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sábado, 22 de maio de 2010

Nota da ExNEEF sobre o CONCLAT

"Ou os estudantes se identificam com o destino de seu povo, como ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo e, nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo"- Florestan Fernandes

A Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física vem discutindo em seus fóruns a importância da unidade entre trabalhadores e estudantes na luta de classes, uma unidade que não seja superficial e sim pautado pelos marcos de lutas concretos, nesse sentido, buscando um desenvolvimento no debate, em busca de formulações conjuntas, aprovou-se em um dos fóruns da entidade a tiragem de observadores para o CONCLAT. Ainda com pouco debate, entendemos que esse será um importante fórum para a interação das discussões do movimento sindical, pois nesse Congresso estarão reunidos inúmeros trabalhadores identificados com o projeto de sociedade que pautamos, a sociedade socialista.
É analisando concretamente a sociedade a fim de intervir avançando na consciência dos estudantes, a ExNEEF expõe políticas para a intervenção na sociedade, abrindo diálogo com os movimentos sociais de esquerda e indo de encontro com os debates trazidos pela burguesia.
Nesse sentido, a ExNEEF se apresenta atualmente como uma importante entidade na discussão da reorganização do movimento estudantil, rompendo com a UNE em 2008 e isolando a direita no MEEF, tendo cada vez mais avançado nos debates, sendo coerentes e conseqüentes com a reorganização por fora e contra a UNE. Nesse sentido, não vemos atualmente uma entidade Nacional do Movimento Estudantil geral que tenha entrada na base e seja coerente com a conjuntura pautada, sendo assim não reivindicamos a União Nacional dos Estudantes por entender que é uma entidade aparelhada e cooptada, de forma estrutural, pelo neoliberalismo, que na atual conjuntura se expressa pelo PT e pelo PCdoB, e não reivindicamos a Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre por entender que o momento de criação de uma nova entidade não foi respeitado e portanto sua criação foi dada sem o debate adequado com as bases estudantis e sem perpassar por um processo de lutas real, sendo uma criação atropelada pela direção majoritária.
Somos contra a divisão acordada pela comissão organizadora do CONCLAT para o Movimento estudantil, que distribui vagas entre ANEL e Oposição de esquerda da UNE, não inclui a ExNEEF nem os setores que fazem a luta por fora dessas entidades, sendo assim enviamos um recurso para a comissão organizadora reivindicando que possamos enviar observadores para nos interar do debate, com a perspectiva que o movimento estudantil como um todo e a classe trabalhadora possa avançar em uma unidade concreta com pautas de lutas integradas, elevando assim o patamar das lutas de classes.
A ExNEEF não tem um posicionamento sobre o caráter de uma nova central e muito menos sobre a criação da mesma, porém estamos acumulando o debate de uma unidade entre trabalhadores e estudantes, onde os estudantes estejam conscientes das pautas e reivindicações, e não vão a congressos de trabalhadores somente para “levantar o braço” e sim que estejam juntos nas ruas pelos direitos da classe e contra os constantes ataques sofridos, denunciando todos os agentes causadores.
É muito ruim que um Congresso que se propõe a reunir trabalhadores para uma discussão de tamanha importância, que é a reorganização das lutas no dia a dia e o avanço na consciência de classe, exclua setores de esquerda que acumulam amplos debates em torno das lutas de classes, em uma conjuntura de estagnação em que o governo Lula/PT saiu vitorioso de uma crise econômica que ainda assola os trabalhadores e os estudantes, onde se faz necessário um grande enfrentamento por parte dos setores de luta, contra CUT e UNE, hoje nada mais que um braço do governo e do neoliberalismo que travam o avanço nas lutas.
Aguardamos a resposta do recurso com perspectivas de que possamos acumular sobre o processo de reorganização e as pautas da classe trabalhadora.

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física – gestão 2009/2010

sábado, 3 de abril de 2010

EREEF RURAL 2010 - X Encontro Regional de Estudantes de Educação Física



Seguem abaixo algumas informações contidas no panfleto de divulgação do EREEF 2010.


SEJAM BEM VINDOS/AS

O Encontro Regional de Estudantes de Educação Física ocorre anualmente, sendo um evento construído exclusivamente por estudantes e para os/as estudantes e trabalhadores/as da área. Realizado pela Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF). A ExNEEF é a entidade representativa dos estudantes de graduação do curso de Educação Física de nosso país, responsável por organizar e executar as ações do Movimento Estudantil de Educação Física – MEEF.

