estudantil, se nega a defender a ruptura com a entidade e a abrir esta discussão com o conjunto dos estudantes, já que muitos de seus integrantes permanecem na entidade disseminando a ilusória concepção de "oposição à direção majoritária" - que, na prática, só serve para dar à UNE o direito de falar em nosso nome e, em contrapartida, para garantir alguns míseros benefícios para aqueles que têm cargos na sua diretoria.


Essa unidade artificial que sustenta a Chapa 2 impede que assuma uma posição clara sobre o tão importante processo de reorganização do movimento estudantil. Logo após as eleições do DCE, teremos uma clara polarização na UFRJ: parte dos estudantes organizando o novo movimento estudantil e nossa participação no Congresso Nacional de Estudantes, e outra parte querendo que elejamos representantes para falarem em nosso nome no Congresso da UNE, que também acontece neste ano. Não é por acaso que a Chapa 2 não fala sobre esse processo: ela simplesmente finge que ele não existe porque parte de seus integrantes defende o Congresso Nacional de Estudantes e outra parte defende o Congresso da UNE. Ou seja, essa aliança puramente eleitoral irá se desfazer alguns dias após a eleição do DCE. Quando chegar a hora de escolher entre o novo e o velho movimento estudantil, ficará difícil saber de que lado eles sambam...


Nós, da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa, acreditamos que nossa luta só será vitoriosa se pautada pela coerência em nossas posições. É por isso que fazemos um chamado a todos os estudantes da UFRJ: é hora de derrotar o velho e construir um novo movimento estudantil!


Simultaneamente às eleições para o DCE, é realizado um plebiscito para decidir a forma de organização da Diretoria, que pode ser a Proporcionalidade ou a Majoritariedade. Na Proporcionalidade, a Diretoria é composta de acordo com a votação obtida por cada chapa, enquanto que na Majoritariedade a chapa que obtiver mais votos ocupa todos os seus cargos.
Nós, da Chapa 4 - Quem vem com tudo não cansa, defendemos a Proporcionalidade por acreditarmos que a Diretoria deve ser um reflexo do que realmente é o movimento estudantil, expressando as diferentes posições existentes em seu interior. Não é justo que uma chapa vença por uma margem muito pequena de votos e ocupe todos os cargos da Diretoria, já que isso não será condizente com a vontade dos estudantes expressa nas urnas.

A luta pelos bandejões continua: mais refeições, ampliação do horário,
gratuidade e construção em todos os campi!


A triste e dura realidade enfrentada pela educação pública se reflete na UFRJ com diversos problemas para os estudantes, principalmente referentes à tão importante assistência estudantil.
Nos últimos anos, os estudantes protagonizaram importantes lutas que foram decisivas para uma das maiores vitórias que tivemos no período recente: depois de muita luta e pressão, conquistamos a abertura de dois bandejões na Ilha do Fundão. Mas a luta não para por aí. Precisamos avançar nas conquistas e garantir a ampliação da oferta de refeições, seu funcionamento à noite, a gratuidade e a construção de mais bandejões para suprimir toda a demanda existente na UFRJ.


Para tanto, precisamos aprofundar ainda mais a importante luta dos estudantes do CT e CCMN, pelo início imediato das obras para a construção de seu bandejão no espaço do “moscão”. Além disso, é fundamental organizar a luta pela construção de bandejões no Centro, Praia Vermelha e CAp, nos chocando diretamente com os planos da Reitoria de deixar as unidades isoladas à míngua para obrigá-las a se transferirem para o Fundão.


A luta por assistência estudantil não para por aí. O Alojamento Universitário comporta apenas 504 estudantes e sua estrutura está sendo precarizada a cada ano, fazendo urgentes sua melhoria e ampliação. As bolsas acadêmicas (monitoria, LIG, extensão, artístico-cultural) e de assistência estudantil (auxílio, apoio) estão ‘congeladas’ há anos em R$300 e não chegam perto
de atender à demanda existente.


