segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Eduardo Paes, nossas escolas não são fábricas!
sábado, 18 de dezembro de 2010
Moção de Repúdio ao despejo dos moradores da Ocupação Guerreiros Urbanos
A Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física repudia o despejo realizado no último dia 13 de dezembro pela Polícia Militar do Rio de Janeiro a mando do governo fascista de Sérgio Cabral e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ocupação Guerreiros Urbanos foi duramente reprimida pela polícia militar, que usou spray de pimenta, espancou e prendeu alguns militantes. Na ocupação se encontravam mulheres, crianças e até uma gestante. Já está se tornando rotina na cidade do Rio de Janeiro a repressão aos movimentos sociais e a criminalização da pobreza (vide o episódio recente no Complexo do Alemão). Essa onda de repressão se agrava com a realização dos megaeventos esportivos, que exige a remoção de milhares de famílias, principalmente de áreas prioritárias para o setor imobiliário, e instaura um clima de terror com sua política de “segurança”.
Defendemos a luta dos trabalhadores Sem-Teto! As políticas elaboradas pelos governos não atendem a demanda dos trabalhadores, mas sim os interesses das grandes empresas da construção civil e a especulação imobiliária. O programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida” é um exemplo disso: Lula entrega milhões de reais para os grandes empresários enquanto a população continua sem ter seus interesses atendidos.
Ratificamos nosso repúdio à truculência da PM-RJ e do Governo Sérgio Cabral que demonstram sua política de repressão aos movimentos sociais e criminalização da pobreza. Repudiamos também as políticas realizadas na área da habitação que atendem o interesse dos grandes empresários.
Contra a Repressão aos movimentos sociais e a criminalização da pobreza!
Contra o Governo Sérgio Cabral!
Por uma política de habitação que atenda os interesses dos trabalhadores!
EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA - GESTÃO 2010/2011
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Declaração da ExNEEF sobre o estado de violência instalado no Rio de Janeiro
Esta situação é conseqüência da política de segurança do governo de Sergio Cabral que visa “pacificar” as favelas. Para isso, estão sendo instaladas as Unidades de Policia Pacificadora (UPPs) com a desculpa de acabar com o trafico de drogas nestas regiões (o que é uma grande falácia). Essa política de segurança corrobora com a vinda dos megaeventos para o país, em especifico a esta cidade. Tal política também consiste em passar à população, além de uma idéia de vigilância, a idéia de segurança. Além das UPPs, varias medidas vem sendo tomadas, tais como a remoção de algumas comunidades e isolamento de outras através de tapumes e etc.
Como suposta resposta à política das UPPs, o crime organizado planejou inúmeros ataques a veículos em diversos locais da cidade, diante disso, o papel que o governo do estado cumpriu foi lamentável, instaurou uma guerra na cidade onde os maiores perdedores foram os trabalhadores. Cabral, com ajuda de Lula e do prefeito Eduardo Paes promoveu a barbárie na cidade, a mídia auxiliou em todo esse processo gerando o consenso de que aquela operação era necessária, e que, tínhamos que nos preparar para as noticias de possíveis mortes de pessoas inocentes.
Diante de tudo isso, a população assistiu passiva a todo esquema do governo para tomar o complexo do alemão. As bandeiras do Brasil e do Rio foram colocadas no alto do morro simbolizando que o Estado através da polícia chegou ao complexo. Infelizmente, a polícia é único destacamento do Estado que por lá chegou até agora, pois educação, saúde e cultura o Estado nunca se preocupou em prover.
Nesse sentido, a ExNEEF lamenta toda essa situação e repudia
o Governo de Sergio Cabral e a atuação da policia!
A ExNEEF acredita que ninguém nasce bandido, todavia pode se tornar
devido às condições e injustiças sociais em que são inseridas no sistema capitalista.
Por mais verbas para saúde, educação e cultura!
Contra os Megaeventos a serviço do Grande Capital!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Buscando melhores dias para a Cidade Maravilhosa*
Durante o segundo mandato de Lula/PT, o Brasil foi “premiado” com o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014, assim como “contemplado” pela vitória da cidade do Rio de Janeiro como sede de mais um grande evento: os Jogos Olímpicos de 2016. Percebemos a vinda desses eventos como recompensa ao governo tupiniquim, que tem garantido sua fidelidade aos organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.
Tal constatação fica ainda mais perceptível ao acompanharmos as diversas ações e reformas de cunho neoliberal realizadas ao longo dos oito anos de Lula à frente da Presidência da República, além de ações imperialistas como o envio de tropas do Exército brasileiro para reprimir a classe trabalhadora haitiana em nome de ‘missões humanitárias’ da Organização das Nações Unidas.
Lembro como se fosse hoje das notícias estampadas nos jornais de grande circulação: “Bandidagem derruba helicóptero da PM, após confronto nos Macacos”. Lembro também que esse confronto foi alguns dias depois da ‘Cidade Maravilhosa’ ganhar o direito de sediar em seu solo os Jogos Olímpicos daqui a seis anos. Depois desse triste acontecimento, o governador Sérgio Cabral/PMDB – fundamental aliado de Lula/PT – inicia nas comunidades populares, favelas e periferias a sua política de segurança, liderada pelas famigeradas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). As UPPs surgem sob o discurso de “pacificação” das favelas do Rio de Janeiro. Causa-me indagações e estranhezas o fato de que tais iniciativas são realizadas em áreas próximas aos estádios ou demais localidades onde ocorrerão os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, já que não acompanhamos o mesmo processo ocorrer em cidades como São Gonçalo, Niterói, Caxias... Outro questionamento importante refere-se a buscarmos o porquê do Estado, em vez de UPPs, não investir na implementação de mais escolas, saneamento básico, cultura etc., nessas localidades historicamente marginalizadas.
Todavia, entendemos que o Estado brasileiro NÃO vai fazer isso, pois as bases da sua política econômica não possibilitam investimentos reais nas áreas sociais. Por isso, para conter MILHARES de trabalhadores que ganham R$500, deixando-os quietos, são necessárias as violências policial e também dos traficantes – que só existem com incentivo do próprio Estado (que não realiza o efetivo combate ao tráfico de armas, drogas...) – já que é interessante a existência de várias facções criminosas para impossibilitar a união de todas as favelas.
Não podemos ser ingênuos ao ponto de não prever os acontecimentos que estão ocorrendo no Rio. Estava na cara que as UPPs trariam para a população ainda mais violência, insegurança e medo em vez de paz, tranqüilidade e liberdade. Essa caracterização é conseqüência da política dos Governos, que não são direcionadas para exterminar a pobreza, mas sim aterrorizar a população sofredora que precisa sobreviver em condições desumanas.
A pobreza, na minha concepção, só será exterminada quando trocarmos de modelo de sociedade. É preciso defender um modelo que garanta o investimento nas áreas sociais (Educação, Saúde, Cultura...), e isso só ocorrerá em uma sociedade socialista. Para lutarmos e conquistarmos melhorias, precisamos enquanto trabalhadores nos organizarmos em sindicatos, enquanto estudantes em Centros Acadêmicos, enquanto moradores em associações etc. E, juntos, independentes e contrários aos governantes e aos capitalistas, podemos combater o fascismo de Lula, Cabral e Paes, vislumbrando que o morro desça ao asfalto para trazer a liberdade e a felicidade para a população brasileira e insegurança apenas para os poderosos capitalistas.
*Thiago Coqueiro Mendonça "Lenny"
Militante do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa - UFRJ