Os Encontros Regionais de Estudantes de Educação Física (EREEFs) surgiram como forma de preparação para os Encontros Nacionais (ENEEFs), onde ocorre a maior instância deliberativa do MEEF – a Plenária Final.

A formação acadêmica dos universitários acompanha o cenário político, econômico e social em que vivemos, refletindo-se em nossas salas de aula e espaços de atuação. Por conta da influência do pensamento e da política de implantação do neoliberalismo, é perceptível a ampliação gradual de individualismo e competitividade e a diminuição da participação política no dia-a-dia da Universidade. O Movimento Estudantil se configura como um importante instrumento de organização e formação dos estudantes, possibilitando discussões pertinentes e propositivas que visem criticar e superar a realidade em que estamos inseridos. Através dos seus espaços, o EREEF enquadra-se nessa perspectiva, possibilitando aos participantes reflexões acerca de temas que muitas vezes encontram-se como coadjuvantes em nossos currículos escolares, fundamentando e instrumentalizando.

INSCRIÇÕES EM

-> calef-rural@hotmail.com
OBS: Enviar seu nome e instituição que faz parte;
Valor da inscrição R$20,00 incluindo alimentação e alojamento (trazer colchonete).
Pagar no ato do credenciamento.

MAIORES INFORMAÇÕES

calef-rural@hotmail.com
Tels: Amanda 8823-2355, Leandro 9475-4026

NORMAS para APRESENTAÇÃO de TRABALHOS

-> Os trabalhos devem ser inscritos até o dia 16 de abril de 2010 e enviados para o e-mail: calef-rural@hotmail.com [campo “assunto”: inscrição de trabalho];
-> Os trabalhos poderão ter os seguintes formatos: apresentação oral ou painéis (pôster).
-> Cada autor poderá inscrever mais de um trabalho para apresentar no evento, contudo, os trabalhos de um mesmo autor devem ser em formatos diferentes. Poderá existir mais de 1 (um) autor por trabalho;
-> Os trabalhos podem estar conclusos ou em andamento. A Comissão Científica analisará seu trabalho e retornará o aceite, desde que o trabalho contemple as seguintes normas
-> Resumo - apresentação oral: até 4 laudas (introdução, metodologia, desenvolvimento, conclusão e referências);
Resumo - painéis: até 2000 caracteres e 3 palavras-chaves;
Critérios avaliados: consistência argumentativa; diálogo com a literatura; qualidade da escrita; relevância do tema.

Todos os tipos de trabalho deverão contemplar os seguintes requisitos quando enviados à análise: Word 6.0 for Windows ou superior; Titulo: caixa alta, centralizado e em negrito, á dois espaços abaixo do titulo; nome(s) do autor (es) seguido(s) do órgão ou entidade e e-mails alinhados à direita; A dois espaços abaixo segue o desenvolvimento do texto; Bibliografia segundo normas da ABNT; formato da página: tamanho A4 e margem com recuo 2,5 cm superior, inferior e à direita e 3,0 cm à esquerda; fonte arial, tamanho da fonte 11, espaçamento entre linhas 1,5;

PROGRAMAÇÃO

Quarta - feira / 21 de Abril
8:00 – 10:00 -> Credenciamento
10:00 – 11:00 -> Mesa de abertura
11:00 – 12:00 -> Almoço
13:30 – 17:00 -> Mesa Práxis – Artes Circenses, Jogos Populares e Lutas
18:00 - 20:00 -> Lanche
20:00 - 22:00 -> 1º COREEF
22:00 -> Cultural

Quinta - feira / 22 de Abril
6:30 – 8:00 -> Café da Manhã
08:30 – 11:30 -> Mesa I “A Universidade em Crise! A Copa do Mundo é Nossa?”
11:30 - 12:00 -> Almoço
14:00 – 17:00 -> Grupos de Discussão
18:00 – 20:00 -> Lanche
20:00 - 22:00 -> Grupo de Discussão – FILME: Roger e Eu.
22:00 -> Cultural

Sexta - feira / 23 e Abril
6:30 – 8:00 -> Café da Manhã
08:30 – 11:30 -> Mesa II “A copa do Mundo é Nossa. Solução ou Ilusão?
11:30 - 12:00 -> Almoço
13:30 - 17:00 -> Grupos de Trabalhos Temáticos: Universidade, Opressões, Esporte, Saúde e Licenciatura Ampliada
18:00 – 20:00 -> Lanche
20:00 –> 2º COREEF
22:00 -> Cultural

