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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Radicalizar e avançar nas conquistas: Assistência Estudantil não é favor, é DIREITO!

Nas últimas semanas, esquentou o debate sobre assistência estudantil na UFRJ, por conta do descaso e descumprimento dos encaminhamentos por parte da Reitoria da Universidade, que não se preocupa com a vida dos estudantes, especialmente daqueles que precisam e dependem da assistência para permanecer estudando!

O bandejão da Letras ainda encontra-se fechado, sem previsão para abertura. No Consuni do dia 8 de maio, quando o DCE Mário Prata puxou um ato, como parte da campanha “Assistência Estudantil não é favor, é direito!”, a Reitoria informou que até dezembro, Xerém e Praia Vermelha terão seus restaurantes, mas em contêineres! Macaé tem previsão de abertura em 8 anos e o Centro da cidade, que abriga IFCS e FND, acreditem, não tem previsão!

O alojamento continua abandonado! A reforma engatinha, enquanto isso apenas 250 estudantes tem residência na Universidade. O prédio novo não fica pronto, entretanto o prédio que vai abrigar o exame antidoping das Olimpíadas, que teve início recente e fica em frente ao novo alojamento, já está em fase final de construção. Vários estudantes estão sendo obrigados – quando conseguem, pelo valor alto do aluguel e baixo das bolsas – a alugar uma residência fora do campus, em geral em condições inadequadas.

As bolsas são outro tema que a Reitoria vive a iludir a estudantada. Constantes atrasos no pagamento, além de terem um valor que não condiz com a vida numa das cidades mais caras do país! Além disso, é um completo absurdo chegarmos ao final do primeiro semestre sem o resultado da seleção para bolsa-auxílio! E nós, ficamos a ver navios?!

Precisamos encarar o descaso da Reitoria de forma mais consequente: radicalizar nas ações do Movimento Estudantil! A construção de Grupos de Trabalho pela Reitoria e o direcionamento para a burocracia institucional só fazem enrolar os estudantes e não resolvem os problemas! A história nos mostra que só arrancamos as vitórias com muita luta e muita mobilização!

É preciso colocar a Reitoria na parede: E aí, Levi?

            Se depender da vontade da Reitoria, a assistência não vai entrar em pauta, ainda mais que, no meio do próximo ano, novas eleições para a administração central serão feitas. 2014 é o ano de garantir conquistas!

- Pela gratuidade no bandejão para todos, com início imediato para quem recebe Bolsa Auxílio e Bolsa Acesso e Permanência;

- Pelo aumento no valor das bolsas de todas as modalidades, equiparando a um salário mínimo; multa em caso de atraso no pagamento!

- Pela abertura imediata do bandejão da Letras e início da construção do bandejão em todos os campi! Bandejão em contêiner, NÃO!

- Pelo início imediato da reforma do Alojamento e inauguração do novo prédio;

- Respeito aos estudantes: seleção da Bolsa Auxílio não pode demorar um semestre! Divulgação dos resultados em, no máximo, um mês!

- Pela abertura imediata de creches universitárias que contemplem as estudantes mães!

- Não ao PNE de Dilma/PT;

- Por mais verbas para Assistência Estudantil!


Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa

Página no Facebook:quemvemcomtudonaocansa
Perfil no Facebook: qvctnc.ufrj
Email: quemvemcomtudonaocansa@yahoo.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mas greve de novo? E eu não me formo, não? Um debate franco entre estudantes!

Mas greve de novo? E eu não me formo, não?
Um debate franco entre estudantes!

Mal começou o primeiro semestre de 2014 e já somos “surpreendidos” com a notícia de uma possível greve. Novamente, o que em 2012 atrasou bastante nossa vida acadêmica. Mas é preciso um olhar um pouco mais profundo sobre a situação e mais ainda, um pouco de reflexão coletiva sobre o momento.

Primeiro cabe ressaltar que a greve de 2012 não acabou, ela foi suspensa e a mobilização das categorias continuou. Além disso, os acordos feitos naquele momento com o Governo, que já não foram os desejados pelas categorias, foram totalmente desprezados pelo Governo Federal, o mesmo que injeta bilhões nas obras da Copa do Mundo e que, ano após ano corta verbas da saúde e educação asfixiando financeiramente as universidades públicas e apontando como saída a parceria público-privada.

            Nas universidades hoje falta o mínimo possível para que possamos afirmar que temos uma formação de qualidade: falta estrutura, pois muitas vezes não há nem salas de aulas para as disciplinas, laboratórios de pesquisa, e, quando eles existem, estão frequentemente tão cheios que é impossível ter um momento proveitoso de estudos; falta segurança, ao ponto que não é incomum nos depararmos com relatos de assaltos e sequestros nos campi da universidade; faltam bolsas de auxílio e permanência, comprovado pelos altos índices de evasão, especialmente entre a população mais pobre, além do fato de que muitos daqueles que conseguem permanecer na Universidade não têm meios de se integrar nas atividades necessárias à sua formação – como pesquisa e extensão – por terem que gastar parte de seu tempo em estágios altamente precarizados por conta das suas necessidades econômicas; carência de bandejões que possam atender de fato a demanda dos estudantes e o mesmo vale para a moradia universitária. Ou seja, quero me formar, mas com qualidade!

Outro elemento, novo, também merece importante consideração: a virada conjuntural que veio à tona a partir de junho do ano passado. O brasileiro voltou à cena política, voltou às ruas. Sabemos o quanto isso foi difícil, especialmente após mais de 10 anos de um governo dito dos trabalhadores, que esfriou em muito o ânimo da classe trabalhadora. Temos de volta mulheres e homens indignados com as atuais condições de vida, cada vez mais precárias. Em todo o Brasil se levantam diversos movimentos de contestação. Aqui no Rio de Janeiro as lutas tornaram-se emblemáticas, como a greve de quase quatro meses dos Professores da Rede Municipal e Estadual do Rio de Janeiro, e, em pleno Carnaval, a greve dos Garis, que contou com bastante apoio da população e se saiu muito vitoriosa.

          Desde junho, vimos uma crescente da criminalização da pobreza e dos movimentos sociais em nosso país, vimos também o papel nefasto da grande mídia, cooptando nossas pautas, fragmentando o movimento de massas em "pacíficos x vândalos" e assim tentando justificar o aumento da repressão por parte do Estado àqueles que lutam contra a ordem estabelecida, em nome da manutenção do status quo. Dentro das Universidades não esta sendo diferente! Estudantes, professores e técnicos admnistrativos lutadores estão sendo duramente perseguidos, ameaçados e criminalizados por parte daqueles que não defendem o caráter público, gratuito e de qualidade da Universidade. Temos diversos exemplos, como o mais recente agora, a desastrosa "operação antidrogas" na UFSC. Na UFRJ, o mais emblemático e avançado caso de criminalização e perseguição política é tocado, abertamente, pelo Diretor da EEFD, professor Leandro Nogueira, que se utiliza do autoritarismo para tentar destruir quem se contrapõe ao seu projeto de privatização da EEFD, local que inclusive vai abrigar seleções para a Copa do Mundo. Após convocar a Polícia Militar duas vezes para dentro da EEFD, para retirar estudantes e tentar acabar com atos e manifestações; após duas moções de repúdio do CONSUNI contra ele; após retirar o Centro Acadêmico do fórum colegiado máximo da EEFD, como legítimo representante dos estudantes; e após perder quatro (04) processos administrativos dentro da UFRJ, a reitoria da UFRJ ainda não tomou nenhuma providência efetiva para dar fim a esse inacreditável e lamentável caso de criminalização dentro da UFRJ. A vitória do movimento e a exoneração do Diretor é um exemplo para a UFRJ! É tarefa do DCE e do conjunto do ME da UFRJ pressionar a reitoria da UFRJ, através da campanha "FORA LEANDRO!", em defesa da autonomia do ME dentro da Universidade, em defesa do direito de se organizar e de lutar! 