Além disso, temos gastos consideráveis com transporte. Lutas pelo Reajuste e ampliação da quantidade de bolsas, Melhorias e Ampliação do Alojamento Gratuito, defesa do passe livre e disponibilização de mais ônibus para transporte interno da UFRJ serão lutas da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa! durante a gestão do DCE. Por isso, é fundamental articular esses problemas e demandas, existentes em todas as demais instituições de ensino superior, e organizar a luta por Mais Verbas Para a Educação, com uma entidade nacional que dê organicidade e gere vitórias concretas para os estudantes.


Precisamos ter clareza de que a luta por assistência estudantil é, necessariamente, uma luta contra o Plano Diretor do Reuni na UFRJ, já que sua lógica está voltada para a privatização da assistência, com a construção de restaurantes pagos, alojamentos a serem alugados e por aí vai.

Reformas estruturais e segurança na UFRJ! Estudar com qualidade!


Além disso, temos outras importantes pautas específicas para a melhoria da UFRJ que precisam ser encampadas pelo DCE. Nós da Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa defendemos a organização de uma grande campanha por melhorias estruturais na UFRJ. Não podemos mais tolerar goteiras, situação que atinge de maneira calamitosa diversas unidades, como a EEFD, ou rebocos caindo do teto sobre nossas cabeças, como aconteceu recentemente na Praia Vermelha. Outra pauta importantíssima é a segurança na UFRJ, sobretudo na Ilha do Fundão. Os recentes episódios de assaltos em unidades da Universidade e até mesmo dentro de salas de aula evidenciam um problema há muito conhecido dos estudantes. Não podemos ficar calados diante dessa situação e muito menos cair no discurso fácil de que a saída para aumentar a segurança é isolar a universidade com muros e catracas. Precisamos, isso sim, se concursos públicos para segurança na UFRJ!


Pra levantar o DCE...


Nós da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa! acreditamos no caminho da luta como o único capaz de nos proporcionar vitórias. Por isso, estamos comprometidos com a construção de mobilizações em toda a Universidade, através da unificação das reivindicações específicas dos estudantes com a luta geral em defesa da universidade pública e contra a Reforma Universitária do governo Lula/PT.


Exemplos de experiências bem sucedidas neste sentido não faltam. Na EEFD, em 2005, o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança ocupou a sala da direção, não permitindo a implementação de mais um curso pago na época, que seria na área de dança. Foi construído o Projeto COMUNIDANÇA, gratuito, que hoje oferece diversas modalidades de dança a centenas de estudantes de diversos cursos. Da mesma forma, o CAEFD impulsiona, hoje, a importante luta por melhorias estruturais na EEFD, em defesa das condições básicas para os estudantes assistirem suas aulas e terem qualidade em sua formação.

Propomos a organização do ‘DCE Itinerante’, em que a gestão do DCE irá percorrer os cursos, atuando de maneira conjunta com os CAs, a fim de organizar Assembléias Gerais dos Estudantes para levantamento dos problemas específicos e criação de uma grande pauta de reivindicações da UFRJ. A integração cultural também é de extrema relevância para o fortalecimento do Movimento Estudantil. Por isso, serão elaboradas propostas de torneios esportivos e atividades inter-cursos para transcorrer durante o ano e/ou com grandes encontros nos finais de semana, bem como palestras e debates; exibição de filmes; realização de festas; e apresentações culturais dos próprios estudantes nos horários de almoço e antes das aulas do turno da noite.


Estão comprometidos com o novo movimento estudantil na UFRJ:


