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sábado, 20 de novembro de 2010

A Lâmpada - Edição 1

A Lâmpada

RIO DE JANEIRO, OUTUBRO DE 2010 – ANO I – Nº 1


O que é “A Lâmpada”?

Esse é o jornal da Oposição à atual gestão do DASCF! Que vem com uma proposta de discutir e construir com o conjunto dos estudantes da Escola de Enfermagem Anna Nery tudo o que acreditamos que seja melhor para a Enfermagem, para a Educação e para a Saúde Pública!

Por que somos “Oposição ao DASCF”?

-Porque acreditamos que o Diretório Acadêmico, sendo a entidade representativa dos estudantes da Escola de Enfermagem Anna Nery, deveria realmente falar em nome dos mesmos!

-Porque quando se leva a questão política a sério, mesmo sendo chapa única, deve-se apresentar um programa político. Afinal, o estudante pode ainda não concordar com o que lhe é apresentado!

-Porque um Diretório Acadêmico de verdade discute com o conjunto dos estudantes, não só sobre chopadas, mas também sobre o que acontece no Curso e na Universidade!

-Porque um Diretório Acadêmico de verdade vai pra além de espaços físicos com mesa de totó, som, TV, geladeira, sofá confortável e afins!

Queremos discutir:

- Carga Horária, falta de salas de aula, falta de estágio, a situação do HU, ato médico, a qualidade do nosso ensino e maneiras de fazer alguma diferença, enquanto estudante de Enfermagem que somos!

- Projeto de Universidade , somos a favor de expansão de qualidade, diferente da atual política do REUNI de Lula/PT!

- Assistência Estudantil!

- Movimento Estudantil, porque a UNE está burocratizada e defendendo os projetos de educação do governo.

- Nossa formação, nosso currículo.

- Queremos salas de aula com estrutura adequada, porque isso também afeta a nossa formação.

- A defesa do SUS, queremos que ele funcione de forma pública, sem brecha para a iniciativa privada!

- Fundações Estatais de Direito Privado, OS’s, OSCIP’s, esse modelo de gestão está destruindo a saúde publica.

- Piso salarial

O DASCF não faz isso, mas vamos fazê-lo com ou sem DASCF! E o que nos resta a falar é:

Somos Oposição ao DASCF porque nossa voz é muito mais do que isso que vem sendo apresentado!

Ato Médico e Privatização na saúde – Ataques na área da Saúde

Em 21 de Outubro de 2009, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7703/06, conhecido como Ato Médico, que regulamenta a profissão da medicina subordinando aos médicos os demais setores da saúde. A lógica que orienta o Projeto, centrada na concepção de que cada profissão deve buscar sua “fatia no mercado”, é a de regulamentação pela reserva de atividades da medicina em relação às outras áreas da saúde. Buscando defender o que seria o “terreno da medicina” diante do conjunto dos profissionais do setor, o PL abandona o entendimento das práticas de saúde centradas na compreensão do paciente enquanto um sujeito integral, e o substitui por uma compreensão fundamentalmente mercadológica.

Esse contexto formulado pelo Conselho Nacional de Medicina traz à tona a discussão do papel dos conselhos profissionais, pois ao mesmo tempo em que são órgãos privados que regulamentam a profissão – e não o setor público com os direitos trabalhistas conquistados historicamente pelos trabalhadores – realizam a divisão de mercado com garantia de reserva para segmentos específicos, nesse caso o dos médicos. Ao mesmo tempo, burocratiza-se esse setor: o médico terá ingerência sobre todos os outros tratamentos, tornando-se “mais importante” do que os demais profissionais da saúde.

Isso quer dizer que os princípios do Ato Médico tiram a autonomia dos demais atores da saúde, entrando em choque com os princípios de eqüidade, universalidade, integralidade e controle social do SUS, pelos quais todos os profissionais se complementam, e o paciente é tratado como uma pessoa e não por partes. O projeto fere, também, o princípio da descentralização, já que o médico centraliza os demais setores, inclusive o de gestão hospitalar.

Enquanto isso, as condições dos hospitais públicos e postos de saúde se encontram bastante precárias, com filas intermináveis, falta de medicamentos e materiais, falta de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e funcionários. Os princípios do SUS de acesso universal e igualitário a ações e serviços; participação comunitária; rede regionalizada e hierarquizada; descentralização e outros foram deixados de lado pela degradação exercida pela retirada de verbas, característica da política neoliberal para a saúde. O projeto de Fundações Estatais de Direito Privado, forma mais avançada na saúde do projeto neoliberal iniciado por Collor, continuado por Itamar Franco, consolidado por FHC e aprofundado por Lula, além de desobrigar o Estado e abrir caminho para as empresas, consolida ainda mais claramente a política de transferência dos recursos públicos para o setor privado, representando os interesses dos hospitais privados e planos de saúde e deixando a classe trabalhadora sem condições de atendimento. Essa política é facilmente constatada ao observamos que, do percentual do PIB destinado à saúde, grande parte é aplicada na chamada saúde “suplementar”, de caráter privado e que assume a prioridade dos investimentos públicos.

A aprovação do Ato Médico vai aprofundar a crise na saúde: implica diretamente num atendimento de menos qualidade para a classe trabalhadora, pautado por uma lógica que ignora a complexidade do indivíduo e se orienta pela “repartição” do paciente em diversas fatias, cada uma rentável a determinado segmento profissional. O Ato Médico, assim, alimenta a concepção de saúde neoliberal e propõe uma prática adequada ao modelo das Fundações Estatais de Direito Privado, ignorando os programas de promoção e prevenção em saúde característicos do SUS e centrando a política de saúde na doença. A concepção de saúde apenas como ausência de doença, ignorando a integralidade do indivíduo e suas relações com o meio social em que está inserido, apresenta o médico, que diagnostica e trata as doenças, como único responsável pela reabilitação e delegação de tratamentos a serem efetuados por outros profissionais de saúde, abandonando o importante princípio das práticas multiprofissionais em saúde.