Sábado / 24 de Abril
6:30 – 8:00 -> Café da Manhã
08:30 – 11:30 -> Plenária
11:30 - 12:00 -> Almoço
14:00 – 17:00 -> Plenária
17:00 – 18:00 -> Avaliação do Evento
18:00 -> Encerramento / Confraternização

domingo, 25 de outubro de 2009

Manifesto de Apoio à chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para o CAEFD

Desde o final de 2002, o CAEFD mantém sua atuação de representação dos estudantes da EEFD-UFRJ, contabilizando sete gestões consecutivas. Durante esse período, pudemos acompanhar inúmeras e significativas intervenções da entidade em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, materializando no dia-a-dia o novo Movimento Estudantil e optando politicamente pelo caminho ao lado da classe trabalhadora.

Entendemos a importância da participação da juventude brasileira de maneira crítica, coerente e combativa. Tais características, em seu conjunto, têm acompanhado o trabalho desenvolvido pelas gestões do CAEFD, cuja repercussão das lutas ultrapassa os muros da EEFD, chegando às demais localidades da UFRJ, instituições do Rio de Janeiro e diversos outros espaços Brasil afora.

As lutas contra a Reforma Universitária e o REUNI de Lula/PT, contra a regulamentação da profissão e o sistema CONFEF/CREFs, contra a fragmentação curricular dos cursos de Educação Física são essenciais para a construção do contraponto, baseado na universalização do acesso e na construção do conhecimento a serviço da humanidade, na regulamentação do Trabalho e numa formação humana – técnica, profissional, cultural, social – comprometida com a transformação efetiva da realidade.

De alguma forma, acompanhamos o trabalho do CAEFD ao longo desses anos. Manifestamos, portanto, nossa solidariedade e apoio aos componentes e ao programa da chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA, opção necessária para alavancar as lutas estudantis e manter vivo um olhar crítico e superador da realidade na EEFD e na sociedade como um todo.


Gabriel Rodrigues Daumas Marques, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal de Saquarema, ex-diretor do CAEFD (2004, 2005, 2006, 2007)

Cínthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretora do CAEFD (2003, 2004, 2005, 2006)

Ian Anderson Andrade Nascimento, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004, 2005, 2006)

Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004)

Bruno Adriano Rodrigues da Silva, professor de Educação Física, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004, 2005), ex-coordenador nacional da ExNEEF (2003-2004)

Bruno Lima Patrício dos Santos, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CAEFD (2004, 2005, 2006)

Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CAEFD (2005, 2006)

Claudio Almeida Lopes, professor de Educação Física, ex-diretor do CAEFD (2003, 2004)

Daniel Moreira Leal Raposo, professor de Educação Física, ex-diretor do CAEFD (2006, 2007)

Marcelo Paula de Melo, professor de Educação Física da FAETEC, ex-presidente do CAEFD (2000-2001)

Aline de Oliveira Sousa, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretora do CAEFD (2008)

Juliana Falcão de Oliveira Cruz, professora de Educação Física, ex-aluna da EEFD (2002-2007)

Marcelo Dominguez Rodrigues Moreira, professor de Educação Física das redes municipais de Angra dos Reis e Nova Iguaçu, ex-aluno da EEFD (1999-2005)

Kátia Laguna de Oliveira, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-aluna da EEFD (2003-2007)

Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-aluno da EEFD (1975-1979)

Renato Sarti dos Santos, professor de Educação Física da rede municipal de São Gonçalo, ex-aluno da EEFD (2002-2006)

Adriana Machado Penna, professora de Educação Física da rede estadual do RJ, do Colégio Universitário Geraldo Reis (UFF) e da Universidade Estácio de Sa, militante do Fórum Marx e Engels da Educação Física, ex-aluna da EEFD (1985-1989)

Roberto Alves Simões, Coordenador Geral do Sepe/Regional III, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro, militante do Fórum Marx e Engels da Educação Física, ex-aluno da EEFD (1976-1978)

Leandro Martins Costa, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-aluno da EEFD

Daniel Nascimento Teles, professor de Educação Física, ex-aluno da EEFD (2002 – 2008)

Jonas Henrique Almeida da Silva, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e do Colégio Pedro II, ex-diretor do CA de Licenciatura em Educação Física da UFRRJ (2003-2004)

Paulo Tiago “Guma”, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor do CA de Licenciatura em Educação Física da UFRRJ (2007-2008)