Em outras palavras, não há hora melhor para aumentar a mobilização dentro das universidades. Precisamos avançar e muito! Nós, estudantes, precisamos estar lado a lado com os servidores (técnicos e professores) na construção de uma Educação de qualidade: barrar o PNE de Dilma/PT, que mantém por mais 10 anos a lógica privatista e precarizante na qual a educação hoje se insere; garantir 10% do PIB para a educação pública JÁ, com mais verbas para bolsas, assistência estudantil e investimento em pesquisa e extensão; barrar definitivamente a EBSERH, projeto que tenta privatizar a rede de hospitais universitários; garantir a abertura imediata de concurso público para professores e técnicos administrativos, com um plano de carreira construído pela base, que incentive o servidor a permanecer na rede com remuneração justa; por melhores condições de trabalho, redução da jornada de trabalho para 30h sem redução salarial, com salas e aparelhos adequados e novos, entre outras reivindicações.

E mais, precisamos construir as nossas próprias reivindicações, tal como fizemos em 2012, quando garantimos aumento da quantidade de bolsas e do seu valor, além da garantia da utilização do “ex-Canecão” como espaço de ensino, pesquisa e extensão, administrado pelos segmentos da universidade. Estamos sofrendo com a questão da assistência estudantil! O sucateado alojamento não chega nem perto de atender a demanda da UFRJ. A obra de construção de um novo prédio anda a passos lentos e a reforma do prédio antigo ainda nem começou; os bandejões também não atendem e não existem na PV, no Centro, em Xerém e Macaé; sofremos com o transporte para chegar nos campi e com a escassez dos Inter campi.

Enfim, precisamos nos mover! Já temos provas que não podemos confiar na boa vontade da Reitoria. O bandejão da Praia Vermelha, conquista da greve de 2012, ainda não saiu do papel! Precisamos, em cada unidade, construir uma forte mobilização dos estudantes para cobrar do Reitor Levi e companhia que atendam nossas pautas!

            Pode ser, sim, que nossa formatura seja adiada, mas ela vem sendo negligenciada há anos! É preciso um basta! Quanto maior a pressão, mais rápida são as conquistas. Exemplos como dos trabalhadores de limpeza urbana, os garis do Rio que enfrentaram o governo em época de carnaval e conquistaram boa parte de suas pautas. Vamos construir essa luta juntos e transformar o caráter da Universidade!

MOVIMENTO QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA!
Contatos: Fundão – Rian (980909800); PV – Diego (981501863)
FB: /quemvemcomtudonaocansa

domingo, 26 de maio de 2013

Alojamento: Reforma sim, despejo não!


Nós, Movimento Estudantil Quem Vem Com Tudo Não Cansa, militantes na construção cotidiana do novo Movimento Estudantil, consideramos extremamente importante a organização autônoma dos estudantes a fim de lutar pela Educação Pública, Gratuita, de Qualidade e Socialmente Referenciada.


A Residência Estudantil da UFRJ está passando por mais um momento de autoritarismo, no qual a Superintendência de Assistência Estudantil (Superest) junto a Reitoria, de forma arbitrária e coercitiva, sem a participação discente nas tomadas de decisões, propôs uma reforma da casa.

O projeto inicial proposto em 2012 era reformar a residência por colunas, nas quais seriam mantidos os residentes na casa. A atual proposta visa a retirada dos estudantes para a reforma dos dois prédios no prazo de 600 dias.


Para que os estudantes sobrevivam ao alto custo de vida da cidade do Rio de Janeiro, (com despesas de alimentação, higiene, contas de luz, gás, água e internet, além dos custos universitários e culturais, entre outros que são de direito), sem a garantia de voltar a morar na residência estudantil, foi proposto acrescentar ao auxílio moradia um auxílio emergencial no valor de R$400,00 mais um auxílio transporte no valor de R$165,00, num total de R$1200, valor irrisório que não garante a subsistência numa cidade que sofre com a alta de preços e especulação imobiliária. Além disso, descumpre o acordo estabelecido entre a universidade e os estudantes, que estão sendo ameaçados de remoção à força, semelhante ao processo que estamos vivenciando nas cidades-sede de Copa do Mundo.


Outra luta se dá pela não distinção entre “oficial”, “agregado” e “ocupante”. Todos os estudantes da UFRJ, residentes no alojamento, fazem parte do mesmo grupo de moradores. Os mesmos estudantes devem ser reconhecidos e respeitados pelos órgãos de assistência estudantil como estudantes oriundos da classe trabalhadora. Além disso, os mesmos devem ter acesso ao auxílio moradia. Buscamos com esta luta, mais vagas para atender a demanda do corpo discente da UFRJ.


A luta histórica para a reforma no alojamento faz parte da luta por mais assistência estudantil, com aumento no valor e na quantidade de bolsas, tanto de monitoria como auxílio e permanência, bandejões em todos os campi, transporte e também aumento na quantidade de vagas na moradia estudantil. E faz parte da luta contra o REUNI, do governo PT, que proporcionou uma expansão desenfreada da universidade, mas sem qualidade. O resultado são os contêineres e tendas servindo de salas de aula, uma maior demanda de bolsas e de auxílio não garantidas e uma maior evasão dos alunos recém-ingressados. Tudo isso com a conivência e co-autoria da UNE, que hoje é um ministério estudantil a serviço da privatização e precarização do ensino público.


O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, mais uma vez, se posiciona contrário às ações da Reitoria e Superest e as repudia. Declaramos nosso apoio à Assembleia da Residência Estudantil da UFRJ. Resistir é preciso!



PELA AMPLIAÇÃO DE VAGAS NA RESIDÊNCIA ESTUDANTIL DA UFRJ

POR UMA REFORMA CONSISTENTE, AMPLIADA, DIGNA E SEM DESPEJOS

PELA NÃO DESOCUPAÇÃO DA RESIDÊNCIA ESTUDANTIL

PELO AUMENTO DO VALOR DO AUXÍLIO MORADIA

PELA NÃO DISTINÇÃO ENTRE “OFICIAL”, “AGREGADO” E “OCUPANTE”. ESTUDANTE DA UFRJ RESIDENTE NA MORADIA É “ESTUDANTE RESIDENTE”

CONTRA O REUNI E O PLANO DIRETOR DE LULA/DILMA/PT

POR UMA NOVA ENTIDADE ESTUDANTIL QUE UNIFIQUE E POTENCIALIZE ESSAS LUTAS BRASIL AFORA!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Avaliação das eleições para o DCE-UFRJ/2011 e as perspectivas do movimento estudantil

Nós, do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, que disputamos as eleições para o DCE Mário Prata nesse ano de 2011 sob a chapa 4, avaliamos que mais uma vez o processo eleitoral na UFRJ foi marcado por uma profunda despolitização. O enorme esforço feito pelas forças políticas em evitar o debate necessário e fundamental para o avanço qualitativo do movimento estudantil não só na nossa universidade mas também para a sua contribuição no cenário nacional, se refletiu novamente, a exemplo das eleições passadas, numa polarização superficial entre duas chapas que não refletiu um debate mais profundo acerca de concepção de movimento estudantil.

Nesse cenário de despolitização do debate, prevaleceu o discurso do voto útil, onde as duas maiores chapas chamavam voto para si sob alegação de impedir a vitória da outra. Nosso movimento recusa a validade desse tipo de argumento que, acima de tudo, impede que coloquemos o movimento estudantil da UFRJ num outro patamar, onde nossas reais questões e reivindicações ganhem peso significativo a partir da incorporação política da maior parte possível do conjunto dos estudantes e que possamos assim enfrentar governo e reitoria que protagonizam a precarização da nossa universidade.

Lembramos também dificuldades no processo eleitoral surgiram antes mesmo do seu início, quando do atropelo da marcação do calendário eleitoral. Situação essa que, dentre outras dificuldades, resultou na quase inviabilidade do funcionamento da terceira maior urna da UFRJ.

Para nós do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa, as eleições para o DCE não podem se reduzir a um mero gesto de marcar um X numa cédula e depositá-la numa urna. Pelo contrário, elas devem refletir um profundo debate no conjunto dos estudantes onde as propostas apareçam e sejam confrontadas, deixando transparecer claramente as diferenças de concepção de movimento estudantil e sem que se refute o debate qualificado.

Nosso movimento, então representado pela chapa 4, apesar de todas as limitações decorrentes de ser a menor dentre as chapas concorrentes e fruto de um trabalho mais recente na UFRJ, pautou com qualidade uma linha política expressa em um programa coerente e sobrevindo de experiências de lutas reais. Não nos restringimos a apenas nos proclamar uma chapa antigovernista, mas evidenciamos que a luta contra a precarização da Universidade nos moldes traçados pela Reforma Universitária do governo deve ser travada no dia-a-dia dos estudantes e não no mundo das ideias descoladas do nosso cotidiano. Além disso, fomos a única chapa que afirmou a importância da ruptura definitiva com a UNE, entidade estudantil falida, fábrica de carteirinhas, que recebe milhões de reais do governo federal e que não esteve presente em nenhuma luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Consideramos importante que a chapa de apoio ao governo, a chapa da UNE, não tenha saído vitoriosa no processo. Mas apesar disso, identificamos fraternamente que a chapa que a quatro anos está na gestão do DCE não tem dado conta de romper com o imobilismo que impede que se construa um movimento estudantil que vá para a ofensiva com um projeto próprio, construído na base dos estudantes.

Por último, nós do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa convidamos a todos aqueles identificados com um movimento estudantil combativo para que venham construir conosco através das lutas do dia-a-dia uma resposta a precarização e a privatização da educação pública!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sigamos com tudo sem cansar!

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa entende que, para ser conseqüente na luta por uma universidade publica, gratuita e de qualidade, é necessário dialogar no dia-a-dia com os estudantes sobre a real situação que enfrentamos e não só no período de eleições. Nesse sentido, esse texto é uma forma de trazer os informes da UFRJ e convidar a todos os estudantes que estejam interessados e dispostos a lutar com a gente.

Por uma UFRJ pública, gratuita e de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT!

A UFRJ se encontra num momento delicado e não é difícil sentir na pele tal situação. Se olharmos ao nosso redor, perceberemos que na maior Universidade Federal do país, as salas de aula estão lotadas, faltam ateliês, faltam laboratórios, e os existentes em grande parte servem a interesses privados; as bolsas são insuficientes e possuem um valor reduzido, que não condiz com a demanda dos estudantes; nossos dois bandejões (conquista da luta dos estudantes) passam longe de atender à demanda da comunidade universitária. O Hospital Universitário totalmente precarizado, conseqüência de anos de falta de investimento, terá sua perna seca implodida no início de dezembro, praticamente terminando com as aulas antes do período letivo. Um anel rodoviário, que piorou o congestionamento dentro do Fundão, sendo assim, aumentando o caos no trânsito. Além disso, ainda temos um déficit na contratação de professores e técnicos-administartivos. Sabemos que esses problemas se agravaram ainda mais nos últimos anos, fruto da aprovação do REUNI na Universidade. A “expansão” implementada pelo Reuni mostra sua real face cotidianamente com um inchaço sem qualidade da universidade, o que piora com o anúncio de que as verbas para o decreto, que já não eram suficientes, se esgotaram!

E os problemas só aumentam!

Além dos problemas diretamente relacionados ao decreto do REUNI, recentemente vimos o episódio da entrada da polícia civil no campus da Praia Vermelha para prender o trabalhador da Xerox do Serviço Social, um verdadeiro ataque a toda comunidade universitária e que levantou debates acerca da segurança, o qual achamos que a presença de qualquer tipo de polícia dentro dos campi não é a solução. Portanto, reivindicamos concurso público para segurança, além do debate sobre assistência estudantil, que defendemos a construção de bandejões em todos os campi, reforma e ampliação do alojamento, aumento na quantidade e no número de bolsas, passe-livre, creches universitárias para as mães estudantes e etc, reivindicações que se chocam frontalmente com as metas do REUNI. Outro episódio que precisamos ficar atentos é sobre a volta da posse do terreno do Canecão para a UFRJ: a Reitoria já tem planos de firmar uma parceria publico-privada, colocando assim o Canecão nas mãos da iniciativa privada, defendemos o uso do terreno para fins acadêmicos, científicos e culturais pela comunidade universitária, abrindo as portas para toda população a preços populares.

A resposta dos estudantes!

Diante de tudo isso, a gestão majoritária do DCE se encontra novamente paralisada sem ter uma resposta concreta de enfrentamento ao REUNI, a não ser por eventos de propaganda. Uma gestão com atuação superestrutural e alianças com a Burocracia Universitária fazem com que o movimento estudantil da UFRJ não tenha um papel tão decisivo como em outros momentos. Nesse sentido, ratificamos a necessidade de um DCE como ferramenta fundamental de construção de lutas na Universidade.

A todo esse cenário se soma a necessidade de fazer uma avaliação do movimento estudantil geral. A nossa velha representante, a UNE, além de abandonar a luta dos estudantes, passou para o lado do governo, ajudando na implementação das reformas neoliberais para a Educação. Por isso, precisamos criar um novo instrumento que potencialize as lutas do movimento estudantil combativo. Recentemente, foi criada a ANEL, que foi propagandeada como uma nova entidade estudantil pelo setor majoritário. Mas há um problema de conteúdo com a ANEL, ela não possui um programa de ruptura com a UNE, e se coloca como um instrumento de barganha assim como aconteceu em outros fóruns construídos pelo movimento estudantil. Precisamos criar uma Nova Entidade Estudantil pela base e com um programa de ruptura com a UNE.

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa faz um chamado a todos os estudantes: se incorporem nessa luta decisiva e vamos todos juntos com tudo e sem cansar! Venha nos conhecer!

Contatos

Fundão: Luiz (8188-4267), Maria (7617-4351) Centro: Mauricio (9608-0523) Praia Vermelha: Sabrina (9591-6281)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Texto da Professora Vera Salim em apoio à Chapa 4 Revida, Minerva!

Sobre as eleições 2010 para o DCE Mário Prata - UFRJ


Aos que virão depois de nós
Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.

B. Brecht


Caros alunos:

Nos dias 29-30/06 e 01/07 ocorrerá mais uma eleição para o DCE, Diretório Central de Estudantes da UFRJ.
Como todos sabem apóio a Chapa 4, REVIDA MINERVA.
Tenho bons e consolidados motivos e argumentos para esta escolha, referendada numa prática de colaboração conjunta desde 2002.
Mas.... não escrevo para pedir votos e sim reflexão.
Citando Brecht, poeta preferido, não me furto da tarefa de falar “para os que virão depois de nós”, motivo maior do meu exercício do magistério com tanta
paixão.
Jamais serei indiferente, especialmente quando se trata de refletir e procurar rumos para a universidade pública e lutar para transformar a dura realidade que nos cerca.
Ao longo de toda minha vida como professora, na área de ciências exatas, especialmente nas aulas de Metodologia Científica tentei, sempre,
enfatizar que o futuro se constrói com reflexão crítica e ação transformadora sobre o presente.
Muro da vergonha na Linha Vermelha, HU desabando, salas superlotadas, mega eventos esportivos alienantes, assaltos, medo pairando sobre nossas cabeças nas mais simples ações cotidianas, empilhamentos diários nos nossos transportes coletivos, etc., são faces da mesma moeda: o modelo de sociedade vigente.
A eleição do DCE deveria e deve cumprir o papel de ser um importante momento de debate, reflexão, e participação estudantil na vida da UFRJ.
Momento de questionar a universidade em que estudamos e entender que aqui devemos exercitar nossa potencialidade de intervenção transformadora. Temas que tanto procurei trabalhar com vocês em sala de aula, especialmente de Metodologia Científica!
Assim, lamento que a atual gestão do DCE, Chapa 2, tenha escolhido momento tão impróprio para eleição fazendo uma eleição apressada no final do período, em momento de Provas e COPA do MUNDO.
Por quê? A quem interessa desperdiçar este momento e realizar uma eleição tão importante para este difícil momento da UFRJ, no final de período, entre provas, Copa e esvaziamento das salas de aula? Queremos inibir os debates, questionamentos e reflexão? Apostamos em campanhas de festas, cervejas e que vençam os cartazes mais bonitos, as campanhas mais ricas, as maiores chopadas? Vamos aqui reproduzir os processos eleitorais que tanto criticamos?
Merecemos muito mais do que isto na nossa universidade, a maior universidade federal do Brasil!
Como então escolher a melhor chapa, num processo eleitoral desta natureza? Prevalece o critério de avaliação da prática, que deve sempre referendar modelos em análise e seus postulados teóricos.
Prevalece o questionamento correto e a busca de respostas certas para perguntas certas. O que foi feito na atual gestão? Como foi feito? Que propõem os que querem mudar?
Porque chapas que se dizem de mudança como a chapa 3, ainda estão na UNE, hoje fábrica de carteirinhas e sustentação de políticas educacionais que precarizam a universidade?
As chapas 1 e Chapa 5, nem merecem minha análise, uma vez que claramente não se colocam no campo progressista dos que querem mudanças reais. Ambas estão a serviço do modelo de educação excludente (chapa 5) e de precarização da universidade (chapa 1).
Queremos assistência estudantil? Qual? Queremos cotas? Quais? Quem fez o debate de cotas? Porque não se tem coragem de debater esta questão tão delicada? Poderia aqui enumerar um número infinito de perguntas que precisaram ser formuladas e debatidas neste processo eleitoral.
Uma importante reflexão final:
Interessa-me mostrar que metodologia científica, pensada como um método de busca da verdade numa realidade objetiva deve ser aplicada em todas as situações. Metodologia: um conjunto de leis e procedimentos que nos permite ter um método correto de análise da realidade. O uso de um método correto nos permite chegar com segurança a um modelo de validação da verdade objetiva que sim, deve sempre ser validado e referendado experimentalmente. Processo bem mais difícil, nas ciências sociais do que nas exatas.
Mas aqui ainda cabe a máxima do materialismo dialético; as chapas não são o que elas dizem. As chapas são o que elas fazem.
Assim pensando estaremos aplicando o método materialista que busca no resultado experimental a comprovação do discurso/modelo teórico. Por isto tenho sempre apoiado a Chapa 4, REVIDA MINERVA, uma chapa com uma correta e referendada prática política.
Acreditando que a universidade pública é, ainda, o espaço de realizar uma educação transformadora fica meu pedido: pensem e debatam antes de
votar!
Fazendo isto vocês estarão usando a reflexão e o potencial transformador a serviço da manutenção e preservação da universidade pública,
espaço de produção de saber e reflexão e não fábrica de diplomas e gestores empreendedores.
Pensem antes de votar e votem no melhor!

Carinhosamente,

Profa. Vera Salim
COPPE/UFRJ

domingo, 20 de junho de 2010

Intervenção no processo eleitoral do DCE da UFRJ

O Movimento Quem Vem Com Tudo Não cansa está, mais uma vez, organizando sua intervenção no processo eleitoral do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ. Para nós, esse é um momento importante porque, para além da disputa dos votos propriamente dita, abre a possibilidade de um diálogo mais qualificado com o conjunto dos estudantes da UFRJ.

Nosso Movimento vem crescendo e se fortalecendo nos últimos anos, firme na luta por um novo movimento estudantil, em defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, contra o Reuni e os ataques que o governo Lula vem fazendo à universidade pública. No nosso dia-a-dia, estamos rodeados de problemas que só serão resolvidos com muita mobilização estudantil e achamos que parte disso é garantir uma boa intervenção nessas próximas eleições.

No ano passado, tivemos uma ótima intervenção, que consolidou nosso Movimento, nos garantiu um contato muito maior com estudantes da UFRJ e o segundo lugar nas eleições com mais de 1400 votos comprometidos com a construção do novo movimento estudantil. O que vimos de lá pra cá foi a gestão majoritária do DCE paralisada, sem conseguir tocar as lutas contra o Reuni e as demais pautas estudantis. Isso prova que de nada adianta ser maioria no DCE sem ter um projeto claro e comprometido com as lutas dos estudantes, que os organize contra os ataques do governo e por fora da União Nacional dos Estudantes, entidade que deveria nos representar mas só atua para defender os ataques do governo.

Agora, mais uma vez esse debate vai aparecer com força na vida da UFRJ e o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa quer convidar todos que estiveram, de uma forma ou de outra, envolvidos com essa discussão para entrar nessa luta com a gente. Infelizmente, esse processo eleitoral foi marcado para uma data péssima, no final do período e no meio da Copa. Fomos contra isso, mas foi a opção da atual gestão majoritária do DCE e da UNE. Por isso, mesmo diante da correria, estamos construindo nossa chapa e convidamos vocês a participarem, para que o projeto do novo movimento estudantil seja mais uma vez fortalecido nessas eleições. A inscrição de chapas ocorreu na última quarta-feira (16/06) e a inclusão de nomes é até segunda (21/06)! Então, pedimos que os interessados nos contatem por e-mail ou telefone. A participação de todos é fundamental em mais essa luta!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Reunião MQVCTNC + confraternização

Convidamos a tod@s @s estudantes da UFRJ e demais Universidades a participarem da reunião e confraternização do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa:

Dia: sábado (19/06);
Horário: 10 horas;
Pauta: Eleições para o DCE Mario Prata - UFRJ;
Local: Escola de Educação Física e Desportos - UFRJ - Ilha do Fundão.


PARTICIPEM!!!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O processo eleitoral do DCE – UFRJ já começou! Você sabia?!

O último Conselho de Centros Acadêmicos (CAs) do dia 25 de maio de 2010 teve como pauta a eleição para o DCE Mario Prata, entidade que representa os estudantes de todos os cursos da UFRJ.


Este semestre está sendo atípico na UFRJ e demais Universidades devido ao atraso das aulas por causa do atraso do Novo ENEM (mais uma fatia da Reforma Universitária de Lula/PT que ataca a educação) e das chuvas no Rio de Janeiro que vitimou centenas de trabalhadores e demonstrou a incapacidade dos governos Federal, Estadual e Municipal de garantir as necessidades mais básicas dos trabalhadores. O 1º semestre ainda contará com os jogos da Copa do Mundo, com os preparativos para os encontros de área e com as corridas aulas dos professores para conseguirem fechar o plano de curso dentro do prazo estabelecido. E muitos anteciparão o encerramento das aulas para o mês de junho –reduzindo o conteúdo dado –, sem prejudicar as suas férias tradicionais de meio de ano.


Nós do movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa defendemos no último conselho de CAs que as eleições fossem realizadas no segundo semestre para que o conjunto dos estudantes pudessem participar de forma mais adequada num processo tão importante. A opção feita no conselho de realizar as eleições ainda no primeiro semestre reflete a posição da Majoritária do DCE (De que lado você samba?) e dos setores governistas (UNE) em priorizar as eleições burguesas – marcadas para o semestre seguinte –, tendo um entendimento equivocado e descolando as lutas travadas nas universidades das lutas mais gerais.


Nesse momento a UFRJ, assim como as demais Universidades Federais, vive um momento delicado com a implementação do REUNI de Lula/PT. Diferente de alguns setores do movimento estudantil, nós do movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa achamos que a luta contra o REUNI ainda é a central a ser travada pelo movimento estudantil. Acreditamos que há algum tempo as lutas a serem travadas contra o decreto do REUNI na UFRJ passam por tocarmos as lutas contra a implementação do decreto nas unidades, com isso, elevando o patamar de lutas na Universidade. Nesse sentido, criamos a campanha Revida Minerva, na qual centrávamos a atuação na criação das pautas de reivindicações das unidades, pressionando-as com mobilizações específicas e, a partir daí, tentar unificar esse processo em toda universidade. Nos locais onde temos atuação conseguimos muitas vitórias, como na Escola de Educação Física e Desportos.


A avaliação da atual gestão do DCE se faz necessária! A paralisia do movimento estudantil no período recente é ampliada também pela falta de uma política de enfrentamento ao REUNI. Essa falta de política gerou muitos problemas. Uma gestão de DCE descolada das lutas, atuação superestrutural e alianças com a Burocracia Universitária fizeram com que o movimento estudantil da UFRJ não tivesse um papel tão decisivo como em outros momentos. Nesse sentido ratificamos a necessidade de um DCE como ferramenta fundamental de construção de lutas na Universidade.


A todo esse cenário se soma a necessidade de fazer uma avaliação do movimento estudantil geral. Já identificamos que o velho não nos serve mais e que o novo precisa ser construído. A nossa velha representante, a UNE, além de abandonar a luta dos estudantes passou de mala e cuia para o lado do governo ajudando na implementação das reformas neoliberais para a educação. Do outro lado temos o novo movimento estudantil, que toca as lutas contra os ataques a educação. Por isso, precisamos criar um novo instrumento que potencialize as lutas do movimento estudantil combativo. Recentemente, foi criada a ANEL, que foi propagandeada como uma nova entidade estudantil pelo setor majoritário. Mas há um problema de conteúdo com a ANEL, ela não possui um programa de ruptura com a UNE, e que se coloca como um instrumento de barganha assim como aconteceu em outros fóruns construídos pelo movimento estudantil. Precisamos criar uma Nova Entidade Estudantil pela base e com um programa de ruptura com a UNE.


Diante do grande potencial presente nas lutas estudantis quando bem organizadas e desenvolvidas, chamamos os estudantes a discutir conosco as lutas da UFRJ e a intervenção nas eleições do DCE. Participe das reuniões do movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa:



Reunião EEFD - quinta-feira (10/06), em dois horários > 13:30 e 17:30h
Reunião Praia Vermelha - sexta-feira (11/06) e segunda-feira (14/06), em três horários > 11h, 17h e 19:40h
Reunião CCS - quarta-feira (09/06), horário > 12h
Reunião CT/CCMN -terça-feira (08/06), horário > 12h
Reunião Macaé - segunda-feira (07/06)



Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa



Obs.: Para integrar a chapa, a única documentação solicitada é a CRID - Comprovante de Inscrição em Disciplinas - disponível no SIGA.


Informações: quemvemcomtudonaocansa@yahoo.com.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Carta à Diretoria do DCE Mario Prata

À Diretoria do DCE Mario Prata,

Venho pelo presente registrar que ontem, dia 13/04/2010, desloquei-me do Fundão para o campus da Praia Vermelha para participar da aula magna da calourada 2010 - Brasil: País do Futuro?

Cheguei ao campus da Praia Vermelha com 15 minutos de antecedência (evento programado para às 18 horas) e somente por acaso consegui a informação de que o evento tinha sido cancelado! (Todos aqueles que conhecem as adversidades diárias que enfrentamos para sair do Fundão neste horário sabem que levamos, em média, 01h30min para fazer o percurso Fundão-Praia Vermelha. Neste dia, levei 01h40min!)

Fato semelhante aconteceu na calourada 2009, mesa redonda sobre o Pré-Sal.

Lamento a necessidade de redigir este registro. Ele, no entanto, se faz necessário porque veicula minha total discordância com atitudes que demonstram, no mínimo, um descomprometimento e desatenção com o trabalho docente e militância dos demais companheiros de lutas, que pretendemos sejam unificadas.


Nossa prática política é o mais rigoroso parâmetro de avaliação.


Saudações Universitárias.

Profa Vera Salim


Professora Associada do Programa de Engenharia Química

COPPE/UFRJ

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Campanha REVIDA, MINERVA!


*Por uma expansão de qualidade!
* Mais professores e salas de aula!
* Melhorias estruturais já!
* Ampliação do bandejão central e bandejões em todos os campi!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Ampliação e reforma do alojamento! Alojamento público e gratuito na UFRJ!
* Contra a transferência para o Fundão!



A UFRJ passa por um momento decisivo. Basta um simples olhar à realidade da Universidade para percebemos que sua situação se agrava a cada dia: salas de aulas lotadas e mal conservadas, falta de laboratórios, bolsas insuficientes e de valor reduzido, o único bandejão passa longe de atender a demanda da comunidade universitária, a falta de concursos públicos para a segurança coloca todos em risco e muitos outros problemas nos atingem diariamente. A “expansão” implementada pelo Reuni se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade, o que se agrava diante do anúncio de que as já insuficientes verbas para o Programa se esgotaram. Diante de tudo isso, a gestão majoritária do DCE Mário Prata se encontra paralisada. E agora? É hora de revidar! A UFRJ não pode ser destruída. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva!

Reuni: todo mundo já sabia! As verbas acabaram
e a UFRJ se precariza a cada dia...
O movimento estudantil combativo travou lutas em todo o país quando o governo Lula/PT impôs o Reuni por decreto goela abaixo das universidades federais. O projeto, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.

Criar lutas em cada unidade contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes
para conquistar melhorias na educação!
Não é essa a UFRJ que queremos! Precisamos de mais professores, mais laboratórios, do nosso bandejão, ampliação do transporte e alojamento universitário, garantia do caráter público da universidade e de cursos que nos formem para intervir na realidade. É hora de revidar e lutar em defesa da Educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria – que aprova seu Plano Diretor para atender as metas do Reuni – e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Não bastam atos esvaziados na Reitoria, precisamos montar pautas de reivindicação em cada unidade, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!





*Por uma expansão de qualidade!
* Entrega das salas de aula e laboratórios já!
* Mais professores!
*Construção do bandejão em Macaé!
* Reajuste no valor e aumento das bolsas!
* Alojamento público e gratuito já!
* Ampliação do transporte inter-campi!

A UFRJ passa por um momento decisivo. A situação da Universidade se agrava a cada dia. No campus Macaé, o cenário é ainda mais grave. Os estudantes dos novos cursos se deparam com uma realidade absurda e muito diferente da prometida: não há estrutura para atender necessidades básicas, como salas de aula e laboratórios, acontece uma “fusão” forçada de diferentes áreas, atacando a qualidade do ensino, e muitos alunos não têm sequer suas aulas regularmente. A “expansão” implementada pela reitoria, nos moldes do Reuni, se concretiza como um inchaço da Universidade sem qualquer qualidade. E agora? É hora de revidar! O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa lança a Campanha Revida, Minerva! Por uma UFRJ de qualidade, contra o Reuni de Lula/PT e convoca toda a comunidade universitária a se incorporar a essa luta decisiva! Macaé precisa de melhorias urgentes, vamos à luta para conquistá-las!


Expansão, sim! Mas com qualidade! Combater o Reuni e lutar por melhorias já!


A situação absurda com que se deparam os estudantes do campus Macaé da UFRJ é um dos maiores reflexos da política irresponsável implementada pela reitoria para atender o decreto do Reuni de Lula. Queremos expansão as UFRJ, sim, mas com qualidade para alunos e professores. Precisamos de estrutura, laboratórios, salas de aula, alojamentos, bandejão, transporte e muitos outros. Infelizmente, o Reuni, maquiado de “expansão” do ensino superior, trata-se claramente de um dos maiores ataques já proferidos contra a educação pública brasileira. Ele transforma as universidades em “escolões” de terceiro grau, responsáveis por formar mão de obra em grande escala para atender as exigências do mercado. As conseqüências imediatas do Reuni, que podiam ser facilmente previstas, agora começam a concretizar-se no nosso dia-a-dia, especialmente aqui em Macaé. A “expansão” irresponsável mostra sua verdadeira cara e, para piorar, o governo federal avisa que as poucas verbas para o Reuni já acabaram. Na UFRJ e em todo o Brasil, as condições se agravam e o ensino é precarizado a passos largos.


Criar lutas contra a precarização do Reuni e do Plano Diretor! Montar pautas de reivindicação dos estudantes para conquistar melhorias na educação!


Não é essa a UFRJ que queremos! É hora de revidar e lutar em defesa da educação! Infelizmente, a gestão majoritária do nosso Diretório Central dos Estudantes está paralisada e não toca mobilizações contra os planos da reitoria e do governo Lula/PT. Por isso, lançamos a Campanha Revida, Minerva!, como uma forma de construir as necessárias lutas na UFRJ. Precisamos montar pautas de reivindicação dos estudantes de Macaé, denunciar os problemas concretos e nos mobilizarmos para conseguir vitórias! Junte-se a nós!

domingo, 6 de setembro de 2009

2009/2 prossegue com tudo sem cansar!

No dia 13 de agosto, os militantes do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa da UFRJ realizaram a reunião preparatória para a intervenção ao longo do semestre. Mais de 20 estudantes de diversos cursos e centros participaram do espaço, apresentaram suas sugestões e reafirmaram a importância de reorganizarmos cada vez mais o Movimento Estudantil na Universidade e nacionalmente, lutando contra a precarização da Educação que se manifesta por meio do REUNI de Lula/PT. Depois de uma coerente atuação no primeiro semestre, obtendo 1436 votos nas eleições e defendendo a tese no Congresso Nacional de Estudantes, é notório que a juventude brasileira continua órfã de uma nova entidade estudantil. A criação da ANEL no Congresso não surge a partir dos marcos políticos da superação do velho, da ruptura com a UNE.





A crise econômica do sistema capitalista, intrínseca a esse sistema que se pauta pela exploração de uma pequena parcela da sociedade sobre a maioria, também foi pautada na reunião, ratificando que precisamos unificar as lutas dos trabalhadores e dos estudantes, apontando nossos inimigos econômicos e políticos, que, no nosso país, são os banqueiros, latifundiários, empresários e o Governo Lula/PT e seus braços de apoio como a Central Única dos Trabalhadores e a União Nacional dos Estudantes.


"Nosso movimento se consolida e cresce a cada dia em diversos cursos não apenas na UFRJ, mas em outras instituições de ensino. Precisamos manter e fortalecer a luta em defesa da Educação Pública. O REUNI de Lula e o Plano Diretor da Reitoria aparentam uma expansão, uma democratização e melhorias para a Universidade. Apenas aparentam, pois no fundo carregam o projeto neoliberal e privatizante de modificar os rumos do Ensino Superior em nosso país. Os supostos investimentos não virão, inclusive o próprio Ministro Fernando Haddad já declarou que não haverá mais dinheiro do REUNI para as Universidades. São expansões sem qualidade que o REUNI está gerando, inchando a Universidade de alunos sem garantir mais professores, segurança e assistência estudantil! Vamos potencializar uma reviravolta, precisamos levantar quais as necessidades dos cursos e dos estudantes e lutar por elas, combatendo o Plano Diretor, o REUNI e a privatização!", afirmou Luiz Carlos "Monstro", diretor do DCE Mario Prata pela minoria Quem Vem Com Tudo Não Cansa.




Durante a reunião, foi entregue o prêmio de uma das rifas sorteadas pelo Movimento. A estudante de Educação Física Amanda Kuroski foi a contemplada com um aparelho MP4, entregue por Marcos Poubel "Casão", do Centro Acadêmico de Educação Física e Dança. Depois de discutir pontos como a crise econômica, REUNI e Plano Diretor, calourada e atuação no segundo semestre de 2009, uma animada pelada de futsal aglutinou a galera na quadra da Escola de Educação Física e Desportos.

domingo, 5 de julho de 2009

Reunião e Arraiá QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA

Neste sábado, 4 de julho, foi realizada nova reunião do Movimento. Uma qualificada avaliação do Congresso Nacional de Estudantes, junto à discussão dos rumos do Movimento Estudantil brasileiro; a avaliação de nossa participação no processo eleitoral do DCE Mario Prata; os repasses sobre a burocratização de entidades como o Diretório Acadêmico Sandra Cristina Feitosa (Enfermagem-UFRJ) e o Centro Acadêmico de Educação Física Alberto Latorre de Faria (CAEFALF-UERJ); e Finanças foram os pontos contidos na pauta. A reunião contou com a presença de estudantes da UERJ, UniRio, UNESA, UFF e UFRJ.












Consideramos positiva a nossa participação no Congresso Nacional de Estudantes (11 a 14 de junho na UFRJ): conseguimos construir debates com diversos estudantes, apresentamos nossa tese na Mesa e também em espaços alternativos durante o evento, acompanhamos as explanações da Professora Vera Salim e do jornalista Carlos Leal (colaboradores do Movimento), fizemos novos contatos a nível nacional etc. Infelizmente, as deliberações do CNE, ao não avançar nos marcos políticos para a construção do novo Movimento Estudantil, não correspondem às reais necessidades da juventude brasileira. A centralidade da identificação da UNE/UBES enquanto aliada do Governo Lula/PT e dos ricos em nosso país e a necessidade de construir o novo rompendo efetivamente com esse velho foram abandonadas e relegadas a segundo plano pela Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL). Portanto, não nos comprometeremos com esse instrumento que nasce com diversas debilidades, podendo participar de seus fóruns de acordo com as demandas de luta da juventude em nosso país.















Em relação ao processo eleitoral de 2007, passamos de 637 votos para 1436, do terceiro para o segundo lugar. Conquistamos seis cadeiras na coordenação do DCE Mario Prata (em 2007, foram duas) e participaremos do CONSUNI e do CEG com representação. O principal foi nosso crescimento em diversos cursos da UFRJ e a abertura de diálogo com novos estudantes, além de ser a única chapa que apresentou a defesa de ruptura com a UNE e construção do novo Movimento Estudantil.












A atual gestão do DASCF (Enfermagem UFRJ) utilizou de práticas autoritárias para garantir a sua continuidade à frente da entidade. Com um calendário e comissão eleitorais que burocratizaram o processo, ficou inviabilizado um bom debate entre os estudantes do curso para escolher entre as chapas concorrentes. Optamos por nos retirar do processo eleitoral e seguiremos construindo o novo Movimento Estudantil na Escola de Enfermagem Ana Néri.






Já no Instituto de Educação Física e Desportos da UERJ, a situação é bem semelhante. A atual gestão do CAEFALF teve seu mandato terminado no penúltimo semestre e posterga o processo eleitoral para se manter à frente da entidade. Realiza reuniões a portas fechadas e tem vínculo com a Direção da Unidade, não representando as lutas dos estudantes do curso. Estamos inscritos com a chapa 4 - QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para defender uma nova concepção de Movimento Estudantil e a retomada do CAEFALF para as lutas.














Depois da reunião, o Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa realizou o seu ARRAIÁ, que contou com a animação da galera e muita comida típica. Com o forró tomando conta da trilha sonora da festa, foram arrecadados fundos para organizar as atividades no próximo semestre. Foram realizadas cinco rodadas de bingo, com diversos prêmios e a arrecadação foi dividida entre o Movimento e o Abrigo de Animais gerenciado pela Professora Marilene Dutra. Aproveitamos a oportunidade para realizar o sorteio das rifas que foram vendidas ao longo do primeiro semestre. Os prêmios foram repassados para os vencedores: uma Agenda Poética 2009 e um livro "Por uma Política de Classe".



Vivian lê os recados do Correio do Amor.


Comidas típicas, forró e bingo foram os destaques do Arraiá.




Gabriel e Vivian sorteiam os números do Bingo!




UFRJ, UERJ, UFF, UniRio e UNESA presentes!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fórum Estudantil discute sobre o Congresso da UNE

*Roberta Ribeiro, da Folha Dirigida - 23/06/2009

No próximo mês, em Brasília, ao longo dos dias 15, 16, 17 e 18, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promoverá seu 51º Congresso, no qual universitários eleitos nas universidades, chamados de delegados, representarão os alunos das instituições na escolha da nova diretoria da entidade. O modelo de pleito vigente desde 2006, organiza o processo da seguinte maneira: a cada 1.000 estudantes com matrículas ativas, o movimento estudantil da instituição de ensino tem o direito de enviar um delegado votante que também poderá ser eleito no congresso. A FOLHA DIRIGIDA perguntou a alguns representantes de Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE) e de Centros Acadêmicos (CA) de universidades se consideram democrática as eleições da diretoria da UNE. Confira abaixo:

"A UNE cortou o vínculo com seus representados nas universidades. Também acaba sendo um instrumento do governo. Não concordamos com a atual diretriz. A diretoria da UNE não representa os estudantes. O termo democrático é muito amplo, portanto vejo como solução a eleição direta nas instituições. Eleição via delegado é complicado porque muitas instituições de ensino não conseguem financiar os estudantes. Esse modelo ja provou que gera a eleição de pessoas descompromissadas com o que os estudantes querem. Muitos nem entendem como essa eleição funciona. A situação é tão complicada, que esse modelo fechado, causa desânimo e desestímulo nos estudantes. Há um investimento forte de partidos políticos em estudantes que vão ao congresso via UJS. O modelo atual não comporta o verdadeiro voto da maioria dos universitários."
Bruno Alves
Presidente do DA de Direito - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio)

"Na verdade, o modelo atual é feito por representação de delegados. Por exemplo, a Uerj faz uma eleição de chapas e manda osrepresentantes eleitos proporcionalmente. Nesse caso, o estudantes não têm o poder de voto diretamente para escolha da diretoria da UNE. Com certeza, se a entidade é democrática deveria seguir o modelo de voto direto. Isso reflete nas atividades da entidade, que acaba fugindo um pouco da responsabilidade de defender não só assuntos relativos à educação, mas sobretudo, das grandes questões nacionais as quais antigamente a UNE se colocava, como o caso do petróleo. Houve uma queda não só ao discutir a educação, mas das questões de importância nacional."
Ítalo Aguiar
Integrante do DCE da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

"Rompemos com a UNE por não considerar um instrumento de representação dos estudantes. Por toda a estrutura da UNE e o fato de não ser democrática nas votações e nos congressos, o Centro Acadêmico (CA) de Educação Física e Dança da UFRJ, do qual faço parte, rompeu com a UNE via plebiscito. Consideramos a UNE como um instrumento facilitador do governo federal ao implantar políticas nas universidades. Os diretores da UNE são eleitos pelo setor majoritário, a União da Juventude Socialista (UJS), há 20 anos. A burocratização da UNE vem desde a década de 90. Os representantes da UNE tentam uma aproximação, mas não há argumentos para debate, pois são favoráveis às políticas governistas, enquanto a maioria dos estudantes vão contra. A UNE é favorável a toda a situação precária na qual as universidades se encontram."
Vivian Dutra
Integrante do DCE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Campanha por segurança na UFRJ e na sociedade

No último Conselho de CAs, foi aprovada a campanha por segurança. Um abaixo-assinado passará entre a comunidade da Universidade e a pressão por concurso público para vigilantes será feita.



Há muito tempo sofremos com assaltos constantes nos pontos de ônibus, na passarela etc. Entretanto, os recentes acontecimentos com o brutal assassinato de um trocador no 485 dentro do fundão e o assalto na sala de aula de nutrição no CCS coloca como nunca a urgência da melhoria da segurança dentro da UFRJ. Por isso, os estudantes da UFRJ, através do Diretório Central dos Estudantes, DCE Mário Prata, vêm com esse abaixo assinado exigir da Reitoria e do Governo Federal a imediata realização de concurso público para vigilantes universitários da Divisão de Segurança da universidade e a imediata melhoria das condições de trabalho desses agentes com mais viaturas e materiais de segurança. O DCE entende que o aumento do policiamento no fundão só vai trazer mais violência. Nossa universidade é cercada por favelas que vivem constantemente sitiadas numa guerra sem fim entre polícia e tráfico. Não podemos tornar essa guerra parte do ambiente da universidade trazendo a polícia para cá. Ainda por cima, a presença da polícia é a abertura de um espaço maior para a repressão ao movimento estudantil e aos estudantes. Casos como a revista freqüente de estudantes negros e mais pobres é comum na sociedade e não queremos que seja parte na nossa formação, pois também é uma forma de agressão. A segurança aqui na universidade deve ser garantida por profissionais concursados que são especializados no ambiente acadêmico, que têm vínculo com a universidade e com o ensino, a pesquisa e a extensão, e muitas vezes são ex-alunos como a maioria do quadro da DISEG hoje. Entretanto, esse efetivo conta com um pouco mais de 80 pessoas e apenas 6 viaturas sendo a necessidade mínima de 1200 funcionários.
É necessário também garantir que a universidade não se feche a comunidade trabalhadora a sua volta. A grande maioria dos moradores das comunidades não são bandidos e freqüentam a nossa universidade, que é um espaço de lazer com campos de futebol, além de vários projetos realizados na favela da Maré. Essa relação traz o respeito da comunidade à UFRJ e nos garante mais segurança e ainda proporciona uma integração dos estudantes com a realidade daqueles que vivem sob a égide da injustiça, do desemprego e do abandono de políticas públicas de educação, saúde e emprego. A política pública que conhecem é o caveirão e o choque de ordem que transferem ao povo pobre a responsabilidade do tráfico, igualando-os, o que é uma grande injustiça. Por tudo isso, também exigimos a melhoria do ensino porque violência não se combate com mais violência, e hoje é necessário mais do que nunca a defesa intransigente de uma expansão da universidade com qualidade sem REUNI que busca transformar o nosso ensino em distribuidor de diplomas tal como já fizeram com as escolas públicas.




Fonte: FOLHA DIRIGIDA

25/05/2009
Renato Deccache


O Diretório Central de Estudantes da UFRJ preparou e vai distribuir por todas as unidades da instituição um abaixo-assinado por melhores condições de segurança na cidade universitária da Ilha do Fundão. A decisão foi tomada na semana passada. Nesta segunda-feira, dia 25, os alunos divulgaram a íntegra do manifesto, que pretende pressionar o Ministério do Planejamento pela realização do concurso. No início do mês, um trocador de ônibus foi assassinado dentro do campus após um assalto ao coletivo.
Em reunião na última quinta-feira, dia 20, integrantes do DCE e de 16 Centros Acadêmicos da universidade discutiram o texto de um manifesto, no qual cobram do Governo Federal e da reitoria, realização imediata de concurso para vigilantes universitários e melhoria das condições de trabalho dos agentes que atuam no setor hoje.
Os representantes dos alunos ressaltam que a comunidade sofre há muito tempo com assaltos freqüentes nos pontos de ônibus, nas passarelas e outros locais da Ilha do Fundão. Eles defendem o concurso público e são contrários à colocação de policiais militares na cidade universitária. "O aumento do policiamento no Fundão só vai trazer mais violência. Nossa universidade é cercada por favelas que vivem constantemente sitiadas numa guerra sem fim entre polícia e tráfico. Não podemos tornar essa guerra parte do ambiente da universidade", informa o manifesto.
Outro receio dos alunos, diante de uma eventual presença da polícia, é que a corporação atue de forma desproporcional na repressão ao movimento estudantil. Por isto, defendem o concurso como forma de garantir a segurança por profissionais especializados que tenham vínculo com a universidade e, por isso, conheçam das nuances de um ambiente acadêmico. Os estudantes pedem também que a universidade não se feche para as comunidades do entorno. "A grande maioria dos favelados não são bandidos e freqüentam a nossa universidade, que é um espaço de lazer com campos de futebol, além de vários projetos realizados na favela da Maré", informa outro texto da carta.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Eleição do DCE Mario Prata é homologada no Conselho de CAs

Na última quinta-feira 21 de maio, os Centros Acadêmicos da UFRJ discutiram sobre segurança e homologaram a nova diretoria do DCE Mario Prata. O Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa terá presença nos dois órgãos colegiados superiores e 6 cadeiras, conforme descrito a seguir:

Conselho de Ensino de Graduação
Titular: Daniel Bicalho Hoefle (Engenharia Química)
Suplente: Danielle de Almeida Galante Ferreira (Pedagogia)

Conselho Universitário
Titular: Luiz Carlos Baptista Machado Junior (Licenciatura em Educação Física)
Suplente: Vivian Machado Dutra (Licenciatura em Educação Física)

Diretoria do DCE


Coordenação de Comunicação
Titular: Luiz Carlos (Licenciatura em Educação Física)
Suplente: Juliana Tempone (Bacharelado em Dança)

Coordenação de Infra-estrutura
Titular: Caliandra Dias (Biologia-Macaé)
Suplente: Thiago Coqueiro (Licenciatura em Educação Física)

Coordenação de Combate às Opressões
Titular: Vivian Dutra (Licenciatura em Educação Física)
Suplente: Everton Bernardo (Biologia-Fundão)

Coordenação de Políticas Educacionais
Titular: Maurício Miléo (História)
Suplente: Gustavo Oliveira (Licenciatura em Educação Física)

Coordenação de Cultura
Titular: Elielsom Oliveira (Bacharelado em Educação Física)
Suplente: Rodrigo Siqueira (Licenciatura em Educação Física)

Coordenação de Assistência Estudantil
Titular: Danielle Galante (Pedagogia)
Suplente: Maíra Leão (Geografia)



Dezenas de estudantes participam do Conselho de CAs da UFRJ, no Teatro de Arena, no CCS

Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa se reúne antes do Conselho de CAs para indicar seus representantes no CEG, CONSUNI e diretoria do DCE.



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Reunião do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa - UFRJ

CONVOCAMOS E CONVIDAMOS OS/AS MILITANTES E SIMPATIZANTES PARA A PRÓXIMA REUNIÃO DO MOVIMENTO NA UFRJ:
QUINTA-FEIRA, 21 DE MAIO ÀS 16H 30 MIN
NO TEATRO DE ARENA DO CCS
PAUTA:
1) OCUPAÇÃO DAS NOSSAS CADEIRAS NA PRÓXIMA GESTÃO DO DCE
2) INFORMES DA TIRAGEM DE DELEGADOS PARA O CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES
3) FINANÇAS

terça-feira, 19 de maio de 2009

Proibição de venda de bebidas alcoólicas repercute no Consuni*

*Jornal da AdUFRJ - 18/05/2009

Estudantes tentam, pelo menos, viabilizar comercialização
durante o tradicional “Arraiá da UFRJ”

A mais recente proibição da venda de bebidas alcoólicas nos campi da UFRJ repercutiu na última sessão do Consuni, de 14 de maio. A representação discente foi quem mais criticou a medida, tomada pela reitoria após uma briga em festa da Escola de Comunicação, em meados de abril.
Rafael Nunes disse ter dialogado com representantes da Prefeitura Universitária e da reitoria sobre a importância dos eventos culturais realizados pelo DCE. Para ele, o problema passa longe da violência do último episódio e tem mais a ver com o barulho provocado nas proximidades de onde se vende a bebida, perturbando as aulas. Situação que, segundo Rafael, poderia ser resolvida com a permissão para uso, pelos estudantes, de espaços apropriados para as confraternizações.
De acordo com Gabriel Marques, outro conselheiro estudantil, os representantes de 30 centros acadêmicos escreveram uma carta para buscar a liberação da comercialização da bebida para o tradicional “Arraiá da UFRJ”, marcado para 5 e 6 de junho, no campo de futebol do campus da Praia Vermelha.
Daniel Bicalho Hoefle, do Diretório Acadêmico da Escola de Química (DAEQ), leu a carta em nome dos centros acadêmicos que vêm organizando o “Arraiá”. Segundo o documento, o arraial deve preservar a tradição das festas juninas, por exemplo, como a venda do “quentão”: “Vamos permitir que a festa aconteça na sua integridade!”, encerrou o texto.
Por outro lado, a decisão da administração central ganhou o apoio de vários professores. Representante dos professores Adjuntos Doutores do CFCH, Lilia Pougy saudou a proibição da venda de bebidas: “É incompatível a atividade de ensino com a venda de bebidas alcoólicas nos campi. O que não significa que esteja se cerceando a possibilidade de integração acadêmica”, disse.
O decano do CCJE, Alcino Câmara, reiterou o apoio à proibição da venda regular de álcool na Praia Vermelha pelo prejuízo às aulas em prédios próximos ao barulho dos bares: “Acho que se pode discutir a questão do arraial, que ocorre no campo de futebol, longe das aulas”, afirmou.
O reitor Aloísio Teixeira, no entanto, não deu margem a nenhuma exceção. Observou que as reclamações sobre a venda de bebida alcoólica na Praia Vermelha já vinham acontecendo de longa data. “Vários diretores já solicitavam a proibição. Vários colegiados de unidades e o próprio Conselho Superior de Coordenação Executiva já se manifestaram nesse sentido. Face aos acontecimentos recentes, não tive outra coisa a fazer a não ser cumprir a lei. Tem uma lei que proíbe a venda de bebida alcoólica na universidade”, explicou.

Conselho Participativo

Foi aprovada proposta da reitoria de ampliação do Conselho Participativo do Plano Diretor da UFRJ. Serão convidados representantes das reitorias das universidades públicas do Rio, mais o diretor do Cefet-RJ e o presidente da “vizinha” Fiocruz. Também será convidado o presidente do Fórum de Reitores do Estado do Rio de Janeiro (Forerj), do qual também fazem parte instituições particulares.
Uma outra proposta, do professor Carlos Vainer (Titulares do CCJE), também acatada pelo colegiado, permite que a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) indicasse um representante para o Conselho Participativo.

Novos eméritos


O colegiado aprovou a concessão do título de Professor Emérito a Alice Rangel de Paiva Abreu (IFCS) e a Carlos Russo (Escola de Química).

Novo Enem


Gabriel Marques também citou a ocupação estudantil realizada em prédio da reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso, no início daquela semana, contra a adesão ao chamado novo Enem do MEC: “Infelizmente, essa questão tem sido tratada de forma bastante acelerada aqui na UFRJ”, disse.

Conhecendo a UFRJ


A pró-reitora de Extensão, Laura Tavares, convidou os presentes para participarem da próxima edição do “Conhecendo a UFRJ”, evento que apresenta a universidade aos estudantes do ensino médio, nos dias 20 e 21 de maio, nas dependências da EEFD.

Conselho de CAs da UFRJ

Conselho de CAs da UFRJ


Dia 21 de maio - quinta-feira 18h
Teatro de arena do CCS

Pauta:
1) Posse da diretoria eleita do DCE Mario Prata
2) Campanhas - Segurança e proibição da cerveja na Praia Vermelha

Convocam: CA 6 DE OUTUBRO, CAMMA, CAECO, CASS e CAFS

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nota de repúdio ao Movimento Correnteza

Ao longo do processo eleitoral para a escolha da próxima gestão do DCE Mario Prata, acompanhamos, com pesar, algumas práticas atrasadas para o Movimento Estudantil combativo e de luta. Os/as estudantes que compuseram a chapa 3, Correnteza, que estiveram ao lado do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa em diversos momentos da luta contra o REUNI e contra a paralisia da gestão De Que Lado Você Samba durante a aprovação do Plano Diretor, lançaram mão de práticas autoritárias e oportunistas, forçando-nos a apresentar uma ligeira avaliação:

a) inicialmente, diversos documentos de estudantes foram entregues para inscrição da chapa sem que os mesmos soubessem de tal finalidade;
b) em nome da luta em defesa do Bandejão do CT/CCMN, ludibriaram funcionários da copiadora da Escola de Química ao rodar gratuitamente diversas cópias para a campanha da chapa na UFRJ e para a campanha da chapa para o CoNUNE na UFF;
c) a chapa Correnteza se auto-intitulou como a única que lutou em defesa do Bandejão do CT/CCMN (reproduziram a postura que questionaram em 2007 quando a chapa De Que Lado Você Samba se auto-intitulava como a chapa de luta contra o REUNI e da ocupação da Reitoria);
d) apresentaram a defesa de disputa do Plano Diretor como se a conquista do Moscão fosse devido ao fim dos "puxadinhos" e outras balelas da Reitoria, quando na verdade ocorreu por conta das palavras de ordem dos estudantes, em defesa da assistência estudantil, permanência e alimentação;
e) renegaram seus cargos no DCE e apresentaram o discurso oportunista de que somos da situação da útlima gestão (enquanto isso, mantêm seus cargos na União Nacional dos Estudantes e não se reivindicam enquanto situação da mesma);
f) um dos integrantes da chapa 3, o estudante Esteban (Física) agrediu fisica e verbalmente um membro de nossa chapa no dia 5 de maio.

Fazemos a auto-crítica devido à provocação realizada pelo estudante Daniel Hoefle (Engenharia Química) ao Esteban, mas em NADA justifica a utilização de força física diante da situação. Repudiamos, portanto, as práticas emanadas pelo Movimento Correnteza, práticas estas que condizem com o Movimento Estudantil retrógrado.

Seguiremos na luta pelo fortalecimento do novo Movimento Estudantil e conclamamos os colegas do Movimento Correnteza para que avaliem, revejam e modifiquem as práticas equivocadas relatadas acima.