A luta contra o Ato Médico perpassa pela concepção de saúde e de sociedade que necessitamos, pois vemos os hospitais e os postos de saúde em constante degradação, e qualquer epidemia trata de trazer à tona isso, os trabalhadores madrugam nas filas para conseguirem atendimento, as emergências funcionam em macas em corredores, não temos políticas preventivas eficientes, os funcionários da saúde ganham pouco para o tamanho desgaste, há falta de concursos públicos para suprir o quadro de falta de funcionários, e agora a reserva de mercado só vai burocratizar o atendimento, rebaixar os profissionais de saúde, burocratizar o médico, e intensificar a piora nos atendimentos, isso tudo para garantir os lucros dos empresários do setor da saúde.

Precisamos lutar em defesa da Saúde Pública! Contra a Privatização da Saúde!

Saúde não é mercadoria!



Por que o Reuni é prejudicial à educação?

Um dos mais importantes temas de discussão dentro da Universidade hoje é o Reuni. Você já ouviu falar? Sabe em que contexto ele se insere? Imagina como anda seu debate pela UFRJ? Pois é, nesse texto tentaremos explicar resumidamente que bicho é esse!

O Reuni é o “Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais”, que foi colocado pelo governo em abril de 2007 como forma de decreto. E é esse um primeiro ponto a ser pensado aqui: é um decreto! Não uma sugestão, um plano, um projeto.... O Reuni coloca que somente as universidades que se adequarem às medidas do decreto receberão um adicional de 20% em sua verba. Por isso, entendemos que o Reuni é uma chantagem que o governo coloca às universidades. Depois de anos e mais anos de corte de verba e um progressivo processo de privatização, é colocado esse projeto, que quer ditar o futuro de nossa educação, em troca de uma “migalha” de verba. Por que essa verba não pode vir para um projeto que seja fruto de uma discussão feita na própria universidade? Por que é o governo que de cima para baixo quer impor um modelo de Universidade? Desse modo, é correto afirmar que o Reuni fere em cheio a nossa tão essencial autonomia universitária.

E mesmo a verba que o Reuni promete está “condicionada à capacidade orçamentária e operacional do Ministério da Educação”. Ou seja, nem está totalmente assegurada a verba! O orçamento de 2008 do governo federal previa para o REUNI o montante de R$ 480 milhões a ser destinado a todas as Universidades Federais que aderirem ao decreto. Considerando que as 53 universidades federais aderiram, a média para cada Universidade é de, aproximadamente, R$ 9 milhões. A exemplo da UFRJ, essa projeção sequer seria capaz de saldar as dívidas da instituição, que giram em torno de 50 milhões de reais.

Mas o que diz afinal o decreto? Ele coloca diversos pontos que versam sobre a reestruturação das universidades e alguns deles não podem deixar de ser comentados... Ele estipula, por exemplo, que a relação professor:aluno deva ter uma média nacional de 1:18, quando hoje ela é de aproximadamente 1:10. Ou seja, pretende diminuir a quantidade de professores em relação à de alunos. Em qualquer processo de aprendizagem, está claro que grupos pequenos têm melhor rendimento que aqueles com muita gente. Na Enfermagem, isso é evidente quando algumas aulas necessitam ser realizadas em grupos menores... Imaginem a aula prática de anatomia!

Além disso, há a recomendação de que as Universidades se adaptem ao modelo de bacharelado interdisciplinar. Isso quer dizer que todos os cursos terão um ciclo básico de três anos, depois dos quais os estudantes receberão um diploma de bacharel em artes, tecnologia, ciências biomédicas ou humanas. Você entendeu? As pessoas ingressariam em uma dessas grandes áreas e para quem quisesse um diploma de verdade (por que o que se faz com um diploma de “bacharel em ciências biomédicas”??), haveria um novo processo de seleção, pelo qual aquele que passasse ingressaria no que eles chamam de ciclo profissional... Obviamente, o número de vagas para a graduação plena será muito menor que o dos bacharelados. Isso tudo pode parecer bom, pois passa uma idéia de interdisciplinaridade e do fim da escolha precoce da profissão. O problema é que na verdade esse sistema, além de criar mais um funil (já que apenas os mais “destacados” poderiam completar a formação), transformaria a universidade em uma fábrica de emitir diplomas, na modalidade de verdadeiros “escolões”, com salas de aula super lotadas e pouca qualidade de ensino. É essa a expansão da universidade que queremos?

É importante lembrar que não somos contra o aumento de vagas na Universidade, a democratização do ensino e nem de uma mudança na estrutura acadêmica. O problema é que essas bandeiras históricas do movimento estudantil e de docentes devem ser conquistadas por completo: ou seja, sem que a qualidade de ensino fique prejudicada. E não é isso que o Reuni coloca...

Existe uma óbvia conclusão dessa história toda: se as medidas fossem boas, não haveria necessidade de serem colocadas autoritariamente. Certo? Mesmo aqueles que gostam do conteúdo do Reuni terão que concordar que não se pode fazer uma grande reestruturação do meio universitário sem que a comunidade possa entender, questionar e sugerir sobre o assunto. Mas o governo Lula/PT e a reitoria da UFRJ não queriam discutir e precisavam empurrar goela abaixo dos estudantes, professores e funcionários esse decreto. Em 2010, completam-se três anos de aprovação do REUNI na UFRJ e é claro como está afetando nossa vida: filas quilométricas no Bandejão, caos no transporte, falta de sala de aula, falta de professor, enfim, inúmeros problemas que nos atingem diariamente.


Não podemos nos conformar! Nesse sentido fica o convite para todos os estudantes de Enfermagem e do CCS para a luta pela Universidade Pública, gratuita e de qualidade.

A luta é pra vencer!


Informes

O Hospital Universitário será implodido no dia 19 de dezembro às 8 horas da manhã. As aulas estarão suspensas no CCS a partir do dia 10 de dezembro.

É gente, depois de anos e anos sem investimento e sem um projeto conseqüente, a implosão do HU é um exemplo de precarização da educação! Fruto de sistemáticos cortes de verbas!

Precisamos ficar atentos a isso!

Nos dias 27 e 28 de novembro na Escola de Educação Física e Desportos acontecerá o I Encontro do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa.

No encontro serão debatidos temas como Universidade, Movimento Estudantil, Opressões e muito mais.

Quem quiser participar do encontro está convidado!

