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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

10 MOTIVOS PARA SERMOS A FAVOR DA LICENCIATURA AMPLIADA!

O atual momento por qual passa a formação dos professores/as de Educação Física com a orientação das atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física (ver resolução n°07/2004 CNE/CES) fragmenta o conhecimento, os trabalhadores e estudantes da área, o que traz grandes prejuízos no âmbito da formação em Educação Física. Neste contexto, a Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF) elencou dez motivos para sermos a favor da Licenciatura Ampliada (proposta para a formação de professores, do Movimento Estudantil da Educação Física).
1. Formação ampla para atuação nos demais âmbitos de nosso campo de trabalho: é o que esta proposta pauta, pois vivemos em uma sociedade onde o mercado de trabalho é instável e vive em constante mudança. Se nos especializarmos precocemente, como impõe nossa formação hoje, não conseguiremos atender nossas necessidades básicas de sobrevivência, por isso uma formação que dê condições de trabalharmos com a área em diferentes contextos nos dará uma maior garantia de atuação e de condições de trabalho;

2. Sólida base científica: hoje não temos uma base epistemológica que nos permita trabalhar os diferentes conteúdos da Educação Física em diferentes realidades. Por isso, necessitamos de uma sólida base teórica que articule conhecimentos oriundos das ciências humanas, sociais, da saúde, exatas e da terra, da arte e da filosofia balizando assim nossa prática pedagógica (seja na escola ou fora dela) e uma ação consistente em nossos locais de trabalho;

3. Cultura Corporal como objeto de estudo: para além de termos uma consistente base teórica, é necessário que tenhamos um objeto de estudo bem estruturado e fundamentado, o que não é visto hoje. Por isso, apontamos a cultura corporal como objeto de estudo, pois ela possibilita a compreensão da área de conhecimento de que trata a educação física e fundamenta-se nas diferentes manifestações da cultura corporal construída socialmente e acumulada historicamente pela humanidade a partir da relação do homem com a natureza, com o trabalho e com os outros homens, possibilitando uma compreensão ampliada do que entendemos por educação física;

4. Unidade entre teoria e prática: hoje nossos currículos não articulam a teoria com a prática. Vivenciamos na sala de aula locais de atuação imaginários que se diferem da realidade. Isso ocorre devido a não existência de um eixo articulador dos conhecimentos do curso que permita a confrontação entre os conteúdos vistos em sala de aula e a sua relação com a prática pedagógica do professor de educação física. Por isso, propõe-se a práxis social como articuladora dessa unidade teórico-prática, constituindo assim uma prática coerente, transformadora e sólida para nossa ação pedagógica enquanto professores/as de Educação Física;

5. Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão: nossos currículos oferecem uma formação em Educação Física onde o ensino, a pesquisa e a extensão estão distantes entre si e muitas vezes desarticulados, o que descaracteriza o tripé básico do ensino superior público e fragmenta a produção do conhecimento. Por isso, o ensino, a pesquisa e a extensão dentro do projeto de Licenciatura Ampliada estão interligados, de forma que a construção do conhecimento, desde o início do curso, não se fragmente entre trabalho manual e intelectual possibilitando que essa produção sirva para as reais necessidades da população no que diz respeito ao plano da cultura corporal;

6. Articulação do conhecimento: o que podemos constatar é que nossas disciplinas são dadas de forma desarticulada. Repetem-se conteúdos, incham-se os currículos e não conseguimos relacionar o que aprendemos em sala de aula com nossa prática. Por isso, o nosso projeto de formação propõe a organização do conhecimento por complexos temáticos, os quais balizarão as disciplinas e farão com que os conhecimentos se articulem a partir de um eixo que caracteriza a área, que no nosso caso é a prática pedagógica, possibilitando, portanto, uma real visão crítica da realidade e uma apropriação dos conteúdos consistente, consolidando assim uma prática pedagógica sólida no dia-a-dia.

7. Avaliação: a função da avaliação é identificar se os objetivos do projeto político pedagógico do curso estão sendo alcançados. Assim, a Licenciatura Ampliada traz uma forma de avaliação ampla e permanente, no intuito de identificar se erros estão sendo cometidos e a partir disso poder superá-los. Essa avaliação se dá em todas as instâncias do processo, com estudantes, professores, gestão, planos, projetos, instituição e etc.

8. Formação Continuada: vemos que no projeto educacional brasileiro temos a cada nível de ensino um processo de peneira, que limita dia-a-dia o acesso a produção do conhecimento. Por isso, uma formação consistente de professores para Educação Física tem que estar elencada a programas de formação continuada, como especialização, mestrado, doutorado, cursos de aprofundamento, etc. para que consigamos avançar na produção e consolidação da área enquanto necessária para o desenvolvimento da identidade cultural brasileira.

9. Prática pedagógica como caracterizadora da área: A área da Educação Física se diferencia das outras no que se refere ao trato com o conhecimento na atuação. Quem se forma em educação Física, não importa onde for atuar, media pedagogicamente os conhecimentos da área com seus alunos. É uma relação entre seres humanos e por isso a necessidade de termos em nosso currículo a prática pedagógica como articuladora dos conhecimentos da área. A proposta de Licenciatura Ampliada traz esse princípio, tendo essas disciplinas no corpo comum e obrigatório da formação causando o caráter pedagógico para a área.

10. Projeto alternativo de universidade: a proposta de Licenciatura Ampliada traz em si outra concepção de formação, de homem, de mundo e conseqüentemente de universidade. Esta visão de universidade vem pautada em horizontes tais como: democratização da instituição, auto organização dos segmentos, indissociabilidade entre ensino/pesquisa/extensão, produção do conhecimento socialmente útil, formação continuada, dentre vários.


Por isso chamamos a todo estudantes de Educação Física a se somarem a luta pela revogação das atuais diretrizes curriculares e levantarem essa bandeira em suas escolas gritando juntos

“EDUCAÇÃO FÍSICA É UMA SÓ! FORMAÇÃO UNIFICADA JÁ!”

para seguirmos avançando e conquistando vitórias para o conjunto do Movimento Estudantil!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sigamos com tudo sem cansar!

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa entende que, para ser conseqüente na luta por uma universidade publica, gratuita e de qualidade, é necessário dialogar no dia-a-dia com os estudantes sobre a real situação que enfrentamos e não só no período de eleições. Nesse sentido, esse texto é uma forma de trazer os informes da UFRJ e convidar a todos os estudantes que estejam interessados e dispostos a lutar com a gente.

Por uma UFRJ pública, gratuita e de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT!

A UFRJ se encontra num momento delicado e não é difícil sentir na pele tal situação. Se olharmos ao nosso redor, perceberemos que na maior Universidade Federal do país, as salas de aula estão lotadas, faltam ateliês, faltam laboratórios, e os existentes em grande parte servem a interesses privados; as bolsas são insuficientes e possuem um valor reduzido, que não condiz com a demanda dos estudantes; nossos dois bandejões (conquista da luta dos estudantes) passam longe de atender à demanda da comunidade universitária. O Hospital Universitário totalmente precarizado, conseqüência de anos de falta de investimento, terá sua perna seca implodida no início de dezembro, praticamente terminando com as aulas antes do período letivo. Um anel rodoviário, que piorou o congestionamento dentro do Fundão, sendo assim, aumentando o caos no trânsito. Além disso, ainda temos um déficit na contratação de professores e técnicos-administartivos. Sabemos que esses problemas se agravaram ainda mais nos últimos anos, fruto da aprovação do REUNI na Universidade. A “expansão” implementada pelo Reuni mostra sua real face cotidianamente com um inchaço sem qualidade da universidade, o que piora com o anúncio de que as verbas para o decreto, que já não eram suficientes, se esgotaram!

E os problemas só aumentam!

Além dos problemas diretamente relacionados ao decreto do REUNI, recentemente vimos o episódio da entrada da polícia civil no campus da Praia Vermelha para prender o trabalhador da Xerox do Serviço Social, um verdadeiro ataque a toda comunidade universitária e que levantou debates acerca da segurança, o qual achamos que a presença de qualquer tipo de polícia dentro dos campi não é a solução. Portanto, reivindicamos concurso público para segurança, além do debate sobre assistência estudantil, que defendemos a construção de bandejões em todos os campi, reforma e ampliação do alojamento, aumento na quantidade e no número de bolsas, passe-livre, creches universitárias para as mães estudantes e etc, reivindicações que se chocam frontalmente com as metas do REUNI. Outro episódio que precisamos ficar atentos é sobre a volta da posse do terreno do Canecão para a UFRJ: a Reitoria já tem planos de firmar uma parceria publico-privada, colocando assim o Canecão nas mãos da iniciativa privada, defendemos o uso do terreno para fins acadêmicos, científicos e culturais pela comunidade universitária, abrindo as portas para toda população a preços populares.