Themis de Farias Nascimento. Professora de Educação Física da rede FAETEC, da rede Municipal do Rio de Janeiro e substituta da UERJ

Luiz Sergio Barboza Cezar, professor de Educação Física da rede estadual do RJ, ex-diretor regional 3 do Sepe (Gestão 2006-2009)

Leonardo Conceição Gonçalves, estudante de Licenciatura em Educação Física da UERJ, coordenador geral da Regional II da ExNEEF e ex-diretor do CA de Licenciatura em Educação Física da UERJ

Ricardo Kubrusly, professor doutor do Instituto de Matemática da UFRJ e ex-diretor da AdUFRJ-SSind (2005-2007)

José Antônio Martins Simões, professor doutor do Instituto de Física da UFRJ e ex-presidente da AdUFRJ-SSind (2005-2007)

Danielle Galante, estudante de Pedagogia da UFRJ, coordenadora do DCE Mario Prata e representante discente no Conselho de Ensino de Graduação

Maria Cristina Mitsuko Peres, estudante de Enfermagem e Obstetrícia da UFRJ

Adolpho Tundis Ferreira, professor de História da rede municipal do Rio de Janeiro, ex-militante do CA de História da UFF

Ludmila Gama, professora de História da rede estadual do RJ, ex-militante do CA de História da UFF

Marcio Teixeira Lopes “Blanca”, professor de Educação Física da rede estadual de SP, ex-diretor do CA de Educação Física da UNESP - Presidente Prudente, ex-coordenador nacional da ExNEEF (2004-2005)

domingo, 6 de setembro de 2009

Carta da ExNEEF sobre o 1º de Setembro

1º de Setembro: nada a comemorar. Fora CONFEF!!!

Sou Professor, meu dia é 15 de outubro.



No dia 1° de setembro de 1998, cria-se a Lei Federal N° 9.696, que regulamenta a profissão de Educação Física e cria o Conselho Federal (CONFEF) e Regionais (CREF’s) de Educação Física. Usando o dia que a lei foi aprovada, o conselho afirma que o dia 1° de Setembro é o dia do profissional de Educação física. Eles afirmam que os trabalhadores na área de educação física que atuam fora da escola não são professores, e sim profissionais. A implementação da regulamentação da Educação Física desconsidera a discussão dos setores organizados da área, ignorando as elaborações teóricas. Pauta-se na tese enganosa da reserva de mercado, e ainda, combate/desqualifica os trabalhadores, adjetivados como leigos, por não terem formação superior em Educação Física, incluso os trabalhadores das tradições culturais, que possuem sua intervenção em áreas da Cultura Corporal como a dança, a capoeira, o yoga, as artes marciais e outras manifestações.


Os problemas da área vão para além das teses levantadas pelos defensores do sistema CONFEF/CREF´S, e a saída para estes problemas está na perspectiva inversa para onde aponta o CONFEF, a saída não está em posições conservadoras e corporativistas, mas sim na organização da classe para lutar pelos seus direitos. Por isso, identificando estes problemas na área, e o equívoco na criação do sistema CONFEF/CREF´s, estudantes e professores fundam o (MNCR), movimento que este ano completa 10 anos de luta contra o sistema CONFEF/CREF´s. O MNCR luta contra a regulamentação da profissão e pela regulamentação do trabalho, para que todo trabalhador tenha acesso a direito básicos como estabilidade, férias, salário, aposentadoria digna... Este ano, o MNCR está com uma campanha “MNCR: 10 anos na luta pela Regulamentação do Trabalho“.


O CONFEF também é um dos responsáveis pela aprovação das atuais Diretrizes Curriculares (D.C), Resolução 07, 31 março de 2004. As atuais D.C. para a Educação Física apontam para a fragmentação da formação, fragmentação da categoria, formação a-crítica, a-histórica e a-científica, ampliação da dicotomia teoria e prática e desconsideração da docência enquanto elemento caracterizador da área. Por entender o equívoco do processo de implementação e da proposta das atuais D.C. para Educação Física, o movimento estudantil de Educação Física, representado pela Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF), está puxando uma campanha pela revogação das atuais diretrizes curriculares, a campanha tem como tema “Educação Física é uma só. Formação Unificada já!”.


Como podemos perceber, a criação do sistema CONFEF/CREF´s não significa nenhum avanço para a área, muito pelo contrário, é um grande retrocesso. Entendemos que, independente da área que atuamos, somos professores. Por isso, não temos nada a comemorar no 1° de setembro. Nosso dia é o dia 15 de Outubro. A qualificação no processo de formação, assim como a garantia dos direitos necessários para os trabalhadores da área se dão por fora dos projetos apresentados/representados pelo sistema CONFEF/CREF´s. Por isso, a EXNEEF e o MNCR chamam todos os estudantes e trabalhadores da área a construírem as lutas/campanhas contra as ofensivas do sistema CONFEF/CREF´s!

terça-feira, 10 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher: comemorar ou lutar?*

*Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física
Gestão 2008-2009
O dia 8 de março é considerado, internacionalmente, o dia da mulher. Ocorrem nesse dia diversas manifestações em toda parte do país e do mundo, pelos mais diversos motivos. Há aqueles que comemoram e festejam a data na lógica do mercado e há outros que optam por retomar o dia 8 em um dia de luta. O que representa para nós, estudantes de Educação Física, tal data? Antes de tudo, é preciso nos remetermos à história.

Contam-se muitas versões sobre como o dia 8 de março tornou-se o dia da mulher. Defende-se que a data surgiu com a greve de operárias norte americanas em 1857 (fortemente reprimidas), ou que tenha surgido com as ações das revolucionárias russas em 1917. Embora não tenhamos certeza sobre quem é a “mãe” da criança, de uma coisa podemos estar certos: mulheres em luta estremeceram a organização social de sua época, reivindicando seus direitos de igualdade, de melhores condições de vida, de participação social e política, pelo fim da opressão.

A partir da conquista do sufrágio universal, quando a mulher tem o direito de votar igual aos homens, temos um divisor de águas. Para algumas, a luta terminou neste momento, para outras, se abria cada vez mais a necessidade de organizar as mulheres internacionalmente. Podemos fazer um paralelo com as conquistas das mulheres nos últimos anos. Estamos no mercado de trabalho, podemos nos eleger enquanto candidatas políticas, podemos estudar e nos qualificarmos como outro homem etc. Entretanto, estas “inclusões”, apesar de serem avanços, não nos eximem da opressão que sofremos diariamente. Faz-se necessário manter a bandeira asteada, nossa luta não terminou.

Atualmente, o exemplo de mulher moderna de “super-mulher”, é ser aquela que trabalha o dia inteiro, que consome produtos lançados como artigos femininos, que cuida de sua aparência para se manter no padrão de beleza imposto e ainda por cima consegue, ao chegar em casa cansada do trabalho, cuidar do marido, cuidar dos afazeres da casa e cuidar dos filhos. Este é o exemplo do que é ser mulher atualmente. Mas, basta olhar os noticiários e perceber o quanto de mulheres ainda sofrem agressões físicas dentro de casa, quantas adolescentes e crianças, por falta de condições objetivas de sustentar a família, são submetidas à exploração infantil tendo que vender seus corpos por muitas vezes ainda marcados pela inocência infantil, para homens que as enxergam como mercadoria. Mas de que vitória estamos falando? “Agora é que são elas!” Aonde?

Portanto, para o Movimento Estudantil de Educação Física, essa data deve ser lembrada principalmente pelas lutas classistas de todas as mulheres durante a história como Rosa Luxemburgo, Clara Zetkin, Alexandra Kolontai, Olga Benário, dentre tantas outras valorosas lutadoras do povo. Luta de trabalhadoras oprimidas pelo sistema capitalista e pela sociedade como um todo apenas por ser mulher. Este dia, que em sua origem é de luta contra o capitalismo, mais uma vez foi apropriado pelo capital e transformado em mercadoria, reforçando a ideologia de consumo, onde presentes são distribuídos, lojas fazem promoções especiais, algumas realizam a “Semana da Mulher” com dicas de moda, enfim, projetando todo o ideário de que mulher é e deve ser cada vez mais consumista e preocupada com sua aparência e afazeres domésticos!

Nesta data, não queremos flores, bombons, presentes domésticos nem promoções de perfumes e roupas caras. É preciso que lutemos lado a lado, homens e mulheres em conjunto contra toda e qualquer forma de opressão. Somente através da superação do capital é que seremos todas e todos de fato livres, e a luta da mulher trabalhadora é mais uma bandeira a ser erguida rumo a esta liberdade. Enquanto houver exploração da mulher, haverá luta! Enquanto houver qualquer tipo de opressão, não conseguiremos nosso objetivo central: a transformação radical da sociedade! Para trilhar este caminho só temos uma saída: à luta!