Integrantes da Chapa 4:
Alan Rômulo Moraes Carvalho (Bach. Ed. Física),
Alex Lauriano “Nem” (Lic. Ed. Física),
Amanda Regina Kurosky (Bach. Ed. Física),
Ana Carla Leocádio (Lic. Ed. Física),
Ana Paula de Souza (Lic. Ed. Física),
André Gustavo Martins (Bach. Ed. Física),
Andréia Laurita (Lic. Ed. Física),
Antônio Augusto Mello (Lic. Ed. Física),
Augusto Pertot (Engenharia Química),
Bruno Duarte Rei “Silver” (Lic. Ed. Física),
Bruno Neves Nóbrica “Nevão” (Lic. Ed. Física),
Caliandra Dias de Alcântara (Biologia – Macaé),
Camila Gomes (EBA – Lic. Educação Artística / Desenho),
Carlos Eduardo Barbosa “Kadu” (Lic. Ed. Física),
Carolina Belcastro (Pedagogia),
Daniel Fonseca de Mello (Lic. Ed. Física),
Daniel Hoefle (Engenharia Química),
Danielle Galante (Pedagogia),
Diego Duarte (Bach. Ed. Física),
Diego Nogueira “Obina” (Lic. Ed. Física),
Diogo Lima (Bach. Ed. Física),
Elcio Alves da Silva (Letras),
Elielsom Oliveira dos Santos (Bach. Ed. Física),
Erickson Fernandes (Lic. Ed. Física),
Everton Bernardo Pereira (Biologia – Fundão),
Fabiano Batista de Carvalho (Lic. Ed. Física),
Felipe Jacovazzo (Bach. Ed. Física),
Felipe Macedo de Andrade (Lic. Ed. Física),
Fernando Roth “Ruffus” (Lic. Ed. Física),
Flavio Alves de Macedo (Bach. Ed. Física),
Gabriel Figueiredo Ide “Bael” (Dança),
Gabriel Marques (Pedagogia),
Gabriele dos Reis Crespo (Lic. Ed. Física),
Gustavo Oliveira “Braço” (Lic. Ed. Física),
Janaína Costa (Bach. Ed. Física),
Joana Maranhão (Psicologia),
João Paulo Araújo (História),
João Vitor Lima (Bach. Ed. Física),
Jony Novaes Machado (Lic. Ed. Física),
Juliana de Oliveira Tempone (Dança),
Karina Oliveira Ferreira (Lic. Ed. Física),
Karine Dias (Fisioterapia),
Karinna (Lic. Educação Física),
Laryssa Santos (Pedagogia),
Laura Barbosa Martins (Serviço Social),
Leandro Ferreira Fidêncio (Lic. Ed. Física),
Leonardo Alves (Bach. Ed. Física),
Leonardo Viveiros de Oliveira “Petrópolis” (Lic. Ed. Física),
Louise Eugênia Lemos (Bach. Ed. Física),
Luiz Carlos “Monstro” (Lic. Ed. Física),
Maíra Leão da Silveira (Geografia),
Marcos Poubel “Casão” (Lic. Ed. Física),
Maria Emília Bessa (Pedagogia),
Mariana Laus (Enfermagem e Obstetrícia),
Maurício Miléo (História),
Milena Oliveira (Bach. Ed. Física),
Morgana Athaize (Bach. Ed. Física),
Paulo Ricardo Cavalcante (Bach. Ed. Física),
Paulo Sérgio Machado (História),
Pedro Serro Monteiro (Bach. Ed. Física),
Priscila Pereira Gonçalves (Fisioterapia),
Priscila Piantanida (EBA - Escultura),
Rafael Marins C. Máximo de Medeiros “Bundinha” (Lic. Ed. Física),
Renato Braga (Lic. Ed. Física),
Roberta Matos Nunes (Bach. Ed. Física),
Rodrigo Magalhães (Lic. Ed. Física),
Rodrigo Oliveira (Lic. Ed. Física),
Rosângela Silveira de Carvalho (Bach. Ed. Física),
Sérgio Roberto da Silva (Lic. Ed. Física),
Teresa Herculano Carneiro (Lic. Ed. Física),
Thaísa Santana (Arquitetura),
Thiago Cardoso Dias (Bach. Ed. Física),
Thiago Ciodaro Xavier (Engenharia Eletrônica),
Thiago Coqueiro “Lenny” (Lic. Ed. Física),
Thiago Russo (Bach. Ed. Física),
Thiego Portugal de Souza (Lic. Ed. Física),
Vinícius César Azevedo Freitas “Gideão” (Lic. Ed. Física),
Vivian de Araújo (Bach. Ed. Física),
Vivian Dutra (Lic. Ed. Física),
Willian Clem Soares (Engenharia Química),
Yasmin Coelho de Andrade (Dança).

