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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Reintegração do Canecão pela UFRJ

No dia 10 de maio, a UFRJ finalmente reintegrou a posse de um espaço pelo qual lutava na Justiça há mais de 39 anos: o Canecão!
Esse era um espaço público, que foi cedido por um prazo de 5 anos à iniciativa privada – o que já estava equivocado. A partir do momento em que era um espaço público, deveria servir à população, e não a uma elite que pode pagar caro para assistir shows de artistas da MPB e outros.
Se por um lado temos um Canecão servindo à iniciativa privada pagando ínfima quantia de aluguel, do outro encontramos o caso do Colégio de Aplicação (CAp), que fica em um espaço isolado e alugado pela UFRJ. Será que o lugar do CAp não poderia ser no mesmo espaço em que o Canecão se encontra hoje? Sabendo que o Colégio possui estreito vínculo com a Faculdade de Educação, que se situa na Praia Vermelha? São questionamentos pertinentes. ..
Não podemos deixar de relacionar o fato de o nosso “querido” Reitor Aloísio Teixeira estar fazendo muitos esforços para transferir os cursos da Praia Vermelha para o Fundão (isso fica claro quando não se tem investimentos para restaurar o campus, além da falta de bandejão e nenhuma boa vontade para manter os cursos onde se encontram) e agora uma maior pressão para retomar o espaço do Canecão.
Para nós, isso se relaciona à pretensão de criar uma Casa de Cultura a partir de parceria público-privada, o que já foi declarado pela reitoria da UFRJ. Apesar de realmente a priori poder ter preços populares, claramente se transformará numa grande iniciativa que obviamente não servirá à população novamente, mas sim ao empresariado. É fundamental que, diante disso, lutemos para que o caráter público dos espaços da universidade seja garantido, e que a promoção de cultura possa ser uma atividade integrada à produção de conhecimento na UFRJ e colocada a serviço da sociedade.
É importante lembrar que as parcerias público-privadas são fortalecidas e incentivadas pelo Governo de Lula/PT, apoiadas pela União Nacional dos Estudantes. Isso mostra mais uma vez de que lado não só o Governo se encontra, mas principalmente o quanto é necessária a criação de uma nova entidade estudantil que realmente fale em nome dos mesmos e não dos grandes empresários e de implementadores do neoliberalismo como Lula/PT!
A partir dessas reflexões, fica claro que devemos lutar:
- Por uma Universidade Pública, sem parcerias público-privadas e que produzam conhecimento a serviço da humanidade;
- Em defesa de espaços culturais públicos e integrados à produção de conhecimento da universidade;
-Pela realocação do Colégio de Aplicação a algum espaço que já pertença à Universidade;
-Pela construção de bandejão na Praia Vermelha;
-Por uma nova entidade estudantil, que realmente fale em nome dos estudantes e que tenha o marco de rompimento com a União Nacional dos Estudantes.

sábado, 21 de novembro de 2009

Edital de Seleção de Alunos para o CESPEB 2010

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Faculdade de Educação
Pós-Graduação Lato Sensu

EDITAL DE SELEÇÃO DE ALUNO PARA O CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
SABERES E PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA - CESPEB 2010

De ordem da Diretora da Faculdade de Educação da UFRJ e de acordo com a legislação em vigor, a Direção Adjunta para Graduados da Faculdade de Educação da UFRJ torna públicos, para ciência dos interessados, os procedimentos relativos à seleção dos candidatos para os cursos abaixo discriminados, criados pelos respectivos processos: 23079.013193/2008-08, 23079.022001/2009-09 e 23079.045226/2009-98

I – Dos cursos de especialização com previsão de início em março 2010:

1. Políticas Públicas e Projetos Socioculturais em Espaços Escolares – 50 vagas
Coord: Profª Monique Andries Nogueira;

2. Ensino de História – 30 vagas
Coords: Profª Carmen Teresa Gabriel, Profª Ana Maria Monteiro, Prof. Fabio Garcez de Carvalho;

3. Alfabetização, Leitura e Escrita – 30 vagas
Coords: Profª Ludmila Thomé de Andrade, Profª Patrícia Corsino;

4. Educação Física Escolar – 30 vagas
Coord: Prof. Marcos Antonio Carneiro da Silva;

5. Ensino de Geografia – 30 vagas
Coord: Prof. Enio Serra e Profª Rosalina Costa

6. Ensino de Língua Portuguesa – 30 vagas
Coords: Prof. Marcelo Corrêa e Castro e Profª Ana Lucia Soutto Mayor;

7. Ensino de Sociologia – 30 vagas
Coords: Profª Julia Maçaira, Profª Anita Handfas e Prof. André Botelho

II – Da inscrição: (a) A inscrição dos candidatos às vagas dos Cursos de Especialização Saberes e Práticas da Educação Básica (CESPEB) estará aberta no período de 07 a 18 de dezembro de 2009, das 10h às 18h, na sala 230, da Faculdade de Educação, no Campus da Praia Vermelha, situado à Avenida Pasteur, nº 250, fundos (www.educacao.ufrj.br).
(a) Poderão inscrever-se nos cursos acima discriminados, os portadores de diploma de Graduação/Licenciatura, reconhecido pelo MEC, desde que estejam em atividade no magistério público. 2
(b) Os candidatos que não puderem comparecer pessoalmente ao ato da inscrição poderão se inscrever por procuração com firma reconhecida;
(c) Haverá cobrança de taxa de inscrição no valor de R$30,00. O candidato deverá efetuar depósito na conta do Banco do Brasil, agência 2234-9, conta corrente 957333-X, código identificador 1 : 8371, em nome da Fundação Universitária José Bonifácio.