Participe!


Um pouco de Poesia

Nada É Impossível De Mudar

Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar

Brecht.

Quer discutir sobre os textos do jornal? Quer escrever para o jornal?

Entre em contato

Maria – Tel: 7617-4351 E-mail:

domingo, 1 de novembro de 2009

Jornal da Chapa 4 para o CAEFD-UFRJ

Olá, estudantes da EEFD! Iniciou-se o processo de eleições para o CAEFD, a entidade representativa dos estudantes da Escola. Nós do Movimento QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA estamos participando desse processo por entender a importância e a necessidade da existência de uma representação ativa e combativa, que lute pelas reivindicações especificas e paute os debates mais gerais - entendendo que não existe uma separação entre esses.
A CHAPA 4 – QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA é composta por 62 estudantes, de Licenciatura em EF, Bacharelado em EF e Bacharelado em Dança. E nesse jornal queremos mostrar o que já conquistamos e nossas propostas que realizaremos juntos a vocês, porque cada um dos estudantes dessa escola integra o CAEFD.
A EEFD que temos... e a EEFD que queremos!

A EEFD passa por uma situação muito difícil: é o teto caindo, sala de musculação fechada, falta de biblioteca e sala de estudos, as salas de dança com os tacos saindo por causa das goteiras, pista de atletismo, campo de futebol e quadras externas em péssimas condições.
Os estudantes sabem que quando chove a situação se agrava ainda mais! É inadmissível pensar que uma unidade da maior Universidade Federal do país esteja nesse estado. Todos esses problemas afetam diretamente nossa formação, quando não podemos utilizar a sala de musculação porque não existe verba para fazer a manutenção dos aparelhos, quando os estudantes não podem usar a pista de atletismo e as áreas externas porque não existe verba para fazer reformas, os estudantes de dança que “vira e mexe” utilizam as salas sem material adequado e acabam se ferindo. Todos esses exemplos servem para ilustrar a precarização da universidade pública.
Para mudar esse cenário entendemos que é necessária a mobilização dos estudantes para pressionar a Direção da EEFD, a Reitoria e o Governo! Não achamos que a saída para esses impasses sejam a privatização e/ou o voluntarismo. Não podemos cair no erro do discurso de que “já que não tem verba, fazemos uma vaquinha e compramos”, porque assim reforçamos a idéia daqueles que hoje comandam a educação, a idéia do corte de verba pra educação publica.
Por isso lançamos nesse ano a campanha da REFORMA DO TETO JÁ! que também inclui reivindicações para todos esses pontos citados anteriormente:
- Reforma do Teto Já!
- Reabertura da sala de musculação, pública e gratuita
- Reforma da pista de atletismo e quadras externas
- Ampliação do horário do LIG
- Reforma das salas de dança e construção do prédio anexo!
- Mais segurança na UFRJ: concursos públicos já!
- Biblioteca e sala de estudos na EEFD
- Por uma expansão de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT
- etc, etc, etc.
Só conquistaremos essas reivindicações através da mobilização dos estudantes! Quanto maior a participação dos estudantes da EEFD mais forte vai ser o CAEFD, o nosso instrumento de luta para alcançarmos vitórias. Você é o CAEFD!
É na luta que se conquista!
Nas ultimas gestões você viu o CAEFD fazer:
* Atos pela Reforma do teto, reabertura da sala de musculação de forma publica e gratuita, reforma na pista de atletismo e nas áreas externas, ampliação do horário do LIG, reforma nas salas de dança, construção do prédio anexo da dança, e toda a nossa pauta de reivindicações

* Realização dos III e IV Simpósios de Educação Física e Dança de forma publica e gratuita, com a discussão de diversos temas como Saúde, Mídia, Corpo, movimento, Universidade, proporcionando aos estudantes espaços de formação acadêmica, cultural e política.

* Organizar e participar intensamente das manifestações contra o Plano Diretor do REUNI! Os estudantes da EEFD incorporaram-se às lutas da UFRJ e nacionais em defesa da universidade pública: queremos expansão de qualidade, contra o REUNI de Lula/PT!

* Quando foi criado o Bacharelado em EF no turno da tarde, a proposta era retirar vinte vagas da Licenciatura. Foi a atuação do Movimento QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA no CEG (Conselho de Ensino e Graduação) que fez com que se abrisse o Bacharelado da tarde e se mantivessem as vinte vagas da Licenciatura!

* Participar dos Encontros Nacionais e Regionais dos Estudantes de Educação Física (ENEEFs e EREEFs) e Encontros Nacionais de Estudantes de Arte (ENEARTEs). No ENEEF deste ano, na USP, a UFRJ esteve presente com a maior delegação do encontro e conseguiu fazer uma coordenadora Nacional, a estudante Vivian Machado Dutra.

* Organizar a Campanha “Armários e Bebedouros na EEFD Já”, que numa manifestação na Congregação garantiu a compra de bebedouros novos para a escola.

* Em 2005, ocupar a Congregação da EEFD (órgão máximo de deliberação da escola), barrar um curso pago de dança e garantir o COMUNIDANÇA, que funciona de forma publica e gratuita com a participação expressiva de estudantes da UFRJ.

* Na próxima gestão, tudo isso e mais: organização do interperíodos, criação de grupos de estudos temáticos, ampliação do CineCAEFD, manutenção da sede do CAEFD, realização dos Furdunços e atividades culturais!
A EEFD FAZ PARTE DA UNIVERSIDADE E DA SOCIEDADE!
QUE UNIVERSIDADE QUEREMOS?
Sucateamento e privatização: ataques à universidade

Os problemas vistos na EEFD são reflexos dos sistemáticos cortes de verbas, complementados pela entrada cada da iniciativa privada na universidade pública. O setor privado, que aparece como a “solução de todos os problemas”, traz na realidade muitos danos: a universidade perde a sua função social, afasta-se da sociedade e passa a ser pautada pelos interesses do mercado, pois produz para aqueles que a financiam, perdendo a sua autonomia e seu papel para a produção de conhecimento crítico. É importante entender que nossa por melhorias na EEFD passa necessariamente pela luta contra as políticas e os agentes que causam esses problemas, contra os cortes de verbas e por financiamento público para a educação pública. - 10% do PIB para a educação!; - Verba pública só para a educação pública!; - Por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e a serviço dos trabalhadores!

Reforma Universitária: um projeto de mercado para a educação pública

Depois de longos anos de cortes sistemáticos de verbas e entrada paulatina do setor privado na universidade, o governo Lula inicia a institucionalização dessa política através do projeto de Reforma Universitária. A Reforma Universitária começou a ser implementada “em fatias” desde 2003. Desde então, foram aprovadas a Lei de Inovação Tecnológica, que permite às empresas privadas utilizarem recursos públicos para a produção de conhecimento privado; o ProUni, que transfere verbas públicas para as universidades privadas; o Sinaes, novo modelo de avaliação institucional pautado por regras de mercado e punição aos cursos; e muitos outros. Nos currículos, a Reforma Universitária se manifesta com a sua orientação para o mercado. Foi o que aconteceu com o nosso curso, dividido autoritariamente entre Licenciatura e Bacharelado com a única finalidade de atender as demandas por lucro. Queremos uma licenciatura ampliada, que nos forme integralmente, como professores para atuação em qualquer área e para a produção de conhecimento!

Reuni, a nova face da Reforma Universitária: precarização maquiada de expansão

A mais nova faceta da Reforma Universitária do governo Lula é o Reuni, implementado via decreto em 2007. Trata-se de um dos maiores ataques contra as universidades públicas, que as transforma em verdadeiros “escolões”. Com a desculpa da expansão de vagas – uma necessidade real e urgente -, o governo utiliza um mecanismo de chantagem e obriga as universidades a dobrarem o número de alunos por sala de aula e oferece, para isso, um complemento de no máximo 20% das verbas de que já dispõem. A “sugestão” é que, para isso, as universidades passem a oferecer cursos rápidos, voltados para o mercado, sem produção de conhecimento. Nós da UFRJ lutamos desde 2007 contra esse projeto, aprovado de maneira autoritária e cujos reflexos se fazem presentes no nosso dia-a-dia. Hoje, esse projeto se materializa na forma do Plano Diretor da UFRJ, voltado para atender as metas do Reuni, contra o qual estamos nos mobilizando diariamente. Queremos expansão, sim, mas de qualidade! Contra o Reuni de Lula/PT!

Para reagir, precisamos de um novo movimento estudantil!
Contra a UNE e por uma nova entidade!

As intensas lutas contra esses projetos de desmonte da universidade pública nos demonstraram algo ainda mais profundo: a nossa geração de estudantes, a que se defronta com esses ataques e tem a tarefa de impedi-los, é a mesma geração que se vê, na luta, sem um instrumento capaz de levá-las às suas últimas conseqüências. Isso porque a UNE, entidade que deveria nos representar, passou definitivamente pro lado do governo Lula e apóia todos os seus projetos. Quando, em 2007, dezenas de reitorias estavam ocupadas contra o Reuni, não tínhamos um instrumento para unificar essas mobilizações. A UNE, por sua vez, ia para a mídia criminalizar nosso movimento. Por isso, estamos empenhados na construção de um novo movimento estudantil, que lute por fora e contra a UNE, inimiga dos estudantes, e construa uma nova entidade capaz de impulsionar nossas lutas!

domingo, 26 de abril de 2009

JORNAL DA CHAPA 4

A partir de amanhã, 27/04, a chapa 4 passará nas salas de aula de toda a UFRJ para apresentar seu jornal de campanha. Segue abaixo o conteúdo. Mande você também o nome para a lista de apoio! De 5 a 7 de maio na UFRJ é CHAPA 4 e PROPORCIONALIDADE!
















Enfrentar a crise com
o novo movimento
estudantil


Nós da Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa! nos unimos por acreditar que a UFRJ passa por um momento decisivo, que exige dos estudantes a construção de uma sólida resposta em defesa da educação e de nossos direitos. Todo estudante da UFRJ sabe muito bem o que é deparar-se diariamente com os reflexos dos cortes de verbas para a educação: falta de professores, salas de aula superlotadas e em péssimo estado de conservação, falta de laboratórios e bibliotecas, reduzido número de bolsas e atrasos no seu pagamento, insuficiência da assistência
estudantil e vários outros problemas fazem parte do nosso cotidiano.

A situação se agrava com o aprofundamento da crise econômica internacional, que já atinge em cheio o Brasil. Ao mesmo tempo em que milhões do dinheiro público são utilizados para salvar empresários e banqueiros da falência, o Ministério da Educação sofre um corte de 10% em seu orçamento, o que nos atinge diretamente. Na UFRJ, os efeitos da crise se somam à implementação desastrosa do Reuni. Desde 2007, já alertávamos: expansão de qualidade se faz com mais verbas, mais professores e estrutura, e não através de chantagem. Agora, observamos novos alunos e cursos sofrendo diretamente as conseqüências da adesão da UFRJ ao projeto de Lula.


Para se contrapor a tudo isso, é fundamental que todos nós nos mobilizemos em defesa de uma UFRJ de qualidade. Para tal, a entidade que representa todos os estudantes da Universidade precisa estar organizada em torno de reivindicações e propostas consistentes, capazes de unificar e ampliar as lutas dos estudantes. De nosso ponto de vista, a última gestão do DCE deixou muito a desejar nesse sentido. Construída a partir de uma “unidade” artificial, esteve paralisada no segundo semestre do ano passado, quando a Reitoria empurrou o Plano Diretor do Reuni goela abaixo dos estudantes. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa impulsionou reuniões e conselhos de Centros Acadêmicos, o que infelizmente precisou ser feito por fora do DCE. A entidade chegou ao cúmulo de “desconvocar” a manifestação mais importante do ano, pela revogação do Plano Diretor, alegando “outras prioridades”. É hora de revertermos esta situação: vamos fortalecer o DCE como instrumento de luta e construir um novo movimento estudantil!

O que a UFRJ tem a ver com a crise?


Como dissemos, os efeitos da crise econômica mundial já atingem diretamente o Brasil, desmentindo diariamente o discurso da “marolinha” difundido pelo governo Lula/PT. As demissões, redução de postos de trabalho e salários, retirada de direitos dos trabalhadores e o corte nos orçamentos das áreas sociais, entre tantos outros exemplos, não deixam dúvidas: governo, empresários e banqueiros querem jogar o peso da crise nas costas da população, atacando ainda mais os trabalhadores e a juventude para salvar seus lucros.

E como isso nos afeta? Como fica a UFRJ diante da crise? Como sabemos, muitos dos problemas que enfrentamos atualmente são reflexos dos sistemáticos cortes de verbas para a educação pública, aprofundados desde a década de 90. A UFRJ, maior universidade federal do país, é claramente atingida por este processo: o comprometimento da qualidade do ensino e da própria estrutura física da universidade torna-se gritante Essa situação se agrava agora. Ao mesmo tempo em que injeta dinheiro público para salvar bancos, empresas e universidades particulares, o governo impõe mais um corte ao já deficitário orçamento da educação, no significativo valor de 10% do orçamento previsto anteriormente. Sem dúvidas, esse corte de verbas atinge em cheio a nossa universidade, que já sofre com a insuficiência de recursos e tem, ano a ano, registrado orçamentos deficitários.
Reuni na UFRJ: conseqüências graves para a educação.
É preciso defender
uma expansão de qualidade e barrar o Plano Diretor!


No contexto do crônico problema da falta de verbas para a universidade, agravado pela crise econômica internacional, observamos as primeiras conseqüências da aplicação do Reuni na UFRJ. Como sabemos, esse decreto do governo Lula/PT, defendido com unhas e dentes pela sua fiel aliada, a União Nacional dos Estudantes (UNE, entidade que deveria nos representar), utiliza um mecanismo de chantagem para condicionar o repasse de verbas às universidades à aceitação, pelas instituições de ensino, de seus planos de precarização. O decreto obriga as universidades a dobrarem o número de alunos e, para tanto, oferece um acréscimo de no máximo 20% em seu orçamento, “condicionado à capacidade orçamentária do MEC”. Não é preciso dizer que, em tempos de crise, quando o MEC sofre mais um drástico corte em seu orçamento, o repasse dos já
insuficientes 20% de acréscimo na receita das universidades é gravemente comprometido.

Sem a garantia de verbas e contratação significativa de professores para atender ao crescente número de alunos, a formação dos estudantes e o caráter do conhecimento produzido na universidade são gravemente afetados. É o que estamos observando claramente na UFRJ. As primeiras conseqüências concretas da aplicação do Reuni na nossa universidade comprovam aquilo que o movimento estudantil combativo denunciava desde 2007: o projeto do governo nada tem a ver com a tão reivindicada e necessária expansão da universidade. Trata-se, isso sim, de mais um plano de precarização, que abre mais espaço para a privatização e o sucateamento da educação pública.


Exemplos não faltam: a EBA, que já expandiu suas vagas, não recebeu as verbas prometidas para atender os novos alunos e enfrenta graves problemas estruturais. Em Macaé, os prédios prometidos para a alocação dos novos alunos que chegarão no segundo semestre não foram construídos por falta de verbas. Os alunos do novo curso de licenciatura em Ciências Sociais enfrentam problemas estruturais, como a falta de salas de aula, e acadêmicos, deparando-se com a falta de um currículo estruturado, capaz de garantir a qualidade na sua formação. Já os estudantes do curso de Biologia do Fundão, que neste semestre recebeu o dobro de alunos, sofrem com a falta de salas de aula capazes de comportá-los e a dificuldade de acesso aos laboratórios, dado o inchaço das turmas. Um dos casos mais graves é o do novo curso de Relações Internacionais, literalmente abandonado pela Reitoria da universidade. Planejado para funcionar no IFCS, o curso está alocado no subsolo do CCS, sem qualquer estrutura de bibliotecas e laboratórios compatíveis com suas necessidades. Já a criação do Bacharelado em Ciências da Matemática e da Terra, sob o discurso da ampliação de vagas, significou sua restrição: para viabilizar o novo curso sem o aumento de verbas, foi preciso cortar vagas dos outros cursos do CCMN.


Esses e muitos outros exemplos evidenciam a necessidade de organização dos estudantes para a garantia de uma expansão de qualidade na UFRJ. Nesse momento é preciso compreender que a luta em defesa da educação e contra o Reuni na UFRJ passa, necessariamente, pelo enfrentamento ao Plano Diretor da Reitoria. Aprovado de maneira extremamente autoritária, o Plano Diretor avança na privatização dos espaços públicos e busca implementar as metas do Reuni na universidade. Entre outros absurdos, prevê a construção de uma “moradia universitária” paga, a utilização de espaços da universidade para a construção de shoppings e a ocupação cada vez maior do Hospital Universitário pelos laboratórios privados. Em contrapartida, não prevê um centavo de investimento nos campi do Centro e Praia Vermelha, como chantagem para que se transfiram para o Fundão e, assim, viabilizem a criação dos cursos genéricos de curta duração (os bacharelados interdisciplinares, uma das metas do Reuni). Para garanti-los, é necessário que todos os cursos estejam no mesmo local. O que está em questão, portanto, não é uma suposta e abstrata “integração” dos cursos no Fundão ou as migalhas oferecidas pela Reitoria para as unidades que se transfiram para lá. A transferência está subordinada a implementação de um projeto que compromete a qualidade e o caráter do conhecimento produzido na UFRJ.


É preciso dizer um taxativo NÃO ao Reuni e ao Plano Diretor para defender a UFRJ. Precisamos avançar em nossas lutas e protagonizar novos momentos como a ocupação de Reitoria em 2007 e os grandes atos do primeiro semestre de 2008. Para tanto, o nosso DCE precisa estar comprometido com essa luta, superando a paralisia da última gestão que, mesmo tendo como principal bandeira o enfrentamento ao Reuni, se absteve de organizar as lutas contra o Plano Diretor em momentos cruciais ao longo do segundo semestre do último ano.

Vote Chapa 4, contra o
Reuni e por uma
expansão de qualidade!


Para barrar o Reuni e conquistar vitórias,
consolidar o novo movimento estudantil:
Romper com a UNE e construir uma nova entidade nacional!


Por conta de tudo isso acreditamos na possibilidade - e na necessidade - de uma reorganização do movimento estudantil. As lutas que despontaram em todo o país nos últimos anos, expressas de maneira mais significativa nas importantes ocupações de Reitoria contra o Reuni que se alastraram por todo o país, demonstram claramente essa necessidade. Todas as mobilizações tiveram como pontos em comum a exigência de uma universidade de qualidade, comprometida com os problemas da sociedade, e a contrariedade ao projeto de ataque à universidade publica levado a frente pelo governo Lula/PT, quem tem no Reuni sua maior expressão.


No entanto, a grande dificuldade do movimento estudantil foi, justamente, unificar essas mobilizações que aconteciam em todo o país, com as mesmas reivindicações, e lhes conferir um caráter nacional. Mesmo tendo pautas muito semelhantes e orientadas para barrar um mesmo projeto, o Reuni, as dezenas de ocupações de Reitoria que aconteceram em 2007 e 2008 acabaram ficando dispersas. Isso não aconteceu por acaso. A União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que deveria representar os estudantes perante o conjunto da sociedade, se recusa a levar à frente qualquer tipo de mobilização, e opta por se posicionar ao lado do governo em todos os ataques que ele realiza contra as universidades.


Transformada em uma verdadeira fábrica de carteirinhas que ganha dinheiro às nossas custas, a entidade que deveria nos representar está hoje mais interessada em defender o governo e seu projeto de privatização das universidades públicas. Hoje, chega ao absurdo de defender parte do projeto de Lei que restringe a meia-entrada dos estudantes, no que se refere à volta de seu monopólio das carteirinhas. Ou seja, de acordo com a lei defendida pela UNE, teríamos que pagar um valor absurdo para termos a carteira da UNE e pagar a meia-entrada, o que hoje pode ser feito com a apresentação de documentos da universidade.


A própria estrutura da UNE já está totalmente corrompida e atrelada às instâncias governamentais. Nos seus congressos não existe nenhum espaço para o debate político. A direção da entidade (PT e PCdoB, representada nestas eleições pela Chapa 1) promove todo tipo de fraude para legitimar sua perpetuação no poder e, inclusive, utiliza a violência física contra aqueles que questionam suas fraudes - o que inviabiliza qualquer tipo de disputa dos seus rumos. Se não bastasse isso, quando os estudantes organizam uma mobilização, a UNE tenta destruí-la - quer seja se aproveitando de sua estrutura e visibilidade nos jornais e na TV para dizer que as mobilizações não têm legitimidade, quer seja tentando minálas para impedir que alcancem seus objetivos.


Para que todas estas mobilizações que hoje ocorrem de maneira isolada pelo país se unifiquem, achamos de importância fundamental a construção de uma nova entidade capaz de representar os estudantes a nível nacional. Essa entidade deve ser o instrumento de relação entre as reivindicações mais especificas dos estudantes de cada curso com uma plataforma geral, capaz de transformar a universidade num espaço de transformação social.

É preciso posicionar-se diante da reorganização
do movimento: de que lado estamos?
A Chapa 4 defende o Congresso Nacional de Estudantes
e o novo movimento estudantil!


A UNE, portanto, é hoje um entrave aos estudantes que organizam suas lutas em defesa da educação. É preciso tirar uma lição dos processos de lutas pelos quais passamos nos últimos anos: só alcançaremos vitórias concretas na luta contra o Reuni e por mais verbas para a educação quando formos capazes de potencializar nossas lutas e unificá-las nacionalmente, o que passa, necessariamente, pela construção de uma nova entidade estudantil. Posicionar-se, portanto, diante do processo de reorganização do movimento estudantil é uma necessidade para sermos conseqüentes com as nossas lutas e as levarmos às últimas conseqüências, garantindo vitórias concretas para os estudantes.


Esse processo de reorganização já acontece em todo o país. Estudantes em luta já estão dando importantes demonstrações de que estão decididos a reverter o jogo e construir o novo movimento estudantil. Esse processo se reflete especialmente na construção de uma grande alternativa para a organização das nossas lutas, o Congresso Nacional de Estudantes, que acontecerá aqui no RJ, em junho, e unificará o movimento estudantil combativo e independente do governo e das Reitorias.


É diante da necessidade de rompermos com a velha estrutura da UNE para respondermos aos desafios impostos ao movimento estudantil que observamos, lamentavelmente, neste processo de eleições para o DCE, a Chapa 2 - atual direção da entidade - optando pela falta de conseqüência em seu discurso e em sua prática. Mesmo reconhecendo que a UNE já esta irremediavelmente falida como representação estudantil, se nega a defender a ruptura com a entidade e a abrir esta discussão com o conjunto dos estudantes, já que muitos de seus integrantes permanecem na entidade disseminando a ilusória concepção de "oposição à direção majoritária" - que, na prática, só serve para dar à UNE o direito de falar em nosso nome e, em contrapartida, para garantir alguns míseros benefícios para aqueles que têm cargos na sua diretoria.


Essa unidade artificial que sustenta a Chapa 2 impede que assuma uma posição clara sobre o tão importante processo de reorganização do movimento estudantil. Logo após as eleições do DCE, teremos uma clara polarização na UFRJ: parte dos estudantes organizando o novo movimento estudantil e nossa participação no Congresso Nacional de Estudantes, e outra parte querendo que elejamos representantes para falarem em nosso nome no Congresso da UNE, que também acontece neste ano. Não é por acaso que a Chapa 2 não fala sobre esse processo: ela simplesmente finge que ele não existe porque parte de seus integrantes defende o Congresso Nacional de Estudantes e outra parte defende o Congresso da UNE. Ou seja, essa aliança puramente eleitoral irá se desfazer alguns dias após a eleição do DCE. Quando chegar a hora de escolher entre o novo e o velho movimento estudantil, ficará difícil saber de que lado eles sambam...


Nós, da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa, acreditamos que nossa luta só será vitoriosa se pautada pela coerência em nossas posições. É por isso que fazemos um chamado a todos os estudantes da UFRJ: é hora de derrotar o velho e construir um novo movimento estudantil!


Simultaneamente às eleições para o DCE, é realizado um plebiscito para decidir a forma de organização da Diretoria, que pode ser a Proporcionalidade ou a Majoritariedade. Na Proporcionalidade, a Diretoria é composta de acordo com a votação obtida por cada chapa, enquanto que na Majoritariedade a chapa que obtiver mais votos ocupa todos os seus cargos.
Nós, da Chapa 4 - Quem vem com tudo não cansa, defendemos a Proporcionalidade por acreditarmos que a Diretoria deve ser um reflexo do que realmente é o movimento estudantil, expressando as diferentes posições existentes em seu interior. Não é justo que uma chapa vença por uma margem muito pequena de votos e ocupe todos os cargos da Diretoria, já que isso não será condizente com a vontade dos estudantes expressa nas urnas.

A luta pelos bandejões continua: mais refeições, ampliação do horário,
gratuidade e construção em todos os campi!


A triste e dura realidade enfrentada pela educação pública se reflete na UFRJ com diversos problemas para os estudantes, principalmente referentes à tão importante assistência estudantil.
Nos últimos anos, os estudantes protagonizaram importantes lutas que foram decisivas para uma das maiores vitórias que tivemos no período recente: depois de muita luta e pressão, conquistamos a abertura de dois bandejões na Ilha do Fundão. Mas a luta não para por aí. Precisamos avançar nas conquistas e garantir a ampliação da oferta de refeições, seu funcionamento à noite, a gratuidade e a construção de mais bandejões para suprimir toda a demanda existente na UFRJ.


Para tanto, precisamos aprofundar ainda mais a importante luta dos estudantes do CT e CCMN, pelo início imediato das obras para a construção de seu bandejão no espaço do “moscão”. Além disso, é fundamental organizar a luta pela construção de bandejões no Centro, Praia Vermelha e CAp, nos chocando diretamente com os planos da Reitoria de deixar as unidades isoladas à míngua para obrigá-las a se transferirem para o Fundão.


A luta por assistência estudantil não para por aí. O Alojamento Universitário comporta apenas 504 estudantes e sua estrutura está sendo precarizada a cada ano, fazendo urgentes sua melhoria e ampliação. As bolsas acadêmicas (monitoria, LIG, extensão, artístico-cultural) e de assistência estudantil (auxílio, apoio) estão ‘congeladas’ há anos em R$300 e não chegam perto
de atender à demanda existente.


Além disso, temos gastos consideráveis com transporte. Lutas pelo Reajuste e ampliação da quantidade de bolsas, Melhorias e Ampliação do Alojamento Gratuito, defesa do passe livre e disponibilização de mais ônibus para transporte interno da UFRJ serão lutas da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa! durante a gestão do DCE. Por isso, é fundamental articular esses problemas e demandas, existentes em todas as demais instituições de ensino superior, e organizar a luta por Mais Verbas Para a Educação, com uma entidade nacional que dê organicidade e gere vitórias concretas para os estudantes.


Precisamos ter clareza de que a luta por assistência estudantil é, necessariamente, uma luta contra o Plano Diretor do Reuni na UFRJ, já que sua lógica está voltada para a privatização da assistência, com a construção de restaurantes pagos, alojamentos a serem alugados e por aí vai.

Reformas estruturais e segurança na UFRJ! Estudar com qualidade!


Além disso, temos outras importantes pautas específicas para a melhoria da UFRJ que precisam ser encampadas pelo DCE. Nós da Chapa 4 – Quem Vem Com Tudo Não Cansa defendemos a organização de uma grande campanha por melhorias estruturais na UFRJ. Não podemos mais tolerar goteiras, situação que atinge de maneira calamitosa diversas unidades, como a EEFD, ou rebocos caindo do teto sobre nossas cabeças, como aconteceu recentemente na Praia Vermelha. Outra pauta importantíssima é a segurança na UFRJ, sobretudo na Ilha do Fundão. Os recentes episódios de assaltos em unidades da Universidade e até mesmo dentro de salas de aula evidenciam um problema há muito conhecido dos estudantes. Não podemos ficar calados diante dessa situação e muito menos cair no discurso fácil de que a saída para aumentar a segurança é isolar a universidade com muros e catracas. Precisamos, isso sim, se concursos públicos para segurança na UFRJ!


Pra levantar o DCE...


Nós da Chapa 4 - Quem Vem Com Tudo Não Cansa! acreditamos no caminho da luta como o único capaz de nos proporcionar vitórias. Por isso, estamos comprometidos com a construção de mobilizações em toda a Universidade, através da unificação das reivindicações específicas dos estudantes com a luta geral em defesa da universidade pública e contra a Reforma Universitária do governo Lula/PT.


Exemplos de experiências bem sucedidas neste sentido não faltam. Na EEFD, em 2005, o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança ocupou a sala da direção, não permitindo a implementação de mais um curso pago na época, que seria na área de dança. Foi construído o Projeto COMUNIDANÇA, gratuito, que hoje oferece diversas modalidades de dança a centenas de estudantes de diversos cursos. Da mesma forma, o CAEFD impulsiona, hoje, a importante luta por melhorias estruturais na EEFD, em defesa das condições básicas para os estudantes assistirem suas aulas e terem qualidade em sua formação.

Propomos a organização do ‘DCE Itinerante’, em que a gestão do DCE irá percorrer os cursos, atuando de maneira conjunta com os CAs, a fim de organizar Assembléias Gerais dos Estudantes para levantamento dos problemas específicos e criação de uma grande pauta de reivindicações da UFRJ. A integração cultural também é de extrema relevância para o fortalecimento do Movimento Estudantil. Por isso, serão elaboradas propostas de torneios esportivos e atividades inter-cursos para transcorrer durante o ano e/ou com grandes encontros nos finais de semana, bem como palestras e debates; exibição de filmes; realização de festas; e apresentações culturais dos próprios estudantes nos horários de almoço e antes das aulas do turno da noite.


Estão comprometidos com o novo movimento estudantil na UFRJ:


Integrantes da Chapa 4:
Alan Rômulo Moraes Carvalho (Bach. Ed. Física),
Alex Lauriano “Nem” (Lic. Ed. Física),
Amanda Regina Kurosky (Bach. Ed. Física),
Ana Carla Leocádio (Lic. Ed. Física),
Ana Paula de Souza (Lic. Ed. Física),
André Gustavo Martins (Bach. Ed. Física),
Andréia Laurita (Lic. Ed. Física),
Antônio Augusto Mello (Lic. Ed. Física),
Augusto Pertot (Engenharia Química),
Bruno Duarte Rei “Silver” (Lic. Ed. Física),
Bruno Neves Nóbrica “Nevão” (Lic. Ed. Física),
Caliandra Dias de Alcântara (Biologia – Macaé),
Camila Gomes (EBA – Lic. Educação Artística / Desenho),
Carlos Eduardo Barbosa “Kadu” (Lic. Ed. Física),
Carolina Belcastro (Pedagogia),
Daniel Fonseca de Mello (Lic. Ed. Física),
Daniel Hoefle (Engenharia Química),
Danielle Galante (Pedagogia),
Diego Duarte (Bach. Ed. Física),
Diego Nogueira “Obina” (Lic. Ed. Física),
Diogo Lima (Bach. Ed. Física),
Elcio Alves da Silva (Letras),
Elielsom Oliveira dos Santos (Bach. Ed. Física),
Erickson Fernandes (Lic. Ed. Física),
Everton Bernardo Pereira (Biologia – Fundão),
Fabiano Batista de Carvalho (Lic. Ed. Física),
Felipe Jacovazzo (Bach. Ed. Física),
Felipe Macedo de Andrade (Lic. Ed. Física),
Fernando Roth “Ruffus” (Lic. Ed. Física),
Flavio Alves de Macedo (Bach. Ed. Física),
Gabriel Figueiredo Ide “Bael” (Dança),
Gabriel Marques (Pedagogia),
Gabriele dos Reis Crespo (Lic. Ed. Física),
Gustavo Oliveira “Braço” (Lic. Ed. Física),
Janaína Costa (Bach. Ed. Física),
Joana Maranhão (Psicologia),
João Paulo Araújo (História),
João Vitor Lima (Bach. Ed. Física),
Jony Novaes Machado (Lic. Ed. Física),
Juliana de Oliveira Tempone (Dança),
Karina Oliveira Ferreira (Lic. Ed. Física),
Karine Dias (Fisioterapia),
Karinna (Lic. Educação Física),
Laryssa Santos (Pedagogia),
Laura Barbosa Martins (Serviço Social),
Leandro Ferreira Fidêncio (Lic. Ed. Física),
Leonardo Alves (Bach. Ed. Física),
Leonardo Viveiros de Oliveira “Petrópolis” (Lic. Ed. Física),
Louise Eugênia Lemos (Bach. Ed. Física),
Luiz Carlos “Monstro” (Lic. Ed. Física),
Maíra Leão da Silveira (Geografia),
Marcos Poubel “Casão” (Lic. Ed. Física),
Maria Emília Bessa (Pedagogia),
Mariana Laus (Enfermagem e Obstetrícia),
Maurício Miléo (História),
Milena Oliveira (Bach. Ed. Física),
Morgana Athaize (Bach. Ed. Física),
Paulo Ricardo Cavalcante (Bach. Ed. Física),
Paulo Sérgio Machado (História),
Pedro Serro Monteiro (Bach. Ed. Física),
Priscila Pereira Gonçalves (Fisioterapia),
Priscila Piantanida (EBA - Escultura),
Rafael Marins C. Máximo de Medeiros “Bundinha” (Lic. Ed. Física),
Renato Braga (Lic. Ed. Física),
Roberta Matos Nunes (Bach. Ed. Física),
Rodrigo Magalhães (Lic. Ed. Física),
Rodrigo Oliveira (Lic. Ed. Física),
Rosângela Silveira de Carvalho (Bach. Ed. Física),
Sérgio Roberto da Silva (Lic. Ed. Física),
Teresa Herculano Carneiro (Lic. Ed. Física),
Thaísa Santana (Arquitetura),
Thiago Cardoso Dias (Bach. Ed. Física),
Thiago Ciodaro Xavier (Engenharia Eletrônica),
Thiago Coqueiro “Lenny” (Lic. Ed. Física),
Thiago Russo (Bach. Ed. Física),
Thiego Portugal de Souza (Lic. Ed. Física),
Vinícius César Azevedo Freitas “Gideão” (Lic. Ed. Física),
Vivian de Araújo (Bach. Ed. Física),
Vivian Dutra (Lic. Ed. Física),
Willian Clem Soares (Engenharia Química),
Yasmin Coelho de Andrade (Dança).

Apóiam:
Bruno Gomes (Lic. Educação Física),
Camila Gama Baião (Pedagogia),
Carina Costa do Santos (Pedagogia),
Carlos Leal (mestrando Comunicação),
Carolina (Dança),
Christiane Villar Nogueira (Pedagogia),
Cínthia Ramos (ex-aluna EEFD),
Elisabeth (Pedagogia),
Fernando Paulo de Santana (Pedagogia),
Jaqueline da Conceição Martins (Pedagogia),
José Carlos Felix (Lic. Ciências Sociais),
Júlia Silveira de Araújo (Comunicação),
Larissa Fonseca Souza (Pedagogia),
Leonardo “Panda” (estudante UERJ e ExNEEF),
Luizinho (Lic. Educação Física),
Maíra Cutrim de Souza (Pedagogia),
Mariana Simas Pereira Alves (Pedagogia),
Mirina dos Santos Carrara (Pedagogia),
Monique de Figueira do Pagels (Pedagogia),
Nathália Alves Seixas (Pedagogia),
Noemi Pacheco Viana (Pedagogia),
Noêmia (Bach. Ed. Física), Priscila Santos (Pedagogia),
Priscilla Frazão (Pedagogia),
Rafael Balthazar Ferreira (EBA),
Rafaela Rocha do Nascimento (Pedagogia),
Raphael Pequeno (UNESA e ExNEEF),
Renato Tavares do Carmo (Pedagogia),
Rosimar Ferreira (Pedagogia),
Suelen de Souza Soares (Pedagogia),
Talita (Bach. Ed. Física),
Valquíria Sequeira (Pedagogia),
Vera Salim (profa. Coppe),
etc., etc., etc...