Apóiam:
Bruno Gomes (Lic. Educação Física),
Camila Gama Baião (Pedagogia),
Carina Costa do Santos (Pedagogia),
Carlos Leal (mestrando Comunicação),
Carolina (Dança),
Christiane Villar Nogueira (Pedagogia),
Cínthia Ramos (ex-aluna EEFD),
Elisabeth (Pedagogia),
Fernando Paulo de Santana (Pedagogia),
Jaqueline da Conceição Martins (Pedagogia),
José Carlos Felix (Lic. Ciências Sociais),
Júlia Silveira de Araújo (Comunicação),
Larissa Fonseca Souza (Pedagogia),
Leonardo “Panda” (estudante UERJ e ExNEEF),
Luizinho (Lic. Educação Física),
Maíra Cutrim de Souza (Pedagogia),
Mariana Simas Pereira Alves (Pedagogia),
Mirina dos Santos Carrara (Pedagogia),
Monique de Figueira do Pagels (Pedagogia),
Nathália Alves Seixas (Pedagogia),
Noemi Pacheco Viana (Pedagogia),
Noêmia (Bach. Ed. Física), Priscila Santos (Pedagogia),
Priscilla Frazão (Pedagogia),
Rafael Balthazar Ferreira (EBA),
Rafaela Rocha do Nascimento (Pedagogia),
Raphael Pequeno (UNESA e ExNEEF),
Renato Tavares do Carmo (Pedagogia),
Rosimar Ferreira (Pedagogia),
Suelen de Souza Soares (Pedagogia),
Talita (Bach. Ed. Física),
Valquíria Sequeira (Pedagogia),
Vera Salim (profa. Coppe),
etc., etc., etc...




domingo, 12 de abril de 2009

Eleições DCE Mario Prata de 5 a 7 de maio

Na primeira semana de maio, os estudantes da UFRJ escolherão a próxima gestão de sua entidade máxima de representação: o Diretório Central dos Estudantes (DCE Mario Prata).

A partir de segunda-feira, 13 de abril, começa a campanha eleitoral em toda a UFRJ, que discutirá com o corpo discente situado no Fundão, Praia Vermelha, Centro, Colégio de Aplicação, Macaé, Xerém, questões como o REUNI e o Plano Diretor, a reorganização do Movimento Estudantil, a restrição do direito à meia-entrada, a crise econômica internacional, etc.

É importante que os estudantes leiam os materiais, discutam as idéias, participem dos debates e votem na opção desejada. Para votar, basta apresentar documento com foto na urna da Unidade onde estuda.

Seis chapas participam do processo:
Chapa 1:
Chapa 2: De que lado você samba?
Chapa 3: Correnteza
Chapa 4: QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA
Chapa 5:
Chapa 6: Contra Cotas

Além da escolha entre as chapas, os estudantes devem optar por um modelo de gestão: PROPORCIONALIDADE, onde todas as chapas podem ocupar as 30 cadeiras da diretoria do DCE, divididas de acordo com a proporção dos votos obtidos; ou MAJORITARIEDADE, onde a chapa vencedora ocupa todas as 30 cadeiras. Os representantes discentes no Conselho Universitário e no Conselho de Ensino de Graduação também serão indicados pelas chapas vencedoras.

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa compõe a chapa 4 e defende a Proporcionalidade!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Construção de chapa para as eleições do CAEFD-UFRJ

Importantíssima entidade no cenário das lutas da UFRJ, do Movimento Estudantil de Educação Física e de Artes e do novo Movimento Estudantil, o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ abre o processo eleitoral para a gestão 2009. As inscrições das chapas concorrentes ao pleito poderão ocorrer no dia 17 de outubro.

Em 2002, os estudantes da EEFD não possuíam representação estudantil. Nesse ano, o CAEFD foi rearticulado e 2009 será a sétima gestão consecutiva, com grandes atuações em defesa da Educação Pública, gratuita e de qualidade. Há três gestões o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa atua significativamente, inclusive dando o nome às chapas que venceram.
Com o objetivo de manter um excelente trabalho na EEFD, convocamos os estudantes de Educação Física e Dança e contamos com o apoio dos estudantes dos demais cursos para as reuniões do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa que discutirão a formação da chapa:

Dia 09/10/2008, em dois horários: 11:30 e 17:00, no Varandão da EEFD!

domingo, 13 de abril de 2008

Chapa Além do que se vê Vence Eleições para o CAPED-UFRJ

Entre os dias 8 e 10 de abril, os estudantes de Pedagogia da UFRJ passaram pelo processo eleitoral para a escolha da próxima gestão do Centro Acadêmico. Como não se via há anos na Faculdade de Educação, uma grande participação mobilizou debates, discussões e disputas por concepções de Movimento Estudantil, Universidade e sociedade.