A resposta dos estudantes!

Diante de tudo isso, a gestão majoritária do DCE se encontra novamente paralisada sem ter uma resposta concreta de enfrentamento ao REUNI, a não ser por eventos de propaganda. Uma gestão com atuação superestrutural e alianças com a Burocracia Universitária fazem com que o movimento estudantil da UFRJ não tenha um papel tão decisivo como em outros momentos. Nesse sentido, ratificamos a necessidade de um DCE como ferramenta fundamental de construção de lutas na Universidade.

A todo esse cenário se soma a necessidade de fazer uma avaliação do movimento estudantil geral. A nossa velha representante, a UNE, além de abandonar a luta dos estudantes, passou para o lado do governo, ajudando na implementação das reformas neoliberais para a Educação. Por isso, precisamos criar um novo instrumento que potencialize as lutas do movimento estudantil combativo. Recentemente, foi criada a ANEL, que foi propagandeada como uma nova entidade estudantil pelo setor majoritário. Mas há um problema de conteúdo com a ANEL, ela não possui um programa de ruptura com a UNE, e se coloca como um instrumento de barganha assim como aconteceu em outros fóruns construídos pelo movimento estudantil. Precisamos criar uma Nova Entidade Estudantil pela base e com um programa de ruptura com a UNE.

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa faz um chamado a todos os estudantes: se incorporem nessa luta decisiva e vamos todos juntos com tudo e sem cansar! Venha nos conhecer!

Contatos

Fundão: Luiz (8188-4267), Maria (7617-4351) Centro: Mauricio (9608-0523) Praia Vermelha: Sabrina (9591-6281)

domingo, 29 de novembro de 2009

Aprovaram o Plano Diretor, mas a luta contra o REUNI apenas começou

A campanha Revida, Minerva! surgiu em setembro justamente sob essa perspectiva. Com o Plano Diretor referendado pelo CONSUNI, é hora do Movimento Estudantil se organizar para convocar o corpo discente nas salas de aula e construir mobilizações nas Escolas, Faculdades e Institutos da UFRJ. Ao defendermos assistência estudantil, expansão com qualidade, melhorias da infra-estrutura, dentre outras bandeiras, necessariamente nos chocamos com o projeto de Plano Diretor da Reitoria e do Governo Lula/PT.

Desde a publicação do Decreto 6096/07, em abril de 2007, o Governo Lula/PT e as Reitorias têm atropelado as discussões e materializam o sucateamento do Ensino Superior público. Com apoio da polícia, de seguranças e até mesmo de setores governistas como a CUT e a UNE, impuseram a lógica do REUNI para os próximos anos. Na UFRJ, o protagonismo do Movimento Estudantil gerou duas ocupações de Reitoria e diversas manifestações, mas que demonstraram o limite da tática utilizada. Por que¿ As mobilizações aconteciam, mas apenas adiavam a decisão, sempre realizada pelos antidemocráticos órgãos colegiados.

No Conselho Universitário de 29 de outubro, cerca de 100 estudantes se mobilizaram para participar da manifestação contra a aprovação do Plano Diretor, projeto da Reitoria que visa submeter a UFRJ às metas do REUNI de Lula/PT. Nessa ocasião, a Sessão foi encerrada e a votação não aconteceu. Utilizando-se mais uma vez de suas conhecidas manobras, o Reitor convocou nova Sessão para a quinta seguinte, 5 de novembro. Dessa vez, o CONSUNI empurrou goela abaixo da comunidade acadêmica a aprovação do Plano Diretor, composto por diversas medidas supostamente de reestruturação e expansão, mas que essencialmente modificam o caráter da Universidade.

Certamente a luta contra o REUNI na UFRJ não terminou. Para o REUNI se concretizar, seu processo de implementação ocorre em cada uma das Unidades. Há alguns meses já alertávamos sobre essa realidade e apontávamos a necessidade e a importância da construção de lutas nas mesmas, somando as pautas específicas dos estudantes ao debate mais geral sobre concepção de Universidade. Portanto, vamos virar esse jogo, construindo as lutas e garantindo que a Minerva revide a partir de nosso apoio.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Campanha REVIDA, MINERVA!


*Por uma expansão de qualidade!
* Mais professores e salas de aula!
* Melhorias estruturais já!
* Ampliação do bandejão central e bandejões em todos os campi!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Ampliação e reforma do alojamento! Alojamento público e gratuito na UFRJ!
* Contra a transferência para o Fundão!



A UFRJ passa por um momento decisivo. Basta um simples olhar à realidade da Universidade para percebemos que sua situação se agrava a cada dia: salas de aulas lotadas e mal conservadas, falta de laboratórios, bolsas insuficientes e de valor reduzido, o único bandejão passa longe de atender a demanda da comunidade universitária, a falta de concursos públicos para a segurança coloca todos em risco e muitos outros problemas nos atingem diariamente. A “expansão” implementada pelo Reuni se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade, o que se agrava diante do anúncio de que as já insuficientes verbas para o Programa se esgotaram. Diante de tudo isso, a gestão majoritária do DCE Mário Prata se encontra paralisada. E agora? É hora de revidar! A UFRJ não pode ser destruída. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva!

Reuni: todo mundo já sabia! As verbas acabaram
e a UFRJ se precariza a cada dia...
O movimento estudantil combativo travou lutas em todo o país quando o governo Lula/PT impôs o Reuni por decreto goela abaixo das universidades federais. O projeto, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.

Criar lutas em cada unidade contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes
para conquistar melhorias na educação!
Não é essa a UFRJ que queremos! Precisamos de mais professores, mais laboratórios, do nosso bandejão, ampliação do transporte e alojamento universitário, garantia do caráter público da universidade e de cursos que nos formem para intervir na realidade. É hora de revidar e lutar em defesa da Educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria – que aprova seu Plano Diretor para atender as metas do Reuni – e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Não bastam atos esvaziados na Reitoria, precisamos montar pautas de reivindicação em cada unidade, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!





*Por uma expansão de qualidade!
* Entrega das salas de aula e laboratórios já!
* Mais professores!
*Construção do bandejão em Macaé!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Alojamento público e gratuito já!
* Ampliação do transporte inter-campi!

A UFRJ passa por um momento decisivo. A situação da Universidade se agrava a cada dia. No campus Macaé, o cenário é ainda mais grave. Os estudantes dos novos cursos se deparam com uma realidade absurda e muito diferente da prometida: não há estrutura para atender necessidades básicas, como salas de aula e laboratórios, acontece uma “fusão” forçada de diferentes áreas, atacando a qualidade do ensino, e muitos alunos não têm sequer suas aulas regularmente. A “expansão” implementada pela reitoria, nos moldes do Reuni, se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade. E agora? É hora de revidar! O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva! Macaé precisa de melhorias urgentes, vamos à luta para conquistá-las!


Expansão, sim! Mas com qualidade! Combater o Reuni e lutar por melhorias já!


A situação absurda com que se deparam os estudantes do campus Macaé da UFRJ é um dos maiores reflexos da política irresponsável implementada pela reitoria para atender o decreto do Reuni de Lula. Queremos expansão as UFRJ, sim, mas com qualidade para alunos e professores. Precisamos de estrutura, laboratórios, salas de aula, alojamentos, bandejão, transporte e muitos outros. Infelizmente, o Reuni, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia, especialmente aqui em Macaé. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.


Criar lutas contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes para conquistar melhorias na educação!


Não é essa a UFRJ que queremos! É hora de revidar e lutar em defesa da educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Precisamos montar pautas de reivindicação dos estudantes de Macaé, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!

domingo, 28 de junho de 2009

Chapa 4 - QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para o CAEFALF-UERJ

ELEIÇÕES PARA O CENTRO ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
ALBERTO LATORRE DE FARIA
- CAEFALF / UERJ –


Quem Vem Com Tudo Não Cansa - CHAPA 4



A seguir está a Carta Pré-Programa de nossa chapa para a Gestão 2009 do CAEFALF / UERJ. Construímos esse material após alguns meses de discussão entre alguns/umas estudantes do curso de Educação Física da UERJ juntamente com a participação de outros estudantes de vários cursos da própria Universidade e demais Instituições.


NOSSA UNIVERSIDADE DENTRO DE UMA SOCIEDADE

Além de manter 54 cursos de graduação e 32 de pós-graduação, a UERJ desenvolve importantes projetos de pesquisa e extensão, cumprindo assim um papel importante, mas não único na sociedade. Neste sentido, é fundamental a compreensão do momento por que passa esta Universidade e conseqüentemente o Instituto de Educação Física e Desportos, ambos localizados dentro de uma realidade muito mais ampla.