III – Da documentação exigida para inscrição:
a) original e cópia do Diploma de Graduação/Licenciatura;
b) original e cópia do Histórico Escolar do Curso de Graduação;
c) Curriculum Vitae simplificado, com documentação comprobatória;
d) CARTA-Justificativa para o pedido de ingresso no Curso de Especialização;
e) original e cópia de documentos: Carteira de Identidade, CPF, Certificado de Reservista,
Certidão de Casamento (em caso de mudança de nome);
f) Comprovante atualizado de atividade no magistério;
g) Formulário de inscrição preenchido e assinado (anexo1);
h) 2 fotos 3x4;
i) Comprovante de pagamento de taxa de inscrição no valor de R$30,00.

IV – Da seleção:
(a) A seleção será feita em 2 etapas: (1ª) exame da documentação; (2ª) entrevista;
(b) Os candidatos só serão encaminhados à 2ª etapa, caso sejam selecionados na 1ª;
(c) As entrevistas dos candidatos encaminhados à segunda etapa serão realizadas no período de 08 a 11 de fevereiro de 2010;
(d) A divulgação dos resultados será disponibilizada dia 12 de fevereiro de 2010.

Rio de Janeiro, 10 de novembro de 2009.
Ana Maria Ferreira da Costa Monteiro
Diretora da Faculdade de Educação da UFRJ
Aprovado na Congregação da Faculdade de Educação, em 10/11/2009.

domingo, 6 de setembro de 2009

Concurso de admissão para o CAp-UFRJ*

*Fonte: FOLHA DIRIGIDA ONLINE
As pré-inscrições para o concurso de admissão do Colégio de Aplicação (CAp) da UFRJ vão de 8 a 18 de setembro. Para participar, o interessado deve ir ao CAp entre o período de 8h e 16h e pagar a taxa de R$41. É necessário levar os documentos exigidos no edital do concurso, encontrado na FOLHA DIRIGIDA ONLINE.

Para o 1º ano do Ensino Fundamental, que representa a Classe de Alfabetização, são 48 vagas abertas, para o 3º ano são quatro e para o 6º existem seis oportunidades. No Ensino Médio, há 30 vagas disponpiveis na 1ª série e oito na 2ª série.

O candidato deve atender aos requisitos detalhados pelo colégio no edital. Os pedidos de isenção, por exemplo, precisam ser realizados de 8 a 11 de setembro, das 9h às 16h. É importante ter atenção à documentação essencial para fazer as solicitações.

Os interessados em requerer a isenção devem levar, entre outras documentações, a declaração de imposto de renda do responsável, referente ao ano base de 2008 ou o comprovante de isenção do Imposto de Renda. O concorrente deve apresentar ainda contra-cheque(s), declaração de salário(s), pensão(ões), aposentadoria(s) dos familiares que residem na mesma moradia do candidato. Os demais documentos estão também no edital preparado pelo CAp.

A listagem com o resultado do julgamento dos pedidos de isenção sairá em 14 de setembro, a partir das 12h, na instituição. A avaliação de aptidão dos candidatos está marcada para dia 25 de outubro e terá questões de Língua Portuguesa e Matemática. A prova tem duração de 4 horas, tendo início às 8h30.

Em 27 de novembro, a partir das 10h, sairá a publicação dos considerados aptos nas duas avaliações de nivelamento na página e na sede do colégio. Os aprovados participarão do Sorteio Público, em 1º de dezembro de 2009, para preenchimento das vagas disponíveis.

Serviço
CAp - Rua J.J. Seabra, s/n - Lagoa

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Passos da luta contra a perseguição política no CAp-UFRJ

Segunda-feira, 1 de dezembro, 17h. Reitor da UFRJ, Professor Aloisio Teixeira, recebe em seu Gabinete os Professores Gabriel Marques, Vera Salim, Ricardo Kubrusly e José Simões. Ouve atentamente o relato dos fatos e informa ter recebido documento da Direção do CAp-UFRJ onde há uma avaliação pedagógica sobre o trabalho do Professor Gabriel. Informa não ter elementos para caracterizar uma perseguição política, mas aponta dois encaminhamentos: averiguar a reunião do setor de Educação Física ocorrida em 3 de setembro e tomar as medidas cabíveis; e encaminhar uma interlocução entre a Direção do CAp e o Professor Gabriel para discussão sobre os motivos da não renovação, intermediada pela Decania do CFCH.
Terça-feira, 2 de dezembro, 12h. Diretoria da AdUFRJ-SSind se reúne com docentes do CAp-UFRJ para avaliar os últimos acontecimentos e a denúncia de perseguição política. Em sua fala, a Diretora do CAp Professora Celina acusa o Professor Gabriel de fascismo, que o que está por trás de toda essa situação é um grupo político Coletivo Marxista que encheu a caixa de mensagens eletrônicas dela, que é contra tudo e contra todos e só está lá para destruir o Colégio, que o professor coloca os interesses políticos acima dos interesses pedagógicos. Menos de 20 professores participam do espaço e o grupo corporativo prossegue atacando a AdUFRJ para não enfrentar as denúncias que foram apresentadas.
Quinta-feira, 4 de dezembro, 17h. Conselho de Representantes da AdUFRJ-SSind se reúne no campus da Praia Vermelha. O caso do Professor Gabriel é debatido. Como encaminhamento por parte do sindicato, fica a exigência pela publicização dos critérios que levaram à não renovação do contrato. Caso a Direção do CAp se negue a apresentar, a caracterização de perseguição política fica confirmada; caso sejam apresentados, que avaliemos minuciosamente os motivos para tomar novas posições.
Sexta-feira, 5 de dezembro, 10h. O Decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Professor Marcelo Correa, recebe os professores Gabriel Marques e Vera Salim em seu gabinete. Relata a importância da retomada do diálogo para apontarmos alguma saída para esse conturbado caso. A Direção do CAp-UFRJ, ouvida anteriormente pelo Professor Marcelo, autorizou-o a realizar a leitura de documento onde consta uma avaliação do trabalho do professor Gabriel, mas não autorizou que o mesmo recebesse uma cópia do documento, informando que só terá caso entre na Justiça para obtê-la. O documento apresenta três parágrafos gerais sobre o CAp e dois parágrafos sobre o trabalho do Professor Gabriel, onde em nenhum momento são explicitados quaisquer motivos pedagógicos para que o contrato não seja renovado! O Professor Marcelo conversará com a Reitoria para discutir como encaminhar possíveis soluções.