Na noite de 10 de abril, a apuração trouxe mais um resultado positivo para as lutas que retomam no cenário nacional tendo como protagonista o Movimento Estudantil. Com aproximadamente 500 estudantes no curso, o resultado foi: 9 votos nulos, 90 votos para a chapa de situação 'CA Juntos com uma Nova Ideologia'; e a CHAPA 2 - ALÉM DO QUE SE VÊ obteve 111 votos!
Mais um Centro Acadêmico da UFRJ se junta à luta contra o REUNI e a Reforma Universitária privatizante, bem como ao não reconhecimento da União Nacional dos Estudantes enquanto representante dos estudantes. Agora iniciaremos a gestão colocando em prática o Programa apresentado, conclamando o máximo de estudantes para as reuniões e composição dos grupos de trabalho, confeccionando jornais periódicos, elaborando a proposta de Pré-Vestibular Comunitário e integrando o corpo discente para mais um ano de lutas e vitórias!
Nas fotos abaixo, da esquerda para a direita, Alessandra Piedras e Gabriel Marques representando a Chapa 2 no segundo debate, na sala Anisio Teixeira.











quinta-feira, 27 de março de 2008

Eleições do CA de Pedagogia da UFRJ

Entre os dias 8 e 10 de abril, os estudantes de Pedagogia da UFRJ escolherão a próxima gestão do Centro Acadêmico. Duas chapas concorrerão ao pleito. Segue abaixo o Programa da chapa cujos estudantes têm participado da retomada de lutas do Movimento Estudantil na Faculdade de Educação. Participem dos debates, leiam os materiais, não deixem de votar, mas principalmente participar do dia-a-dia da entidade.

Aqueles que quiserem manifestar o seu apoio à chapa 2 - Além do que se vê podem enviar mensagens!
CHAPA 2 – Além do que se vê

ESTRUTURA
Participação ampla dos estudantes a partir de Grupos de Trabalho (GT’s), abertos a todo o corpo discente;
Os GT’s são responsáveis por tocar seus trabalhos específicos. Sendo assim, maiores deliberações são tiradas em reuniões semanais/ quinzenais do CAPed (em horários diversificados), abertas a todos os estudantes;
Iniciar grupo de discussão sobre o Estatuto do CAPed;
Iniciar diálogo com os fornecedores de cópias da F.E. a respeito da negociação do preço e qualidade da xerox;
Reorganização do espaço físico do CAPed: conserto do microondas, geladeira, computador, etc.
COMUNICAÇÃO E FINANÇAS
Prestação de contas trimestral;
Viabilizar um Jornal periódico da Pedagogia;
Criação de lista de discussão da Pedagogia via e-mail;
Criação de uma página eletrônica do CAPed, com banco de dados permanente (sobre bolsas, estágio, trâmites burocráticos etc.).

EVENTOS CULTURAIS E FORMATIVOS
Iniciar discussão para a implementação de um Pré-Vestibular Comunitário da F.E.;
Participação no “Conhecendo a UFRJ” e demais atividades promovidas pela UFRJ que tenham relação com o curso de Pedagogia;
Promover a Semana de Educação;
Participar da construção da Festa Junina da UFRJ;
Promover sessões de filmes semanais/quinzenais;
Promover debates (sobre o REUNI, as Diretrizes Curriculares Nacionais, a função social da Universidade e qual é a Universidade que queremos etc.);
Organizar a recepção dos calouros;
Promover uma festa semestral de integração;
Promover outras atividades culturais, tais como: saraus de poesia, festas temáticas, etc.