Os números, segundo o IBGE, revelam mais de 1 milhão de demissões e o fechamento de mais de 700 mil postos de trabalho. Portanto, não podemos deixar de reconhecer que passamos por um momento de crise mundial onde todas as esferas e setores do sistema mundial sofrem de uma forma ou de outra. Com a Universidade não poderia ser diferente!

Especificamente no campo da Educação, incide um corte R$2 bilhões para o orçamento de 2009, agravando o já recorrente problema da falta de verbas. Seguramente, este corte se reflete no agravamento dos problemas estruturais nas escolas e universidades, vide o último susto ocorrido na manhã de sexta-feira, dia 26 de junho. Por volta das 9h30 um aparelho de ar condicionado pegou fogo, causando um princípio de incêndio na Universidade. Esta é mais uma prova de que a UERJ está a cada dia se desmanchando.

A falta de um bandejão, de ônibus inter campi, de um local apropriado para eventos culturais estudantis, assim como a diminuição da quantidade de bolsas, na maioria das vezes, inviabiliza uma formação humana digna de uma Universidade ainda Pública.

Em contrapartida, já há verbas públicas, do BNDES, destinadas a socorrer da crise os empresários da educação, os tubarões do ensino privado – setor no qual as mensalidades não param de subir, onerando ainda mais os estudantes. Neste momento também nos perguntamos sobre a União Nacional dos Estudantes (UNE). Esta entidade que deveria nos representar encontra-se totalmente ausente do dia-a-dia das lutas e se transformou efetivamente na “Juventude do Mensalão”, auxiliando o Governo nos ataques à Universidade e à Educação.



INSTITUTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS: reflexo da Universidade

Entender as partes como resultado do todo: condição básica que estrutura a Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa. O que queremos dizer com isso?

Apesar de ser pouco veiculado, nós temos hoje em dia uma realidade desordenada na UERJ: dissociação entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Isso significa condições de estudo e trabalho cada vez piores. Professores fantasmas, currículos limitados e direcionados, cobranças por serviços inerentes à Instituição (pós-graduações pagas ao invés de gratuitas), bolsistas trabalhando em regimes surreais... Enfim. Dizer que esse cenário não se reflete no IEFD seria demagogia de nossa parte. Inclusive podemos perceber dentro da própria comunidade acadêmica da UERJ como também do IEFD os que se calam diante disso.

Porém, não cabe a nós estudantes o papel de denúncias mecânicas, sem apontar em nossas inquietações o conteúdo político que circunda todo o processo.

Para tanto, entendemos ser precedente um Centro Acadêmico que leve o conjunto dos estudantes a entender qual o REAL papel da Universidade Pública.

Uma Instituição nos marcos da UERJ assim como o seu Instituto de Educação Física e Desportos não podem se render à lógica mercadológica onde a Educação é tratada como mera mercadoria, onde a pesquisa é negociada como se fosse um produto qualquer que gerará lucros exorbitantes a determinado Laboratório ou Professor/a.

Precisamos responder ao nível o desafio que por hora nos é colocado: reorganizar as lutas do Movimento Estudantil dentro do IEFD / UERJ, como conseqüência é claro de toda uma reorganização do conjunto do Movimento Estudantil a nível Nacional.

Propomos, portanto, a Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa como alternativa necessária capaz de unificar as necessidades diárias dos estudantes dessa Instituição, potencializando assim a retomada do Centro Acadêmico de Educação Física Alberto Latorre de Faria ao cenário de lutas nacional.

É nosso papel, nossa tarefa, nosso desafio: Vamos Com Tudo Sem Cansar!


Nesse sentido, nós componentes da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa, solicitamos moções de apoio das Entidades (ExNEEF, C.As / D.As ), Estudantes e Professores/ as de forma a legitimar ainda mais nossa atuação combativa dentro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA obtém expressiva votação nas eleições do CAPED-UFRJ

Entre os dias 2 e 4 de junho, ocorreu o processo eleitoral para escolha da gestão 2009/2010 do Centro Acadêmico de Pedagogia Professor Paulo Freire (UFRJ). Três chapas concorreram ao pleito. Em primeiro lugar ficou o setor majoritário da última gestão, com 108 votos (Chapa Além do que se vê). Nossa chapa obteve expressivos 55 votos (QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA) e ficou à frente da chapa Educação pela Educação, com proximidades políticas com o velho Movimento Estudantil (36 votos).

Conforme já anunciávamos, continuaremos construindo o novo Movimento Estudantil na Faculdade de Educação da UFRJ. Parabenizamos a chapa vencedora do processo, com a qual estivemos juntos na última gestão, mas reconhecemos os limites ao abrir mão de apresentar um programa político, ignorar o processo de reorganização nacional pelo qual passam os estudantes brasileiros e atacar de maneira simplista a liberdade de organização.

Público comparece ao segundo debate entre as chapas. Ao fundo e à esquerda, Danielle e Maricelma representam a chapa 4.


Raphael Pequeno intervém durante o debate.


Galera da chapa e apoiadores que vêm com tudo sem cansar!


Apuração dos votos na noite de quinta-feira.


Segue abaixo o conteúdo de nosso panfleto de campanha:

É hora dos/as estudantes de Pedagogia escolherem a próxima gestão do Centro Acadêmico. Sob um cenário de crise econômica a nível internacional, os setores dominantes pretendem penalizar os trabalhadores e a juventude. Retirada de direitos, demissões em massa, salários congelados etc. aumentam diariamente.

Em nosso país, o Governo Lula/PT apresenta de maneira fatiada mudanças na Educação que privilegiam os setores privados. Por meio da Reforma Universitária, do REUNI e do novo ENEM, a Educação Pública é atacada e precarizada. Além disso, uma dupla restrição ao direito à meia-entrada para acesso à cultura e ao lazer ocorre, favorecendo a lucratividade dos empresários e estabelecendo o monopólio das carteirinhas pela União Nacional dos Estudantes (entidade que deveria nos representar).

Como isso nos afeta e como podemos modificar a realidade?

Segurança e limpeza terceirizados, professores com contrato temporário, limitada assistência estudantil (Bandejão, bolsas, transporte interno) etc. As dificuldades na retomada do convênio com a Prefeitura do Rio de Janeiro para voltarmos a estagiar nas escolas municipais são reflexos do descaso com a Educação Pública em nosso país.

O Palácio Universitário ser alagado quando chove e aulas serem canceladas é um grande problema. Para “resolver”, a Reitoria propõe através do Plano Diretor a transferência para a Cidade Universitária (Fundão), visando facilitar a entrada dos interesses privados na Praia Vermelha (Centro de Convenções, Hotel-Escola, estacionamento, etc.), adequando-se ao REUNI, sem debater coerentemente uma expansão com qualidade e aspectos como segurança e transporte!

Os desafios são muitos: defender a Educação Pública e construir o novo Movimento Estudantil. Portanto, além de votar na CHAPA 4, é necessário que todos(as) estejam no dia-a-dia das lutas, juntando as nossas demandas específicas às gerais que aparecem nacionalmente. A Pedagogia da UFRJ deve se juntar nacionalmente e fortalecer a construção de uma nova entidade estudantil para conquistar vitórias para a juventude.

Voz, Voto e Ação! O CA é dos/as Estudantes!

Durante as eleições para o CAPED, além de escolher entre três números, os e as estudantes optam também por uma concepção de Movimento Estudantil. Não podemos ecoar pelos corredores a vontade que temos de que a totalidade dos estudantes se represente através de uma democracia direta. Precisamos ser científicos e analisar a realidade concreta ao nosso redor: centenas de estudantes que precisam trabalhar para garantir seus sustentos, outras centenas realizando estágios, participando de projetos de Pesquisa ou Extensão para complementar a sua formação, além de um sistema de créditos que dificulta a permanência de uma turma ao longo do curso.

Em vez de jargões de efeito, esvaziados de um conteúdo político, a proposta da CHAPA 4 é organizar o CAPED por meio de reuniões abertas à participação de quaisquer estudantes, que podem apresentar seus posicionamentos (VOZ), escolher o que melhor represente seus anseios (VOTO) e organizar e participar das atividades realizadas (AÇÃO).

De 2007 para cá...

É importante destacar que o CAPED esteve na inércia durante longos anos, ausente do dia-a-dia, sem prestar contas dos recursos financeiros. Quando “apareceu”, veio para defender, sem discussões políticas com o conjunto dos/as estudantes, projetos que prejudicam a Educação, como o REUNI de Lula/PT. Tal grupo, que não auxiliou em nada na reconstrução do CAPED, hoje deseja retomar a entidade através da chapa 3, que significa um grande retrocesso para o Movimento Estudantil.

Quando esse grupo estava à frente do CA em 2007, por fora e contra a gestão, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa esteve na vanguarda das lutas na Faculdade de Educação, mobilizando para as lutas contra o REUNI (inclusive propondo a ocupação da Reitoria em 2007), participando e intervindo com qualidade nas Audiências Públicas realizadas pela Reitoria e nas reuniões organizadas pela Direção da Faculdade de Educação, demonstrando a força do Movimento Estudantil.

Por conta disso, nossa atuação foi quem propôs o nome “Além do que se vê” para a chapa que derrotou o grupo ligado à atual chapa 3 e construiu no dia-a-dia junto com o grupo que hoje se encontra na chapa 2.

Realmente de 2008 para cá o CAPED avançou em relação aos anos anteriores. Tais avanços também se devem à atuação de luta protagonizada pela galera que veio com tudo sem cansar. Atividades como o debate sobre o boicote ao Exame Nacional de Avaliação do Desempenho Estudantil (ENADE), participação nos Conselhos de CAs da UFRJ e reuniões do DCE, atuação coerente no Fórum Nacional de Entidades de Pedagogia (FoNEPe-USP) e no Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia (ENEPe-UFES), lutas contra o REUNI e o Plano Diretor (que visa a transferência para a Ilha do Fundão e transformar o campus da Praia Vermelha em Centros Cultural e de Convenções), atos e mobilizações no Conselho Universitário), campanha ESTÁGIO JÁ! (convocando a participação das demais Licenciaturas no CEG para lutarmos pela renovação do convênio com o Município), criação e atualização do blog e organização da lista virtual de discussões (capedufrj@yahoogrupos.com.br; instrumentos de diálogo aprofundado e publicização de notícias), Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes (11 a 14 de junho na UFRJ; infelizmente a chapa 2 ignorou ou foi contra nossa participação nesse importante evento) são exemplos de protagonismo do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, além de participarmos das Calouradas de 2008 (churrasco de integração) e 2009 (Luau na Praia Vermelha), do Arraiá da UFRJ, das Congregações da Faculdade de Educação, da revitalização da sala do CAPED (disponibilizando materiais para o uso coletivo), etc.

Sejamos realistas! Exijamos o impossível!

É possível e preciso que o CAPED avance ainda mais. É por isso que a atual gestão está dividida em duas chapas nessas eleições. De um lado, um setor, que é de luta e combativo, mas possui equívocos complicados ao defender jargões através de um falso independentismo e uma caminhada de forma livre e, na prática, isolar a Pedagogia da reorganização que cresce no país. Do outro, a nossa concepção que defende uma relação constante entre o fortalecimento do CAPED e a reorganização do Movimento Estudantil brasileiro, unificando as lutas com os estudantes de outros cursos da UFRJ bem como das demais escolas e universidades do país. Nossa proposta é a criação de uma Coordenação Nacional de Estudantes (CNE), que atue por fora da e contra a União Nacional dos Estudantes (UNE), que não mais nos representa. A CNE deve estar presente no dia-a-dia, construir as mobilizações e lutas apresentando uma Plataforma de Reivindicações dos/as Estudantes Brasileiros/as, ser combativa, autônoma e independente de Governos, Reitorias, Direções etc.

A escalada não termina aqui.

Independente do resultado do processo eleitoral, construiremos o Movimento Estudantil na Pedagogia da UFRJ diariamente, como fizemos desde 2007, sem estar na direção da entidade. Convocamos todos e todas para discutir sobre o quê queremos e defender com todas as nossas forças a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, melhorias de condições de estudo, acesso e permanência, manutenção e ampliação de nossos direitos.

Só a luta muda a vida. E precisamos ir com tudo, pois QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA!


PEDAGOGIA É UNIÃO! NÃO DEIXA O MEC ACABAR COM A EDUCAÇÃO!
QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA!

Apresentamos aqui nossas propostas para a gestão 2009/2010 do CAPed:

REUNIÕES: semanais para organizar atividades, informar sobre cada novidade na Universidade;

ATUAÇÃO NOS ESPAÇOS: representar os estudantes nos espaços de decisão, levando posicionamentos coerentes e discutidos em reuniões gerais; manter contato com os demais CAs e o DCE;

MOVIMENTO ESTUDANTIL DE PEDAGOGIA: organizar encontros preparatórios para os eventos (ENEPe, FoNEPe) e viabilizar o transporte;

ATIVIDADES CULTURAIS: integração através da exibição de filmes comentados; debates; festas;

ARRAIÁS: organizar a barraca da Pedagogia, arrecadando recursos financeiros;

SEMANA DE EDUCAÇÃO: construir através de um eixo temático proposto pelos estudantes, trazendo convidados relevantes na área educacional;

CALOURADA: atividades de boas-vindas aos novos estudantes, apresentando o curso e o campus; arrecadando junto com eles o dinheiro para a festa de recepção; integrando-os aos veteranos;

GRUPOS DE ESTUDOS: com a participação dos monitores das disciplinas, na medida do possível, para ampliar as discussões da sala de aula;

TEXTOTECA: local para deixar os textos não utilizados e compartilhá-los;

MURAIS: um para informes; outro para a exposição de trabalhos dos estudantes;

VARALZÂO: pendurar textos informativos e documentos importantes;

JORNAL: pelo menos bimestralmente e aberto à contribuição de todos(as), contendo colunas de humor e informações gerais;

BLOG: atualizar semanalmente com notícias da UFRJ e da conjuntura que nos envolve; textos dos alunos, como poesias, poemas, crônicas; concursos; eventos; fotos; vídeos etc.;

SALA DO CA: manutenção dos computadores com acesso à Internet, geladeira e micro-ondas, preservando o espaço;

CAIXINHAS: de sugestões e de pronto-socorro;

PRESTAÇÃO DE CONTAS: bimestral, mostrando toda a circulação financeira.


Essa é a galera que vem com tudo sem cansar:
Danielle Galante (3ºp/tarde); Larissa Fonseca (2ºp/noite); Larissa Peres (2ºp/noite); Laryssa de Assis (2ºp/noite); Maria Emília (3ºp/tarde); Maricelma Oliveira (2ºp/noite); Monique Pagels (1ºp/tarde); Nathalia Alves (2ºp/noite); Noemi Viana (1ºp/tarde); Priscilla Frazão (2ºp/noite); Rebeca Soares (3ºp/tarde).


Declararam apoio à nossa chapa:
Pedagogia: Rosimar Neves; Janete Santos; Rosana Valéria; Carolina Ponciano; Rafaela Rocha; Carina Costa; Christiane Villar; Ana Beatriz Reis; Jaqueline Martins; Deyse Almeida; Rejane Xavier; Jeniffer Stephanie; Mariana Simas.
Mestrado: Gabriel Marques. Doutorado: Bruno Gawryszewski; Bruno Adriano.
Centro Acadêmico de Educação Física e Dança. Pedagogia UniRio: Raphael Pequeno. Coordenadores do DCE Mario Prata 2009/2010:
Luiz “Monstro”, Elielsom, Vivian Dutra, Caliandra Dias, Mauricio Milleo, Maíra Leão, Thiago “Lenny”, Gustavo “Braço” e Daniel Hoefle.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Estudantes de Pedagogia da UFRJ elegem delegados(as) para o Congresso Nacional de Estudantes



Organizado através da Comissão de 5 alunos, o processo de tiragem de delegados(as) estudantis do curso de Pedagogia da UFRJ ocorreu entre os dias 26 e 28 de maio. Mesmo às vésperas das eleições para a próxima gestão do Centro Acadêmico, que ocorrerá entre os dias 2 e 4 de junho, o quórum foi atingido. Os estudantes foram eleitos pela chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa, através da pré-tese "Para enfrentar a crise, organizar a juventude e consolidar o novo Movimento Estudantil". O curso conta com 440 estudantes com matrícula ativa. Dos 44 votantes, 2 anularam e 42 votaram na chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA.


Confira abaixo o conteúdo do panfleto distribuído para os e as estudantes da Faculdade de Educação da UFRJ.




Quem Vem Com Tudo Não Cansa
Rumo ao Congresso Nacional de Estudantes

“Para enfrentar a crise, organizar a juventude e consolidar o novo Movimento Estudantil”





O contexto internacional sob o qual nos encontramos apresenta uma série de ataques aos trabalhadores e à juventude a fim de garantir a lucratividade de pequenos setores. Como sentimos isso? A restrição do direito à meia-entrada, cortes de verbas públicas para Educação e Saúde, mazelas sociais como o desemprego, a violência e a miséria se multiplicam.

No Brasil, acompanhamos o Governo Lula/PT elaborar uma série de mecanismos que privilegiam os setores privados, aliando-se internacionalmente ao receituário neoliberal. Não é à toa que Obama fala que “Lula é o cara”. Enquanto empresta dinheiro para o Fundo Monetário Internacional (FMI), corta verbas do Ministério da Educação e aprova de maneira fatiada a Reforma Universitária. Além disso, em 2007 apresenta através de Decreto o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), cujo foco para as Universidades é o REUNI.

É preciso defendermos a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, assim como a expansão de qualidade. Tal defesa hoje se choca com as políticas governamentais aprovadas de maneira totalmente apressada nas Universidades, como o REUNI e o “novo” ENEM. Enquanto queremos decidir os rumos da Educação em nosso país, a União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que deveria nos representar, encontra-se totalmente ausente do dia-a-dia das lutas e se transformou efetivamente na “Juventude do Mensalão”, auxiliando o Governo Lula na implementação de suas medidas neoliberais.

Iniciativa da reorganização do Movimento Estudantil brasileiro, que tem se mobilizado para defender direitos da juventude como a meia-entrada, ocupado as Reitorias em defesa da Educação Pública, ocorrerá de 11 a 14 de junho na Ilha do Fundão, o Congresso Nacional de Estudantes, que reunirá estudantes secundaristas e universitários de todo o país.

Consideramos esse espaço de grande importância para discutirmos e apontarmos alternativas para a construção de nossas lutas. Aqui na Faculdade de Educação da UFRJ, nesse semestre, participamos da construção da campanha do “Estágio Já” e da luta contra a transferência de nossa Unidade para a Ilha do Fundão. Tais lutas podem se fortalecer ainda mais caso estejamos unificados nacionalmente numa nova entidade, que atue por fora e contra a UNE; seja independente e autônoma de Direções, Reitorias e Governos; que esteja presente no cotidiano e construa lutas para angariar novas conquistas para a juventude brasileira, em aliança constante com os trabalhadores.

É por isso que conclamamos os/as estudantes de Pedagogia para participar do processo de tiragem de delegados(as) (estudantes que nos representarão no CNE), durante os dias 26, 27 e 28 de maio.

Votar na chapa Quem Vem Com Tudo Não Cansa e participar conosco significa avançar na construção do novo Movimento Estudantil, necessário para enfrentar a crise econômica defendendo nossos direitos e interesses e fazendo com que os dominantes paguem pela crise que construíram. Além disso, é fortalecer a luta em defesa de expansão de qualidade da Educação Pública!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Chapa 4 se apresenta para os estudantes da UFRJ

Segunda-feira, 13 de abril, integrantes da chapa 4 QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA já passam nas salas de aula e nos corredores de diversas Unidades com os panfletos de apresentação, cartazes e adesivos. É o novo Movimento Estudantil para o DCE Mario Prata!

Segue abaixo o conteúdo dos nossos panfletos.



Chapa 4: QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA!

O novo movimento estudantil na UFRJ





Nos próximos dias 5, 6 e 7 de maio acontecem as eleições para o DCE Mário Prata, a entidade representativa dos estudantes da UFRJ. Nós, da Chapa 4 - Quem vem com tudo não cansa, acreditamos na construção de um DCE realmente identificado com as necessidades dos estudantes, presente no seu dia-a-dia, que construa pautas permanentes para lutar pelas necessidades específicas de cada curso, e, ao mesmo, tempo, unifique estas pautas com a luta geral em defesa da universidade pública.

O sucateamento da universidade pública é uma realidade com a qual nos deparamos diariamente e que afeta a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão em nossa Universidade. Para piorar, o governo Lula ainda implementa uma Reforma Universitária que, longe de realizar as melhorias de que necessita a universidade, institucionaliza o corte de verbas para a universidade pública e a transferência de verbas públicas para o setor privado. A mais nova faceta da Reforma Universitária do governo Lula é o Reuni, um decreto que condiciona a tão necessária e reivindicada abertura de novas vagas nas universidades à aceitação, pelas instituições de ensino, de uma série de medidas que as transformam em verdadeiros escolões, comprometendo a qualidade do conhecimento produzido e a formação dos estudantes.

A situação se agrava em tempos de crise econômica internacional, quando, para socorrer empresários e banqueiros, o governo corta verbas das áreas sociais. No caso da educação, o corte de orçamento em 2009 já é de R$ 2 bi. Diante disso, aumenta a necessidade de os estudantes se organizarem. A União Nacional do Estudantes, entidade que deveria nos representar, não é mais capaz de cumprir este papel, porque optou por abandonar os estudantes e passar de vez para o lado do governo Lula/PT. Neste momento, torna-se ainda mais urgente a construção do Congresso Nacional de Estudantes e a criação de uma nova entidade que possa organizar e unificar as lutas dos estudantes.

As eleições para o DCE abrem possibilidade para consolidarmos um novo movimento estudantil na UFRJ. Por isso, fazemos um chamado a todos aqueles que queiram lutar em defesa da educação pública, por expansão de qualidade, contra o Reuni e a Reforma Universitária: venham construir conosco o novo movimento estudantil na UFRJ!

VOTE CHAPA 4, por um novo movimento estudantil!


Plano Diretor da Reitoria deixa as Unidades do Centro sem verbas. Organizar a luta dos estudantes!

Como se não bastasse o crônico problema de cortes de verbas que atinge as universidades federais em todo o país, algumas unidades da UFRJ sofrem, agora, com o abandono pela própria Reitoria da Universidade, como identificamos no Centro do Rio (IFCS, Escola de Música e Faculdade Nacional de Direito), que sofrem atualmente uma forte chantagem para que se transfiram para a Ilha do Fundão: a Reitoria as deixa à míngua, sem verbas, e só prevê recursos e investimentos se a transferência for realizada.

Esse é o princípio que orienta o Plano Diretor da Reitoria (o projeto do Reuni para a UFRJ), que não prevê um centavo de investimento para as Unidades do Centro. O que está por trás desta medida é a implementação das metas do Reuni na universidade, entre elas o aumento da relação professor/aluno em quase 100% e a criação dos cursos genéricos de curta duração (os bacharelados interdisciplinares). Para garanti-las, é necessário que todos os cursos estejam no mesmo local. Por isso, se dá a chantagem para que as unidades isoladas se mudem para o Fundão.

O que está em questão, portanto, não é uma suposta e abstrata “integração” dos cursos no Fundão ou as migalhas oferecidas pela Reitoria para as unidades que se transfiram para lá. A transferência está subordinada à implementação de um projeto que compromete a qualidade e o caráter do conhecimento produzido na UFRJ, transformando-a em uma fábrica de diplomas, um “escolão” de terceiro grau. A tão necessária expansão da universidade, com abertura de novas vagas, é feita de maneira totalmente irresponsável através do Reuni. Os maiores prejudicados são os próprios estudantes, que entram em cursos com graves problemas estruturais e acadêmicos.

É hora de organizar a luta por uma expansão de qualidade, contra o Reuni e seu Plano Diretor na UFRJ, em defesa das verbas para as unidades do Centro!



EEFD: queremos reformas estruturais e expansão de qualidade!

O crônico problema de cortes de verbas que atinge as universidades federais em todo o país se manifesta claramente na EEFD. Os estudantes dos cursos de Dança, Licenciatura em Educação Física e Bacharelado em Educação Física se deparam diariamente com problemas estruturais, falta de salas de aula e seu péssimo estado de conservação, goteiras, problemas com bibliotecas, laboratórios, falta de professores, entre outros. Tão grave quanto é o problema da assistência estudantil. Depois de muita luta dos estudantes, conquistamos a abertura do Bandejão central, no CCS, uma grande vitória. Mas ainda precisamos avançar mais: ampliar seu atendimento, o horário de funcionamento e conquistar sua gratuidade. Além disso, é preciso lutar por um maior número de bolsas e o aumento de seu valor e a reforma imediata e ampliação do alojamento estudantil, necessidades urgentes dos estudantes.

Infelizmente, os planos da Reitoria e do governo Lula/PT são exatamente opostos. O princípio que orienta o Plano Diretor da Reitoria, que ordena a ocupação da Ilha do Fundão até 2020, é o de avançar na privatização dos espaços e implementar as metas do Reuni na universidade, entre elas o aumento da relação professor/aluno em quase 100% e a criação dos cursos genéricos de curta duração (os bacharelados interdisciplinares). Entre outros absurdos, o Plano Diretor prevê a construção de uma “residência universitária” paga no Fundão.

O que está em questão, portanto, é a implementação de um projeto que compromete a qualidade e o caráter do conhecimento produzido na UFRJ, transformando-a em uma fábrica de diplomas, um “escolão” de terceiro grau. A tão necessária expansão da universidade, com abertura de novos cursos e novas vagas, é feita de maneira totalmente irresponsável através do Reuni. A criação de novos cursos em toda a Universidade vem prejudicando seus próprios estudantes, que entram em cursos com graves problemas estruturais e acadêmicos, sem receber as verbas “prometidas” pelo governo Lula e pela Reitoria.

É hora de organizar a luta por uma expansão de qualidade, contra o Reuni e seu Plano Diretor na UFRJ. Melhorias estruturais na EEFD Já!



Fundão: muito para as empresas, pouco para os estudantes.
Assistência Já!

O crônico problema de cortes de verbas que atinge as universidades federais em todo o país se manifesta claramente na Ilha do Fundão. Os estudantes dos cursos aqui localizados se deparam diariamente com problemas estruturais, falta de salas de aula e seu péssimo estado de conservação, problemas com bibliotecas, laboratórios, falta de professores, entre outros. Tão grave quanto é o problema da assistência estudantil. Depois de muita luta dos estudantes, conquistamos a abertura de dois bandejões, uma grande vitória. Mas ainda precisamos avançar mais: ampliar seu atendimento, o horário de funcionamento e garantir a construção do bandejão do CT/CCMN. Além disso, é preciso lutar por um maior número de bolsas e o aumento de seu valor e a reforma imediata e ampliação do alojamento estudantil, necessidades urgentes dos estudantes.

Infelizmente, os planos da Reitoria e do governo Lula/PT são exatamente opostos. O princípio que orienta o Plano Diretor da Reitoria, que ordena a ocupação da Ilha do Fundão até 2020, é o de avançar na privatização dos espaços e implementar as metas do Reuni na universidade, entre elas o aumento da relação professor/aluno em quase 100% e a criação dos cursos genéricos de curta duração (os bacharelados interdisciplinares). Entre outros absurdos, o Plano Diretor prevê a construção de uma “residência universitária” paga, a utilização de espaços da universidade para a construção de shoppings e a ocupação cada vez maior do Hospital Universitário pelos laboratórios privados.

O que está em questão, portanto, é a implementação de um projeto que compromete a qualidade e o caráter do conhecimento produzido na UFRJ, transformando-a em uma fábrica de diplomas, um “escolão” de terceiro grau. A tão necessária expansão da universidade, com abertura de novas vagas, é feita de maneira totalmente irresponsável através do Reuni. Os maiores prejudicados, como já estamos observando na UFRJ, são os próprios estudantes, que entram em cursos com graves problemas estruturais e acadêmicos.

É hora de organizar a luta por uma expansão de qualidade, contra o Reuni e seu Plano Diretor na UFRJ, por assistência estudantil já!



Praia Vermelha se nega a morrer! Universidade não é mercadoria

Como se não bastasse o crônico problema de cortes de verbas que atinge as universidades federais em todo o país, algumas unidades da UFRJ sofrem, agora, com o abandono pela própria Reitoria da Universidade. Esse é o caso das unidades localizadas no campus da Praia Vermelha, que sofrem uma forte chantagem para que se transfiram para a Ilha do Fundão: a Reitoria as deixa à míngua, sem verbas, e só prevê recursos e investimentos se a transferência for realizada.

Esse é o princípio que orienta o Plano Diretor da Reitoria (o projeto do Reuni para a UFRJ), que não prevê um centavo de investimento no campus da Praia Vermelha e espera desocupá-la para a construção de um Centro de Convenções a ser alugado a grandes empresas e de um hotel privado. O que está por trás desta medida é a implementação das metas do Reuni na universidade, entre elas o aumento da relação professor/aluno em quase 100% e a criação dos cursos genéricos de curta duração (os bacharelados interdisciplinares). Para garanti-las, é necessário que todos os cursos estejam no mesmo local. Por isso, se dá a chantagem para que as unidades isoladas se mudem para o Fundão.

O que está em questão, portanto, não é uma suposta e abstrata “integração” dos cursos no Fundão ou as migalhas oferecidas pela Reitoria para as unidades que se transfiram para lá. A transferência está subordinada à implementação de um projeto que compromete a qualidade e o caráter do conhecimento produzido na UFRJ, transformando-a em uma fábrica de diplomas, um “escolão” de terceiro grau. A tão necessária expansão da universidade, com abertura de novas vagas, é feita de maneira totalmente irresponsável através do Reuni. Os maiores prejudicados são os próprios estudantes, que entram em cursos com graves problemas estruturais e acadêmicos.

É hora de organizar a luta por uma expansão de qualidade, contra o Reuni e a privatização da Praia Vermelha!
Universidade pública é para os trabalhadores!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Panfleto distribuído para a calourada da UFRJ 2009


Olá, calouro(a), queremos te dar as boas vindas para uma nova fase que se inicia em tua vida nesse ano de 2009: o Ensino Superior. Assim como você, também somos estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e compomos o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, surgido em 2005. Com o objetivo de ampliar o diálogo e fortalecer a organização do Movimento Estudantil, produzimos esse material para apresentar um pouco da atual situação de nossa Universidade e de nosso país. E, durante o próximo período, queremos contar com a tua participação no Congresso Nacional de Estudantes, nas reuniões, festas, atividades culturais e manifestações para integrarmos os estudantes e defendermos a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade. Bem-vindo(a)!
Calouro: Passei para a UFRJ! Ih... Quem é você?
Minerva: Bem-vindo, calouro. Sou a Minerva.
Calouro: Minerva, mas o que é isso?
Minerva: Sou filha de Júpiter e deusa da Sabedoria, da Arte e da Guerra. Aqui na UFRJ eu sou seu símbolo.
- Hum, interessante, estou muito animado para começar as aulas, conhecer a Universidade, mas preocupado com assuntos que ouvi falar por aí...
- Que tipo de assuntos?
- A respeito dos problemas existentes; você sabe alguma coisa em relação a eles?
- Pois é, calouro. De uns tempos para cá, não só a UFRJ, mas toda a educação tem sido sucateada e privatizada.
- Sucateada? Privatizada? Como isso acontece?
- Na verdade, tudo isso é um processo. O Governo Federal corta verbas, favorece as instituições particulares, congela os salários dos servidores, seguindo as regras neoliberais e os mandos de organizações como o FMI e o Banco Mundial.
- Nossa, eu estudei isso no cursinho pré-vestibular. Mas isso nos atinge? Parece tão distante...
- Atinge e muito! Para você ter uma idéia dos problemas que ouviu falar, não tivemos Bandejão por mais de 15 anos, o Alojamento Estudantil só comporta 504 estudantes e encontra-se em situação precária, temos carência de bolsas acadêmicas e de assistência estudantil, criam-se cursos pagos a cada dia e por aí vai.
- Pagamento na Universidade Pública?
- Sim, essas são as conseqüências da Reforma Universitária que o Governo Lula segue implementando. Já criou Pro-Uni, transferindo verbas públicas para as instituições particulares; o ENADE, que avalia as Universidades a partir de critérios mercadológicos; Decreto das Fundações, várias vezes envolvidas com desvio de verbas...
- Mas que absurdo! E ninguém faz nada?
- Lembra da influência do neoliberalismo? Pensamos cada vez mais no nosso umbigo e isso precisa mudar. Nos últimos semestres, centenas de estudantes têm se mobilizado contra o REUNI, um Decreto que o Governo lançou para as Universidades condicionando o envio de verbas à sua adesão.
- Decreto? Assim que funciona a política para a educação? Onde está a entidade dos estudantes? No meu colégio tinha o Grêmio.
- Ah, a União Nacional dos Estudantes (UNE), de uns tempos para cá, está afastada da realidade das lutas em defesa da educação. Só quer saber de fazer carteirinha e de defender o que o Governo Lula/PT mandar, como a Reforma Universitária e esse Decreto! Na UFRJ, se infiltrou numa manifestação feita contra o REUNI, para defendê-lo, tumultuar e agredir os manifestantes que estavam em defesa da Educação. A UNE claramente se transformou na ‘Juventude do Mensalão’.... O novo Movimento Estudantil, que ocupou as Reitorias e foi às ruas, precisa de novas alternativas!
- Nossa, e podemos modificar essa situação?
- Com certeza é possível. Em junho de 2009, será organizado no Rio de Janeiro um Congresso Nacional de Estudantes. É preciso que, a partir das diversas lutas realizadas nos últimos anos, tragamos os estudantes das Universidades e dos Colégios para construir e fortalecer o novo Movimento Estudantil, articulado a nível nacional através de uma nova entidade, que seja de luta e combativa.
- Poxa, gostei muito dessa conversa e da idéia de um Congresso Estudantil, mas agora tenho que fazer a matrícula e voltar para casa. Obrigado pelas informações.
- Não precisa agradecer e não deixe de se informar e participar. A UFRJ e a Educação Pública precisam de você.
- Com certeza. Nos encontramos nas lutas.
O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa está nas lutas para a construção do novo Movimento Estudantil e em defesa da Universidade Pública. Junte-se a nós!


Comunidade no ORKUT: Quem Vem Com Tudo Não Cansa.
Praia Vermelha: Gabriel (94502472); Leila (86779746)
Fundão: Vivian (81637190); Daniel (99215530)
Centro: João Paulo (97719926)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Reitoria autoritária aprova Plano Diretor nas férias. É hora de lutar contra o Reuni na UFRJ, em defesa da universidade pública!

Olá, estudantes da UFRJ! O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa vem convocá-los para a necessária luta que devemos travar neste semestre em defesa da nossa universidade. A UFRJ passa hoje por um momento decisivo. Depois da aprovação autoritária da adesão ao Reuni (um enorme ataque do governo Lula/PT, que pretende mudar - para pior - toda a estrutura da universidade e dos cursos de graduação), em outubro de 2007, a Reitoria da UFRJ deu mais uma demonstração de que não medirá esforços para implementar por aqui os planos do governo Lula contra a educação pública. Nas últimas férias, com a Universidade esvaziada e sem qualquer debate com a comunidade acadêmica, foram aprovadas as diretrizes do Plano Diretor da UFRJ, elaboradas para viabilizar o Reuni na Universidade. Agora é a hora de nos mobilizarmos para dar uma resposta clara à Reitoria e ao governo Lula: os estudantes não vão aceitar calados a destruição da UFRJ! A recente conquista do Bandejão na Faculdade de Letras demonstra que apenas com muita luta conseguiremos conquistar nossas reivindicações. Portanto, vamos construir um grande ato no próximo Conselho Universitário para revogar a aprovação ilegítima das diretrizes do Plano Diretor do Reuni na UFRJ!
É preciso construir o novo movimento estudantil!
Desde o ano passado, vivemos um momento muito importante para o movimento estudantil nacional. Ocupações de reitoria, mobilizações e passeatas em todo o país dão uma clara resposta àqueles que dizem que o movimento estudantil morreu. Assim, os estudantes de todo o país mostram que é possível sonhar, lutar e vencer.

Na UFRJ não é diferente. Assim como em grande parte das universidades federais do país, vivemos um grande processo de lutas contra o Reuni, parte da Reforma Universitária do governo Lula/PT. Trata-se de um decreto que obriga as universidades a se adaptarem aos planos de precarização do governo para receberem verbas. Através de um mecanismo de chantagem, o governo condiciona o repasse de verbas à implementação, pelas universidades, de uma série de medidas que as transformam em verdadeiros escolões.

Nas lutas que despontam em todo o Brasil, um elemento em comum: a UNE, entidade que deveria nos representar, não apenas não está presente, como também era contra as nossas mobilizações. Controlada por grupos políticos ligados ao governo Lula, a UNE não tem independência para levar adiante qualquer reivindicação dos estudantes. Está ao lado do governo e contra os estudantes, apoiando o Reuni e todos os projetos de Lula que atacam a educação pública.

Por conta da ausência de uma entidade nacional, nossa maior dificuldade hoje é unificar as lutas dos estudantes espalhadas pelo Brasil, o que lhes daria um peso muito maior. É hora de revertermos esta situação: precisamos construir um novo movimento estudantil, uma nova entidade nacional que unifique nossas lutas e permita que o movimento alcance vitórias cada vez maiores. Por isso, convidamos todos os estudantes da UFRJ para começar a construir desde já um Congresso Nacional de Estudantes no próximo ano, para que possamos organizar nossas lutas e debater os rumos do movimento estudantil nacional!

CONHEÇA O MOVIMENTO QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA:
Contatos - Praia Vermelha: Gabriel (9450-2472); Fundão: Vivian (8163-7190) e Daniel (9921-5530)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

¡Saludos!*

Como saben los ingenieros químicos son profesionales altamente calificados muy importantes para el desarrollo de nuestros países. Pero para tal, nuestra generación necesita hacer ponderaciones de ¿cual es la mejor forma de desarrollo para la sociedad?

Hay un proceso histórico en curso, las contradicciones profundizan. El ónus de la crisis del petróleo es pago por medio de la inflación de los alimentos. Adonde las empresas transnacionales remiten lucros de nuestros países para el extranjero más que nunca. Sigue la reproducción del sistema.

Pero la cúpula de la organización de esto congreso queda con relaciones promiscuas con el sindicato patronal y limitan a discutir políticas paliativas de responsabilidad social de las empresas que no se pasa de propaganda y regalos fiscales de gobiernos corruptos.

Es mentira la tesis de que los ingenieros químicos son patrones, pues viven de salario y pueden ser despedidos. Necesitan del plan de carrera para mejorar de vida como todos los trabajadores. Sofreímos con la caza a los derechos del trabajo impuesta por organismos internacionales. Traen los mandos del neoliberalismo para nuestro cotidiano con reformas en las universidades de la América Latina para no tener carácter de formación profesional, adonde no hay espacio para cursos de alta calificación como ingeniería química. Nuestro desarrollo no agrada la orden mundial.

Entonces, es justa la lucha por el carácter profesional de las universidades con movilización por todo el continente. Nosotros brasileños hemos luchado con mucha contestación, protestos y ocupaciones de rectorías. La unión en la lucha hace la fuerza.
*Panfleto distribuído durante o XIV Congresso Latino-Americano de Estudantes de Engenharia Química (COLAEIQ), realizado na UFRJ.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Debate sobre REUNI em pré-Vestibular

Hoje, às 18:30, Thiago Coqueiro, mais conhecido como Lenny, participará de debate sobre o REUNI em curso pré-vestibular que funciona no CEFET-Maracanã. Segue nosso panfleto para os estudantes que participarão da atividade.
ORGANIZAR E MOBILIZAR OS ESTUDANTES: NOVA ENTIDADE PARA A OBTENÇÃO DE VITÓRIAS
No mês passado, relembramos e comemoramos os 40 anos do maio de 1968, importante momento em que a juventude se mobilizou internacionalmente, ao lado da classe trabalhadora, e protagonizou combativas lutas para defender a efetiva transformação social.

Em nosso país, vivenciamos um momento bastante conturbado, visto que, após a ascensão de Lula/PT ao poder, a continuidade da implementação do neoliberalismo ocorre, freando as mobilizações por conta do apoio que a Central Única dos Trabalhadores e a União Nacional dos Estudantes fornecem ao Governo ao confundir os trabalhadores e os estudantes.

A Reforma da Previdência em 2003 atacou os direitos dos trabalhadores e privilegiou a iniciativa privada. O mesmo acontece com a Educação, através de fatiadas medidas para pôr em curso a Reforma Universitária. O Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior ranqueia as instituições e obedece à lógica mercadológica; o Programa Universidade Para Todos favorece as instituições privadas em vez de investir na Educação Pública; a Lei de Inovação Tecnológica coloca a produção do conhecimento a serviço de investidores e empresas etc.

Em 2007, os ataques se intensificam através de Decretos, como o Plano de Desenvolvimento da Educação e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), que ataca a autonomia e impõe metas para que se dobrem as vagas e a aprovação, aumentando com o máximo de 20% as verbas para as Universidades, dependendo das capacidades orçamentárias do Governo!

O Movimento Estudantil não ficou parado e não continuará aceitando essas imposições. Defenderemos a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, precisando hoje lutar por fora e contra a União Nacional dos Estudantes, que abaixa a cabeça para todas as políticas governamentais.

Dia 2 de julho o Encontro Nacional de Estudantes precisa deliberar pela convocação de um grande Congresso Nacional dos Estudantes de nosso país para que discutamos nossa reorganização, construamos uma nova entidade estudantil e somemos forças para garantir vitórias concretas para o dia-a-dia.

domingo, 25 de maio de 2008

Panfleto sobre o Plebiscito -> DIGA NÃO!

É hora de dizer NÃO e construir o novo Movimento Estudantil!
Entre os dias 26 e 30 de maio, o Movimento Estudantil brasileiro organiza o Plebiscito Nacional sobre o REUNI, com perguntas relacionadas ao contexto geral da Educação em nosso país e algumas específicas de cada Universidade. É importante uma ampla participação e o Plebiscito deve ser um dos instrumentos para fortalecer as lutas desenvolvidas com maior força a partir de 2007. O Decreto 6096/07 (REUNI) é mais um dos ataques de Lula/PT à Educação Pública, que demagogicamente visa promover o milagre de multiplicação dos diplomas através de precarização. Portanto, não nos basta ser contra o REUNI; precisamos defender e lutar pela sua REVOGAÇÃO. Essa seria uma pergunta essencial do Plebiscito, que o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa propôs durante a sua construção, mas que infelizmente não foi incorporada.

Além do REUNI, nacionalmente colocaremos em xeque as estruturas antidemocráticas das Universidades (órgãos deliberativos com 70% de professores, 15% de técnico-administrativos e 15% de estudantes) e a existência de Fundações estatais de direito privado (os recentes escândalos de corrupção não são meras coincidências). E na UFRJ, que fará o Plebiscito nos dias 27, 28 e 29, levantaremos os debates sobre o Plebiscito Oficial da Universidade e a convocação de um Congresso Interno deliberativo, ambas as propostas constantemente ignoradas pelos setores conservadores de nossa instituição.

Todas essas discussões são relevantes para a construção do futuro da Educação e da sociedade como um todo. O Movimento Estudantil tem sido protagonista nessas qualificadas intervenções. Enquanto a União Nacional dos Estudantes segue ao lado do Governo Federal e da Rede Globo para atacar os interesses dos estudantes e dos trabalhadores, o novo Movimento Estudantil, por fora da e contra a UNE, cada vez mais se fortalece. Para garantirmos vitórias concretas, é preciso que o Plebiscito ajude a potencializar a reorganização existente, chamando o conjunto do corpo discente para participar das Assembléias Estudantis na UFRJ para enviar delegados para o Congresso da Coordenação Nacional de Lutas (CONLUTAS), de 3 a 6 de julho, em Betim-MG e do Encontro Nacional de Estudantes, dia 2 de julho, na UFMG.

Precisamos e podemos construir desde já um Congresso de Estudantes que possa discutir o recente quadro do Movimento Estudantil e a importância da construção de uma nova entidade estudantil. PARTICIPE DO PLEBISCITO DIZENDO NÃO! E sigamos juntos na defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.

domingo, 13 de abril de 2008

Reitor cancela CONSUNI para fugir do debate: 10 de abril na UFRJ

Com apenas dois dias de mobilização, o Movimento Estudantil da UFRJ comprovou sua força retomando as lutas contrárias ao REUNI. Enquanto estudantes da UnB e da UFMG ocupavam as respectivas Reitorias, mais de 300 estudantes foram ao Conselho Universitário da UFRJ reivindicar uma maior discussão sobre o Plano Diretor (que contém os módulos 2 e 3 do Plano de Reestruturação e Expansão da UFRJ e que foram retirados no ano passado por conta das manifestações crescentes da comunidade acadêmica).

Enquanto enrola na entrega do Bandejão (promessa da primeira gestão do Reitor Aloisio Teixeira), a Reitoria quer atropelar os 'debates' acerca da implementação do REUNI. Realiza um Plano a fim de materializar a precarização da UFRJ e facilitar a entrada de empresas privadas, ao transferir os cursos da Praia Vermelha e unidades isoladas para a Cidade Universitária localizada no Fundão e criar prédios para o funcionamento dos Bacharelados Interdisciplinares.

Enquanto os estudantes se pronunciavam, o Reitor tentou interromper e foi informado de que o CONSUNI daquele dia seria dirigido pelo corpo discente. Em vez de nos ouvir, preferir unilateralmente CANCELAR a Sessão do CONSUNI. Um conselheiro representante da bancada governista dos técnico-administrativos AGREDIU um estudante! Alguns conselheiros queriam debater a temática e foi o que aconteceu. Dois professores e dois estudantes fizeram falas, abrindo para as intervenções de todos que quiseram se pronunciar.

Por fim, foi marcado um debate para o dia 17 de abril, às 18h, na Praia Vermelha, sobre o Plano Diretor. A Reitoria informou que enviará representação.

Agora está mais do que claro que o REUNI neoliberal não vai passar em nenhuma Federal. E se a Reitoria insistir em passar goela abaixo da comunidade acadêmica, haverá ato todo dia ou mais uma ocupação! QUEREMOS UM PLEBISCITO OFICIAL PARA DELIBERAÇÃO ACERCA DO REUNI. E a luta continua em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.


Na retomada das lutas, mais do que nunca entendemos a importância de construção de uma nova entidade estudantil, enquanto a UNE pelega já se vendeu e não possibilita mais as disputas de seus rumos! Romper com a UNE e construir o novo Movimento Estudantil.


No 1º andar da Reitoria, concentrando-se para o Ato. Leila Leal, Daniel Hoefle e Thiago Coqueiro, do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, ao centro.


Já dentro do Conselho Universitário, estudantes interrompem a Sessão.


Ainda dentro do Conselho Universitário...



Luiz Carlos 'Monstro' pergunta: "Quem são vocês?"

Sou estudante!!!



Representante no CONSUNI, Gabriel Marques fala após Reitor anunciar o encerramento da Sessão.



Após o encerramento unilateral da Reitoria, que não quer dialogar, estudantes promovem debates com 2 conselheiros no salão ao lado.


Vivian Dutra faz fala durante o debate.


Panfleto com palavras de ordem distribuído:

domingo, 9 de março de 2008

Olá, calouro(a), queremos te dar as boas vindas para uma nova fase que se inicia em tua vida nesse ano de 2008: o Ensino Superior. Assim como você, também somos estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e compomos o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, surgido em 2005. Com o objetivo de ampliar o diálogo e fortalecer a organização do Movimento Estudantil, produzimos esse material para apresentar um pouco da atual situação de nossa Universidade e de nosso país. E, durante o próximo período, queremos contar com a tua participação nas reuniões, festas, atividades culturais e manifestações para integrarmos os estudantes e defendermos a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade. Bem-vindo(a)!

Calouro: Passei para UFRJ! Ih... Quem é você?
Minerva: Bem-vindo, calouro. Sou a Minerva.
Calouro: Minerva, mas o que é isso?
Minerva: Sou filha de Júpiter e deusa da Sabedoria, da Arte e da Guerra. Aqui na UFRJ eu sou seu símbolo.
- Hum, interessante, estou muito animado para começar as aulas, conhecer a Universidade, mas preocupado com assuntos que ouvi falar por aí...
- Que tipo de assuntos?
- A respeito dos problemas existentes; você sabe alguma coisa em relação a eles?
- Pois é, calouro. De uns tempos para cá, não só a UFRJ, mas toda a educação tem sido sucateada e privatizada.
- Sucateada? Privatizada? Como isso acontece?
- Na verdade, tudo isso é um processo. O Governo Federal corta verbas, favorece as instituições particulares, congela os salários dos servidores, seguindo as regras neoliberais e os mandos de organizações como o FMI e o Banco Mundial.
- Nossa, eu estudei isso no cursinho pré-vestibular. Mas isso nos atinge? Parece tão distante...
- Atinge e muito! Para você ter uma idéia dos problemas que ouviu falar, não temos Bandejão há mais de 15 anos, o Alojamento Estudantil só comporta 504 estudantes e encontra-se em situação precária, temos carência de bolsas acadêmicas e de assistência estudantil, criam-se cursos pagos a cada dia e por aí vai.
- Pagamento na Universidade Pública?
- Sim, essas são as conseqüências da Reforma Universitária que o Governo Lula segue implementando. Já criou Pro-Uni, transferindo verbas públicas para as instituições particulares; o ENADE, que avalia as Univer- sidades a partir de critérios mercadológicos; Decreto das Fundações, várias vezes envolvidas com desvio de verbas...
- Mas que absurdo! E ninguém faz nada?
- Lembra da influência do neoliberalismo? Pensamos cada vez mais no nosso umbigo e isso precisa mudar. No último semestre, centenas de estudantes se mobilizaram contra o REUNI, um Decreto que o Governo lançou para as Universidades condicionando o envio de verbas à sua adesão.
- Decreto? Assim que funciona a política para a educação? Onde está a entidade dos estudantes? No meu colégio tinha o Grêmio.
- Ah, a União Nacional dos Estudantes (UNE), de uns tempos para cá, está afastada da realidade das lutas em defesa da educação. Só quer saber de fazer carteirinha e de defender o que o Governo Lula/PT mandar, como a Reforma Universitária e esse Decreto! Já estão sendo chamados de ‘Juventude do Mensalão’...
- Nossa, e podemos modificar essa situação?
- Ano passado, os estudantes comprovaram que a UNE está realmente falida. Ocuparam dezenas de Reitorias para lutar contra o REUNI. A UNE, na UFRJ, se infiltrou na manifestação para defender o Decreto, tumultuar e agredir os manifestantes que estavam em defesa da Educação. Em 2004, houve o surgimento da CONLUTE para organizar as lutas por fora da UNE burocratizada. Agora, está em discussão a construção de uma nova entidade estudantil para unificar a luta nacionalmente e obter vitórias concretas para a juventude.
- Poxa, gostei muito dessa conversa, mas agora tenho que fazer a matrícula e voltar para casa. Obrigado pelas informações.
- Não precisa agradecer e não deixe de se informar e participar. A UFRJ precisa de você.
- Com certeza. Nos vemos nas lutas.

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa está nas lutas para a construção do novo Movimento Estudantil e em defesa da Universidade Pública. Junte-se a nós!

Entre em contato conosco: QUEMVEMCOMTUDONAOCANSA@YAHOO.COM.BR
Comunidade no ORKUT: Quem Vem Com Tudo Não Cansa. Praia Vermelha: Gabriel (96552144); Leila (86779746). Fundão: Vivian (81637190); Patrícia (93298102); Daniel (99215530); Luiz (81323758)