sábado, 29 de novembro de 2008

Pais dos alunos do 5º ano do CAp se pronunciam

Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2008

Ilustríssimo Sr. Reitor,

vimos por meio desta atestar, mediante à Reitoria da UFRJ, que o professor de Educação Física Gabriel Marques, realizou um ótimo trabalho em relação aos nossos filhos, demonstrando total comprometimento para com a disciplina, sendo assíduo, pontual e apresentando uma proposta diversificada visando o desenvolvimento integral dos mesmos.
Vale ressaltar que a habilidade para lidar com este público-alvo é ímpar, não sendo todos que a possuem. Somado a isto, sua proximidade e parceria junto aos pais, sempre favoreceu os bons resultados de suas aulas, levando muitos alunos que não simpatizavam com a Educação Física a participarem da disciplina, com a alegria típica das crianças.
Ficaríamos felizes e satisfeitos, se pudéssemos contar com sua presença e profissionalismo por mais um ano consecutivo.
Sem mais,
atenciosamente,
Pais do 5º ano.

PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Quero que relates
A pena que te cala.

Mario Benedetti
Diferentemente da citação de Benedetti, um silêncio foi imposto ao professor Gabriel Marques. Seu crime? Lutar por seus ideais.

O que se torna inaceitável é que isto ocorra num espaço que deveria defender e afirmar o livre direito de expressão, o lugar, por excelência, do pensamento – a Universidade, um local que se deseja plural e democrático. Uma pergunta se torna imperiosa: a quem interessa o pensamento único?

Sabemos que o conflito é a condição indispensável para que se alcance o conhecimento.

No ano em que tanto se investiu em eventos sobre a rebeldia dos jovens de 68, aqueles que desejavam ser realistas exigindo o impossível, tais comemorações caem no vazio diante de práticas que nos envergonham.

Não adianta tentar escamotear os fatos. Razões políticas impediram a não renovação do contrato do Professor Gabriel Marques. Ele se posicionou contra o REUNI.

Sua prática acadêmica e pedagógica em nenhum instante foi posta em questão. É um professor querido e respeitado por seus alunos e pelos pais que acompanham seu trabalho. Em que momento isto foi levado em conta para que se pudesse, de forma isenta, o avaliar?

Na história recente da universidade, em nossas assembléias, quando os professores e técnicos administrativos exerciam o legítimo direito de greve, a comunidade discente do CAp delas participava, contribuindo com cartazes ou peças teatrais em aulas públicas. “Eu adiei o vestibular”, movimento criado contra a gestão Vilhena, contou com significativa participação dos alunos do CAp. Se hoje, “as crianças” ficam “amedrontadas” com uma manifestação legítima em defesa de um docente, é algo que deve servir como objeto de reflexão para quem acredita na educação como prática da liberdade.

Professor Gabriel Marques, estamos juntos, caminhando de mãos dadas.
Prof.ª Cinda Gonda - Faculdade de Letras - Ex-diretora da ADUFRJ-SSind
Prof.ª Janete Luzia Leite - Escola de Serviço Social - Ex-diretora da ADUFRJ-SSind
Prof. José Henrique Sanglard - Escola Politécnica - Ex-presidente da ADUFRJ-SSind
Prof. José Antônio Martins Simões - Instituto de Física - Ex-presidente da ADUFRJ-SSind
Prof. Ricardo Kubrusly - Instituto de Matemática - HCTE - Ex-diretor da ADUFRJ-SSind
Prof.ª Vera Maria Martins Salim - COPPE - Ex-diretora da ADUFRJ-SSind
Prof.ª Cleusa Santos - Escola de Serviço Social - Ex-presidente da ADUFRJ-SSind

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Manifestação contra a perseguição política no CAp-UFRJ


O professor Gabriel Marques, contratado pelo setor de educação física do CAP/UFRJ, foi retaliado por produzir e assinar uma mensagem eletrônica contra o REUNI de Lula/PT e o Plano Diretor da UFRJ, enviada para listas dos Movimentos Estudantil e Sindical.

Após sofrer constrangimento em uma reunião de setor convocada sem pauta, que discutiu tal mensagem, agora foi avisado de que será o único professor, que poderia ter o contrato renovado por mais um ano, que não o terá.

Essa enorme repressão, que se expressa com o referido professor, vai além de uma questão isolada, e está de acordo com a política de repressão dos movimentos sociais, durante o governo Lula/PT.

Tal governo segue na implementação de mediadas populistas, que atacam a educação pública. Expressar-se contra essas medidas é expressar-se contra o modelo neoliberal, que só ataca os trabalhadores e beneficia os patrões!

POR CONTA DISSO, CONVOCAMOS O CONJUNTO DOS LUTADORES EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, ESTUDANTES, PAIS DOS ESTUDANTES, FUNCIONÁRIOS, PROFESSORES, TRABALHADORES DE DEMAIS LOCALIDADES PARA PARTICIPAR DO ATO CONTRA A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA NO CAP-UFRJ, LANÇANDO A CAMPANHA PELA LIBERDADE DO EXERCÍCIO POLÍTICO, RENOVAÇÃO DO CONTRATO DO PROFESSOR GABRIEL E MAIS VERBAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO PÚBLICA!

DIA 12/11 (QUARTA-FEIRA) ÀS 11:30, EM FRENTE AO CAP-UFRJ!

Relato de um caso

Ricardo Kubrusly (1)
Vera Maria Martins Salim (2)
José Antônio Martins Simões (3)


Há histórias que nunca são contadas, há as que uma vez se pronunciam e há as que, como esta, ficamos a recontá-la, como se nunca a compreendêssemos.

Quando nascemos já somos nós mas ainda somos parte de nossas mães. Formamos, nesse início de vida, quase que um só corpo, ou melhor, uma só pessoa. O cordão físico que nos unia, cortado ao nascermos para o mundo, ainda persiste através das distâncias físicas que nos separam e, na sua invisibilidade operante, se faz presente: por um lado, pela tensão permanente entre o desejo de futuro e a segurança de um passado semi-esquecido, semi-lembrado. É dessa tensão que surgem os movimentos que nos possibilitam como seres independentes e, ao mesmo tempo, coletivamente organizados. Por outro lado, também percebemos os efeitos contraditórios do cordão perdido, pela aliança entre nossa dependência enquanto ser inaugurado e a responsabilidade de nossas mães, frente a nossa fragilidade.

O rompimento dos vínculos estabelecidos pelo cordão original e suas conseqüências iniciam-se com o primeiro Não. Esse grito de liberdade e independência, dirigido desesperadamente à mãe, quase sempre à beira do comedor, entre a penúltima e a última colherada da papinha, é a primeira manifestação pública de nossa individualidade. Com a vida, nos esquecemos dos acontecimentos, mas nunca de suas conseqüências. A mãe, apavorada na busca inerte de preservar a estrutura simbiótica que simultaneamente lhe cobra e recompensa, ouve, contrariamente, ao invés do Não enraivecido, um Mãe entusiasmado... E emocionada, grita, ela mesma, para quem puder ouvir: Ele disse Mãe, que lindo!... E sai contente e feliz, acalantada pelo suposto reconhecimento, que se de fato houvera, certamente não se manifestara pelo Não.

Essa dinâmica paradoxal da relação mãe bebê, que ao mesmo tempo liberta e aprisiona, repete-se, vida afora, pelos anos de escola, onde, gritando seus nãos, construímos nossas identidades específicas, empurrados e puxados pela escola que nos quer ao mesmo tempo dependente e independente.
A grandeza das escolas, assim como das mães, está em reconhecer os nãos como nãos que deveras são e não como mães mal pronunciadas. As boas escolas, como as boas mães, são sempre capazes de se felicitarem com os caminhos diferentes e, muitas vezes, surpreendentes, que filhos e alunos se propõem a trilhar. Afinal, o pouco que sabemos dos caminhos que inventamos é que as paisagens se revelam novas quando o caminho é construído pelo caminhar. São as diferenças que experimentamos em nossa vida que justificam nossa caminhada.

Escolas e mães, às vezes, muito se parecem e nos vícios se copiam. Passam a supor serem filhos ou alunos a todos que se inserem nos seus cotidianos e muitas vezes acostumam-se à perversão pedagógica de confundirem os nãos que as repelem em apelos por uma mãe que já não mais existe.

Jovens professores ao ingressarem em uma escola são incorporados à casa, muitas vezes, primeiramente numa posição intermediária entre o aluno e o professor. A escola o olha como ainda precisando de cuidados posto que ainda jovem, afeiçoa-se fisicamente mais aos alunos do que aos professores. Seus diretores mais experientes, mais velhos, muitas vezes acomodados a seus cargos e salários, exercendo uma lógica envelhecida e duvidosa, em nome dos cuidados que julgam necessários ao jovem professor que se inicia, impõem-lhe restrições e monitoram suas atitudes e pensamentos. Durante um período, o probatório, o professor deve demonstrar conhecimento dos conteúdos das disciplinas que pretende ministrar e uma conduta pedagógica compatível com a escola que o testa. Isto é claro, mas infelizmente, em muitos casos, os zelosos guardiães que as dirigem, exigem obediência ideológica e política. Se esquecem que uma educação deve ser construída pelo respeito às diferenças de idéias em todos os níveis e, saudosos das épocas ditatoriais onde a intolerância preservava poderes estabelecidos, destroem carreiras e aniquilam futuros daqueles que, corajosamente, ousam pensar as instâncias da vida de maneira diversa da que se nos é imposta, cotidianamente, pelas instâncias da mídia.

Nós, professores de uma universidade pública já nos acostumamos, infelizmente, com pequenas perseguições. Elas fazem parte do cenário de nossa luta por um mundo mais solidário, mas, felizmente, ainda nos indignamos com sentenças como as que o Colégio de Aplicação da UFRJ (CAp/UFRJ) recentemente aplicou ao jovem professor Gabriel Marques. Vejamos os fatos:


O Professor Gabriel foi chamado a atenção por seus superiores hierárquicos dentro do CAp/UFRJ, numa reunião do setor curricular de Educação Física, convocada sem pauta e sem a presença dos demais professores substitutos, após o aparecimento na lista de discussões Universidade Pública de uma mensagem assinada, de sua autoria, relatando o ato no CONSUNI da UFRJ do dia 28 de agosto contra o plano diretor. O Professor Gabriel saiu constrangido desse encontro e nos procurou, como amigos e companheiros de militância. Fizemos uma reunião e decidimos que o caminho a seguir era procurar o jurídico da ADUFRJ. A advogada de plantão ponderou que não se podiam ainda caracterizar abuso de poder ou constrangimento moral as ameaças veladas que sofrera na citada reunião. Encaminhou-o, então, para diretoria da ADUFRJ, que comprometeu-se a realizar a interlocução com a Direção do CAp. Infelizmente, até o momento, a entidade representativa do corpo docente, não realizou a interlocução e não possui posição acerca do caso. Tentamos, então, diversas vezes marcar uma reunião com a diretoria do CAp/UFRJ, primeiramente o Professor Gabriel e depois nós, supostamente mais experientes e menos envolvidos com os acontecimentos. Não conseguimos nos reunir com a direção do CAp/UFRJ nem o Professor Gabriel com a diretoria da ADUFRJ, que forneceria suporte político durante o diálogo com a direção do CAp. Finalmente, a renovação por mais um ano do Professor Gabriel lhe foi negada, sendo esta informação oficialmente repassada no dia 4 de novembro, 35 dias após o Conselho Pedagógico Extraordinário da Unidade, que deliberou os pedidos de substitutos para o ano letivo de 2009.

Ressalte-se que o Professor Gabriel goza de respeito e admiração por parte de professores, alunos e pais de alunos do CAp/UFRJ. Seu desempenho como professor é excelente, tendo sido em diversas oportunidades reconhecido por seus alunos e pais de alunos como um bom professor. Ressalte-se também que é costume no CAp/UFRJ a renovação pelo segundo ano de seus professores substitutos e que todos os outros professores nessa condição tiveram seus contratos renovados, a não ser os que optaram por não permanecer na Unidade.



Diante dos acontecimentos, sempre diante dos acontecimentos, é que podemos diferenciar discursos coerentes de ações coerentes. Acostumamo-nos ao discurso muitas vezes coerente de nossos dirigentes, nas nossas escolas públicas, nas nossas universidades públicas. Algumas vezes partilhamos das mesmas idéias, outras não. Suportamos e creditamos à dificuldade de fusão entre teoria e prática que como cientistas conhecemos bem, as pequenas humilhações de ordem ideológica que vez por outra acontecem em nossos campi, mas um acontecimento de perseguição explícita como este acima descrito, merece uma reflexão de todos os alunos, professores e técnico-administrativos que compõem a UFRJ e, certamente, de todos os cidadãos do mundo que o querem melhor. Precisamos refletir e precisamos agir, imediatamente, para reconduzir o Professor Gabriel ao seu lugar de direito junto ao CAp/UFRJ e para que incidentes de macartismos revoltantes como este não voltem a acontecer entre nós.

1 Ricardo S. Kubrusly é Professor Associado2 do IM/UFRJ e do HCTE/UFRJ
2 Vera Maria Martins Salim é Professor Adjunto 4 do PEQ/COPPE
3 José Antônio Martins Simões é Professor Associado2 do IF/UFRJ

domingo, 9 de novembro de 2008

Familiares do Professor Gabriel se pronunciam

É grande a tristeza e a decepção ao se constatar que uma instituição com tão grande prestígio e qualidade de ensino como o CAp-UFRJ, na qual tive o orgulho de estagiar em minha época de estudante de Educação Física, esteja nos dias de hoje usando da falta de argumentos para não renovar o contrato de um professor substituto, cumpridor exemplar de seus deveres, tanto para a instituição quanto para com seus alunos, sendo por isso mesmo querido pelos mesmos.


Por ter o Professor Gabriel Marques opinião política contrária ao REUNI do Governo Federal e participar de movimentos de oposição à ditadura das reitorias universitárias, sofreu pressão do setor de Educação Física do CAp para que desistisse de suas manifestações políticas. Como assim não procedeu, foi comunicado semanas depois que não teria seu contrato renovado, sem qualquer explicação para tal decisão. Esta é a verdadeira forma de agir daqueles que se consideram os "donos da verdade". Não se pode contrariá-los impunemente.


Basta de opressão! Viva a liberdade de pensamento e de expressão.


Mario Luiz dos Reis Marques, pai do Gabriel e professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro



Que país é esse!!!!!????

Quem são eles? Carrascos para julgar e condenar ou professores? Será que estamos numa democracia ou não? O cidadão não tem o direito de se manifestar? Que perseguição é essa contra um professor, que a meu ver está fazendo um excelente trabalho aí no CAP? Professores, pais e alunos têm elogiado!! Um professor que não falta, que está presente em todos os eventos, comparace a todas as reuniões! Esse professor que está sendo perseguido é um excelente filho! Passou pro Pedro II por concurso; passou para UFRJ em excelente colocação; passou em vários concursos; passou pro CAP através de concurso!!Vocês que estão perseguindo esse professor já se esqueceram de como entraram nesse estabelecimento?Quem são eles? Os donos do CAP? Os donos da verdade?Aqui é a mãe desse professor que está triste e com o coração sangrando em ver tanto corrupção e injustiça nesse país!!!!!

Talita Rodrigues Daumas Marques, mãe do Gabriel e digitadora
Meu querido neto Gabriel
Se todos os políticos deixarem as diferenças de partido e se unissem para melhorar a educação, o Brasil mudaria de verdade.
A vida, meu filho, é luta. Viver é lutar! Só aos fracos a luta abate, mas aos fortes, aos bravos, a luta eleva e dignifica. Vá em busca de seus ideais!
Passo aqui as palavras sábias de Madre Tereza de Calcutá: "Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar!"
Dê o que você tem de melhor mesmo assim!
Sacode a poeira, esteja sempre de cabeça erguida e siga em busca de vitórias, muitas vitórias!
Da fã número UM, sua avó Dulce Rodrigues Daumas

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Moção de repúdio à perseguição política no CAp-UFRJ

Companheiros/ as,

Publicamos a moção de repúdio à perseguição política sofrida pelo professor Gabriel Marques no Colégio de Aplicação da UFRJ. Pedimos às entidades e indivíduos que queiram assiná-la para enviar o nome da entidade e, no caso de indivíduos, nome completo, profissão e local de estudo ou trabalho para o e-mail http://br.mc356.mail.yahoo.com/mc/compose?to=grdmarques@yahoo.com.br. O ato de lançamento da campanha contra a perseguição política será no dia 12/11, próxima quarta-feira, às 11:30, em frente ao CAp-UFRJ. Em anexo, enviamos o panfleto da campanha.

Saudações de luta!


Moção de Repúdio à perseguição política no CAp-UFRJ

Pela liberdade de exercício político! Contra a perseguição ao professor Gabriel!


A premissa primeira da educação transformadora é a prática da liberdade!

Todos aqueles que historicamente lutaram e lutam pela construção de outra sociedade sabem que é impossível separar uma concepção de estrutura social de práticas educativas. Por isso, nos é tão cara a luta pela defesa do ensino publico e de qualidade, trabalhando sempre como um pólo de resistência contra as amarras do capital. Ironicamente, quando comemoramos 40 anos de Maio de 68, vivenciamos um dos maiores ataques à educação, que parte da premissa de transformar educação em serviço e mercadoria.

A educação pública de nosso país passa por delicado momento, em que constantes ataques são realizados pelos governantes obedecendo à cartilha neoliberal. Cortes de verbas públicas, precarização do trabalho dos educadores e facilidades para os setores privatistas compõem nossa realidade cotidiana. No Ensino Superior, o governo Lula/PT impõe de maneira fatiada a Reforma Universitária ao longo de seu primeiro mandato; no segundo, lança através de Decretos o Plano de Desenvolvimento da Educação e o Reuni.

Felizmente, como contraposição ao caótico quadro apresentado, acompanhamos a reorganização das lutas dos trabalhadores e dos estudantes que não se renderam à lógica privatizante. Na UFRJ, onde uma Reitoria afinada com o governo Lula/PT, formata nossa instituição através de um Plano Diretor a serviço do Reuni, diversas manifestações ocorreram para defender um projeto diferente de Universidade. Por isto lutamos: pela produção do conhecimento direcionada à transformação da sociedade e não para a reprodução do capital

O professor Gabriel Marques é um exemplo desta luta. Lutou e luta em todos os níveis da sua existência individual exercendo uma prática política aberta, corajosa e coerente com esta concepção. Presente nas lutas de defesa do ensino público sempre defendeu - como estudante, professor e militante -com firmeza os seus posicionamentos, e sempre lutou pela defesa da Educação Pública. Por conta dessa atuação política e, absurdamente, por assinar uma mensagem eletrônica contra o REUNI e conta o Plano Diretor da UFRJ, foi questionado e constrangido em reunião do setor de Educação Física do Colégio de Aplicação da UFRJ. Fortalecidas pela onda de criminalização dos movimentos sociais e de ataque à organização autônoma dos trabalhadores e estudantes, as perseguições políticas e práticas autoritárias se alastram pelo país.

A posição política, autoritária e inicialmente coercitiva e velada, foi agora ratificada com a informação de que o contrato do professor Gabriel Marques não será renovado para o ano de 2009. Registre-se que até mesmo esta informação foi obtida após muitos questionamentos e sem que fossem explicitados os critérios e os motivos para tomada de tal decisão, configurando falta de transparência e autoritarismo. É muito importante ainda ressaltar que o trabalho do professor tem sido elogiado pelo conjunto de pais presentes nas diferentes reuniões do Colégio de Aplicação, ratificando assim seu desempenho profissional, sua coerência e compromisso com o ensino público.

Portanto, nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso repúdio à prática de perseguição política ao professor Gabriel e registramos total apoio à campanha pela liberdade do exercício político no Colégio de Aplicação da UFRJ, à renovação do contrato do professor e às lutas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.


Adolpho Tundis Ferreira, Professor de História, Prefeitura do Rio de Janeiro
Adriana Machado Penna - Professora de educação física da rede púbica estadual, do Colégio Universitário Geraldo Reis (UFF) e da Universidade Estácio de Sá
Adriana Paula de Almeida, fisioterapeuta e mestranda em Saúde Coletiva - UFF
Alexandre Costa Borba - Coordenador Projeto Esporte, Cultura e Cidadania - FioCruz
Alice Fucs - Estudante de economia - UFRJ
Aloízio Soares Ferreira, Professor Titular do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa
Amanda Regina Kuroski, estudante da EEFD UFRJ - V período
Ana Alice Dias Sant´anna - Comunicadora social/ Produtora
Ana Helena Ribeiro Tavares, estudante de Jornalismo da FACHA
Ana Maria da Silva Martins, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA
Ana Maria da Silva Martins, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA
Ana Paula de Almeida Cardoso - Psicopedagoga - Coordenadora do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura Municipal de Itapema - SC
André C. Martins Silva, estudante da EEFD UFRJ
André Malina, docente da Faculdade de Educação da UERJ e FAETEC/ISERJ
Andrea Lombardi, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Angela Rocha - Decana do CCMN
Antônico Cláudio Moreira Costa, o CANDIRU
Antonio Rogerio Garcia Silveira, jornalista
Bernardo Ferreira Freitas- Professor de Educação Física da Escola Municipal Professor Affonso Várzea - 3ª CRE; Pós-Graduando - Educação Física Escolar – UFRJ
Bruno Adriano Rodrigues da Silva, docente da Faculdade São Lourenço e professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Bruno Arraes Carneiro da Silva, jornalista pela PUC-RIO, especializado em Gerência de Hotelaria pela Universidade Central da Flórida
Bruno da Rocha Ribeiro, técnico em Edificações
Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo
Bruno Lima Patricio dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual e mestrando em Política Social - UFF
Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Caliandra Dias de Alcantara - Graduanda do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFRJ
Camila Gomes Ramos, Arte-Educadora, estudante de Pedagogia da UFRJ
Carlo Giovani de Jesus Bruno - Estudante de Educação Física da UFF e coordenador da Regional II da ExNEEF
Carlos Alberto Salim Leal, jornalista
Carlos Augusto Peres, professor de Educação Física - Clube MESC - São Bernardo do Campo/SP
Carlos Henrique Amaro Calcia - Estagiário do colégio Pedro II (Humaitá II)
Carolina Monteiro Soares - Professora do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) - Colégio Pedro II - Unidade Tijuca I
Celia Regina Otranto, professora adjunta da UFRRJ - Educação
Cila Borges, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Cinda Gonda, docente adjunto da Faculdade de Letras da UFRJ
Cinthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Cláudia Alves Durans, professora da UFMA
Cláudio Luiz da Silva - Livreiro
Cleusa Santos, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ
Cynthia Rezende Soares Rodrigues - DCE - UFJF -Executiva Regional de Estudantes de Educação Física
Daniel Moreira Leal Raposo, Licenciado em educação física pela UFRJ, professor de judô do Clube Naval
Daniella de Jesus Silva Sciolla, estudante de Direito da UFF
Danielle de Almeida Galante Ferreira, estudante de Pedagogia da UFRJ
Danilo de Moura Dias Carneiro, professor de Artes Marciais
Dianne Fontanelli Cunha – professora de Educação Física da Escola de Educação Infantil da UFRJ
Dulce Rodrigues Daumas, pensionista
Edna Felix, diretora do SEPE
Eduardo Coutinho, professor da Escola de Comunicação da UFRJ
Elaine Campos Bonzoumet. Professora da rede Municipal do Rio de Janeiro
Elielsom Oliveira dos Santos, Bacharelando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Emerson Araújo, professor da UFPE e oposição à AdUFPE
Erickson Fernandes Borges, estudante de Licenciatura em Educação Física da UFRJ
Estevão Lopes Garcia, professor de Educação Física e coordenador de projeto na FIOCRUZ; mestrando em Educação - UFRJ
Fabiane Simão - Coordenadora geral DCE UERJ
Felipe Rodrigo Nicknig - Estudante de Educação Física - Faculdade de Educação Física/Universidade Federal de Goiás
Flavio Helder - Advogado
Frederico Falcão
Glória de Melo Tonácio, doutoranda em Educação-UFRJ; professora do Colégio Pedro II e do Ensino Superior/FAETEC; membro do LEME
Gualberto Tinoco "Pitéu", diretor do SEPE
Gustavo Oliveira dos Santos, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Hajime Takeuchi Nozaki - Prof. Adjunto Dep. Educação UFMS -CPTL
Helena Gryner, professora da Faculdade de Letras da UFRJ
Janete Luzia Leite, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ
Joana Lerner de Berredo - atriz - independente
João Paulo Araújo da Silva, Bacharelando em História - UFRJ
João Vitor Barreto Lima, estudante da EEFD UFRJ
Jonas Henrique Almeida da Silva - Professor de Educação Física da rede pública estadual e substituto do Colégio Pedro II - Unidade Tijuca I e II e militante da oposição sindical no SEPE
José Antonio Martins Simões, Professor do Instituto de Física da UFRJ, ex-presidente da AdUFRJ-Ssind
José Henrique Sanglard, professor da Escola Politécnica da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ
Joyce Andrade das Flores, DA de Farmácia da UFF
Juliana Falcão de Oliveira Cruz, professora de Educação Física
Julio Aldinger Dalloz, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Kamilla Ventura, estudante de Educação Física da UFRRJ e coordenadora do CALEF e da regional II da ExNEEF
Katia Laguna de Oliveira, professora de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Kátia Maria Diniz Araújo - Professora de Música do Colégio de Aplicação da UFRJ
Laila Thaíse Batista de Oliveira, membro do Centro Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Tiradentes - SE
Laura Souza Fonseca, professora DEE/FACED/UFRGS
Leandro Guimarães de Souza Dias - IUPERJ
Leandro Nogueira, coordenador do curso de Graduação em Educação Física da UFRJ; professor da EEFD
Leila Salim Leal, estudante da Escola de Comunicação da UFRJ
Leonardo Conceição Gonçalves, estudante de Educação Física da UERJ e coordenador geral da regional II da Ex
Letícia Cristina Campos Maciel - estudante de Economia - UFF
Ligia Conceição Gonçalves, dona de casa
Lionel dos Santos Feitosa Rodrigues, professor de Educação Física da rede municipal de Três Rios e da rede estadual do Rio de Janeiro
Livraria Antiquaria Quarup LTDA - Juiz de Fora - MG
Lucas de Moura Lopes, interno de medicina 6º ano, FCM-UERJ
Lucia Silva Kubrusly, professora do Instituto de Economia da UFRJ
Luís Mauro Magalhães, professor da UFRRJ
Luis Sergio Barbosa, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro e diretor do SEPE - Regional III
Luiz Carlos Baptista Machado Junior, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Luiz Carlos Baptista Machado, comprador de um restaurante no Flamengo/RJ
Maíra Leão da Silveira, licencianda em Geografia - UFRJ
Manuella Barbosa Feitosa - Professora substituta - UFJF
Marcello B. X., estudante da EEFD UFRJ
Marcelo Oliveira dos Santos, economista e funcionário da COMLURB
Marcos Anacleto da Silva -Técnico em Química- UFRJ
Marcos Anacleto da Silva -Técnico em Química- UFRJ
Maria Isabel Duarte Rodrigues, professora da Escola de Aplicação da UFPA
Marilene Machado Dutra, professora de História da rede municipal do Rio de Janeiro
Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Mayalu Matos Silva - Analista de Gestão - ENSP/ FioCruz
Mônica Jardim Lopes - Professora de Educação Física da Rede Municipal de Três Rios-RJ
Morgana Athaize da Silva, estudante de Educação Física da UFRJ
Paloma Sá de Castro Cornelio – Mestranda em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão
Paulo César dos Reis Marques, SINDSPREV
Paulo Tiago Neves dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro
Pedro Macedo Mendonça - Estudante de licenciatura da Escola de Música da UFRJ
Pedro Souto - Aluno do CAp-UFRJ
Pedro Souto - Aluno do CAp-UFRJ
Priscilla Rodrigues Daumas Marques, estudante
Rafael Araújo da Silva, Grupo de Estudos e Pesquisas Pedagógicas em Educação Física (GEPPEF UFMA)
Raoni Aragão, estudante de Educação Física da UFC e coordenador de divulgação e imprensa da ExNEEF
Raphael Rodrigues dos Santos Pequeno, estudante de Educação Física da UNESA e coordenador da regional II da ExNEEF
Regina H Simões Barbosa, professora do IESC-UFRJ
Renata Batista Canalle, Licencianda em educação física pela UFRJ
Renato Gonçalves, datilógrafo INSS-SINDSPREV
Ricardo Kubrusly, Professor do Instituto de Matemática-UFRJ, ex-diretor da AdUFRJ-Ssind
Roberta M. Nunes, estudante da EEFD UFRJ
Roberto Alves Simões, professor de Educação Física das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro
Robinson Pereira da Costa Filho, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Rodrigo Castelo Branco Santos, professor, doutorando da Escola de Serviço Social/UFRJ
Rodrigo de Souza Dantas Mendonça Pinto, professor da UnB
Ronaldo Lima Lins, diretor da Faculdade de Letras da UFRJ
Roz Irene Carneiro Leão da Silveira, psicóloga
Sandra Moreira, professora da UFPA e diretora da AdUFPA
Shuellen Sablyne Peixoto da Silva, estudante de Comunicação Social e coordenadora geral do DCE da UFAL
Simone Sousa Pimentel, professora da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro
Taisa Ferreira, Licenciada em Pedagogia - UEFS
Talita Rodrigues Daumas Marques – digitadora
Tatiana Borin, estudante de Educação Física da UFRGS
Tatiana Gomes da Costa, estudante de Ciências Sociais - UERJ
Tauan Nunes Maia - Estudante de Educação Física da UFF
Themis de Farias Nascimento, professora de Educação Física, FAETEC, Prefeitura do Rio
Thiago Coqueiro Mendonça, Licenciando em Educação Física - UFRJ, coordenador do CAEFD
Thiago Russo Lourenço, estudante da EEFD UFRJ - III período
Tibério Costa Machado, estudante da EEFD UFRJ
Vera Maria Martins Salim, Professora da COPPE/UFRJ, ex-vice presidente da AdUFRJ-Ssind
Vicente Saraiva - Aluno e integrante do Grêmio CAp/UFRJ
Víctor Lemos, professor da Faculdade de Letras da UFRJ
Victor Pontes, discente da Faculdade de Educação Física da UFJF, integrante do DCE UFJF e ex-candidato a prefeito de Juiz de Fora
Vinícios Costa Pereira, professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro e mestrando em Educação - UFF
Vinicius Oliveira de Barros; Licenciado em Educação Física; Mestrando em Saúde da Criança e do Adolescente (FM/UFRJ)
Vivian Machado Dutra, Licencianda em Educação Física - UFRJ, coordenadora do CAEFD e da regional II da ExNEEF
Vivian Schmidt Pereira de Azevedo, Professora de Música, UFRJ
Viviane Silva Santos. Bacharel em direito. DPGE
Wilma Lúcia Rodrigues Pessôa, professora do Departamento de Sociologia da UFF
Zenilde Moreira B. de Morais, Professora UFRPE
Zuleide Fernandes de Queiroz, professora da URCA

Associação dos Servidores da FUNARTE
Centro Acadêmico 6 de outubro - Letras UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Belas Artes da UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Comunicação da UFRJ
Centro Acadêmico da Escola de Música da UFRJ
Centro Acadêmico de Direito da UFRJ
Centro Acadêmico de Educação Física da UFG
Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ
Centro Acadêmico de História da UFRJ
Centro Acadêmico de Licenciatura em Educação Física da UFRRJ
Centro Acadêmico de Pedagogia da UFRJ
Centro Acadêmico de Psicologia da UFRJ
Centro Acadêmico de Serviço Social da UFRJ
Coletivo Marxista
Comuna do Outeiro da Glória
Cooordenação Nacional de Luta dos Estudantes
Coordenação Nacional de Lutas
Diretório Acadêmico Abel de Oliveira - Farmácia UFF
Diretório Central dos Estudantes da UERJ
Diretório Central dos Estudantes da UFF
Diretório Central dos Estudantes da UFG
Diretório Central dos Estudantes da UFJF
Diretório Central dos Estudantes da UFMG
Diretório Central dos Estudantes da UFRJ
Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
Grupo Além do Mito - UFAL
Juventude do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Movimento Nacional Contra a Regulamentação do Profissional de Educação Física - Núcleo Juiz de Fora (MNCR-JF)
Movimento Não Vou me Adaptar
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa
Movimento Universidade Crítica