CONJUNTURA E MOVIMENTO ESTUDANTIL
Participação no Movimento Estudantil da Pedagogia em todos os níveis: a) Regional (articulação com demais CA’s do Rio) e b) Nacional (atuação no FoNEPe, ENEPe etc.);
Articulação com os Movimentos Sociais;
A favor de um Movimento Estudantil combativo; contra e por fora da UNE;
Contra o REUNI e contra a Reforma Universitária privatizante;
Articulação com demais CA’s da UFRJ na luta pelo Bandejão na Praia Vermelha e por assistência estudantil (bolsas de auxílio, alojamento universitário etc.);
Participação nos Conselhos de CA’s e nas reuniões do DCE;
Participação no Conselho Departamental, na Congregação e na COAA.
Saudações estudantis!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Aos estudantes de Pedagogia da UFRJ

CONVENÇÃO DE CHAPA PARA O CAPED 2008
QUARTA-FEIRA, 19/03, ÀS 18H
Ponto de Encontro: em frente ao CAPED

Aos estudantes de Pedagogia – UFRJ

Mal se inicia o semestre letivo e um conjunto de tarefas e atividades já requer nossos desdobramentos para manter acesa e ativa a participação dos estudantes. Os estudantes da UFRJ se encontram com uma nova diretoria do DCE; a Faculdade de Educação está sob nova Direção; o Governo Federal endeusa seu Programa de Aceleração do Crescimento propagandeado pela mídia às vésperas das eleições municipais; os cortes de verbas para a educação prosseguem e os desafios para a resistência são enormes etc.

No ano de 2007, os estudantes brasileiros protagonizaram uma retomada de lutas a nível nacional. Por conta dos abusivos Decretos e da precarização do ensino, passeatas, greves e ocupações de Reitoria em Universidades estaduais, federais e privadas recolocaram o Movimento Estudantil em cena privilegiada.

Essa situação se refletiu de maneira positiva no curso de Pedagogia da UFRJ, onde observamos uma retomada da presença efetiva do Movimento Estudantil de luta no dia-a-dia da Faculdade de Educação. Mesmo com um sólido afastamento da última diretoria do Centro Acadêmico, passadas em sala de aula, distribuição de materiais, realização de Assembléias e participação nas discussões sobre o REUNI etc. fizeram parte da nossa realidade e culminou com a presença de dezenas de estudantes do curso em quatro chapas para as eleições do DCE Mario Prata, situação não vista há muitos anos.

Agora, encontramo-nos às vésperas do processo eleitoral para a nova diretoria do Centro Acadêmico Professor Paulo Freire – Pedagogia da UFRJ. Para além de uma simples disputa por cargos, os debates propiciados pelos estudantes materializam diferentes concepções de Sociedade, Universidade e de Movimento Estudantil. Discussões acerca das mudanças curriculares de nosso curso, da Reforma Universitária privatizante sendo imposta aos trabalhadores e estudantes, da calamitosa situação na qual se encontra o sistema educacional de nosso país bem como a atual inoperância por conta da falência da União Nacional dos Estudantes enquanto defensora dos interesses dos estudantes e da emergente necessidade de construção do novo Movimento Estudantil estão na pauta do dia e devem ter um posicionamento concreto por parte daqueles que pretendem contribuir para o fortalecimento da entidade representativa do corpo discente do curso de Pedagogia da UFRJ.

Passadas em sala de aula, distribuição de jornais e informativos, criação de lista de discussões e de uma ferramenta virtual como um blog ou sítio, presença crítica nos fóruns deliberativos, participação nas atividades do Movimento Estudantil da UFRJ (como as reuniões do DCE e Conselho de CAs) e nacionalmente (Fóruns e Encontros Regional e Nacional de Estudantes de Pedagogia) bem como construindo uma nova concepção de Movimento Estudantil, por fora e contra a UNE e defendendo a manutenção do caráter público, gratuito e de qualidade ao lutar contra a fatiada Reforma Universitária e o atropelado e dissimulado REUNI: essa deve ser a realidade do novo CAPed durante 2008, bastante diferente do que temos observado nos últimos períodos.

Portanto, é imprescindível que seja construída uma chapa que aglutine o máximo de estudantes interessados em organizar coletivamente para a conquista de vitórias concretas ao nosso redor. Uma convenção de chapa deve ser convocada para a construção coletiva de um Programa e dos materiais de divulgação!

Por Um Novo Amanhã na Pedagogia,

Gabriel Rodrigues Daumas Marques
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa