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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Campanha REVIDA, MINERVA!


*Por uma expansão de qualidade!
* Mais professores e salas de aula!
* Melhorias estruturais já!
* Ampliação do bandejão central e bandejões em todos os campi!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Ampliação e reforma do alojamento! Alojamento público e gratuito na UFRJ!
* Contra a transferência para o Fundão!



A UFRJ passa por um momento decisivo. Basta um simples olhar à realidade da Universidade para percebemos que sua situação se agrava a cada dia: salas de aulas lotadas e mal conservadas, falta de laboratórios, bolsas insuficientes e de valor reduzido, o único bandejão passa longe de atender a demanda da comunidade universitária, a falta de concursos públicos para a segurança coloca todos em risco e muitos outros problemas nos atingem diariamente. A “expansão” implementada pelo Reuni se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade, o que se agrava diante do anúncio de que as já insuficientes verbas para o Programa se esgotaram. Diante de tudo isso, a gestão majoritária do DCE Mário Prata se encontra paralisada. E agora? É hora de revidar! A UFRJ não pode ser destruída. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva!

Reuni: todo mundo já sabia! As verbas acabaram
e a UFRJ se precariza a cada dia...
O movimento estudantil combativo travou lutas em todo o país quando o governo Lula/PT impôs o Reuni por decreto goela abaixo das universidades federais. O projeto, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.

Criar lutas em cada unidade contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes
para conquistar melhorias na educação!
Não é essa a UFRJ que queremos! Precisamos de mais professores, mais laboratórios, do nosso bandejão, ampliação do transporte e alojamento universitário, garantia do caráter público da universidade e de cursos que nos formem para intervir na realidade. É hora de revidar e lutar em defesa da Educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria – que aprova seu Plano Diretor para atender as metas do Reuni – e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Não bastam atos esvaziados na Reitoria, precisamos montar pautas de reivindicação em cada unidade, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!





*Por uma expansão de qualidade!
* Entrega das salas de aula e laboratórios já!
* Mais professores!
*Construção do bandejão em Macaé!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Alojamento público e gratuito já!
* Ampliação do transporte inter-campi!

A UFRJ passa por um momento decisivo. A situação da Universidade se agrava a cada dia. No campus Macaé, o cenário é ainda mais grave. Os estudantes dos novos cursos se deparam com uma realidade absurda e muito diferente da prometida: não há estrutura para atender necessidades básicas, como salas de aula e laboratórios, acontece uma “fusão” forçada de diferentes áreas, atacando a qualidade do ensino, e muitos alunos não têm sequer suas aulas regularmente. A “expansão” implementada pela reitoria, nos moldes do Reuni, se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade. E agora? É hora de revidar! O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva! Macaé precisa de melhorias urgentes, vamos à luta para conquistá-las!


Expansão, sim! Mas com qualidade! Combater o Reuni e lutar por melhorias já!


A situação absurda com que se deparam os estudantes do campus Macaé da UFRJ é um dos maiores reflexos da política irresponsável implementada pela reitoria para atender o decreto do Reuni de Lula. Queremos expansão as UFRJ, sim, mas com qualidade para alunos e professores. Precisamos de estrutura, laboratórios, salas de aula, alojamentos, bandejão, transporte e muitos outros. Infelizmente, o Reuni, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia, especialmente aqui em Macaé. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.


Criar lutas contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes para conquistar melhorias na educação!


Não é essa a UFRJ que queremos! É hora de revidar e lutar em defesa da educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Precisamos montar pautas de reivindicação dos estudantes de Macaé, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Avaliação do XXX Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física

O movimento proletário é o movimento autônomo da

imensa maioria no interesse da imensa maioria.”
Karl Marx e Frederich Engels



O XXX Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física, que ocorreu de 18 a 25 de Julho na USP, aglutinou cerca de 500 estudantes que saíram de diversas partes do Brasil para discutir os processos de lutas existentes e os rumos do movimento estudantil, em específico o de Educação Física.

É importante lembrar que o Encontro ocorre num intervalo de tempo curto em relação aos enfrentamentos na USP, nos quais a polícia militar de São Paulo transformou a Universidade em campo de batalha, atacando violentamente os estudantes. Nesse sentido, deixamos aqui registrado nosso repúdio à figura do professor Go Tani, que, além de ser o que há de reacionário na Educação Física, foi ao encontro representando a Reitora fascista da USP, professora Sueli Vilela.

O XXX ENEEF colocou para debate temas de fundamental importância na conjuntura, como a crise econômica mundial, a maior crise do sistema capitalista desde a crise de 1929; a reorganização do movimento estudantil; a quantas andam a implementação e o enfrentamento ao Decreto do REUNI e os impactos do novo ENEM. Os temas das diretrizes curriculares e o necessário enfrentamento ao sistema CONFEF/CREFs também ganharam fôlego no Encontro Nacional.

Na mesa I do ENEEF, tínhamos como eixo central das discussões a crise econômica mundial. O debate sobre esse tema deveria ser muito aprofundado para mostrar ao conjunto dos estudantes presentes de onde vem essa crise, qual o seu caráter e qual a saída estratégica para a juventude e os trabalhadores. Era o momento de mostrarmos as contradições do sistema capitalista que se expressam durante a crise (demissões, arrocho salariais, férias coletivas, etc.), mostrar como a classe trabalhadora e a juventude estão pagando a conta dessa crise, identificar o papel nefasto que o Governo Lula/PT vem cumprindo (distribuindo dinheiro para banqueiros, corte no orçamento da educação, etc.) e mostrar as tarefas que temos a cumprir! Mas devido ao debate feito na hora errada sobre diretrizes curriculares, não conseguimos aprofundar sobre o tema da maneira necessária.

Nesse ano, também tivemos o lançamento da campanha pela revogação das diretrizes curriculares, que consideramos uma luta importante. Porém, no atual momento em que temos uma crise econômica que assola cada vez mais os estudantes e os trabalhadores, visto o número de estudantes ficando desempregados, sem condições para freqüentar a universidade, os cortes de salários, a nova lei da meia-entrada, a forte implementação do REUNI, que acaba com a Universidade pública, as medidas do governo com os tubarões de ensino como aumento nas mensalidades e aulas tele-presenciais, consideramos que a campanha deveria ser mais abrangente, no sentido da garantia da qualidade do ensino público.

Nesse ano, também ficou explícito o acúmulo de discussão que o MEEF veio ganhando em torno do tema de reorganização do movimento estudantil. Se até 2007, as discussões perpassavam por permanecer na UNE, em 2008, após o rompimento com tal entidade e a participação da ExNEEF no Congresso Nacional de Estudantes, o MEEF vem avançando na análise de que a UNE foi cooptada pela burguesia e luta do lado da mesma contra os estudantes. Um ponto bastante importante foi reafirmar a ruptura com a UNE, acompanhada pela deliberação de não realizar espaços paralelos aos fóruns da mesma. Esses encaminhamentos, em nosso ponto de vista, mostram o quanto a ExNEEF está na vanguarda da reorganização do movimento estudantil.

Na plenária final, também teve a discussão do posicionamento da ExNEEF sobre a Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL), e o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa defendeu o posicionamento de autonomia. Acreditamos na necessidade urgente de uma Nova Entidade para potencializar a luta dos estudantes, diferente de algumas análises feitas dentro do MEEF, mas entendemos que esse novo instrumento deve expressar uma ruptura com o velho movimento estudantil. Nesse sentido, a ANEL não responde às tarefas colocadas para a juventude, pois não firma o seu programa na ruptura com a UNE, ou seja, deixa a possibilidade para o oportunismo de outra hora, aonde vimos os instrumentos criados sendo usados de barganha para acordos superestruturais, como no caso da Frente de Luta Contra a Reforma Universitária. Assim, nossa posição de autonomia compreende que, caso se concretize uma conjuntura de radicalização das lutas e essas encontrem um canal potencializador na ANEL, não nos negaremos, por princípio, a nos somar para a organização e intervenção nas mobilizações, mesmo observando sérias debilidades na alternativa em questão. No entanto, a deliberação aprovada no ENEEF de não compor a ANEL devido à falta de representatividade ampla junto aos estudantes, em nosso entendimento desconsidera as tarefas colocadas para a vanguarda do movimento estudantil, de criação de um instrumento que organize e potencialize as lutas dos estudantes.

O XXX ENEEF também marcou uma discussão que se iniciou ano passado sobre a opressão das mulheres relacionada à luta de classes, e as lutas que deveríamos tocar. Nesse sentido, ocorreu o primeiro espaço de auto-organização de mulheres, que visou discutir as opressões sofridas pelas mesmas no seio da sociedade. Em seguida, tivemos um espaço de mulheres em conjunto com a Nutrição.

Não podemos, infelizmente, ver a mesma qualidade do espaço de auto-organização no espaço de mulheres aberto com todos os estudantes do encontro, pois na mesa se encontravam setores que tinham uma discussão muito aquém do que poderíamos fazer, inclusive contemplando na mesa um posicionamento pós-moderno, que falava das opressões sem correlação histórica com a classe trabalhadora.

Apesar de todos os equívocos de discussão política, consideramos que o Encontro avançou muito no sentido das discussões e proposições para as lutas da ExNEEF nas Universidades e sua intervenção junto à classe trabalhadora.

Sigamos avançando!



"Ser capaz de sentir indignação contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais bela de um militante".

Ernesto Che Guevara.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Repúdio à PM de SP, à Reitoria da USP e ao Governo Serra/PSDB

Por meio desta nota, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa manifesta o seu total repúdio à truculenta ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, exacerbada no dia 9 de junho, ao reprimir brutalmente estudantes e funcionários.


Após a ampliação das lutas, através da greve de funcionários, professores e estudantes, a PM intervém fisicamente no campus da USP, demonstrando a sua função de garantir os interesses dominantes expressos pelo Governo de Serra/PSDB e atacar os Movimentos Sociais.


Portanto, declaramos total apoio às manifestações e às reivindicações apresentadas pelos três setores da Universidade assim como repudiamos as ações da Polícia Militar e do secretário de segurança do Governo Serra/PSDB Ronaldo Marzagão e a conivência da Reitoria de Suely Vilela.


Contra a criminalização dos Movimentos Sociais!
Fora PM do campus da USP!
Contra a UNIVESP e em defesa de expansão da Educação Pública com qualidade!
Todo apoio às lutas dos estudantes, funcionários e docentes!



Assembleia Estudantil reuniu mais de 1500 e deliberou pela greve.


FORA PM!


Brutal intervenção da PM ataca estudantes e trabalhadores da USP no dia 9 de junho.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mobilização dos estudantes da UFRRJ - Nova Iguaçu

Estudantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em Nova Iguaçu, há tempos vêm lutando em defesa do campus. O Instituto Multidisciplinar (RURAL-Nova Iguaçu) foi criado há 3 anos e até hoje funciona numa escola municipal cedida pela prefeitura (à noite), além de um prédio alugado, sem a menor infra-estrutura, onde tudo falta e nada tem. As obras do Novo Campus não foram concluídas, e não há previsões.


No dia 27 de maio, os estudantes demonstraram que estão cansados de tanta enrolação e das desculpas da prefeitura (Lindberg/PT) e da Reitoria. Resolveram sair às ruas para denunciar o papel nefasto e eleitoreiro que a prefeitura e a reitoria têm feito ao propagandear um campus inexistente.

Mais de 200 estudantes se reuniram no calçadão de Nova Iguaçu, com faixas, cartazes, panlfetos e palavras de ordem, indo em passeata até a Via Light, colocando em alto e bom som as suas reivindicações e esclarecendo a população sobre a real situação da educação superior brasileira.


No final do ato, os estudantes se dirigiram até a Câmara Municipal de Nova Iguaçu, onde uma comissão de representantes dos cursos subiu para uma reunião com os vereadores. Depois de muita enrolação dos parlamentares, foi encaminhada uma audiência pública com os estudantes.


Certos de que só a luta e a mobilização podem trazer vitórias, os estudantes estão preparando um novo ato, desta vez na prefeitura.


Os estudantes da UFRural Nova Iguaçu demontraram que têm garra e disposição pra lutar e que não irão aceitar pagar pela crise, os cortes de verbas na educação e o REUNI de Lula/PT, que impõe expansões sem a devida qualidade.

Mais uma luta que antecede a realização do Congresso Nacional de Estudantes e que expressa a necessidade do movimento estudantil se organizar nacionalmente e não permitir que a juventude pague pela crise.


Fotos do ato no calçadão de Nova Iguaçu:

quarta-feira, 27 de maio de 2009

REITOR OUVE, EM XERÉM, REIVINDICAÇÕES DE ESTUDANTES DO NOVO CAMPUS DA UFRJ*

EM DEFESA DA EXPANSÃO COM QUALIDADE!
Promessas e mais promessas são feitas pela Reitoria de Aloisio Teixeira, enquanto baixa a cabeça para a implementação do REUNI e do novo ENEM de Lula/PT!
A aprovação de cursos novos de maneira acelerada, sem condições de estruturas físicas e de recursos humanos, tem sido uma irresponsabilidade da Reitoria!
Os/as estudantes não podem ser enganados(as) e vamos lutar pela melhoria dos cursos, sem atender às metas do REUNI!
“Temos que planejar e responder não apenas às demandas por professores que estão faltando hoje, mas antever os problemas, para que possam ser resolvidos com antecedência; afinal, queremos que este campus de Xerém seja uma vitrine em matéria de ensino universitário”, afirmou o reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, diante da turma do 2º período do curso de Ciências Biológicas, modalidade Biofísica, durante visita da equipe da reitoria nesta sexta-feira, dia 22 de maio.
Pela segunda vez, desde a inaugurarão do curso, em meados de 2008, os estudantes puderam dialogar diretamente com o reitor, pró-reitores de Graduação e de Pessoal, Superintendente da SG6 e Prefeito da UFRJ, além de professores responsáveis pela organização dos curso, sobre os avanços e as dificuldades de implantação do novo campus.
Desde o último encontro, ocorrido dia 16 de março, importantes melhorias puderam ser providenciadas. “Pudemos assegurar a implantação de uma sala de estudos, com computadores, a montagem de uma biblioteca com livros básicos do curso e estamos concluindo a instalação dos laboratórios de química e física”, destacou o professor Geraldo Cidade, coordenador do polo de Xerém. Diante da reivindicação dos estudantes, que reclamam da falta de professores nas disciplinas Métodos Matemáticos em Biologia I e II, Geraldo observou que estão sendo ultimados esforços para regularizar a chegada de dois docentes, que tiveram sua contratação atrasada por serem estrangeiros e dependerem de visto permanente de seus respectivos consulados.
Outro pleito que vem sendo equacionado pela Prefeitura da UFRJ em articulação com a SG6 é a ampliação de equipe de segurança no campus de Tamoio. Houve dois furtos, nos primeiros meses do ano, de um datashow e um computador da secretaria acadêmica, mas a vulnerabilidade das salas começou a ser contornada com a troca de fechaduras e colocação de grades e insulfilm nas janelas.
É, porém, cada vez mais imperiosa a necessidade de assegurar a expansão do campus, pois as quatro salas atuais do curso de Biofísica encontram-se provisoriamente localizadas no prédio do Complexo Esportivo Parque Tamoio e serão insuficientes com a chegada de 60 novos calouros a cada semestre. As instalações definitivas, já em processo de licitação, serão construídas no terreno cedido pelo Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro), estando a realização das obras a cargo da Prefeitura do Município de Duque de Caxias.
Ao fim do encontro, um abaixo-assinado com mais de 50 assinaturas foi entregue ao reitor, contendo as reivindicações mais urgentes dos estudantes. Uma delas – acesso à Internet –, segundo o professor Geraldo Cidade, será atendida a partir da próxima semana, quando o acesso sem fio passará a funcionar no campus de Tamoio.

Greve estudantil na UNESP-Marília

Há três semanas os trabalhadores da USP estão em greve pela readmissão do sindicalista Brandão, contra o ensino a distancia e pela sua pauta específica.
Nessa terça-feira, a assembleia geral de estudantes da UNESP de Marilia, com mais de 300 estudantes (de um total de 2.000) decidiu entrar em greve, unindo-se aos trabalhadores da USP, e levantando também a pauta estudantil (que inclui a contrariedade ao projeto do Governador de São Paulo José Serra para a Unesp, que é a versão paulista da universidade nova de Lula).

É feito um chamado a todos os estudantes da USP, UNICAMP e demais campi da UNESP para discussão e incorporação à greve!
NOTA À IMPRENSA
Os estudantes da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP campus Marília, diante de um quadro de precarização do ensino e dos serviços da universidade (falta de professores e funcionários, falta de uma política de permanência estudantil plena, ensino à distância, planos privatizadores, etc.) e após três meses de discussão, atos e paralisações - não tendo suas reivindicações atendidas – deliberaram em Assembléia Geral, realizada no dia 26 de maio de 2009, por greve com ocupação do Prédio de Aulas até o completo atendimento de suas demandas.



À UNESP, bem como a outras universidades públicas do estado, está posta uma situação de falta crônica de professores em todos os seus cursos. O mesmo se dá em todas as seções da universidade; em todas elas (administração, bibliotecas, restaurante universitário, etc.) verifica-se, além da falta de funcionários, notória sobrecarga de trabalho. Soma-se a isto, uma deficitária política de permanência estudantil, ou seja, os pouquíssimos estudantes de baixa renda que conseguem vencer a muralha do vestibular (apenas 14% dos estudantes da UNESP provêm de escolas públicas!), deparam-se com o mais completo descaso por parte dos governos, das diretorias e da reitoria, sendo que muitas vezes estes estudantes são obrigados a abandonar seus cursos.



E isto não é tudo. As diretorias e a reitoria da UNESP, bem como o governo do estado, ao invés de buscar sanar os problemas elencados, aprofundam ainda mais os ataques. Entre os diversos elementos precarizadores, citamos os dois principais: Plano Decenal de Desenvolvimento Institucional (PDI) e a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP). O PDI, plano imposto pela reitoria, acentuará um processo de privatização da UNESP, descaracterizando- a enquanto universidade pública, uma vez que atrela seu financiamento e sua produção à iniciativa privada. Este projeto, junto com a UNIVESP, também institucionaliza o ensino à distância, debilitando o tripé ensino-pesquisa- extensão e determinando uma cisão na universidade: de um lado centros de excelência para uma minoria; de outro, cursos de baixa qualidade para formação de profissionais destinados a trabalhar na rede pública de ensino.



Diante disso, professores, funcionários e estudantes não se calaram, se manifestando das mais diversas formas (organizando amplos debates, atos, greves, etc). Porém, devemos destacar que aqueles que se levantaram contra esses ataques e em defesa da universidade pública, ao invés de serem ouvidos, foram duramente reprimidos. Estudantes sofrendo processos de sindicância, professores sendo perseguidos e, até mesmo, ameaçados de morte (como no campus de Registro). Um dos casos mais emblemáticos é a atual demissão ilegal do funcionário dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da USP, Claudionor Brandão, simplesmente por defender os interesses dos trabalhadores.



Nada disto seria possível não fosse a atual estrutura anti-democrática vigente nos órgãos deliberativos da universidade, nos quais os professores, apesar de serem a minoria, representam 70% do poder decisório, enquanto funcionários e estudantes, que são a maioria, ficam apenas com 15% cada.



Contra isso é que se dá a atual greve dos estudantes da UNESP de Marília. Criticamos este modelo de universidade pública posto, no qual se dá a reprodução dos mecanismos de exclusão da maioria da população ao ensino superior. Portanto, somos por uma universidade pública, gratuita, de qualidade, acessível a todos e a serviço das demandas dos trabalhadores e do povo pobre.




Marília, 27 de Maio de 2009.



Comando de Greve dos estudantes da UNESP de Marília.






PAUTA DE REINVINDICAÇÕES DOS ESTUDANTES DA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS DA UNESP CAMPUS MARÍLIA



Contra o PDI: pelo fim de seus trâmites nos órgãos da Universidade

Contra a UNIVESP: pelo fim do convênio entre UNESP e Secretaria de Ensino Superior

Educação não é mercadoria: estatização, sem ressarcimento, das universidades particulares como forma de sanar a falta de acesso ao ensino superior.

Contra a repressão:
Solidariedade a greve dos trabalhadores da USP: pela imediata readmissão do camarada Brandão
pelo fim das sindicâncias na UNESP, USP e UNICAMP

Por democracia de fato nos espaços de decisão da universidade:
· Paridade de voto às eleições para Diretoria e Reitoria
· Paridade nos órgãos deliberativos; Conselho Universitário e Congregação

Pela imediata incorporação dos trabalhadores terceirizados aos quadros da universidade

Pela contratação de mais professores

Pela contratação de mais funcionári@s

Por uma política efetiva de Permanência Estudantil:
— Por mais bolsas BAAE: com número mínimo de 260 bolsas, com encampamento pela reitoria das bolsas BAAE oferecidas pela iniciativa privada— Bolsa BAAE de pelo menos um Salário Mínimo— Por mais vagas na Moradia Estudantil
— Por mais bolsas alimentação com caráter socioeconômico, vinculadas à bolsa-moradia, auxilio aluguel e bolsa BAEE
— Pelo aumento da quantidade de refeições servidas no restaurante Universitário, com proporcional aumento do número de funcionários
— Pelo Restaurante à noite já
— Por formulários de Moradia e Bolsa BAAE para estudantes de Terceira Chamada em diante.
· Bolsa Moradia para Pós-Graduandos (ordem de prioridade: graduandos –> graduados –> pós-graduandos)
· Aumento do número de vagas no CCI (creche)

Pela adequação da estrutura física da faculdade para pessoas portadoras de deficiência (em todos os seus espaços)

Pela ampliação do Anfiteatro

Pela ampliação da Biblioteca

Pela criação de espaços de convivência estudantis adequados

Pela contratação de odontologista para UNAMOS e atendimento geral na área de ginecologia (não somente preventivo)

Pela transferência do CEES para o Campus I, para que os alunos sejam atendidos por médicos (necessidades básicas), além do centro de estudos para os cursos que estão em estágio

Marília, 16 de abril de 2009, Prédio de Atividades Didáticas, Anfiteatro I

Greve na USP

Sem proposta diferente da apresentada na 1ª reunião e sem argumentos para manter os 6,05%, principalmente agora com o anúncio do novo aumento do ICMS, sem disposição para reintegrar o Brandão e retirar todos os processos, com o crescimento da greve na USP e da mobilização em outros setores, o Cruesp resolveu criar uma situação inaceitável para os manifestantes da USP, Unesp e Unicamp.
Às 14h30, horário marcado para negociação, a presidente do Cruesp, reitora Suely Vilela, comunicou que além de não permitir a entrada do companheiro Brandão, vetar a participação do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes) e da Fasubra (Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), também restringiu a participação dos estudantes a apenas 1 representante, quando sempre foram dois representantes por entidade do Fórum das Seis e ainda proibiu a entrada do Fórum das Seis pela entrada principal, declarando que a entrada só seria permitida pela portaria dos fundos.
Ao chegar à portaria dos fundos, todos foram recebidos com uma porta de aço fechada na cara. Alguns agentes da segurança ainda empurraram estudantes, o que gerou um grande tumulto e uma ocupação momentânea da reitoria.
O Coordenador do Fórum das Seis estava dentro da reitoria tentando negociar, em vão, a entrada dos negociadores. O Cruesp emitiu um comunicado (nº 2/2009), às 18h30, com uma declaração absurda de que “as entidades do Fórum das Seis não compareceram ao local previamente agendado para a realização dessa reunião, ao mesmo tempo em que invadiram violentamente o prédio da reitoria.” Até a imprensa procurou as entidades do Fórum das Seis com a pergunta: “como o Fórum invadiu a reitoria se não compareceu à reunião?”


FÓRUM DAS SEIS INDICA: GREVE para funcionários, estudantese professores das 3 universidades.


Diante da provocação do Cruesp ao movimento, o indicativo do Fórum das Seis é GREVE NAS 3 UNIVERSIDADES, o que será decidido nas assembleias de estudantes, funcionários e professores a partir de hoje, 26/5, até 6ª feira. O Fórum das Seis emitiu comunicado repudiando a atitude do Cruesp e, desmentindo suas mentiras. O Fórum ainda exige reabertura de negociação.


Hoje todos à Alesp. Caravana sai às 8 horas da reitoria.
Às 13 horas: ATO NA REITORIA PARA ACOMPANHAR NEGOCIAÇÃO DA PAUTA ESPECÍFICA.
A reunião começa às 14 horas e esperamos que seja mantida a negociação, sem novas provocações. Concentração a partir das 12 horas, após retorno da Alesp.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Participação vitoriosa da chapa 4 nas eleições para o DCE-UFRJ: mais de 1400 votos para o novo movimento estudantil!

Após a conclusão das eleições para DCE-UFRJ, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa divide com o conjunto dos estudantes e da comunidade acadêmica a sua avaliação do processo eleitoral. Após a intensa campanha, debates, panfletagens, passadas em sala, conversas em toda a UFRJ, acreditamos que agora é hora de pensarmos sobre o que significou este processo e, principalmente, apontarmos as perspectivas para a mobilização na UFRJ daqui pra frente. Sem dúvida, a Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa foi muito vitoriosa em sua intervenção nas eleições, comprovando nas urnas o crescimento de nosso Movimento em toda a UFRJ. Esse crescimento reflete a construção comprometida de nosso trabalho no dia-a-dia da Universidade, organizando mobilizações, impulsionando as lutas contra o Reuni/Plano Diretor, contra a precarização da UFRJ, defendendo uma expansão de qualidade, uma séria política de assistência estudantil e lutando por uma UFRJ comprometida com os trabalhadores e os problemas da sociedade.


Em todo esse processo de lutas, nosso Movimento nunca abriu mão de elevá-las a todo o seu potencial e possibilitar a conquista de mais vitórias através da necessária construção de um novo movimento estudantil, que se liberte das amarras da UNE (um braço do governo Lula e das Reitorias, que não nos representa mais). Defendemos um novo movimento, que nos unifique com estudantes que lutam em todo país em defesa da educação, através do Congresso Nacional de Estudantes e da criação uma nova entidade estudantil nacional, e fomos a única chapa a apresentar esse importante debate durante as eleições.


Como conseqüência, obtivemos um expressivo segundo lugar na votação, saindo de 630 votos nas últimas eleições, em 2007, para mais de 1400 neste ano! Iremos compor a próxima gestão do DCE através da proporcionalidade e nossa luta desde já é para retirá-lo da paralisia do último semestre. Queremos começar desde já com uma grande campanha por segurança no Fundão. A reeleição da atual gestão, através da Chapa 2, ainda que marque a vitória de uma chapa contrária aos projetos de sucateamento do governo Lula, precisa ser entendida em suas limitações. O último ano mostrou que a unidade artificial é insuficiente pra construir conseqüentemente a luta em defesa da universidade, e que a falta de posição sobre a construção do novo movimento estudantil só atrasa nossas lutas. Não por acaso, a atual gestão teve uma significativa redução de seus votos nessas eleições. Agora, com o início do processo de escolha entre o velho e o novo na UFRJ, o Congresso Nacional de Estudantes e o Congresso da UNE, as limitações da atual gestão ficarão ainda mais claras. E nós, que fizemos esse debate com coerência nas eleições, continuamos firmes na construção do novo movimento estudantil, conclamando o conjunto do corpo discente para participar das atividades, reuniões e manifestações e fortalecer o novo Movimento Estudantil.



Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa: crescendo com coerência e fortalecendo a luta em defesa da universidade pública!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Todo Apoio à Ocupação do DCE da USP!

No último dia 23 de abril, os estudantes da USP, após sua assembléia realizaram uma ocupação do espaço que até 2006 abrigava a sede do DCE e tinha sido fechado para reforma. Ao final da reforma, a Reitoria da Universidade nada sinalizava para garantir que o espaço voltasse a ser a sede da entidade. Dessa forma, os estudantes, através de um movimento justo, realiaram a ocupação e lá se mantém até hoje, para garantir o espaço para os estudantes.

A Comissão organizadora do Congresso Nacional de Estudantes vem manifestar seu apoio irrestrito à luta dos estudanteas da USP, por entender que estão ocupando um espaço que lhes pertence e que a Reitoria da Universidade não lhes queria garantir.

Mais uma vez, os estudantes da Universidade de São Paulo estão mostrando o caminho das conquistas dos estudantes: a luta e a ação direta. Achamos muito importante que essa mobilização sirva para impulsionar a luta contra os ataques às Universidades Estaduais Paulistas, orquestradas pelo Governo do Estado. A Univesp e o corte de verbas são dois grandes ataques, que, para serem enfrentados, devemos recorrer à disposção de luta impressa na ocupação do DCE da Universidade.

Achamos muito importante que esse processo de mobilização seja refletido na construção e realização do Congresso Nacional de Estudantes, afinal não é de hoje que as Reitorias recorrem a esse tipo de postura autoritária para atacar o movimento estudantil pelo país.

Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes


São Paulo, 25 de abril de 2009


Na última quinta-feira, dia 23 de abril, a assembléia geral dos estudantes da USP, com mais de 400 presentes, decidiu por unanimidade retomar a sede do nosso Diretório Central dos Estudantes – maior entidade representativa dos estudantes da Universidade de São Paulo.

A sede do DCE havia sido fechada pela reitoria da USP no ano de 2006, sob o pretexto de reforma e regulamentação do espaço. No início deste ano, com a proximidade do fim da reforma, a reitoria notificou ao DCE que o espaço físico, antes destinado às atividades políticas estudantis, passaria ao seu controle administrativo. Acabando, assim, a autonomia política e financeira dos estudantes sobre a sede de sua entidade.

O DCE da USP entende que essa ação por parte da reitoria é um claro ataque à liberdade de organização do movimento estudantil em nossa universidade. O que se passa com a sede do DCE não é um fato isolado, pois é parte de toda uma política repressiva da burocracia acadêmica, que se dá por meio da retirada de espaços estudantis, da demissão de um dirigente do sindicato dos funcionários (SINTUSP), de sindicâncias e inquéritos criminais contra estudantes e funcionários, multas às entidades representativas (DCE e SINTUSP), entre outros casos.

Esse processo repressivo vem com o intuito de desarticular a organização política da comunidade universitária, justamente quando se aprofunda a precarização do ensino público no estado de São Paulo. Afinal, as universidades públicas sofrerão fortes contingenciamentos de verbas, fruto dos reflexos da crise econômica no orçamento da educação. Além disso, será implementada a UNIVESP, projeto de ensino à distância que compromete ainda mais a qualidade do nosso ensino.

Portanto, nesse contexto, a luta pela autonomia dos espaços de organização política e por liberdades de manifestação torna-se extremamente fundamental para a defesa da educação. Por isso, reiteramos a defesa intransigente da sede do DCE, hoje, ocupada pelos seus legítimos donos: os estudantes. O DCE é nosso!

Diretório Central dos Estudantes - Gestão Nada Será Como Antes

domingo, 22 de março de 2009

DCE UFRJ realizada Calourada Unificada

Nas duas primeiras semanas de aulas do semestre letivo da UFRJ, o Diretório Central dos Estudantes realizou diversas Mesas temáticas para recepcionar os novos estudantes, informando sobre questões importantes e debatendo aspectos referentes à crise estrutural pela qual passa o sistema capitalista, o REUNI do Governo Lula/PT e o Plano Diretor da Reitoria da UFRJ, a restrição ao direito à meia entrada que o empresariado e a UNE tentam impor, além da importância de construir o Congresso Nacional de Estudantes e reorganizar o novo Movimento Estudantil através da construção de uma nova entidade estudantil.
O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa esteve presente em todas as mesas, recepcionando a calourada da UFRJ, que teve como tema "A Universidade em tempos de crise".
Convidamos todos os novos estudantes para construir e fortalecer o novo Movimento Estudantil. Participem das reuniões do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.

Vivian Dutra (de vermelho) discute assistência estudantil em tempos de crise no campus da Praia Vermelha.


Gabriel Marques (2º da direita para a esquerda) representa o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, defendendo a superação do velho Movimento Estudantil através da construção de uma nova entidade, presente no cotidiano das lutas, de maneira autônoma e independente de Governos, Reitorias e Direções.



Danielle, Elielsom, Vivian e Gabriel, depois de distribuir panfletos e vender trufas como política financeira do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.



segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Passos da luta contra a perseguição política no CAp-UFRJ

Segunda-feira, 1 de dezembro, 17h. Reitor da UFRJ, Professor Aloisio Teixeira, recebe em seu Gabinete os Professores Gabriel Marques, Vera Salim, Ricardo Kubrusly e José Simões. Ouve atentamente o relato dos fatos e informa ter recebido documento da Direção do CAp-UFRJ onde há uma avaliação pedagógica sobre o trabalho do Professor Gabriel. Informa não ter elementos para caracterizar uma perseguição política, mas aponta dois encaminhamentos: averiguar a reunião do setor de Educação Física ocorrida em 3 de setembro e tomar as medidas cabíveis; e encaminhar uma interlocução entre a Direção do CAp e o Professor Gabriel para discussão sobre os motivos da não renovação, intermediada pela Decania do CFCH.
Terça-feira, 2 de dezembro, 12h. Diretoria da AdUFRJ-SSind se reúne com docentes do CAp-UFRJ para avaliar os últimos acontecimentos e a denúncia de perseguição política. Em sua fala, a Diretora do CAp Professora Celina acusa o Professor Gabriel de fascismo, que o que está por trás de toda essa situação é um grupo político Coletivo Marxista que encheu a caixa de mensagens eletrônicas dela, que é contra tudo e contra todos e só está lá para destruir o Colégio, que o professor coloca os interesses políticos acima dos interesses pedagógicos. Menos de 20 professores participam do espaço e o grupo corporativo prossegue atacando a AdUFRJ para não enfrentar as denúncias que foram apresentadas.
Quinta-feira, 4 de dezembro, 17h. Conselho de Representantes da AdUFRJ-SSind se reúne no campus da Praia Vermelha. O caso do Professor Gabriel é debatido. Como encaminhamento por parte do sindicato, fica a exigência pela publicização dos critérios que levaram à não renovação do contrato. Caso a Direção do CAp se negue a apresentar, a caracterização de perseguição política fica confirmada; caso sejam apresentados, que avaliemos minuciosamente os motivos para tomar novas posições.
Sexta-feira, 5 de dezembro, 10h. O Decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Professor Marcelo Correa, recebe os professores Gabriel Marques e Vera Salim em seu gabinete. Relata a importância da retomada do diálogo para apontarmos alguma saída para esse conturbado caso. A Direção do CAp-UFRJ, ouvida anteriormente pelo Professor Marcelo, autorizou-o a realizar a leitura de documento onde consta uma avaliação do trabalho do professor Gabriel, mas não autorizou que o mesmo recebesse uma cópia do documento, informando que só terá caso entre na Justiça para obtê-la. O documento apresenta três parágrafos gerais sobre o CAp e dois parágrafos sobre o trabalho do Professor Gabriel, onde em nenhum momento são explicitados quaisquer motivos pedagógicos para que o contrato não seja renovado! O Professor Marcelo conversará com a Reitoria para discutir como encaminhar possíveis soluções.

domingo, 9 de novembro de 2008

Familiares do Professor Gabriel se pronunciam

É grande a tristeza e a decepção ao se constatar que uma instituição com tão grande prestígio e qualidade de ensino como o CAp-UFRJ, na qual tive o orgulho de estagiar em minha época de estudante de Educação Física, esteja nos dias de hoje usando da falta de argumentos para não renovar o contrato de um professor substituto, cumpridor exemplar de seus deveres, tanto para a instituição quanto para com seus alunos, sendo por isso mesmo querido pelos mesmos.


Por ter o Professor Gabriel Marques opinião política contrária ao REUNI do Governo Federal e participar de movimentos de oposição à ditadura das reitorias universitárias, sofreu pressão do setor de Educação Física do CAp para que desistisse de suas manifestações políticas. Como assim não procedeu, foi comunicado semanas depois que não teria seu contrato renovado, sem qualquer explicação para tal decisão. Esta é a verdadeira forma de agir daqueles que se consideram os "donos da verdade". Não se pode contrariá-los impunemente.


Basta de opressão! Viva a liberdade de pensamento e de expressão.


Mario Luiz dos Reis Marques, pai do Gabriel e professor de Educação Física da rede estadual do Rio de Janeiro



Que país é esse!!!!!????

Quem são eles? Carrascos para julgar e condenar ou professores? Será que estamos numa democracia ou não? O cidadão não tem o direito de se manifestar? Que perseguição é essa contra um professor, que a meu ver está fazendo um excelente trabalho aí no CAP? Professores, pais e alunos têm elogiado!! Um professor que não falta, que está presente em todos os eventos, comparace a todas as reuniões! Esse professor que está sendo perseguido é um excelente filho! Passou pro Pedro II por concurso; passou para UFRJ em excelente colocação; passou em vários concursos; passou pro CAP através de concurso!!Vocês que estão perseguindo esse professor já se esqueceram de como entraram nesse estabelecimento?Quem são eles? Os donos do CAP? Os donos da verdade?Aqui é a mãe desse professor que está triste e com o coração sangrando em ver tanto corrupção e injustiça nesse país!!!!!

Talita Rodrigues Daumas Marques, mãe do Gabriel e digitadora
Meu querido neto Gabriel
Se todos os políticos deixarem as diferenças de partido e se unissem para melhorar a educação, o Brasil mudaria de verdade.
A vida, meu filho, é luta. Viver é lutar! Só aos fracos a luta abate, mas aos fortes, aos bravos, a luta eleva e dignifica. Vá em busca de seus ideais!
Passo aqui as palavras sábias de Madre Tereza de Calcutá: "Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar!"
Dê o que você tem de melhor mesmo assim!
Sacode a poeira, esteja sempre de cabeça erguida e siga em busca de vitórias, muitas vitórias!
Da fã número UM, sua avó Dulce Rodrigues Daumas

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Avaliação do III Simpósio de Educação Física e Dança

A Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ foi o palco do III Simpósio de Educação Física e Dança, ocorrido entre os dias 25 e 29 de agosto. O último evento de tal natureza ocorrera em 2004 na Unidade. Nascido a partir da proposta de realização de uma Semana Acadêmica—componente do programa da chapa vencedora do pleito eleitoral para o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança em 2007—a idéia foi incorporada por alguns professores, construindo, então, um projeto para realização do Simpósio, assim como almejando realizá-lo anualmente e transformá-lo em referência para os estudantes e trabalhadores da Educação Física e da Dança, cuja carência de espaços específicos para troca de conhecimentos e produção científica é notória no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo.





Após apresentar o projeto aprovado por unanimidade em Congregação, a aguerrida Comissão Organizadora realizou seguidas reuniões a fim de materializar a garantia desse marco acadêmico e político. É preciso ressaltar que a defesa de gratuidade do evento, sem cobrança de quaisquer modelos de taxas de inscrição, se consubstancia em uma significativa vitória em defesa da Educação Pública. Os recursos materiais e humanos existentes na própria Universidade e em outras instituições de ensino são suficientes para publicizarmos e trocarmos conhecimentos de qualidade sem auxiliar a transformação da educação enquanto mercadoria, situação cada vez mais freqüente sob a égide neoliberal.





Através de mesas redondas que envolveram temáticas como saúde; mundo do trabalho e regulamentação da profissão; participação política dos estudantes e dos trabalhadores; corpo e sociedade; esporte; lazer; importância da arte; Universidade e seus protagonistas; de fóruns de debates com apresentações dos grupos de pesquisa; apresentação de comunicações orais; e cursos específicos, o III Simpósio de Educação Física e Dança conseguiu alcançar a marca de mais de quinhentos inscritos, dentre estudantes da própria EEFD e de outras instituições e professores da rede pública de ensino.





Explicitamos aqui os nossos agradecimentos à comunidade acadêmica da UFRJ, em especial à Decania do CCS; aos técnico-administrativos do Setor de Audiovisuais do CCS, da Gráfica da UFRJ e da EEFD; aos docentes da EEFD e convidados que aceitaram o convite de participação e aos que assimilaram a importância do evento e migraram suas aulas para as atividades realizadas; ao Centro Acadêmico de Educação Física e Dança e aos estudantes da EEFD que se somaram e brilhantemente batalharam para a realização do evento e trabalharam em todas as frentes possíveis para a consecução das tarefas e consolidação do III Simpósio de Educação Física e Dança.





Eventos dessa natureza engrandecem a formação acadêmica, política e cultural dos estudantes e dos trabalhadores da área. Finalizamos essa avaliação com a certeza de que o trabalho bem feito possibilitou alcançar os objetivos inicialmente apresentados de maneira extremamente bem sucedida. As falhas e problemas foram identificados para que em 2009 o IV Simpósio seja ainda melhor. Conclamamos o conjunto da Escola de Educação Física e Desportos para fortalecer a iniciativa e tornar o evento anualmente como uma referência para a Educação Física e a Dança nacionalmente.



Professores Alexandre Palma (EEFD); Bruno Gawryszewski (FUNARTE); Cinthia Ramos (SEE-RJ); Gabriel Marques (CAp-UFRJ); Luis Aureliano (EEFD)
Acadêmicos da EEFD Gustavo Oliveira dos Santos; Luiz Carlos Baptista; Vivian Machado Dutra; Thiago Coqueiro Mendonça




FOTOS
Mesas Temáticas no Auditório Quinhentão.
Diversas atividades lotaram as salas de aula durante os fóruns de debate e os cursos.

No IV Simpósio, em 2009, o Quinhentão pode encher ainda mais.

Dia 28 de agosto, a mesa de discussão sobre a Universidade mobilizou estudantes para participar do ato na Reitoria contra as diretrizes do Plano Diretor de Aloisio Teixeira e o REUNI de Lula.

Cerca de 70 estudantes da EEFD participaram da manifestação!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

É preciso avançar na luta contra o Reuni na UFRJ!

Enquanto as Reitorias da UERJ, UESPI, UFSJ encontram-se ocupadas e ocorrem vitórias na UNCISAL e lutas intensas na UNIR e na UFF, na UFRJ a direção majoritária do DCE Mário Prata (De Que Lado Você Samba? - PSTU, PSOL e independentes) afirma que o movimento estudantil está em refluxo e se priva de fazer ato e radicalizar o processo pela revogação das diretrizes do Plano Diretor votadas e aprovadas através de sucessivos golpes da Reitoria, que implementa o REUNI na Universidade.

O método de implementação do REUNI na UFRJ não está dissociado de seu conteúdo: arbitrário, golpista e nefasto para a qualidade da Educação Pública. Por conta disso, a Reitoria da UFRJ lança mão de seus instrumentos burocráticos para impor à comunidade acadêmica a adequação aos projetos governamentais. Através do Plano Diretor 2020, cujas diretrizes foram aprovadas numa Sessão durante as férias em que não estava na pauta esse ponto e cujas emendas foram aprovadas numa Sessão Extraordinária convocada de sexta-feira para segunda-feira seguinte pela manhã, Aloisio Teixeira e o Conselho Universitário preparam o terreno para a degradação da Educação na UFRJ.

Em diversos momentos, o Movimento Estudantil encaminhou sólidas respostas, adiando as votações ao manifestar-se e fazer com que o Reitor suspendesse as Sessões do CONSUNI, em 10 de abril, 12 de junho e recentemente em 28 de agosto. Nesta última, reivindicando a revogação das diretrizes do Plano Diretor, ampliação dos debates e nova metodologia para participação da comunidade acadêmica no processo decisório, mais de 200 estudantes também reivindicaram o Bandejão. Após esse ato, ocorreu uma assembléia, onde foram deliberadas a construção de um Almoção em defesa do Bandejão na Praia Vermelha dia 10/09, uma Assembléia Geral dos Estudantes dia 18/09 e uma grande manifestação pela revogação das diretrizes do Plano Diretor dia 11/09.

Infelizmente, no dia 9 de Setembro à noite, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, após passar em salas de aula e publicizar a convocação do ato por diversos meios, teve o conhecimento de que o DCE Mario Prata não mobilizava para o ato do dia 11/09, alegando ter outras atividades como prioridade no momento, visto que a luta na UFRJ estaria refluindo.

Nesse momento de lutas concretas, quando os estudantes nos procuram para saber se terá ato e como podemos fazer pra barrar as medidas que avançam na degradação da Universidade pública, o setor majoritário do DCE Mario Prata, cuja chapa vencedora se autoproclamava como responsável pela luta contra o REUNI, assiste passivamente a implementação do mesmo na UFRJ.

Essa mesma gestão majoritária se omitiu formalmente do debate sobre a criação dos novos cursos do REUNI na UFRJ. Na prática, parte dela chegou ao absurdo de apoiar alguns desses cursos. Trata-se dos setores ligados ao PSOL, que deixaram de mobilizar para atos há bastante tempo e vêm capitulando ao REUNI desde o início do ano de 2008, alegando a possibilidade de disputar o Plano Diretor. O PSTU, por sua vez, convenientemente deixou de fazer o debate sobre os novos cursos (precarizados e nos marcos do REUNI), omitindo-se desse importante debate para a luta na UFRJ.

Não há como esquecer que a passividade da gestão majoritária do DCE Mário Prata acontece durante as eleições burguesas. PSOL e PSTU, privilegiando a campanha eleitoral, deixam a luta concreta em segundo plano, como se eleger parlamentares significasse alcançar vitórias para a classe trabalhadora e a juventude. Após sucessivas posturas vacilantes do setor majoritário do DCE Mario Prata (PSTU, PSOL), deixamos um contundente questionamento: de que lado vocês sambam?

A mobilização e a luta concreta sempre foram e serão os únicos meios capazes de alcançar vitórias, e não estamos dispostos a abandoná-las quando nos for mais conveniente. Conclamamos o conjunto do Movimento Estudantil da UFRJ para discussão séria acerca dos rumos das lutas, iniciando um grande processo de mobilizações nas Unidades, que agora terão de debater alguns aspectos para adequação da imposição já deflagrada pela Reitoria. Além disso, é preciso que avancemos na radicalização, construindo forças para novas ocupações, bem como para travarmos a luta contra o Ministério da Educação e o Governo Lula/PT.

Todos/as à assembléia geral dos estudantes da UFRJ: 18/9, quinta-feira, às 12h30, no Teatro de Arena da Praia Vermelha

Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Reunião para construção do Congresso Nacional de Estudantes

Com a chegada do governo Lula/PT ao poder, acentuou-se a implementação de medidas neoliberais, que seguem sucateando e privatizando setores básicos como saúde, segurança e educação. Diferente de anos anteriores de FHC, atualmente os ataques se tornam mais intensos, visto que as entidades UNE e CUT, que deveriam lutar pelos direitos dos estudantes e dos trabalhadores, encontram-se como agentes do Governo facilitando a implementação das medidas ao frear as lutas e confundir o conjunto da sociedade.

No campo da educação, a defesa do processo fatiado de Reforma Universitária é logo assimilado pela UNE, que passa a compactuar com esse ataque, defendendo a degradação da educação pública.

O Movimento estudantil combativo e de luta passa a se organizar em fóruns por fora da UNE e necessariamente contra a mesma, a fim de organizar as lutas contra a Reforma Universitária privatizante.

Em 2007, o governo José Serra/PSDB em São Paulo apresenta medidas que atacam a autonomia das Universidades estaduais paulistas. Enquanto isso, o governo Lula/PT lança decretos que atacam em demasia a educação pública: o REUNI (6096/07) para as instituições federais de ensino superior e o IFET (6095/07) para as instituições federais de educação profissional e tecnológica, ambos componentes do Plano de Desenvolvimento da Educação (6094/07) lançado pelo Ministro Fernando Haddad.

A contrariedade a esses decretos gera um amplo processo de lutas, com diversas ocupações de reitorias pelo Brasil em defesa da educação pública, fazendo com que os estudantes realizassem a luta também contra a União Nacional dos Estudantes, que auxiliava as Reitorias na adesão aos decretos nas Universidades.

Em 2008, o processo de lutas continuou intenso, com a ocupação das Reitorias da UnB e da UFMG, e do amplo processo de luta contra o REUNI que vem mobilizando estudantes em demasia na UFRJ.

Diante desse quadro potencial de lutas, necessitamos construir um congresso nacional de estudantes que discuta a reorganização do movimento estudantil, possibilitando a conquista de novas vitórias para a juventude, nas universidades públicas e particulares e nos diversos colégios de nosso país.

Portanto, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa convoca a todas as entidades, executivas e federações de curso para a Reunião de organização do congresso que ocorrerá no dia 13 de Setembro, às 16 horas, no campus da Praia Vermelha na UFRJ.

sábado, 30 de agosto de 2008

Barrar o Plano Diretor do REUNI: manifestações no Conselho Universitário


A Sessão do CONSUNI de 28/08 novamente recebeu a calorosa presença dos estudantes da UFRJ.




Estudantes fazem paródia do Reitor durante a votação de 18/10/2007: "Levantem os braços!" nove vezes contra o REUNI.




Agora: "Já votamos!" Com a palavra de ordem "Quem conquistou o Bandejão, vai barrar a transferência pro Fundão", o Movimento Estudantil deixa o seu recado após o Golpe da Reitoria durante as férias!






Os articuladores do Golpe cochicham durante a manifestação: Professor Carlos Vainer e o Reitor Aloisio Teixeira.





E decidem suspender a Sessão, fugindo dos estudantes!

Provaram que só conseguem atacar a Educação Pública emitindo golpe durante as férias ou usando a burocracia e a institucionalidade falidas e obsoletas!




Sob a liderança do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança, cerca de 70 estudantes da Escola de Educação Física e Desportos transferem a discussão sobre Universidade do III Simpósio de Educação Física e Dança para o Salão da Reitoria!

Demonstrando irreverência, os estudantes levam presente e bolo comemorando os 6 anos de promessas da Reitoria de que traria o Bandejão pra UFRJ! Vão até o gabinete da Reitoria, que sumira ao saber que os estudantes tentariam entrar.
O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa conclama os estudantes para exigir a revogação da votação do dia 24 de julho e avisa que se preciso for, haverá nova ocupação da Reitoria! Proposta de iniciar uma Assembléia naquele momento para encaminhar deliberações.


Professor Roberto Leher, da AdUFRJ, fala aos estudantes.

A Assembléia aprova Almoção na Praia Vermelha dia 10/09; Novo ato no CONSUNI dia 11/09; Assembléia Geral dos Estudantes da UFRJ dia 18/09.

Fotos: Kelvin (AdUFRJ)

O método de implementação do REUNI na UFRJ reflete o seu conteúdo: demagógico, oportunista e golpista.
Foi assim que o Reitor Aloisio Teixeira conclamou nove vezes para os conselheiros votarem no dia 18 de outubro de 2007 o Plano de Reestruturação e Expansão da UFRJ, dizendo que já votaram e suspendendo a sessão que contava com a manifestação de mais de 700 estudantes. Depois foi a Brasília assinar junto a seus chefes Fernando Haddad e Lula em nome de todas as Instituições Federais de Ensino Superior.
Durante os meses de junho e julho, o Conselho Universitário da UFRJ aprovou diversos novos cursos para entrar no vestibular 2009, como Saúde Coletiva, Relações Internacionais e o mais bizarro sob o modelo Universidade Nova Bacharelado em Ciências da Natureza e da Terra. Tudo para atender aos critérios expansionistas do REUNI, sem garantia de recursos físicos e humanos para a qualidade dos cursos.
Mais um golpe ocorreu durante as férias de julho. No dia 24/07, SEM ESTAR NA PAUTA DO CONSUNI, o professor Carlos Vainer propôs na última fala do expediente incluir a discussão das diretrizes do Plano Diretor, que visa adequar toda a UFRJ à realidade do REUNI. Por 27 votos a 1, foi aprovado.
Por isso, na Sessão de 28 de agosto, que pretendia discutir os destaques da votação de 24/07, cerca de 250 estudantes realizaram mais uma manifestação no CONSUNI. Como a Reitoria não está disposta a ouvir a comunidade acadêmica, suspendeu a Sessão e, no dia, seguinte, marcou um CONSUNI extraordinário para segunda-feira dia 1 de setembro para discutir e deliberar exclusivamente sobre as diretrizes do Plano Diretor! Mais um golpe se concretiza, pois os governistas reconhecem a força que o Movimento Estudantil possui no atual momento e precisam lançar mão de seus golpes burocráticos para atender às necessidades da Reforma Universitária de Lula/PT, que precariza a Educação Pública!
Pela Revogação da votação das diretrizes do Plano Diretor!
Plebiscito na UFRJ Já!
Bandejão em todos os campi!
Contra o REUNI de Lula/PT!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Reitoria autoritária aprova Plano Diretor nas férias. É hora de lutar contra o Reuni na UFRJ, em defesa da universidade pública!

Olá, estudantes da UFRJ! O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa vem convocá-los para a necessária luta que devemos travar neste semestre em defesa da nossa universidade. A UFRJ passa hoje por um momento decisivo. Depois da aprovação autoritária da adesão ao Reuni (um enorme ataque do governo Lula/PT, que pretende mudar - para pior - toda a estrutura da universidade e dos cursos de graduação), em outubro de 2007, a Reitoria da UFRJ deu mais uma demonstração de que não medirá esforços para implementar por aqui os planos do governo Lula contra a educação pública. Nas últimas férias, com a Universidade esvaziada e sem qualquer debate com a comunidade acadêmica, foram aprovadas as diretrizes do Plano Diretor da UFRJ, elaboradas para viabilizar o Reuni na Universidade. Agora é a hora de nos mobilizarmos para dar uma resposta clara à Reitoria e ao governo Lula: os estudantes não vão aceitar calados a destruição da UFRJ! A recente conquista do Bandejão na Faculdade de Letras demonstra que apenas com muita luta conseguiremos conquistar nossas reivindicações. Portanto, vamos construir um grande ato no próximo Conselho Universitário para revogar a aprovação ilegítima das diretrizes do Plano Diretor do Reuni na UFRJ!
É preciso construir o novo movimento estudantil!
Desde o ano passado, vivemos um momento muito importante para o movimento estudantil nacional. Ocupações de reitoria, mobilizações e passeatas em todo o país dão uma clara resposta àqueles que dizem que o movimento estudantil morreu. Assim, os estudantes de todo o país mostram que é possível sonhar, lutar e vencer.

Na UFRJ não é diferente. Assim como em grande parte das universidades federais do país, vivemos um grande processo de lutas contra o Reuni, parte da Reforma Universitária do governo Lula/PT. Trata-se de um decreto que obriga as universidades a se adaptarem aos planos de precarização do governo para receberem verbas. Através de um mecanismo de chantagem, o governo condiciona o repasse de verbas à implementação, pelas universidades, de uma série de medidas que as transformam em verdadeiros escolões.

Nas lutas que despontam em todo o Brasil, um elemento em comum: a UNE, entidade que deveria nos representar, não apenas não está presente, como também era contra as nossas mobilizações. Controlada por grupos políticos ligados ao governo Lula, a UNE não tem independência para levar adiante qualquer reivindicação dos estudantes. Está ao lado do governo e contra os estudantes, apoiando o Reuni e todos os projetos de Lula que atacam a educação pública.

Por conta da ausência de uma entidade nacional, nossa maior dificuldade hoje é unificar as lutas dos estudantes espalhadas pelo Brasil, o que lhes daria um peso muito maior. É hora de revertermos esta situação: precisamos construir um novo movimento estudantil, uma nova entidade nacional que unifique nossas lutas e permita que o movimento alcance vitórias cada vez maiores. Por isso, convidamos todos os estudantes da UFRJ para começar a construir desde já um Congresso Nacional de Estudantes no próximo ano, para que possamos organizar nossas lutas e debater os rumos do movimento estudantil nacional!

CONHEÇA O MOVIMENTO QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA:
Contatos - Praia Vermelha: Gabriel (9450-2472); Fundão: Vivian (8163-7190) e Daniel (9921-5530)

domingo, 17 de agosto de 2008

Novo Bandejão na UFRJ

Após mais de uma década sem Bandejão na UFRJ, foi inaugurado, no dia 14 de agosto, o Bandejão da Faculdade de Letras.

Esse Bandejão foi conquistado após muita luta dos estudantes, e está localizado onde funcionava anteriormente um restaurante privado, cujo responsável foi expulso pelos estudantes por cobrar altos preços sem a devida qualidade.

A questão do abuso dos donos dos restaurantes no campus do Fundão da UFRJ tem sido denunciada diversas vezes esse ano, inclusive gerando um ato no Centro de Ciências Saúde, no dia 8 de abril, quando foi oferecida macarronada para 400 estudantes, contra o aumento dos preços, pela vigilância sanitária nos restaurantes e pela conclusão das obras no Bandejão central.

O Bandejão Central foi uma conquista dos estudantes, em 2006, quando mobilizações fizeram com que a Reitoria tirasse do papel o projeto do Bandejão, apresentando um prazo para janeiro de 2007 para que ele ficasse pronto. Porém, muitos prazos foram dados após isso e a obra veio se arrastando. Diante disso, muitas outras mobilizações foram realizadas, e a obra do Bandejão Central agora finalmente parece andar e a conquista do Bandejão da Letras já é realidade.

Identificamos nessa ocasião que apenas através das mobilizações conquistamos vitórias concretas para a juventude de nosso país. É preciso que tenhamos conseqüência no processo de lutas, pois enquanto o Governo Lula, a Reitoria da UFRJ e a União Nacional dos Estudantes tentam nos enrolar, aproveitam o período de esvaziamento (férias) na Universidade para aprovar as diretrizes do Plano Diretor, pois sabem da força que o Movimento Estudantil de luta e combativo possui e precisam criar subterfúgios para implementarem a privatização e a precarização.

É importante que os CAs e o DCE da UFRJ encampem um Conselho de Centros Acadêmicos na próxima quinta dia 21/08 para discutirmos as próximas atividades em relação ao Golpe da Reitoria para implementar o REUNI. E que debatamos em cada luta a importância da convocação de um Congresso Nacional dos Estudantes para ampliarmos a nossa reorganização, que cada vez mais cresce por fora e contra a UNE.

O novo Movimento Estudantil está presente e, no dia 14 de agosto, o DCE Mário Prata e diversos Centros Acadêmicos que estão na luta há tempos por assistência estudantil, estiveram presentes para prestigiar a inauguração e ressaltar que conquistamos apenas um dos bandejões que necessitamos, e que precisamos continuar na luta pela inauguração do Bandejão Central e pela conquista de Bandejão em todos os campi da UFRJ.

A LUTA CONTINUA!

domingo, 3 de agosto de 2008

Aprovadas as diretrizes do Plano Diretor nos marcos do REUNI na UFRJ*

Depois de muitos atos na reitoria, durante todo o semestre, que postergaram a votação das diretrizes do Plano Diretor nos marcos do REUNI e dos cursos novos de bacharelados interdisciplinares, como Saúde Coletiva e Ciências da Terra, todo esse bloco de ataques à educação pública foi aprovado.
Primeiramente, é necessário relatar em quais condições esses instrumentos que visam implementar o REUNI, o decreto do Governo Lula/PT que vem no sentido de sucatear a Universidade, aumentando o número de vagas sem aumentar o número de professores e a estrutura da Universidades, foram aprovados.
Para o I Congresso da CONLUTAS, um marco histórico de reorganização da luta dos trabalhadores de todo o país, foram eleitos 60 delegados estudantis da UFRJ, que foram para Betim entre os dias 2 e 5 de Julho. Durante esse Congresso, percebendo o esvaziamento dos estudantes, que compõem em sua maioria o DCE Mário Prata, a Reitoria colocou em Pauta os cursos de bacharelados interdisciplinares e conseguiu aprová-los numa tranqüila sessão do Conselho Universitário.
Em meio às férias de Julho, quando muitos estudantes participavam do seus encontros de área, o Professor Carlos Vainer, na última fala do expediente, propôs incluir na pauta do Conselho Universitário de 24/07, a votação das diretrizes do Plano Diretor da UFRJ nos marcos do REUNI. A sessão estava funcionando com seu quórum mais um, e o único conselheiro estudantil presente, que não se encontrava no Encontro de área, defendeu a não inclusão do ponto.
Porém, toda a burocracia universitária reunida naquele espaço votou a favor da inclusão do ponto de pauta, e na votação das diretrizes do Plano Diretor, por 27 a 1, esse plano foi aprovado. Vale ressaltar que há algumas sessões, cerca de trezentos estudantes participaram de um ato no CONSUNI, e pediram inclusão de ponto da votação de um calendário que debatesse as Diretrizes do Plano Diretor, em todos os Centros da Universidade, para que a comunidade Universitária pudesse tomar conhecimento e ter esclarecimentos sobre esse Plano e a partir daí poder decidir sobre os rumos da UFRJ. Essa inclusão foi negada pelo conjunto dos Conselheiros, que nesse momento se ajoelham diante das migalhas oferecidas pelo Governo Lula/PT, e auxiliam no sucateamento do ensino público, gratuito e de qualidade.
Precisamos relembrar também que a Reitoria, incomodada com os constantes atos dos estudantes nos Conselhos Universitários, que visavam interromper as votações para que o REUNI não fosse implementado na nossa Universidade, soltou um manifesto de repúdio, com o argumento de que os estudantes estavam ferindo a democracia Universitária. Ficam nossas perguntas:
Qual o conceito de democracia da Reitoria da UFRJ?
Não fazer debates com a comunidade Universitária sobre o REUNI e posteriormente sobre as diretrizes do Plano Diretor?
Não Fazer um Plebiscito e um Congresso Interno Deliberativo para que a comunidade universitária pudesse optar pela adesão ou não do REUNI pela UFRJ?
Aprovar numa sessão truculenta do CONSUNI, no dia 18 de Outubro de 2007, o PRE da UFRJ que nada mais é que o REUNI?
Aprovar na sessão do CONSUNI do dia 24 de Julho de 2008, as diretrizes do Plano Diretor, sendo que as mesmas não estavam na pauta inicial e por ser um assunto delicado, que necessita de amplo debate?
Não aprovar o segundo módulo do PRE na mesma sessão truculenta, fragmentando-o nas diretrizes do Plano Diretor e nos cursos de bacharelados interdisciplinares?
Achar que um Conselho composto em sua maioria por professores, que desconsidera o peso dos estudantes e dos funcionários dentro da Universidade, tem o poder de deliberar em nome da Comunidade Universitária?
No atual momento, devemos lembrar que deveríamos ter uma Entidade representativa dos estudantes para que nossa luta adquirisse força, que tivesse potencializado nossas ocupações de reitorias em 2007, que tivesse feito um elo entre as ocupações e o Governo Federal exigindo diálogo e revogação do decreto do REUNI, para que não estivéssemos vivendo em 2008 tais ataques e golpes tanto da Reitoria quanto do Governo Lula/PT. Infelizmente, a União Nacional dos Estudantes, atrelada e sustentada pelos partidos governistas, está a favor de todos esses ataques, e não mais podemos contar com ela nas lutas contra os ataques à educação pública.
Por isso é necessário construirmos uma Nova Entidade Estudantil, não aparelhada e não burocratizada, que lute conosco contra todos os golpes e ataques que estamos sofrendo! Nesse momento, mais do que nunca, necessitamos do conjunto dos estudantes para lutarmos contra todos os golpes da Reitoria e do Governo Lula/PT.
AUTONOMIA, NÃO ABRO MÃO, POR ISSO AO REUNI EU DIGO NÃO!
*Vivian Machado Dutra
Licencianda em Educação Física, Coordenadora do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ e Coordenadora da Regional II da Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Reunião 24 DE JUNHO: próximos passos para a luta contra o REUNI na UFRJ

Na próxima quinta-feira, o Conselho Universitário da UFRJ se reunirá e retomará com a discussão e deliberação de novos cursos, referentes às demandas de metas que o REUNI impõe para as instituições. Vale lembrar que os Bacharelados Interdisciplinares não são obrigatoriedade, mas sugestões que o MEC apresenta. Portanto, Terapia Ocupacional, Saúde Coletiva, Design etc., apesar de não apresentarem a nomenclatura BI, representam o mesmo pacote de vagas para atingir os critérios que o REUNI abarca, como a relação de 1 professor para 18 alunos! Além disso, há também o Plano Diretor, que pode voltar à Plenária assim que a Reitoria quiser.

A burocracia da Universidade se posiciona contra os estudantes, tendo aprovado moções no Conselho de Centro do CCMN e no CEPG!

Já provamos para o conjunto da UFRJ e da sociedade que apenas através da luta obteremos vitórias! Plano Diretor e cursos novos estão subordinados ao REUNI. Só podemos aceitar que isso venha à discussão e deliberação após A CONSTRUÇÃO DE UMA METODOLOGIA, COM DEBATES PÚBLICOS E QUE MUDANÇAS DESSA MAGNITUDE NÃO SEJAM DELIBERADAS ATRAVÉS DE UM CONSELHO UNIVERSITÁRIO ARCAICO E LIMITADO! Plebiscito e Congresso Interno devem aparecer como propostas!

Portanto, consideramos de fundamental importância que O DCE MARIO PRATA e demais lutadores, como os funcionários e professores, se reúnam na TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO, ÀS 19H, NO TEATRO DE ARENA DA PRAIA VERMELHA, para que discutamos quais os próximos passos da luta, principalmente no dia 26 de junho no CONSUNI.